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31 de ago. de 2007

SEGURO EM CRISTO


"Porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus." Colossenses3.3
Cada crente que é honesto consigo mesmo vai admitir que está sempre escorregando na sua caminhada cristã. Ninguém é perfeito e, diariamente, devemos reivindicar a promessa de I João l .9: "se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." À vista de nossas fraquezas, é um consolo saber que estamos seguros em Cristo. Temos a confiança de que Ele vai nos guardar e nos conduzir até nosso destino final.
Refletindo sobre essa mesma verdade, F.B. Meyer escreveu a respeito de duas pessoas que desejavam escalar o Monte Everest. Contrataram três guias e começaram a subir pelo lado mais íngreme e escorregadio. Os homens amarraram-se na seguinte ordem: guia, turista, guia, turista, guia. Mal tinham subido um pequeno trecho quando o último da fila escorregou. Ficou temporariamente seguro pelos outros quatro, porque cada um deles tinha um gancho preso num local adequado escavado no gelo. Mas, então, o homem seguinte também escorregou, e puxou os dois que estavam acima dele. O único que permaneceu firme foi o primeiro guia, que havia enfiado uma cunha profundamente no gelo. Todos os homens que estava debaixo dele recuperaram suas posições porque o guia permaneceu firme. F.B. Meyer conclui a sua história com uma aplicação espiritual. "Eu sou como um dos homens que escorregou, mas, graças a Deus, estou preso a Cristo numa comunhão viva. Eu nunca perecerei porque Ele permanece firme."
Sim, o crente pode confiar que sua vida está "oculta juntamente com Cristo em Deus", e que ele nunca será condenado. Alegre-se, portanto, porque você está seguro nEle!
"O sangue de Cristo nos dá segurança; a Palavra de Deus nos dá certeza."
Fonte: Pão Nosso de Cada Dia.
26 de ago. de 2007

Um Deus sanguinário?


Saber por que Deus mandou matar no tempo do Antigo Testamento evita mal-entendidos.

Numa época em que o terrorismo e o fundamentalismo religioso estão sendo amplamente discutidos, surgem algumas dúvidas e confusões com relação a certos textos bíblicos. Robert Wright, autor de O Animal Moral: Psicologia Evolucionária e o Cotidiano, chegou a escrever que “se Osama bin Laden fosse cristão e quisesse destruir o World Trade Center, citaria a reação violenta de Jesus contra os vendilhões do templo”.
Exageros à parte, Wright não é o único escritor contemporâneo a comparar a postura de terroristas com certas passagens das Escrituras, especialmente aquelas em que Deus aparece intervindo de forma drástica na vida humana, ou ordenando a morte de pessoas. Mas o Deus do Antigo Testamento não é menos amoroso do que o Deus revelado por Jesus.
Para Chris Blake, autor de Searching for a God to Love [Procurando um Deus para Amar], “figuras de doenças em um livro de medicina não refletem o médico; elas ilustram a grande necessidade de cura”. A comparação é boa, uma vez que conhecer o contexto do Antigo Testamento – e as “doenças espirituais” do povo de Deus – ajuda, e muito, a entender certas reações divinas.
Blake faz outra comparação: “Deus Se revelava ao povo do Antigo Testamento como uma persiana num quarto escuro – uma lâmina por vez – para que eles se acostumassem aos poucos com a luz. Se Ele houvesse aberto totalmente a persiana e revelado Sua deslumbrante ternura e tremenda bondade, a luz teria cegado os antigos. Eles não teriam visto coisa alguma.”
Quando se conhece o contexto cultural da época, pode-se perceber que, na verdade, o Deus do Antigo Testamento é o mesmo no Novo. Senão, note este texto bíblico: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” São palavras de Jesus, certo? Certo. Mas elas estão registradas em Levítico 19:18, como tendo sido ditas primeiramente por Yahweh ao povo de Israel. Ainda que tenham sido necessárias atitudes extremas da parte de Deus em alguns momentos da História, uma coisa fica clara para o estudante da Bíblia: indiscutivelmente, do Gênesis ao Apocalipse, “Deus é amor” (1ª João 4:8).
ORDEM PARA MATAR –
Por que Deus mandou matar? Esta é a pergunta que se impõe quando certas passagens bíblicas são analisadas. A primeira dificuldade em se lidar com essa questão é justamente a pequena compreensão que o ser humano tem do caráter de Deus. As pessoas formam seus valores e tomam suas decisões através do paralelismo ou comparação. Escolhem este ou aquele produto comparando cores, formas, sabores, preço. Com relação ao divino, não há com o que ou com quem compará-lo. Diante do Senhor, não há paralelos que permitam identificar aquilo que Lhe é natural. Por isso, não podemos definir para o Criador padrões ou parâmetros do que seja justo, correto, bom e adequado. Os padrões da dimensão terrena e finita não podem ser parâmetros ou projeções para aquilo que está infinitamente acima da percepção e do conhecimento humanos.
A Bíblia fornece algumas pistas sobre a pessoa de Deus. Ela diz que Deus é puro, santo, justo e amoroso. Sua santa lei também possui esses atributos, pois é a expressão de Seu caráter. Assim, a conseqüência negativa surge porque o padrão divino para a vida humana é rompido. O “castigo”, antes de ser um ato isolado de um Ser superior e rigoroso, nada mais é do que o exercício zeloso e exigente da própria virtude que foi desprezada.
PUREZA –
A não observância da virtude divina da pureza foi a causa de muitas conseqüências negativas para o ser humano. O Dilúvio é uma delas: “E disse o Senhor: Destruirei da face da Terra o homem que criei [...] porque a Terra está cheia da violência dos homens; eis que os destruirei juntamente com a Terra” (Gên. 6:7 e13).
A impureza que se alastrava condenou toda a geração de Noé, numa oportunidade para um novo começo da raça humana. Note-se a grande longanimidade de Deus: Noé pregou por 120 anos que viria a destruição, mas os antediluvianos preferiram assumir as conseqüências.
Outro exemplo de extrema impureza: Sodoma e Gomorra. A destruição destas duas cidades evidencia a conseqüência do pecado. É uma das páginas mais tristes sobre o ponto a que pode chegar a depravação do ser humano. Não havia outro jeito! A impureza, cujo clamor subira aos Céus, tinha que ser exemplarmente condenada, como a um câncer que precisa ser extirpado, sob o risco de comprometer aquilo que ainda está são.
Por outro lado, Deus poupou a cidade de Nínive em circunstâncias semelhantes, devido ao arrependimento de todo o povo. Isso deixa evidente a misericórdia divina (ver Jonas 3:1-10).
A impureza na vida impede o ser humano de se aproximar de Deus. Foi o que aconteceu com Nadabe e Abiú. Por serem filhos do grande sacerdote Arão, julgavam que poderiam apresentar-se diante de Deus da forma como lhes convinha, e não de acordo com os preceitos divinos. As cerimônias do santuário apontavam para a obra intercessória de Cristo, e tinham um caráter sagrado. A impureza dos dois hebreus foi castigada: “Ora, Nadabe e Abiú [...] ofereceram fogo estranho perante o Senhor, o que Ele não ordenara. Então saiu fogo de diante do Senhor, e os devorou; e morreram perante o Senhor” (Lev. 10:1 e 2).
Posteriormente, por não ter outro alimento, Davi comeu dos pães da proposição, o que não era permitido (ver I Sam. 21:4-6). Mas Deus não o matou. Isso demonstra que a irreverência é mais uma disposição do coração do que meramente atos exteriores.
A impureza no coração faz desencadear uma série de atitudes e procedimentos contrários à vontade de Deus. Salta à vista a ingratidão do povo hebreu que, por mais de 400 anos, havia sido escravo dos egípcios e que agora, depois de libertado, ainda murmurava contra seu Libertador. O maná caía do céu diariamente, provendo-lhes o sustento necessário para a caminhada no deserto. Mas eles não estavam satisfeitos. Preferiam a comida que tinham no Egito. Foi preciso que Deus lhes permitisse comer carne e que muitos morressem, para que aprendessem a importante lição (Núm. 11:32-34). Ainda hoje o ser humano come aquilo que deseja e, depois, sofre os resultados de sua intemperança.
As trágicas mortes foram, portanto, o preço cobrado pela opção da impureza. As ocorrências terríveis relatadas na Bíblia tiveram suas causas em si mesmas explicadas. Não seria, na verdade, preciso que Deus atuasse diretamente para que cada um daqueles fatos ocorresse, pois, pela falta de pureza no viver, eles naturalmente iriam acontecendo.
SANTIDADE –
Santidade e pureza andam de mãos dadas. Enquanto pureza é eliminar tudo aquilo que prejudica o viver, santidade é somar tudo aquilo que exalta e dignifica o ser humano; enquanto pureza é retirar do viver ético tudo aquilo que rebaixa a vida moral, santidade é acrescentar padrões divinos à vida, pela comunhão com Jesus.
Santidade é o segundo padrão pelo qual o ser humano deve caminhar. Assim, a quebra deste padrão também traz consigo desgraças inevitáveis.
Israel estava diante da sonhada terra prometida. O grande confronto da santidade exigida do povo teria início a partir do momento em que a terra começasse a ser conquistada. Isso porque os povos que ali viviam não eram nada santos. Pelo contrário, eram imorais, violentos e idólatras, praticando toda sorte de profanação e ofensas ao nome de Deus. Essa diferença teria que ser clara e evidentemente absorvida pelo povo de Israel.
O padrão divino de santidade começou a ser mostrado através da cidade de Jericó e tudo o que nela havia: “A cidade, porém, com tudo quanto nela houver, será anátema ao Senhor; somente a prostituta Raabe viverá, ela e todos os que estiverem em casa” (Jos. 6:17). Raabe aceitou os termos do Senhor e foi salva, da mesma maneira que aqueles que aceitarem a Palavra de Deus serão salvos.
O Senhor ainda advertira Israel para não tomar nada do que fosse de Jericó – símbolo do pecado. A ambição de Acã foi maior e ele tentou esconder consigo algumas riquezas. Resultado: foi apedrejado e suas coisas queimadas (Jos. 7:15, 24 e 25).
Como escreveu Chris Blake, “Deus levantou Sua voz freqüentemente no Antigo Testamento para atrair a atenção dos filhos de Israel”. De fato, Deus precisava ser “duro” com Seu povo; afinal, Ele os havia conduzido até ali para serem luz para outros povos. O perigo da paganização era constante. As nações vizinhas possuíam divindades de caráter fundamentalmente violento e imoral, que conduziam o povo à guerra e à depravação. Os cultos eram verdadeiras orgias, com sacrifícios até de vidas humanas. Não havia como compactuar. O povo que deveria ser santo porque o seu Deus é santo tinha que lutar e eliminar por completo tais pecados.
Nos anos seguintes, Israel passaria por uma sucessão de altos e baixos espirituais. E Deus permitiria que Seu povo enfrentasse dificuldades e até humilhações com o objetivo de corrigi-lo. Deus, como sempre, seria constantemente mal entendido, enquanto o único responsável pelas desgraças continuava sendo o ser humano.
JUSTIÇA –
A justiça é outro padrão para o qual não temos paralelismo. Por isso, hoje, nem sempre é possível entender exatamente o porquê de certas coisas terem acontecido. Como exemplo da quebra deste padrão, tomemos apenas uma passagem: “Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. E os que o acharam apanhando lenha trouxeram-no a Moisés e a Arão, e a toda a congregação e o meteram em prisão, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Então disse o Senhor a Moisés: ‘Certamente será morto o homem; toda a congregação o apedrejará’” (Núm. 15:32-36).
Será que foi agradável para aquelas pessoas apedrejarem o homem? E por que “toda a congregação” deveria participar da terrível cena? Os preceitos para a vida de obediência e adoração a Deus já tinham sido declarados por Moisés, que os recebera do próprio Deus. O Senhor queria que o povo entendesse a importância de Seus mandamentos. Foi a desobediência que levou Lúcifer à ruína, privou Adão e Eva do Éden e traria desgraça ao povo. O transgressor do sábado, certamente não arrependido de seu feito, foi morto como exemplo da justiça divina e da gravidade do pecado. Se Deus perdoasse o homem em rebelião consciente, Satanás seria o primeiro a acusá-Lo de injusto.
É preciso que entendamos que o caminho da justiça de Deus se faz muitas vezes de forma incompreensível para nós, e que o Senhor não tem “prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva” (Eze. 33:11).
AMOR –
A quarta razão pela qual as manifestações negativas de Deus estão registradas na Bíblia é decorrente não da falha do ser humano diante de qualquer padrão divino, mas de uma decisão soberana e amorosa de Deus.
Por incrível que pareça, apenas uma vez o Senhor vai Se manifestar negativamente por causa do amor, e esta única vez é contra Ele mesmo: “Pois Deus amou tanto o mundo, que entregou o Seu Filho único, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16, Bíblia de Jerusalém). A palavra “entregou” poderia ser substituída por “matou”. Sim, porque não foi nada mais, nada menos do que isso.
Deus amou tanto a cada um dos seres humanos que deu o que mais amava: Seu único Filho. Quando Deus comissionou os anjos para guiar os pastores até Belém em forma de uma linda estrela, sabia que ela apontava para o Gólgota. Quando fez com que um exército de anjos cantasse “Glória a Deus nas alturas!”, sabia que esse coro celestial mais tarde se quedaria mudo, para ouvir o brado solitário e tenebroso do Calvário: “Por que Me desamparaste?” Quando permitiu que os magos do Oriente levassem ouro, incenso e mirra a Cristo, também sabia que os judeus e os romanos Lhe dariam a coroa de espinhos e a cruz. Ele sabia de tudo isso desde os tempos de Adão, passando por todas as épocas, porque já havia dado o Seu Filho, pelo grande amor com que nos amou.
O Pai Celestial sempre visou ao bem da humanidade. E para isso não poupou esforços, correndo mesmo o risco de ser mal interpretado. Por que Ele Se afligiu até suar sangue e morreu por decisão própria? Porque Deus, o Senhor, é puro, santo, justo e amoroso.

Michelson Borges
Jornalista e redator da Casa Publicadora Brasileira
24 de ago. de 2007

Carta ao Apóstolo Paulo


Conta-se que o Apóstolo Paulo enviou seu currículo para a Junta de Missões Mundiais de uma certa denominação, oferecendo-se para trabalhar como missionário. Após algumas semanas, o Secretário da Junta escreveu-lhe esta carta, justificando por que não poderia aceitá-lo.
Ao Reverendo Saulo Paulo
Missionário Independente
Roma, Itália
Caro Sr. Paulo:
Recebemos recentemente seu currículo, exemplares de seus livros e o pedido para ser sustentado pela nossa Junta como missionário na Espanha.
Adotamos a política da franqueza com todos os candidatos. Fizemos uma pesquisa exaustiva no seu caso. Para ser bem claro, estamos surpresos que o senhor tenha conseguido até aqui "passar" como missionário independente.
Soubemos que sofre de uma deficiência visual que, algumas vezes, o incapacita até para escrever. Essa certamente é uma deficiência grande para qualquer pessoa. Nossa Junta requer que o candidato tenha boa visão, ou que possa usar lentes corretoras.
Em Antioquia, o senhor provocou um entrevero com Simão Pedro, um pastor muito estimado na cidade, chegando a repreendê-lo em público. O senhor provocou tantos problemas que foi necessário convocar uma reunião especial da Junta de Apóstolos e Presbíteros em Jerusalém. Não podemos apoiar esse tipo de atitude.
Acha que é adequado para um missionário trabalhar meio-período em uma atividade secular? Soubemos que fabrica tendas para complementar seu sustento. Em sua carta à igreja de Filipos, o senhor admite que aquela é a única igreja que lhe dá algum suporte financeiro. Não entendemos o motivo, já que serviu a tantas igrejas.
É verdade que já esteve preso diversas vezes? Alguns irmãos nos disseram que passou dois anos na cadeia em Cesaréia e que também esteve preso em Roma, e em outros lugares. Não achamos adequado que um missionário da nossa Junta tenha folha corrida na polícia.
O senhor causou tantos problemas para os artesãos em Éfeso que eles o chamavam de "o homem que virou o mundo de cabeça para baixo". Sensacionalismo é totalmente desnecessário em Missões. Deploramos, também, o vergonhoso episódio de fugir de Damasco escondido em um grande cesto.
Estamos admirados em ver sua falta de atitude conciliatória. Os homens elegantes e que sabem contemporizar não são apedrejados ou arrastados para fora dos portões da cidade, tampouco são atacados por multidões enfurecidas. Alguma vez parou para pensar que palavras mais amenas poderiam ganhar mais ouvintes? Remeto-lhe um exemplar do excelente livro "Como Ganhar os Judeus e Influenciar os Gentios", de Dálio Carnego.
Em uma de suas cartas, o senhor referencia a si mesmo como "Paulo, o velho". As normas de nossa Missão não permitem a contratação de missionários além de uma certa idade.
Percebemos que é dado a fantasias e visões. Em Trôade, viu "um homem da Macedônia" e em outra ocasião diz que "foi levado até o Terceiro Céu e que ouviu palavras inefáveis". Afirma ainda que viu o Senhor e que ele o confortou. Achamos que a obra de evangelização mundial requer pessoas mais realistas e de mente mais prática.
Em toda a parte por onde andou, o senhor provocou muitos problemas. Em Jerusalém, entrou em conflito com os líderes do seu próprio povo. Se alguém não consegue se relacionar bem com seu próprio povo, como pode querer servir no exterior? Dizem que tem o poder de manipular serpentes. Na ilha de Malta, ao apanhar lenha, uma víbora se enroscou no seu braço, picou-o, mas nada lhe ocorreu. Isso soa muito estranho para nós.
O senhor admite que enquanto esteve preso em Roma, "todos o esqueceram". Os homens bons nunca são esquecidos pelos seus amigos. Três excelentes irmãos, Diótrefes, Demas e Alexandre, o latoeiro, disseram-nos que acharam impossível trabalhar com o senhor e com seus planos mirabolantes.
Soubemos que teve uma discussão amarga com um colega missionário chamado Barnabé e que acabaram encerrando uma longa parceria. Palavras duras não ajudam em nada a expansão da obra de Deus.
O senhor escreveu muitas cartas às igrejas onde trabalhou como pastor. Em uma delas, acusou um dos membros de viver com a mulher de seu falecido pai, o que fez a igreja ficar muito constrangida e a excluir o pobre rapaz.
O senhor perde muito tempo falando sobre a segunda vinda de Cristo. Suas duas cartas à igreja de Tessalônica são quase totalmente devotadas a esse tema. Em nossas igrejas, raramente falamos sobre esse assunto, que consideramos de menor importância.
Analisando friamente seu ministério, vemos que é errático e de pouca duração em cada lugar. Primeiro, a Síria, depois, Chipre, vastas regiões da Turquia, Macedônia, Grécia, Itália, e agora o senhor fala em ir à Espanha. Achamos que a concentração é mais importante do que a dissipação dos esforços. Não se pode querer abraçar o mundo inteiro sozinho.
Em um sermão recente, o senhor disse "Longe de mim gloriar-me, a não ser na cruz de Cristo". Achamos justo que possamos nos gloriar na história da nossa denominação, no nosso orçamento unificado, no nosso Plano Cooperativo e nos esforços para criarmos a Federação Mundial das Igrejas.
Seus sermões são muito longos. Em certa ocasião, um rapaz que estava sentado em um lugar alto, adormeceu após ouvi-lo por várias horas, caiu e quase quebrou o pescoço. Já está provado que as pessoas perdem a capacidade de concentração após trinta ou quarenta minutos, no máximo. Nossa recomendação aos nossos missionários é: Levante-se, fale por trinta minutos, e feche a boca em seguida.
O Dr. Lucas nos informou que o senhor é um homem de estatura baixa, calvo, de aparência desprezível, de saúde frágil e que está sempre agitado, preocupado com as igrejas e que nem consegue dormir direito à noite. Ele nos disse que o senhor costuma levantar durante a madrugada para orar. Achamos que o ideal para um missionário é ter uma mente saudável em um corpo robusto. Uma boa noite de sono também é indispensável para garantir a disposição no trabalho no dia seguinte.
A Junta prefere enviar somente homens casados aos campos missionários. Não compreendemos, nem aceitamos sua decisão de ser um celibatário permanente. Soubemos que Elimas, o Mágico, abriu uma agência matrimonial para pessoas cristãs aí em Roma e que tem nomes de excelentes mulheres solteiras e viúvas no cadastro. Talvez o senhor devesse procurá-lo.
Recentemente, o senhor escreveu a Timóteo dizendo que "lutou o bom combate". Dificilmente pode-se dizer que a luta seja algo recomendável a um missionário. Nenhuma luta é boa. Jesus veio, não para trazer a espada, mas a paz. O senhor diz "lutei contra as bestas feras em Éfeso". Que raios quer dizer com essa expressão?
Pesa-me muito dizer isto, irmão Paulo, mas em meus vinte e cinco anos de experiência, nunca encontrei um homem tão oposto às qualificações desejadas pela nossa Junta de Missões Mundiais. Se o aceitássemos, estaríamos quebrando todas as regras da prática missionária moderna.
Sinceramente,
A. Q. Cabeçadura
Secretário da Junta de Missões Mundiais
(desconheço o autor)
22 de ago. de 2007

Mensagem


ORAÇÃO INCESSANTE
“Orando em todo o tempo no Espírito” (Efésios 6:18).

Oração é comunicação com Deus e, como toda comunicação, ela pode ser desenvolvida ao máximo ou deixar se enfraquecer. O que você escolher determina a qualidade de sua vida espiritual.
Ironicamente, a liberdade de adoração que desfrutamos em nossa sociedade, e nosso padrão de vida, fazem com que, facilmente, nos tornemos complacentes sobre oração e presumidos na graça de Deus. Conseqüentemente, muitos que dizem que confiam em Deus, realmente vivem como se não precisassem dEle de forma alguma. Tal negligência é pecaminosa e leva ao desastre espiritual.
Jesus ensinou que “os homens devem sempre orar, e nunca desfalecer” (Lucas 18:1). “Desfalecer” fala de ceder ao mal, ou se tornar cansado ou covarde. Paulo adiciona que devemos orar em todo o tempo no Espírito, com toda oração e petição, e “estarmos alertas com toda perseverança e petição por todos os santos” (Efésios 6:18).
1 Tessalonicenses 5:17 diz, “Orai sem cessar”. Isto não significa que não devemos fazer nada, senão orar. Simplesmente, significa viver num constante estado de consciência de Deus. Se você vê um belo nascer-do-sol, ou um buquê de flores, sua primeira resposta é agradecer a Deus pela beleza de Sua criação. Se você vê alguém em agonia, você intercede em seu favor. Você vê toda experiência da vida em relação a Deus.
Deus quer que você seja diligente e fiel na oração. Com este objetivo em mente, devemos estudar a oração a partir de dois textos: a oração de Daniel em Daniel 9:1-19, e a oração dos discípulos em Mateus 6:9-13. Ambos são modelos de oração majestosa e eficaz.
À medida que estudarmos essas passagens, estejamos atentos ao nosso próprio padrão de oração. Examinemos cuidadosamente nossas fraquezas e forças. Estejamos preparado para fazer as mudanças que Deus pedir de nós.

John MacArthur Jr.
21 de ago. de 2007

Novo na Fé Cristã



Se você for novo na fé cristã, se recebeu recentemente Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal, está entusiasmado com sua nova experiência. Isso é saudável e bom. Os anjos de Deus também estão entusiasmados. Jesus disse: "Há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende." [Lucas 15:10]
Portanto, como um novo cristão, é muito importante que você reconheça sua necessidade pessoal de crescer diariamente na vida espiritual. Para tornar-se uma pessoa forte e espiritual, você precisa seguir as "regras de treinamento" encontradas na Palavra de Deus. Existem seis regras básicas sobre o crescimento espiritual:

1. Alimente-se da Palavra de Deus Diariamente
Somos projeto e criação de Deus; portanto, ele nos compreende perfeitamente. O Senhor conhece todas nossas necessidades. Sabe das nossas dúvidas, temores e fraquezas. É por este motivo que nos deu sua Santa Palavra. Estudando a Palavra de Deus, aprendemos a compreender a nós mesmos. As tendências pecaminosas da natureza humana são expostas com clareza e somos advertidos a fugir daquilo que contamina e afasta o homem de Deus. "De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra." [Salmos 119:9] Leia também Salmos 19:7-11.
A Palavra de Deus nutre o espírito do homem. O apóstolo Pedro a compara ao leite em 1 Pedro 2:2, "Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que por ele vos seja dado crescimento para salvação." Do mesmo modo como a criança precisa do leite para matar a fome, o cristão deve sentir fome pela Palavra de Deus. Quando você tem "fome e sede" [Mateus 5:6] pela Palavra de Deus, e alimenta-se periodicamente dela, o resultado será seu crescimento espiritual!
Uma alimentação adequada na Palavra de Deus não somente o guardará da morte espiritual, como também o capacitará a "suportar as dificuldades", como um bom soldado de Jesus Cristo" [2 Timóteo 2:3] Ao lutar contra a tentação, use "a espada do Espírito", que é a palavra de Deus" [Efésios 6:17]. Jesus exemplificou o uso dessa arma quando foi tentado no deserto pelo Diabo. [Mateus 4:1-11].
Além disso, um estudo pessoal da Palavra é essencial para ser "santificado e útil ao seu possuidor e preparado para toda boa obra" [2 Timóteo 2:21]. Se você deseja trabalhar para o Senhor, então estude para "apresentar-te a Deus, aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade." [2 Timóteo 2:15]
Agora, vamos considerar alguns pontos práticos que podem ajudá-lo na leitura e meditação na Bíblia. Se possível, escolha um horário e um local onde possa estar a sós com Deus, livre de interrupções. Certifique-se de estar mentalmente alerta e desligado das outras responsabilidades. Encare esse tempo como um compromisso seu com Deus e dê-lhe a prioridade apropriada. Gaste tempo suficiente para receber uma bênção real. Medite naquilo que você recebeu e compartilhe com outros sempre que tiver oportunidade durante o dia.

2. Preencha sua Vida com a Oração e o Louvor
Quando você medita nas Escrituras, Deus está falando com você. Quando ora ou louva, está expressando seus pensamentos e desejos a Deus. A oração e o louvor estão intimamente relacionados. A oração sempre deve incluir louvor a Deus por sua grandeza, seu amor, sua misericórdia, e assim por diante. O louvor sempre deve ser proferido em uma atitude de oração reverente. Juntos, produzem um espírito de adoração que você deve manter o tempo todo. É assim que podemos cumprir as recomendações em 1 Tessalonicenses 5:16-18, que diz, "Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco."
Para manter o espírito de devoção durante todo o dia, você precisa começar o dia com oração privada e pessoal. Se Jesus, o divino Filho de Deus, achou necessário passar muito tempo em oração particular, quanto mais deveríamos nós sentir a necessidade de passar tempo em oração particular com Deus! Os relatos bíblicos indicam que grandes homens e mulheres de Deus tornaram-se grandes por dedicarem muito tempo à oração.
Quando você preencher sua vida com oração e louvor, logo descobrirá o valor e a recompensa da oração. Que bênção quando aprendemos a lançar sobre o Senhor todas as nossas ansiedades [1 Pedro 5:7] e deixá-las ao seu cuidado! Que consolação tem o nosso coração quando pedimos com fé, crendo que Deus é "poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos" [Efésios 3:20]! Que privilégio e alegria termos um relacionamento de filho com o Pai perfeito [Romanos 8:15]!

3. Comunhão com os Verdadeiros Crentes
O salmista escreveu "Companheiro sou de todos os que te temem e dos que guardam os teus preceitos." [Salmos 119:63]. Provérbios 13:20 diz. "Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos se tornará mau." Essa Escritura diz que ficaremos iguais às companhias que tivermos. Encontramos advertências similares no Novo Testamento. O apóstolo Paulo disse aos coríntios, "Não vos enganeis, as más conversações corrompem os bons costumes." [1 Coríntios 15:33]. Ou, em outras palavras, as más companhias corrompem a boa moral. Em sua segunda carta, Paulo disse aos coríntios, "Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto, que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão da luz com as trevas?" [2 Coríntios 6:14] Essa Escritura ensina claramente que um filho de Deus não pertence à companhia dos infiéis. Isso significa que talvez você tenha que cortar algumas de suas amizades e fazer novos amigos.
O melhor lugar para encontrar o tipo certo de amizades é em uma igreja fundamentada na Bíblia. Se você ainda não está em comunhão com uma igreja local assim, precisa encontrar uma. Não ache que você não precisa se identificar com uma igreja organizada. Esse é um dos argumentos modernos que Satanás está usando. Um cristão sem uma igreja é como uma criança sem um lar. Algo muito importante está faltando.
Quando você encontrar uma igreja corretamente fundamentada na Bíblia, dê-lhe seu total apoio. Compareça regularmente aos cultos e envolva-se nas atividades espirituais da congregação. Submeta-se aos padrões e costumes da igreja [ela certamente terá alguns].
As bênçãos espirituais do relacionamento com um corpo de outros fiéis não pode ser comparado aos valores terrenos. Compartilhar as ordenanças; as expressões de amor fraternal; uma perfeita confiança um no outro; uma disposição de compartilhar e ajudar nos tempos de dificuldade; o aconselhamento e a admoestação fraternal — tudo isso é parte de uma comunidade cristã calorosa e espiritual. Como cristão, você certamente precisa dessa comunhão.

4. Abandone os Prazeres Pecaminosos Deste Mundo
Para fazer isso, você precisa compreender corretamente o relacionamento do cristão com este mundo pecaminoso. O apóstolo João escreveu, "Não ameis o mundo, nem as cousas que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente." [1 João 2:15-17] Esta Escritura, bem como muitas outras, diz-nos que o mundo está cheio do mal e da impiedade. Satanás é quem está na regência deste mundo. Ele é o espírito que trabalha contra Deus, produzindo as impiedades e o pecado que nos rodeia. [Efésios 2:2]
Alguns dos prazeres deste mundo podem parecer inocentes e inofensivos, mas um exame mais atento revelará que segui-los é o início de uma caminhada que leva o homem para longe de Deus. Servir aos prazeres do mundo é tentar gratificar a carne. Entretanto, nossa natureza pecaminosa nunca se satisfaz na indulgência; ela simplesmente quererá mais e mais e isso acaba afundando a pessoa em pecados cada vez maiores.
A resposta da Bíblia é: Crucifique a carne. "Os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com suas paixões e concupiscências." [Gálatas 5:24] "Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se pelo Espírito mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis." [Romanos 8:13] Precisamos dizer NÃO a todos os desejos pecaminosos. Qualquer envolvimento com os prazeres sensuais deste mundo certamente trará morte espiritual. Como um filho de Deus, você é chamado para uma vida de pureza e santidade.

5. Enfrente Toda a Oposição Com o Escudo da Fé
Oposição? Sim. Muitas Escrituras falam da experiência cristã como uma guerra e uma batalha contra o inimigo de nossas almas. Satanás está determinado a ganhá-lo de volta, de modo que você deve se preparar para a batalha. Satanás tem muitas ciladas, esquemas e estratagemas diferentes que usa para alcançar seus propósitos. Uma das suas armas mais eficientes é o desânimo. O Diabo sabe que se conseguir nos levar ao desânimo, provavelmente tiraremos nossa armadura. Assim, seremos um alvo fácil para ele. Alguns de seus ardis para nos levar ao desânimo são a dúvida, a preocupação e o medo.
Outro esquema de Satanás é enviar a zombaria. Ele sabe que todos queremos ser aceitos em um grupo social, de forma que envia escarnecedores para zombar de nós. Ele pode até mesmo usar seus familiares, colegas de trabalho ou qualquer outra pessoa. E eles terão muitas coisas para escarnecer, pois somos novas criaturas em Cristo Jesus [2 Coríntios 5:17].
Um dos ardis mais antigos de Satanás e que ele ainda usa muito é a sedução; ele faz o pecado parecer atraente e apelativo; procura despertar as paixões carnais que estão dentro de nós; esconde as conseqüências do pecado dos nossos olhos e diz, "Vá em frente, aproveite. Todo mundo faz isso." Mas essa é uma das muitas mentiras do Diabo. O final é remorso e vergonha. A sedução nada mais é que o engano do pecado. Essa é uma tentação muito comum para a qual você deve estar vigilante.
Mas, graças a Deus, que nos dá as condições de sermos vitoriosos nessa batalha. Paulo, um dos maiores expoentes da fé cristã, brindou-nos com estas palavras: "Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do Diabo ... abraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno." [Veja Efésios 6:10-18] Quando a oposição vier, não vire as costas; enfrente o inimigo na força do Senhor e abraçando o escudo da fé. Deus lhe dará a vitória.

6. Siga o Exemplo de Jesus Cristo de Serviço e Submissão
Jesus Cristo veio a este mundo para ser nosso exemplo e para que sigamos seus passos [1 Pedro 2:21]. "Ele não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos." [Mateus 20:28] Jesus sempre fez o bem. [Atos 10:38] Ele curou os enfermos; disse palavras de conforto àqueles que estavam aflitos e feridos, e ofereceu libertação àqueles que estavam acorrentados ao pecado. Ele é nosso exemplo perfeito do amor e da compaixão de Deus pelos homens. Agora que você é um cristão, precisa também seguir esse exemplo de Jesus.
Isso requer uma submissão total ao senhorio de Jesus Cristo. Significa que você não apenas o recebe como seu Salvador do pecado, mas que também o proclama como Rei da sua vida. Verdadeiramente, devemos toda nossa vida a ele. Somos dele por criação e por redenção. "Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmo? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo." [1 Coríntios 6:19]
A verdadeira beleza de caráter; a verdadeira paz, alegria e felicidade; o verdadeiro propósito e significado na vida encontram-se somente em ser um discípulo voluntário e que ama o Senhor Jesus Cristo. Isso requer um compromisso diário da sua parte. Cada dia você precisa colocar no seu coração o propósito de seguir fielmente o exemplo de Cristo e permitir que o "fruto do Espírito" [Gálatas 5:22, 23] encha sua vida. Se seguir com fidelidade diariamente, tornar-se-á cada vez mais parecido com seu Mestre e Senhor. Certamente, o objetivo de todo cristão é ser conformado com a imagem de Cristo [veja 2 Coríntios 3:18]. Que Deus o abençoe na sua caminhada e, como Cristo, tenha seus olhos nos objetivos celestiais, sabendo que após a cruz, vem a coroa.
- James L. Martin
18 de ago. de 2007

PAI NOSSO


Se na minha vida, fecho o meu coração ao amor.
Será inútil dizer: PAI NOSSO.
Se os meus valores estão nos bens da terra.
Será inútil dizer: QUE ESTÁS NO CÉU.
Se penso apenas em ser cristão por medo e comodismo.
Será inútil dizer: SANTIFICADO SEJA O TEU NOME.
Se amo a vida terrena cheia de supérfluos e futilidades.
Será inútil dizer: VENHA A NÓS O TEU REINO.
Se o minha vontade é que os meus desejos se realizem.
Será inútil dizer: SEJA FEITA A TUA VONTADE.
Se prefiro acumular riquezas e desprezar os meus irmãos,
Será inútil dizer:O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DÁ HOJE.
Se não me importa ferir, oprimir ou magoar meus irmãos,
Será inútil dizer: PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A OUTROS.
Se escolho o meu andar e não o caminho de Cristo.
Será inútil dizer: NÃO NOS DEIXES CAIR NA TENTAÇÃO
Se procuro os prazeres e tudo o que é proibido me seduz.
Será inútil dizer: LIVRA-NOS DO MAL....
Se sou assim, e nada faço para me modificar.
Será inútil dizer: AMÉM.
16 de ago. de 2007

O PECADO DA INCREDULIDADE


por Thomas Goodwin
Entre os que professam ser "cristãos" há três pontos de vista em relação à morte de Cristo. Crê-se que Cristo morreu por uma das seguintes razões:
1 - Pelos pecados de todos os homens.
2 - Por todos pecados de alguns homens.
3 - Por alguns pecados de todos os homens.
A terceira razão é incompatível com o cristianismo porque, se a propiciação cobriu somente alguns pecados, então todos teríamos pecados não cobertos, e terminaríamos condenados irremediavelmente.
A segunda razão é chamada às vezes de “o ponto de vista calvinista" e ensina que há uma salvação eficaz para somente algumas pessoas eleitas.
A primeira razão é a idéia de uma propiciação universal. Esta idéia tem certos problemas lógicos, porém, como a maioria dos cristãos não se sente confortável com a idéia de uma salvação pela metade (a terceira razão), e não quer admitir que Deus é o que decide quem será salvo e quem não, então se contentam em crer que Cristo morreu por todos os pecados de todos os homens.
O problema está em explicar como é que muitas pessoas cujos pecados foram propiciados, finalmente terminam no inferno. Se Cristo morreu por todos os pecados de todos os homens, então todos os homens, sejam budistas, muçulmanos, hindus, católicos, protestantes, e até os ateus devem ir para o céu.
Alguém pode contestar que a resposta ao problema é a falta de fé ou, em outras palavras, a incredulidade. Contudo, o problema aqui é que a incredulidade é também um pecado, o mais horrível de todos os pecados.
Se Cristo morreu por todos os pecados, então morreu pelo pecado da incredulidade também. Porém, se morreu para propiciar todos os pecados menos o da incredulidade, então estamos dizendo que morreu somente por alguns pecados de todo o mundo. Porém, se Cristo morreu por todos os pecados, e se morreu por todos os homens, então morreu por todos os pecados de todos os homens, incluindo a incredulidade deles.
No fundo, o problema que temos, que não nos deixa resolver o dilema com a doutrina da propiciação, está ligado à nossa filosofia moderna relacionada com o homem e seus "direitos". O lema político moderno nos tem ensinado a liberdade para todos, comida e educação para todos, saúde e moradia para todos, e assim por diante. A idéia de um Deus, que é o fator determinante de tudo, não é bem aceita pelo homem moderno. Nos têm ensinado nas escolas que se devem tolerar distinções de pessoas nesta vida, e por isso supomos que não deve haver distinções de posições na vida espiritual. Se cremos na liberdade para todos no mundo, porque não crer na propiciação para todos para ir para o céu?
Todavia, Deus não governa o universo como em uma democracia. A salvação, ao contrário da liberdade política, não é um direito que podemos reclamar. O grito "dêem-nos uma oportunidade a todos por igual" é um lema bonito para ser apresentado em uma reunião política. Entretanto, não se deve dizer isso diante de Deus. Não nos acercamos do Soberano do universo como cidadãos que demandam direitos. Nos acercamos como rebeldes violentos, réus dignos de morte e insolentes; que temos pisoteado Sua vinha, atacado Seus obreiros, e assassinado a Seu Filho. Não há sequer um de nós que mereça ser perdoado; e se Deus fosse perdoar a alguns dos culpados, poderiam os outros culpados se queixar?
Aos homens não se tem dado uma "oportunidade" de se salvarem. Em vez de lhes dar oportunidades, lhes é dada a graça. Recebem de Deus "graça", não "direitos". Nós devemos permanecer maravilhados ante tão grande misericórdia. Porém alguns, soberbamente, demandam que Deus dê a graça a todos por igual. Mas Deus não está sujeito à constituição de nenhum país.
A Bíblia nos diz, antes da morte de Cristo, que Ele viria para "salvar Seu povo de seus pecados". Durante Seu ministério na terra, Ele proclamou constantemente que havia vindo para um grupo especial de pessoas, que Ele chamou de Suas "ovelhas" as quais são distintas de outras que não são ovelhas (veja João 10).
Traduzido por: Felipe Sabino de Araujo Neto
15 de ago. de 2007

A síndrome do papagaio


Você já percebeu como as pessoas gostam de repetir o que os outros falam?
Não vou lhe dizer que essa prática seja imprópria, mas é bom analisar o que se ouve, para evitar situações constrangedoras... Na famosa igreja de Beréia, os cristãos recebiam de bom grado as pregações. Mas não as consideravam verdades bíblicas antes de confrontá-las com as Escrituras (At 17:11).
Essa síndrome do papagaio se verifica nos diversos versículos “novos” que alguns pregadores insistem em repetir. Ouviram alguém, um dia, pronunciar uma dessas frases e começaram a citá-las como verdade, sem, antes, conferir a sua autenticidade bíblica.
Há alguns anos, tive o cuidado de reunir, com a ajuda de meus alunos do seminário teológico, várias “pérolas” que muitos repetem pensando ser versículos bíblicos... Você está “curioso” para conhecê-las? Quer saber se tem empregado alguma?

“A voz do povo é a voz de Deus”
Ouvi um pregador citando essa frase antibíblica e extrabíblica, oriunda do latim vox populi, vox Dei, como se fosse bíblica! Quando Jesus andou na terra, a opinião do povo a seu respeito era variada. Uns o consideravam pecador (Jo 9:16) ou endemoninhado (Mt 12:24), e outros criam que era um profeta (Mt 16:13,14). Enquanto isso, a voz de Deus ecoava: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3:17). Seria a voz do povo a voz do Senhor?

“Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”
Esse provérbio popular alude à persistência. Conquanto não apareça nas páginas sagradas, realça o princípio da perseverança na oração (Mt 7:7,8; Lc 18:1-8). Isso, porém, não nos autoriza a citar a frase como se fosse um versículo inspirado da Palavra de Deus. Trata-se de um bom pensamento, mas extrabíblico!

“Até 1000 irá; de 2000 não passará”
Essa frase já virou história... Muitos “profetas da última hora” a usaram para alertar acerca da iminente volta de Cristo, antes ou durante o ano 2000. Mas o que a Bíblia realmente diz acerca da vinda de Jesus? As palavras de Cristo quanto ao Arrebatamento da Igreja são mais do que claras: “... daquele dia e hora ninguém sabe...” (Mt 24:36). Leia também Atos 1:7, I Tessalonissenses 5:1 e II Pedro 3:8.

“Deus cegou os entendimentos dos incrédulos”
Ouvi um pregador dizendo isso... Mas, foi Deus quem cegou o entendimento dos incrédulos?! A Bíblia diz: “... o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (II Co 4:4). Esse “deus” é o diabo, e não o Deus verdadeiro que ilumina os que estão em trevas (Jo 8:12; I Jo 1:7).

“Diga-me com quem tu andas, e eu te direi quem és”
Clássica, não? Quantos pregadores não usam essa frase... Alguém já chegou a dizer acerca dela: “Não está na Bíblia? Então deveria estar!” Bem, a Bíblia apresenta versículos parecidos, que podem ser usados em lugar da frase em questão: “O homem violento persuade o seu companheiro, e guia-o por caminho não bom” (Pv 16:29); “Não entres na vereda dos ímpios, nem andes pelo caminho dos maus. Evita-o, não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo” (Pv 4:13,14).

“É dando que se recebe”
Essa conhecida frase é extrabíblica, mas não chega a ser antibíblica, pois confirma as palavras de Jesus em Lucas 6:38. Não deve, porém, ser usada como um versículo bíblico inspirado. O pregador só deve dizer “a Bíblia diz” quando for citar uma passagem das páginas sagradas.

“Esforça-te, e eu te ajudarei”
A expressão “Esforça-te” aparece doze vezes na Bíblia, mas nunca acompanhada da frase “Eu te ajudarei”. Observe: “Esforça-te, e tem bom ânimo” (Js 1:6,7,9,18; I Cr 22:13; 28:20); “Esforça-te, e esforcemo-nos” (I Cr 19:13); “Esforça-te, e faze a obra” (I Cr 28:10); “Esforça-te, e clama” (Gl 4:27). No plural, ela aparece oito vezes, sem o complemento citado (Nm 13:20; Js 10:25; 23:6; I Sm 4:9; 13:28; II Cr 15:7; Sl 31:24; Ag 2:4). Apesar disso, não há dúvida de que o Senhor ajuda os que se esforçam.

“Eu venci o mundo, e vós vencereis”
É claro que através da vitória de Cristo todos os seus seguidores autênticos, nascidos de Deus (I Jo 5:4), se tornam mais do que vencedores (Rm 8:37). Não obstante, as palavras de Jesus em João 16:33 foram apenas: “Tenho-vos dito isto para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. O complemento “e vós vencereis” é um acréscimo às palavras do Mestre, prática que ele mesmo proibiu (Ap 22:18).

“Fazei o bem sem olhar a quem”
Essa frase é uma distorção de Gálatas 6:10: “Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé”. O cristão deve fazer o bem, pois ele tem a bondade, um dos elementos do fruto do Espírito (Gl 5:22). Mas fazer o bem “de olhos fechados” pode ser perigoso.
Existem muitas pessoas que dizem ser missionários ou pastores. Eles sempre contam casos tristes para aplicar os seus “golpes”, e os irmãos bondosos, por não olharem a quem estão ajudando, acabam sendo lesados. Cabe-nos ajudar as pessoas comprovadamente necessitadas: “Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra” (Dt 15:11).

“Jesus é o Médico dos médicos”
Certos pregadores afirmam: “A Bíblia diz que Jesus é o Médico dos médicos”. Nas Escrituras, não existe esta menção. Jesus é chamado de Senhor dos senhores e Rei dos reis (Ap 17:14). Em nenhum lugar ele é chamado de Médico dos médicos. A expressão hebraica que demonstra o seu poder de curar os enfermos é “Yahweh-Roph´eka”, que significa “O Senhor que te sara”, também traduzida como: “O Senhor, teu Médico” (Êx 15:26).

“Mente vazia é oficina do diabo”
De fato, a pessoa que não ocupa a sua mente com as “coisas que são de cima” (Cl 3:1,2) acaba ficando vulnerável aos ataques do adversário. Como ser espiritual, ele tem influência sobre a mente dos incrédulos (II Co 4:4; Ef 6:17). Segue-se que a frase é apenas apropriada para ilustrar o papel do diabo como tentador, não devendo ser usada com um versículo sagrado.

“Não cai uma folha de uma árvore sem a vontade de Deus”
A Bíblia mostra claramente que Deus é o Controlador da natureza. Em Isaías 40:12-31, vemos como tem o Universo em sua mão e faz o que lhe apraz. Apesar disso, a frase em questão não é um versículo bíblico!

“O amor encobre uma multidão de pecados”
Essa frase possui um acréscimo sutil, o prefixo “en”, capaz de torcer a mensagem bíblica. Encobrir significa esconder, ocultar. E, de acordo com a Bíblia, “O que encobre as suas transgressões, nunca prosperará” (Pv 28:13). É preciso atentar para o que realmente as Escrituras dizem: “... o amor cobrirá uma multidão de pecados” (I Pe 4:8).
Dentro do contexto bíblico, cobrir significa perdoar. E a diferença entre cobrir e encobrir pecados é vista principalmente no Salmo 32: “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto” (v. 1); “Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri” (v. 5).

“O cair é do homem, mas o levantar é de Deus”
É comum o uso dessa frase para animar irmãos que fracassam na fé. Quem a usa, tenta demonstrar que a pessoa caída não precisa se preocupar. Deus a levantará em tempo oportuno. Entretanto, se o homem não tomar uma posição, levantando-se, tal como o filho pródigo, Deus não o socorrerá (Lc 15:17-24).
O texto de Tiago 4:8 mostra que o primeiro passo deve ser dado pelo homem. A Bíblia não diz: “Quando Deus se chegar a ti, chega-te para ele”. O homem precisa querer, desejar se chegar a Deus. Em toda a Escritura, observa-se que Deus convida o homem a se levantar, pois o cair é do homem, e o levantar também é do homem (Pv 24:16; Ef 5:14)!

“O dinheiro é a raiz de todos os males”
Às vezes, por não ler a Bíblia com atenção, alguns pregadores caem no erro de omitir parte dos versículos bíblicos, gerando confusão. O dinheiro é importante e precisamos dele para a nossa manutenção. O errado é pôr o coração nele (Mt 6:19-21). Paulo não condenou o dinheiro, mas sim a ganância e a avareza: “Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (I Tm 6:10).

“O pouco com Deus é muito”
Há pregadores citando essa frase como se fosse bíblica. É verdade que a matemática de Deus é diferente, pois quanto mais se tira tanto mais é acrescentado (Pv 11:24). Todavia, conquanto a frase em questão seja correta, não está registrada no Livro Sagrado.

“Os viciados não herdarão o reino de Deus”
A palavra “viciado” se aplica à pessoa que possui qualquer tipo de vício (do latim vitiu, tendência habitual para o mal). Mas a Bíblia não condena de forma explícita os viciados, como ocorre neste pseudoversículo bíblico. Alguém poderá perguntar: “Se a Bíblia não condena especificamente o cigarro ou algum tipo de droga, eu tenho permissão para usá-los?”
Nos tempos do Novo Testamento, ainda não havia o cigarro nem as drogas conhecidas hoje, não havendo razão para os escritores neotestamentários condená-los de modo específico. Contudo, está claro nas páginas sagradas que os que destroem o corpo, independentemente da maneira como o fazem, não herdarão o reino de Deus (I Co 6:10-20; Gl 5:19-21). Ademais, Zofar alertou: “Porque ele [Deus] conhece os homens vãos, e vê o vício; e não o terá em consideração?” (Jó 11:11). Leia também Daniel 6:4.

“Quem com ferro fere, com ferro será ferido”
Essa frase, empregada para enfatizar a justiça de Deus, não está registrada na Bíblia Sagrada. É uma deturpação das palavras de Jesus a Pedro: “Mete no seu lugar a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada à espada morrerão” (Mt 26:52).

“Quem dá aos pobres, empresta a Deus”
Usada principalmente pelos católicos romanos, essa frase já está nos lábios de alguns cristãos. Todavia, o versículo bíblico que mais se aproxima de tal afirmação é Provérbios 19:17: “Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, e ele lhe pagará o seu benefício”. Alguém dirá: “Mas não é a mesma coisa?” Não! Pois o versículo bíblico possui o selo da inspiração!

“Quem não vem pelo amor, vem pela dor”
É verdade que muitas pessoas, depois de passar por uma dolorosa experiência, entendem a vontade de Deus (Dn 4:30-37; At 9). Entretanto, isso não é uma regra. Existem pessoas que nem mesmo pela dor se arrependem. Por isso, a Palavra de Deus alerta: “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem que haja cura” (Pv 29:1).

“Vem a mim como estás”
Jesus recebe o pecador arrependido na condição em que está. Todavia, a frase em questão não está registrada nos Evangelhos, apesar de ser usada com freqüência por muitos pregadores. Em seu lugar, pode-se usar um versículo bíblico autêntico, como Mateus 11:28: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”.
Portanto, não seja como o papagaio, que repete, repete, repete... Seja como os bereanos, que examinavam nas Escrituras tudo o que ouviam. Afinal, a própria Bíblia Sagrada diz: “Examinai tudo. Retende o bem” (I Ts 5:21).

Pr. Ciro Sanches Zibordi
13 de ago. de 2007

Considerações no Livro do Profeta Isaías


Parte 18
Na Parte I, Jerusalém é representada por um lugar desolado e está sentada no pó — (3:26) As suas portas chorarão e estarão de luto; Sião, desolada, se assentará em terra. — Na Parte III, ela é exortada a se levantar da terra e a tirar de si o pó — (52:2) Sacode-te do pó, levanta-te e toma assento, ó Jerusalém; solta-te das cadeias de teu pescoço, ó cativa filha de Sião. Similarmente, Israel, na Parte I, é “uma floresta onde não há água” — (1:30) Porque sereis como o carvalho, cujas folhas murcham, e como a floresta que não tem água. — ou uma vinha na qual as nuvens receberam ordem de não chover — (5:6) torná-la-ei em deserto. Não será podada, nem sachada, mas crescerão nela espinheiros e abrolhos; às nuvens darei ordem que não derramem chuva sobre ela. — Porém, na Parte III, a promessa é no sentido de que Israel será como um jardim regado e como um manancial — (58:11) O Senhor te guiará continuamente, fartará a tua alma até em lugares áridos e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas jamais faltam.
Deus condenou Israel, na Parte I, por suas iniqüidades — (5:5-7) Agora, pois, vos farei saber o que pretendo fazer à minha vinha: tirarei a sua sebe, para que a vinha sirva de pasto; derribarei o seu muro, para que seja pisada; torná-la-ei em deserto. Não será podada, nem sachada, mas crescerão nela espinheiros e abrolhos; às nuvens darei ordem que não derramem chuva sobre ela. Porque a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta dileta do Senhor; este desejou que exercessem juízo, e eis aí quebrantamento da lei; justiça, e eis aí clamor. — Como também em — (32:10-14) Porque daqui a um ano e dias vireis a tremer, ó mulheres que estais confiantes, porque a vindima se acabará, e não haverá colheita. Tremei, mulheres que viveis despreocupadamente; turbai-vos, vós que estais confiantes. Despi-vos, e ponde-vos desnudas, e cingi com panos de saco os lombos. Batei no peito por causa dos campos aprazíveis e por causa das vinhas frutíferas. Sobre a terra do meu povo virão espinheiros e abrolhos, como também sobre todas as casas onde há alegria, na cidade que exulta. O palácio será abandonado, a cidade populosa ficará deserta; Ofel e a torre da guarda servirão de cavernas para sempre, folga para os jumentos selvagens e pastos para os rebanhos. Todavia, na Parte III, a promessa feita é — (62:4-12) Nunca mais te chamarão Desamparada, nem a tua terra se denominará jamais Desolada; mas chamar-te-ão Minha-Delícia; e à tua terra, Desposada; porque o Senhor se delicia em ti; e a tua terra se desposará. Porque, como o jovem desposa a donzela, assim teus filhos te desposarão a ti; como o noivo se alegra da noiva, assim de ti se alegrará o teu Deus. Sobre os teus muros, ó Jerusalém, pus guardas, que todo o dia e toda a noite jamais se calarão; vós, os que fareis lembrado o Senhor, não descanseis, nem deis a ele descanso até que restabeleça Jerusalém e a ponha por objeto de louvor na terra. Jurou o Senhor pela sua mão direita e pelo seu braço poderoso: Nunca mais darei o teu cereal por sustento aos teus inimigos, nem os estrangeiros beberão o teu vinho, fruto de tuas fadigas. Mas os que o ajuntarem o comerão e louvarão ao Senhor; e os que o recolherem beberão nos átrios do meu santuário. Passai, passai pelas portas; preparai o caminho ao povo; aterrai, aterrai a estrada, limpai-a das pedras; arvorai bandeira aos povos. Eis que o Senhor fez ouvir até às extremidades da terra estas palavras: Dizei à filha de Sião: Eis que vem o teu Salvador; vem com ele a sua recompensa, e diante dele, o seu galardão. Chamar-vos-ão Povo Santo, Remidos-do-Senhor; e tu, Sião, serás chamada Procurada, Cidade-Não-Deserta.
Novamente, na Parte I, Jeovah é anunciado ao seu povo como uma “coroa de glória” e um “belo diadema” — (28:5) Naquele dia, o Senhor dos Exércitos será a coroa de glória e o formoso diadema para os restantes de seu povo. — E, na Parte III, encontra-se a imagem que completa essa idéia, profetizando que Israel será como uma “coroa de glória e um diadema real” nas mãos de Jehovah — (62:3) Serás uma coroa de glória na mão do Senhor, um diadema real na mão do teu Deus.
Os “espinhos e os abrolhos” que são apresentados, na Parte I, como aquilo que Israel produz, como transcrito em 5:6 acima, dão lugar, na Parte III, a um melhor desenvolvimento, isto é, — (55:13) Em lugar do espinheiro, crescerá o cipreste, e em lugar da sarça crescerá a murta; e será isto glória para o Senhor e memorial eterno, que jamais será extinto.
Pode-se observar, também, que o colorido literário das cenas inclui alusões a agentes naturais que as compõem, como montanhas, florestas, árvores, rochas, torrentes, campos férteis e muitos outros, tendo a mesma força e conotação em todo o livro. O cenário de Isaías está todo na Síria e na Palestina, e não na Babilônia ou no Egito, exceto numa curta passagem (19.5-10). A admiração do profeta é dirigida ao Líbano, com os seus cedros fortes e altos, com seus ciprestes, olmeiros e buxos, bem como aos carvalhos de Basã. Igualmente, Isaías se refere ao Carmelo (palavra usada como substantivo comum no hebraico, com o significado de “terra frutífera” ou “pomar”; pode também ser usada para designar grãos frescos de cereal.) e a Sarom (lugar plano, ou planície; compreende a maior das planícies costeiras da Palestina.) e volta sua atenção para a rica região de Gileade com suas vinhas, frutos de verão e abundantes colheitas. As árvores são todas da Palestina ou da Síria, como os cedros, os carvalhos, os pinheiros, as figueiras, os ciprestes, as acácias, as oliveiras, as murtas e as vinhas. A palmeira, gloria da Babilônia, não recebe qualquer citação. O abundante vale do rio Eufrates é citado apenas uma vez (8.7). Em várias passagens, as águas referidas consistem de ribeiros, torrentes, fontes, açudes ou reservatórios, mananciais e coisas que tais, sendo todas essas formas familiares aos habitantes da Palestina. Rochas, cavernas, buracos na terra e penhas formam, também, os cenários do profeta e são coisas desconhecidas na topografia da Babilônia. De igual modo, montes, outeiros, madeiras, bosques, animais selvagens compõem as imagens de Isaías.
É evidente a origem palestina do “segundo Isaías”, embora tal assertiva não prove, conclusivamente, nada a respeito da autoria do livro. Contudo, a Parte III está em perfeita harmonia com as Partes I e II, constituindo-se num argumento de peso a favor da unidade de toda a obra do profeta Isaías.
Com essa palavras concluímos essas considerações, afirmando, mais uma vez, que Isaías é o mais profundo e completo profeta de Deus, no Antigo Testamento.
Pedro Corrêa Cabral
Maceió, março de 2002
12 de ago. de 2007

Dia dos Pais > NA CASA DE MEU PAI HÁ MUITAS MORADAS DE ALEGRIA


Caio Fábio fala sobre seu pai
(papai antes de entrar na sala de cirurgia hoje de manhã – dia 07/08/2007)
Quando cheguei aqui ontem à noite, ele já estava dormindo.
Mamãe me disse para ir vê-lo, no quarto. Dormia quieto. Fiquei ali, parado ao lado de sua cama, e fui tomado por milhares de memórias.
Ele jovem, fazendo-me sentir o mais bem-aventurado dos filhos deste mundo.
Ele intenso, empresário, advogado astucioso e culto.
Ele falido, quebrado, traído, amargurado, chocado pela realidade.
Ele encontrando com ELE e se tornando como uma criança do reino.
Ele pastor porque era pastor.
Ele amante de seres humanos, tomado pelo Evangelho como nunca antes ou depois eu jamais vi.
Ele de joelhos por mim, anos...
Ele me ensinado a ler a Palavra, a jejuar, a enfrentar demônios, e a crer na Graça.
Ele como homem de dores (e quantas têm sido as suas dores!) — na alma, no corpo, nos choques de amar sempre e nunca desistir.
Ele ficando velho.
Ele ficando cego.
Ele quase morrendo..., mas eis que sempre vivendo.
Ele alquebrado, porém nunca fraco.
Ele sempre fazendo, construindo, e, sobretudo, sempre ouvindo gente e ajudando a todos.
Ele não sendo honrado como a honra da gratidão mandaria por parte de muitos que comeram em suas mãos e hoje o tratam como se ele não fosse ele.
Ele, porém, sempre sereno. Sempre paciente. Sempre vendo o melhor em todos. Sempre cobrindo pecados com misericórdia.
Ele nunca julgando, carregando pavor de cometer uma blasfêmia contra a alma de alguém.
Ele transcendido...
Ele arrebatado aos céus.
Por último lembrei-me do que ele me disse quando se anunciou a operação de hoje:
“Meu filho! Seu paizinho tem três opções: fazer a cirurgia e não sobreviver e ir estar com o Senhor. Fazer a cirurgia, sobreviver de modo imediato, mas morrer das complicações e ir estar com o Senhor. Ou então, meu filho, seu paizinho pode passar bem por tudo, ganhar mais saúde, viver mais tempo aqui até ir morar com o Senhor. São três opções que me levam ao mesmo desfecho: morar com o Senhor. Não são ótimos os meus prognósticos?”
Vim para meu quarto (na casa de papai e mamãe) e chorei sobre muitas boas e significativas outras lembranças.
Acordei cedo porque ele mandou me acordar aí pelas 6 horas da manhã. Não queria chegar atrasado para a cirurgia.
Há uma semana atrás eu tentei demovê-lo de fazer uma cirurgia de quatro desdobramentos: tirar a próstata, operar a bexiga toda deformada pela próstata imensamente crescida, fazer uma intervenção no rim direito (um cisto não identificado), e cortar a base inferior do rim esquerdo, comprometido por algo que pode [ria] ter natureza cancerígena. Preocupava-me também a “sobrevivência” do cérebro dele, depois de tantas cirurgias gerais que fez no curso da vida, e, agora, mais esta, com quase 83 anos.
“Meu filho! Quando você esteve aqui há dois meses, me achou bem e forte?”
“Sim, pai. Você estava ótimo!”
“Pois bem, é assim que eu continuo: ótimo, forte e tranqüilo. Pode haver condição melhor para operar? Fique tranqüilo meu filho!”
Hoje cedo fiz o que em muitas outras vezes também fiz: preparei-o para a cirurgia. Ele sempre bem humorado e confiante. Tirei fotos dele e ele brincou e posou. Viu minhas manas Suely e Ana derramando lágrimas e disse: “Ânimo! Confiança! Está tudo bem!”.
Os médicos e enfermeiras sempre ficam impactados e em geral choram quando ele deixa o hospital — é um conforto aqui, outro ali; uma oração com um, um conselho a outro; e ele vai salgando tudo... Assim, ele acaba deixando médicos e para-médicos com saudades.
“Vai durar umas seis horas”, nos disse o anestesista. Durou apenas uma hora e meia. Logo o médico estava saindo e mostrando tudo o que retirara de papai, incluindo a próstata imensa; porém não sem deixar minhas duas manas, Suely e Ana, quase à beira de um ataque de nervos:
“Vocês prometem que não vão desmaiar?” — indagou das duas.
“Prometemos” — disseram em uníssono, assombradas.
“O que será meu Deus?” — indagavam.
“Olhem aqui a próstata dele e as outras coisas. Lindo não é? Foi uma maravilha!”
Foi só então que as duas descansaram...
“Não houve quase perda de sangue e ele está muito bem” — disse o doutor Marcel.
Uma hora depois, já “fechado”, ele saiu da sala de cirurgia. “Pode falar com ele”, me disse o anestesista.
“Paizinho! Deu tudo certo! Foi rápido. Você está ótimo, pai!” — disse segurando uma das mãos dele.
“Estou com sede!”
Baixei até um dos ouvidos dele e disse que ele agüentasse firme, pois, quando fosse possível, os médicos dariam qualquer coisa para aliviar a sede dele; mas o lembrei que o pós-operatório é assim mesmo.
“Seu pai está lúcido, meu filho. Estou totalmente consciente. Posso até citar Romanos!” — disse ele, enquanto esperávamos o elevador a fim de que ele fosse para a UTI.
Os médicos e enfermeiras não entediam nada. Eu e minhas manas ríamos dele. Ah! Nós já vimos coisas incríveis dele. Ele é pura surpresa sempre.
“Eu sei paizinho, eu sei. Mas não fale; que é para não entrar ar e você ficar com gases” — disse cumprindo meu dever.
“Pois o fim da Lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê” — falou ele com a boca pequena, seca, sedenta, colada lábio a lábio; porém, suficientemente aberta para ele declarar o que nele é sinal da consciência mais intrínseca: o Evangelho.
Agora no fim da tarde levei mamãe até ele na UTI. Ela lhe fez todos os carinhos e expressou a imorredoura admiração, alegria e prazer que ela tem nele.
“Meu velho de Deus, você é valente, cheio de fibra, tenho orgulho de você.”
Ele sorriu com toda gentileza. Depois ela disse: “Vamos orar meu velho, vamos agradecer ao Senhor!”.
E começou a orar.
Eu seguia tudo de olhos abertos, preocupado com ele. De súbito comecei a ouvir aqueles “améns”, “aleluias”; ou aquele forte “É verdade Senhor!”.
Mamãe parou e ele continuava glorificando a Deus.
“Pai glorifique na mente; assim você vai se encher de gases”.
Ele disse que sim; e parou.
Lá fora, na garagem da casa deles, agora, enquanto escrevo, está acontecendo a reunião de oração que nunca parou de acontecer aqui desde 1971. Com morte, com nascimento, com alegrias ou profundas tristezas, comigo exaltado ou humilhado, com minhas manas bem ou nem tanto, com os netos vivos ou até morrendo — a reunião nunca parou nem um dia.
Sim! Nem na semana em que eles sepultaram meu mano, Luis, de 19 anos, e que faleceu num acidente de carro no dia 2 de novembro de 1976. Nem naquela semana a reunião fez silencio nos céus.
Nós, filhos e netos dele, e minha mãe, mulher de fibra e que se fez mulher para ele no curso de mais de 54 anos, agradecemos ao Senhor por o haver mantido mais tempo conosco, por nossa causa (não dele); e apenas para que ele veja ainda algumas coisas que o coração dele deseja ver como resposta às suas orações.
Também quero aqui agradecer a todos os que oraram por ele, aqui na cidade, bem como no Brasil e no mundo inteiro.
Cada dia mais aquele homenzinho se agiganta diante de mim; enche-me de alegria em Deus; e me mostra todo dia o que é viver em Cristo; o que é amar de verdade; e o que é viver a paz que excede a todo entendimento.
A Glória de Deus repousa sobre ele. Morte e vida deixaram de ser importantes. Ele mostra para todos aqueles que vêem a vidinha dele, que de fato se está diante de um homem que come a Graça e se satisfaz na semelhança de Deus todos os dias.
A maior benção [humana] que tive na Terra foi ter nascido dele, e ter com ele aprendido os caminhos do homem e os caminhos de Deus.
NELE, grato e grato,
Caio
07/08/07
Manaus, AM
11 de ago. de 2007

Pra Frente Ministério Adar


Em primeiro plano > Cícero Alves, no teclado, e Heleno, na bateria. Em segundo plano > Thiago, no violão, Jamessom, no baixo, e Jardel, na guitarra.
Louvor e Adoração
A música sempre teve um papel importante na adoração a Deus. Há muito tempo atrás, no início da Criação: "as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam." (Jó 38:7).
A música hebraica era predominantemente vocal. Havia bem poucos instrumentos nos primeiros dias de sua história. A voz humana era o instrumento mais acessível e popular com o qual a música podia ser feita.
A primeira menção bíblica de música e cânticos encontra-se em Gênesis 31:27 e associa-se com a expressão de júbilo. A adoração com cânticos é primeiramente mencionada em Êxodo 15:1-21. Moisés e os filhos de Israel cantaram ao Senhor, Miriã e todas as mulheres, com pandeiros e danças, responderam ao cântico de Moisés.
A escavação do poço em Beer foi celebrada com cânticos (Nm 21:17,18). Débora e Baraque celebraram sua vitória com cânticos (Jz 5:1-31). As mulheres de Israel celebraram a vitória de Davi sobre Golias com cânticos (1 Sm 18:6,7). Quatro mil levitas louvaram ao Senhor com instrumentos quando Salomão foi levantado como rei sobre Israel. "E os filhos de Israel... celebraram a festa dos pães asmos sete dias com grande alegria: e os levitas e os sacerdotes louvaram ao Senhor de dia em dia, com instrumentos fortemente retinintes ao Senhor." (2 Cr 30:21). "E disse Davi aos príncipes dos levitas que constituíssem a seus irmãos, os cantores, com instrumentos musicais, com alaúdes, harpas e címbalos, para que se fizessem ouvir, levantando a voz com alegria". (1 Cr 15:16).
É obvio que a música e os cânticos são uma parte vital do louvor e adoração a Deus. Isto é retratado em toda a Bíblia de Gênesis a Apocalipse. Hoje em dia ainda é assim. Os cânticos e hinos são uma expressão vital, gloriosa e positiva de louvor a Deus.
A Música que não agrada a Deus
É também verdade que Satanás usa a música muito eficientemente para alcançar os seus propósitos.Foram os descendentes de Caim que inventaram tanto os instrumentos de música como os instrumentos de guerra (Gn 4:21,22). Quando Moisés voltou do seu encontro com Deus na montanha, ele descobriu que os filhos de Israel haviam se afastado do Senhor e voltado à adoração de ídolos. Estavam dançando e cantando ao redor do bezerro de ouro. O som de suas músicas era tão confuso aos ouvidos de Moisés que ele não podia discernir imediatamente o significado daquele som. Esse tipo de música, cheio de confusão, tem a marca registrada de Satanás, pois ele é um enganador. Muitas músicas modernas estão repletas de confusão. Transtornam e perturbam as pessoas. A música devota, piedosa tem um efeito exatamente oposto. Ela acalma ao invés de confundir. Talvez ela nos motive, mas nunca faz que percamos o controle das nossas emoções. Ela nos fortalece, ao invés de nos enfraquecer.
Nabucodonosor, rei da Babilônia, usava instrumentos musicais de várias espécies para induzir as pessoas a adoração da imagem de ouro que ele havia erigido (Dn 3:5-7). Herodes sucumbiu á música e à dança sedutoras da filha de Herodias e tolamente ordenou a morte de João Batista (Mt 14:6). A música satanicamente inspirada da Babilônia será finalmente destruída quando a cidade da Babilônia for derribada. O som de sua música não mais será ouvido. (Ap 18:22).
A Música Pode Inspirar a Adoração a Deus
O Espírito Santo também pode usar a música para a glória de Deus e para a edificação das pessoas. Reparem no poderoso efeito terapêutico que a música ungida tinha sobre Saul (1 Sm 16:23). Davi havia sido ungido por Deus (v.13). Ele era um músico habilidoso, um compositor dotado e um doce cantor. Quando tocava e cantava sob a unção do Espírito, o espírito maligno se retirava de Saul, o qual passava a se sentir renovado e melhor. Quando Josafá precisou de um profeta numa ocasião de crise nacional, ele chamou Eliseu. O profeta chamou um músico. "E sucedeu que, tangendo o tangedor, veio sobre ele (Eliseu) a mão do Senhor. E disse: Assim diz o Senhor..." (2 Rs 3:11,15,16). A música obviamente ajudou a criar uma atmosfera e uma disposição para que o dom de profeta operasse. O rei Davi designou 4.000 homens para que profetizassem com harpas, saltérios e címbalos (1 Cr 25:1). Foi somente quando Israel estava em cativeiro na Babilônia que eles cessaram de cantar e tocar. A música ungida deles cessou e penduraram suas harpas nos salgueiros (Sl 137). Quando os seus captores babilônicos os incitavam a que cantassem, replicavam: "Como entoaremos o cântico do Senhor em terra estranha?" Quando o cativeiro deles terminou, após 70 anos, voltaram para casa com cânticos alegres e com risos. Havia louvor em seus lábios (Sl 126:1,2). É somente quando a Igreja está em cativeiro espiritual que a sua música ungida cessa. Quando este cativeiro é rompido e as pessoas novamente se libertam, a música, os cânticos, o louvor e os risos são restaurados.
A Música e os Cânticos no Novo Testamento
1. Os discípulos cantaram hinos juntos. (Mt 26:30; Mc 14:26).
2. Paulo e Silas cantaram louvores a Deus na prisão (At 16:25).
3. O Apóstolo Paulo instruiu a Igreja com relação aos cânticos ungidos. Eles deveriam cantar:
a. Salmos (os Salmos musicados).
b. Hinos (cânticos de louvor a Deus).
c. Cânticos Espirituais (cânticos espontâneos dados pelo Espírito).
Os cânticos da Igreja Primitiva eram louvores ao Senhor. O objetivo primário nos cânticos era louvar e engrandecer a Deus. Não cantavam para causar um impacto ou para entreter os outros. Os seus cânticos não eram centralizados no homem. Eram dirigidos a Deus, para o prazer do Senhor somente. Este tipo de música e de cânticos ungidos, dirigidos a Deus com louvor e adoração é muito raro na Igreja hoje. Contudo, Deus está restaurando este ministério no Seu povo.
8 de ago. de 2007

Chamada aos Crentes


12 de agosto: Dia de Missões
Tive o atrevimento de escrever esse pequeno texto em função do dia 12 de agosto que, além de ser dia dos pais, é dia de missões. Sei que nada que eu tenha escrito virá a ser novidade, porém escrevo para lembrá-los,irmãos, se por acaso tiverem esquecido!
Um dia vivemos sem saber quem éramos e para onde íamos, hoje sabemos, exatamente, pra aonde vamos e para que fomos feitos, embora, muitas vezes, esqueçamos. Acredito que quando afirmamos amar a Cristo está, naturalmente, incluso muitas coisas, como a principal delas: “Amar o próximo como a mim mesmo”. O curioso é que essa prática do amor é a conseqüência do amor de e por Cristo. Daí vem a pergunta: onde está esse amor tão grande por Jesus? Por que se deixar levar pelas filosofias vãs desse mundo?
Creio que o IDE é resultado de como estamos diante de Deus. Como estamos diante Dele?
É de fato muito cômodo receber bênçãos todos os dias e permanecer entre quatro paredes de uma igreja. Mas, e o mandamento de IR daquele a quem afirmamos amar? Se somos cristãos, onde está a nossa diferença, tanto em como agir, quanto na missão que nos foi confiada?
O livro de Habacuque fala que o justo viverá pela fé. Talvez tenha sido esse versículo que afligiu o coração de Matinho Lutero, acabando na reforma protestante. Assim, se pela fé um homem conseguiu esse feito na história, por que nós, esclarecidos na verdade para um relacionamento vital com Deus, não fazemos também uma revolução? Onde está a nossa fé? Habacuque, mesmo vendo a pervesidade de Judá, clamando por Deus, ainda teve forças de escrever uma linda oração demonstrando a sua fé. Como está nossa fé? Fé, oração e prática em prol de missões é, de fato, muito pouco do muito que recebemos de Cristo.
Pensem com carinho!
Que Deus nos abençoe.
Juliett Lins de Souza
Membro da 1ª Igreja Presbiteriana do Tabuleiro
6 de ago. de 2007

Considerações no Livro do Profeta Isaías


Parte 17
Quadro 2

(1:13) Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação
(66:3) ... o que oferece uma oblação, como o que oferece sangue de porco; o que queima incenso, como o que bendiz a um ídolo... a sua alma se deleita nas suas abominações,

(1:29) Porque vos envergonhareis dos carvalhos que cobiçastes e sereis confundidos por causa dos jardins que escolhestes.
(66:17) Os que se santificam e se purificam para entrarem nos jardins...

(9:7)...O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto.
(37:32) porque de Jerusalém sairá o restante, e do monte Sião, o que escapou. O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto.

(11:9) Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte...
(65:25) ... Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR.

(11:7) A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi.
(65:25) O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; pó será a comida da serpente...

(14:24) Jurou o SENHOR dos Exércitos, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e, como determinei, assim se efetuará.
(46:10) ... o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade;

(16:11) Pelo que por Moabe vibra como harpa o meu íntimo, e o meu coração, por Quir-Heres.
(63:15) A ternura do teu coração e as tuas misericórdias se detêm para comigo!

(24:19-20) A terra será de todo quebrantada, ela totalmente se romperá, a terra com violência se moverá. A terra cambaleará como um bêbado e balanceará como rede de dormir; a sua transgressão pesa sobre ela, ela cairá e jamais se levantará.
(51:6) Levantai os olhos para os céus e olhai para a terra embaixo, porque os céus desaparecerão como a fumaça, e a terra envelhecerá como um vestido, e os seus moradores morrerão como mosquitos, mas a minha salvação durará para sempre, e a minha justiça não será anulada.

(24:23) A lua se envergonhará, e o sol se confundirá quando o SENHOR dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém; perante os seus anciãos haverá glória.
(60:19) Nunca mais te servirá o sol para luz do dia, nem com o seu resplendor a lua te alumiará; mas o SENHOR será a tua luz perpétua, e o teu Deus, a tua glória.

(25:8) ... assim, enxugará o SENHOR Deus as lágrimas de todos os rostos...
(65:19) ... e nunca mais se ouvirá nela nem voz de choro nem de clamor.

(26:1) ... Temos uma cidade forte; Deus lhe põe a salvação por muros e baluartes.
(60:18)... mas aos teus muros chamarás Salvação, e às tuas portas, Louvor.

(27:1) Naquele dia, o SENHOR castigará com a sua dura espada, grande e forte, o dragão, serpente veloz, e o dragão, serpente sinuosa, e matará o monstro que está no mar.
(51:9) ... não és tu aquele que abateu o Egito e feriu o monstro marinho?
4 de ago. de 2007

Quem Pilota?


A pessoa realmente feliz é aquela que é o que gostaria de ser e faz o que gostaria de fazer. Cada um deveria se avaliar intimamente e examinar se está alcançando estes objetivos, como o piloto que durante toda a viagem vai checando o rumo e fazendo as devidas correções, quando observa que se desviou da rota.
Hoje é um ótimo dia para você fazer um exame na sua rota de vida. Se concluir que esteve indo no rumo traçado, ótimo, nada a alterar. Mas, e se você descobrir que tem se desviado do roteiro desejado, estando cada vez mais afastado do objetivo final?
Aqui tocamos no ponto básico do assunto: o destino para onde você deseja ir. Pergunte-se a si mesmo: “Qual o objetivo máximo da minha vida? Qual o meu plano de vôo? Onde quero chegar?”
Não temos aqui espaço para comentar sobre as várias respostas possíveis. Mas vamos nos concentrar apenas numa delas. Suponhamos que você respondeu algo assim: “O meu objetivo principal nesta vida é agradar a Deus e ser amável aos meus semelhantes. O meu rumo desejado é o céu. É lá que eu gostaria de pousar quando a minha viagem nesta vida chegar ao fim”.
Muito bem, eis um grande alvo, na realidade o melhor que pode haver. Mas, e a rota está coerente com o destino? Você está vivendo de uma maneira tal que o céu está mesmo à sua frente? Ou será que está fazendo como um piloto que deseja ir para o norte, mas orienta o avião no rumo do sul?
Caso descubra que não tem sido a pessoa que gostaria de ser, não tem conseguindo colocar Deus em primeiro lugar, não tem tido um coração limpo e nem tem amado aos outros, isto significa que você tem sido frustrado na viagem de sua vida. Não tem sido realmente feliz, pois está desviado da rota que você mesmo traçou. E seguindo fatalmente o rumo indesejável e apavorante da perdição eterna.
Meu amigo, só existe uma maneira de você aprumar a sua vida no rumo de Deus: através do Senhor Jesus Cristo! Ele mesmo disse: “Eu sou o caminho e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6). É claro demais, não?
Hoje, você pode concluir, com certa tristeza, que não foi capaz de ser, nem de fazer o que sinceramente desejava. Pode descobrir-se fora da rota e tentar com todas as forças corrigir o rumo, decidindo mudar certos costumes e hábitos. Mas tudo isso será em vão, enquanto não desistir de pilotar a própria vida e, confiando no Senhor Jesus Cristo, pedir perdão pelos seus pecados e entregar-lhe totalmente o controle. Daí em diante, Ele se encarregará de lhe dar condições de agradar a Deus e amar os homens. E, no final, Ele o levará ao céu. .

Mensagem


RODEADOS PELA GRAÇA
Leia:
1 Coríntios 4:1-7

O que você tem que não tenha recebido? E se o recebeu, por que se orgulha, como se assim não fosse? 1 Coríntios 4:7


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Um pica-pau perfurava uma árvore com insistência. De repente, veio uma tempestade e um raio atingiu a árvore e a destruiu. O pica-pau então voou para outra árvore. Molhado e com frio, ele exclamou admirado: “Uau! E pensar que eu fiz tudo isso sozinho!” Pensei nesta história infantil ao ler um resumo da vida de um cristão que havia falecido. O resumo falava de todas as suas conquistas pessoais e profissionais, mas não havia menção da graça de Deus, que permitiu que tudo aquilo fosse realizado. É fácil imaginar que fazemos tudo sozinhos. Deus nos dá habilidade física, e ficamos com todo o crédito por nosso desempenho atlético. Deus nos dá mentes brilhantes, e nos sentimos superiores aos outros. Deus nos dá prosperidade nos negócios e na nossa profissão, e pensamos que todo o sucesso provém do nosso trabalho árduo. Deus faz a nossa igreja crescer, e agimos como se fosse tudo por causa das nossas incríveis habilidades e dons. Paulo nos lembra que tudo o que somos e temos provêm de Deus. Somos rodeados pela sua graça: “Nele vivemos, nos movemos e existimos” (Atos 17:28). Devemos ser gratos pelo valor que temos para Deus, sem esquecer jamais de que o que somos e o que temos vêm dEle.


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Pense:
Tudo o que temos e tudo o que somos vêm de Deus.

Ore:
Pai, ajuda-nos a lembrar que tudo o que somos e temos vêm das tuas mãos. Graças te damos pelos dons e talentos que Tu nos dás e pela manifestação do teu poder em nós. Em nome de Jesus. Amém.

Calendário do Mês

agosto
01 – Dia do Presbítero
06 – Dia da Paz
11 – Culto nos Lares
12 - Dia dos Pais/ Dia de Missões
Consagração da Mocidade – 08:00 hs
18 – Culto da Mocidade – 19:30 hs
19 – Cantina da SAF após o Culto
20 – Reinício das aulas na Escola Teológica
Rev. Celso Lopes
22 – Dia do Folclore
25 – Dia do Soldado
26 – Consagração da Mocidade – 08:00 hs
Culto de Santa Ceia – 19:00 hs
Dia da Igualdade da Mulher

Pedidos de Oração

Pb. Cícero Alves e Diva (vida espiritual); Janim (justiça); Pedro Ricardo (emprego); Dulcita (enfermidade); Ivânia Lima (família e vida espiritual); Givanildo (família e emprego); Gil (emprego); Gilza (emprego); Nelci (emprego e saúde da esposa Stela); Neuza (família e emprego para o filho); Internos do Desafio Jovem de Alagoas; Joelma (família); Louise Honorato (filha do Rev. Honorato – saúde); Aparecida (filha da irmã Francisca - emprego).

Aniversariantes de agosto

Dia Aniversariante
01 Rosa Costa
06 Bruna (filha da Joelma)
11 Jônathas (filho da Gilza)
Pb. Sebastião Batista
15 Mateus (filho da Janim)
16 Gal Jatobá
José Cícero Costa
21 Givanilda (Gil)
26 Taglyane
3 de ago. de 2007

Sua Salvação


Não estou salvo!
C. H. Spurgeon
"Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos" ( Jeremias 8:20)
NÃO ESTOU SALVO! Caro leitor, esta é a sua triste condição? Mesmo sendo avisado do julgamento por vir e exortado a buscar a salvação, ainda assim, até agora você não está salvo? Você sabe qual é o caminho da salvação; tem lido sobre isso na Bíblia; ouve pregações a respeito e amigos lhe explicam o assunto. Porém, apesar de tudo, você despreza e, portanto, não está salvo. Não haverá desculpas para você, quando o Senhor julgar os vivos e os mortos. O Espírito Santo tem abençoado, com maior ou menor intensidade, a Palavra que lhe é pregada; tem trazido, da presença divina, momentos de refrigério. Mesmo assim, você se encontra sem Cristo. Assim como as estações, essas oportunidades de esperança lhe chegaram e se foram - seu verão e sua colheita já passaram - e você ainda não está salvo.
Os anos se sucedem em direção à eternidade; logo chegará o último ano de sua vida. Sua juventude logo passará; sua varonilidade estará se escoando, e você ainda não está salvo. Pergunto-lhe: Você será salvo ainda? Há qualquer possibilidade disso? Mesmo as ocasiões mais propícias não lhe levaram a salvação. Seria o caso de outras oportunidades alterarem a sua condição? Vários meios já falharam com você; até mesmo o melhor dos métodos, usado com perseverança e com a maior afeição. O que mais poderá ser feito por você? A aflição e a prosperidade não mais lhe impressionam; lágrimas, orações e sermões se perderam em seu coração vazio. Não se esgotaram as probabilidades de você um dia ser salvo? Não é mais que provável que você permanecerá como está , até que a morte feche para sempre as portas da salvação? Você poderá rejeitar esta suposição; entretanto, ela é racional, pois quem não se lava em águas abundantes, quando as encontra, muito provavelmente permanecerá imundo até o fim. Se o tempo apropriado não chegou, por que haveria de chegar? É natural temer que ele nunca chegará e que, à semelhança de Félix, você nunca encontre ocasião apropriada, até que esteja no inferno. Oh! Considere o que é o inferno e a terrível possibilidade de ser em breve lançado nele!
Leitor, caso você morra sem ser salvo, não haverá palavras para descrever a sua perdição. Você deveria lamentar-se profundamente pelo seu triste estado, falar a respeito dele com gemidos e ranger de dentes. Você será punido com a destruição eterna, banido da glória do Senhor e da glória do seu poder. Esta voz amiga deseja alertá-lo e conduzi-lo à uma vida de seriedade. Oh! Seja sábio a tempo e, antes que passe a oportunidade, creia em Jesus, que é capaz de salvá-lo completamente. Utilize o tempo presente para refletir. Se, em humilde fé em Cristo, houver arrependimento em sua vida, isto será o melhor a lhe acontecer. Não permita que este ano passe e você continue sem perdão; nem que o repicar dos sinos do ano novo o encontrem sem o gozo verdadeiro. Creia em Jesus e viva - agora, agora, agora.
"Livra-te, salva a tua vida; não olhes para trás, nem pares em toda a campina; foge para o monte, para que não pereças" (Gn. 19:17).
2 de ago. de 2007

Pastoral de agosto


LIMITE DE CARGA
“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Co 10:13).
Todos nós já vimos avisos de limite de carga em caminhões, em pontes e em elevadores. Sabemos, portanto, que o peso em excesso pode causar danos graves, ou mesmo provocar uma ruptura completa na estrutura física dessas obras da engenharia humana. Por essa razão, os engenheiros determinam a medida exata de tensão que os vários materiais podem suportar com segurança. Assim, os avisos de advertência dizem-nos que não devemos ultrapassar a carga máxima.
Os seres humanos, da mesma forma, têm os seus limites de carga que variam de pessoa para pessoa. Por exemplo, algumas pessoas podem suportar as provações e as tentações melhor do que as outras. Contudo, todos nós temos um ponto de ruptura, de tal maneira que só podemos agüentar até um certo limite.
Todavia, algumas vezes, as circunstâncias da vida, ou as pessoas à nossa volta, parecem que estão nos empurrando para além desse limite. Entretanto, meu querido irmão, saiba que o Senhor conhece as nossas limitações e nunca permitirá que alguma dificuldade, que exceda as nossas forças e a nossa capacidade para suportar, atinja as nossas vidas. Essa afirmativa é especialmente verdadeira quando somos seduzidos pelo pecado. De acordo com o texto bíblico acima, Deus é fiel e não permitirá que sejamos tentados além das nossas forças.
Desta forma, quando as provações e as tentações estiverem pressionando a sua vida, encha-se de coragem, querido irmão. Lembre-se sempre que o nosso Pai Celeste conhece os limites da nossa capacidade, de tal maneira que você será capaz de se manter firme quaisquer que sejam as pressões da vida. Descanse, pois, na força do Senhor Jesus, pois nenhuma provação, ou tentação, é maior que o poder do Deus da nossa Salvação. Se nós nos rendermos a Deus, não cederemos ao pecado.
Em amor, Rev. Pedro Corrêa Cabral
1 de ago. de 2007

Livre Arbítrio


O Livre-Arbítrio
R. C. Sproul
Referências bíblicas > Dt 30.19,20; Jp 6.44,65; Jo 8.34-36; Jo 15.5; Rm 8.5-8; Tg 1.13-15
Neste exato momento você está lendo estas palavras porque você decidiu, por sua própria vontade, lê-las. Você pode protestar e dizer: "Não! Eu não decidi ler estas palavras. Fui incumbido de ler este livro. Realmente não quero lê-lo". Talvez esse seja o caso, no entanto, você o está lendo. Pode ser que haja outras coisas que você preferia estar fazendo neste momento, mas de qualquer forma você decidiu lê-lo. Você decidiu lê-lo em vez de decidir não lê-lo.
Não sei por que você esta lendo isto. Mas sei que você deve ter uma razão para lê-lo. Se você não tivesse razão para lê-lo, simplesmente não teria decidido lê-lo.
Toda escolha que fazemos na vida, fazemos por alguma razão. Omnis agem agit proptem finem = Tudo o que age, age com uma finalidade.Nossas decisões são baseadas sobre o que parece bom para nós no momento, considerando-se todas as implicações. Fazemos algumas coisas movidos por intenso desejo. Fazemos outras sem termos consciência de nenhum desejo. Mesmo assim, o desejo está lá, ou então não escolheríamos fazer tais coisas. Essa é a própria essência do livre-arbítrio - escolher de acordo com nosso desejos.
Jonathan Edwards, em seu livro The Freedom of the Will [A Liberdade da Vontade], define a vontade como "o instrumento pelo qual a mente escolhe". Não há dúvida de que os seres humanos de fato fazem escolhas. Eu estou escolhendo escrever e você está escolhendo ler. Eu quero escrever e a escrita é acionada. Quando a idéia de liberdade é acrescentada, entretanto, o assunto torna-se terrivelmente complicado. Temos de perguntar: liberdade para fazer o quê? Até mesmo o calvinista mais ardoroso não pode negar que a vontade é livre para escolher qualquer coisa que ela deseja. Até mesmo o arminiano mais convicto concordaria que a vontade não é livre para escolher aquilo que não deseja.
Com respeito à salvação, a questão é: o que o ser humano deseja? Os arminianos crêem que alguns desejam arrepender-se e ser salvos. Outros desejam fugir de Deus, e assim, colher a condenação eterna. Por que pessoas diferentes têm desejos diferentes nunca foi esclarecido pelos arminianos. Os calvinistas sustentam que todo ser humano deseja fugir da presença de Deus, a menos e até que o Espírito Santo opere a obra de regeneração, a qual muda nossos desejos para que livremente nos arrependamos e sejamos salvos.
É importante notar que mesmo as pessoas não regeneradas nunca são forçadas contra sua vontade. Sua vontade é transformada sem sua permissão, mas são sempre livres para escolher conforme queiram. Assim, de fato somos livres para fazer segundo queremos. Não somos livres, contudo, para escolher, ou selecionar, nossa natureza. Ninguém pode declarar simplesmente: "De agora em diante vou desejar só o bem"; da mesma maneira que Cristo não poderia ter declarado: "De agora em diante vou desejar só o mal". E Ele é aquele que termina nossa liberdade.
A Queda deixou a vontade humana intacta no sentido de que ainda temos a faculdade de escolher. Nossa mente foi obscurecida pelo pecado e nossos desejos presos a impulsos ímpios. Mas ainda podemos pensar, escolher e agir. Mesmo assim, algo terrível nos aconteceu. Perdemos todo anseio por Deus. Os pensamentos e desejos de nossos corações são continuamente maus. A liberdade de nossa vontade tornou-se uma maldição. Visto que ainda podemos escolher segundo nossos desejos, escolhermos pecar e, assim, nos tornamos passíveis do juízo de Deus.
Agostinho disse que ainda temos livre-arbítrio, mas perdemos nossa liberdade. A liberdade real sobre a qual a Bíblia fala é a liberdade ou o poder de escolher Cristo como nosso Salvador. Entretanto, até que nosso coração seja mudado pelo Espírito Santo, não sentimos nenhum desejo por Cristo. Sem esse desejo, nunca o escolheremos. Deus tem de despertar nossa alma e nos dar uma aspiração por Cristo antes que sejamos inclinados a escolhê-lo.
Edwards disse que, como seres humanos caídos, retemos nossa liberdade natural (o poder de agir de acordo com nossos desejos), mas perdemos nossa liberdade moral. A liberdade moral inclui disposição, inclinação e desejo da alma em relação à justiça. Foi esta inclinação que se perdeu na Queda.
Toda escolha que faço é determinada por algo. Há uma razão para ela, um desejo por trás dela. Isso soa como determinismo? De maneira nenhuma! O determinismo ensina que nossa ações são completamente controlados por fatores que nos são externos, que nos obrigam a fazer o que não queremos. Isso é coerção e se opões à liberdade.
Como nossas escolhas podem ser determinadas, mas não coagidas? Porque são determinadas por algo interior - pelo que nós somos e pelo que desejamos. São determinadas por nós mesmos. Isso é autodeterminação, que é a própria essência da liberdade.
Para escolhermos a Cristo, Deus tem de mudar nosso coração, e é precisamente isto que ele faz. Ele muda nosso coração por nós. Dá-nos aspiração por ele, que de outra maneira não teríamos. Então o escolhermos a partir do desejo que está dentro de nós. Nós o escolhemos livremente porque queremos escolhê-lo. Esta é a maravilha de sua graça.
Fonte: 2º Caderno Verdades Essenciais da Fé Cristã