Copyright © Primeirona
Design by Dzignine
29 de dez. de 2007

ANO NOVO


Amados irmãos, em relação ao ano que se aproxima, eu espero que ele seja um ano de felicidade para todos vocês. Com muita sinceridade e amor no coração, desejo a todos vocês um Feliz Ano Novo! Todavia, ninguém pode ter certeza de que 2008 será um ano livre de dificuldades.
Pelo contrário, tenham a certeza de que não será assim, porque, como é certo que o fogo sobe para o alto, o homem nasce para passar por dificuldades.
Cada um de nós possui muitos seres queridos pelos quais temos o maior apreço. Que eles, portanto, possam sorrir para nós ainda por muito tempo. Entretanto, lembrem-se de que cada um deles pode se tornar em motivo de tristeza durante o próximo ano, porque não existe filho imortal, nem marido imortal, nem esposa imortal, nem amigo imortal, e, assim, alguns deles podem morrer durante o ano vindouro.
Além do mais, os confortos que nos cercam podem acabar antes que o ano termine. As alegrias terrenas são todas como funaça, se desfazem com a mais leve brisa, e se vão antes de terminarmos de agradecer sua chegada. Pode ser que vocês tenham um ano de seca e de escassez de pão; pode ser que anos magros e desagradáveis lhes estejam reservados. O Senhor é soberano.
Sim, e ainda mais, talvez durante o ano, que já está quase amanhecendo, você possa morrer, para ir para a glória e encontrar-se com Deus Pai.
Pois bem, com relação a este ano que está próximo, e suas possibilidades desoladoras, será que devemos viver cabisbaixos e tristonhos? Devemos pedir a morte, ou desejar nunca ter nascido? De modo algum. Será que devemos, ao contrário, viver de forma despreocupada e alegre em todas as circunstâncias? Não! Isso pareceria doentio nos filhos de Deus.
O que faremos então? Devemos pronunciar esta oração: Pai, glorifica teu nome." Isto significa dizer que, se devo perder minha propriedade, glorifica teu nome na minha pobreza, ó Deus. Se devo ser roubado, glorifica teu nome em meu sofrimento. Se devo ser morto, glorifica teu nome em minha partida.
Quando vocês orarem com essa disposição, os seus conflitos findam, nenhum pavor exterior permanece, se tal oração surge do nosso íntimo. Nessa oração, rejeitamos todos os presságios fatídicos e podemos, de forma lúcida e tranquila, trilhar nosso Caminho pelo desconhecido amanhã. Feliz 2008!
No amor de Cristo,
Rev. Pedro Corrêa Cabral
(Texto adaptado de um artigo de Charles Spurgion)
24 de dez. de 2007

O Motivo do Natal


“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João, 3.16).
A história da humanidade é fascinante quando se entende o milagre da vida, da criação, da redenção... A Bíblia afirma que, no princípio, criou Deus todas as coisas... ou seja, tudo o que existe no mundo, todas as criaturas. O projeto de Deus para a humanidade sempre existiu em função da felicidade do homem. Em nenhum momento, Deus criou o ser humano para ser infeliz, triste, sofredor... Pelo contrário, ao criar tudo o que há no mundo, Deus colocou o homem para governá-lo e para usufruir de todas as maravilhas criadas.
Porém, o homem, na ganância de ter e de ser mais do que já era, saiu do Plano Perfeito de Deus para si e fracassou, por não confiar que o que Deus havia preparado era o melhor. Assim, deixou-se iludir pelo seu enganoso coração. E aí começou outra história...
Deus, então, coloca em prática o mais sublime plano, arquitetado com perfeição desde a eternidade. Diante de Adão e Eva, decaídos, Deus visualizou toda a humanidade, tanto no Castigo quanto na Graça. Plano Maravilhoso, mas doloroso para Si, pois Lhe custaria abrir mão, temporariamente, de Sua glória e Se fazer semelhante à criatura, sob a forma de Cristo Jesus... A Síntese desse Plano!
Assim, entre a Glória e a humanidade, o Senhor parte em busca do que se havia perdido. Que privilégio! Deus encarnado: nasce Jesus, parecido conosco, vive nossa vida, prova nossas dores — as maiores possíveis — para, por fim, lá na cruz, morrer a nossa morte... Ele nos falou do Amor do Seu Pai, chamou alguns seguidores, proclamou esse Amor, a União e a Paz... Morreu por nós e ressurgiu por nós, “... para que todo aquele que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna!” (João, 3.16).
O Natal de Cristo é muito mais do que simplesmente o Seu nascimento, porque veio para trazer também a morte d’Ele, pela humanidade; para nos ligar novamente ao Pai, e nos dar a possibilidade de ter os nossos pecados perdoados. Muito mais do que nascer e morrer, Cristo veio para nos trazer de volta a Vida.
Que este seja um Natal de compromisso com o Pai, por tudo que Ele já fez e ainda tem feito por nós!
No amor do Deus Emanuel,

Rev. Ricardo César Vasconcellos
21 de dez. de 2007

JESUS VOLTARÁ! VOCÊ ESTÁ PREPARADO?


O evangelista Marcos faz uma abordagem clara acerca da segunda vinda de Cristo, alertando-nos para a necessidade imperativa de estarmos preparados para aquele grande Dia. Quatro verdades serão aqui abordadas:

1. A segunda vinda de Cristo será precedida por grandes convulsões cósmicas – No seu sermão profético, Jesus afirmou: “Mas, naqueles dias, após a referida tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados” (Marcos 13.24,25). A segunda vinda de Cristo será precedida por grandes convulsões naturais. Tudo aquilo que é firme e sólido no universo estará abalado. As colunas do universo estarão bambas e o universo inteiro estará cambaleando. O abalo do mundo traz o juiz. O apóstolo Pedro descreve essa cena assim: “Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas” (2Pedro 3.10).

2. A segunda vinda de Cristo será visível – Ainda o evangelista Marcos prossegue: “Então, verão o Filho do homem vir nas nuvens, com grande poder e glória” (Marcos 13.26). A segunda vinda de Cristo será pessoal, visível e pública. Todo o olho o verá (Apocalipse 1.7). Depois que o telhado do mundo tiver sido abalado e retirado, as pessoas olharão fixamente como que para um buraco negro. Aqui as nuvens não ocultam como a nuvem de Marcos 9.7; antes revelam “grande poder e glória”. Na sua primeira vinda, muitas pessoas não o reconheceram. Mas na sua segunda vinda, todos o verão. Ninguém precisará primeiro apresentá-lo, falar ou fazê-lo conhecido. Isso será uma forma de juízo para o mundo que não quis ouvi-lo.

3. A segunda vinda de Cristo será gloriosa – O evangelista Marcos diz que a segunda vinda de Cristo será “... com grande poder e glória” (Marcos 13.26). Não haverá arrebatamento secreto e só depois uma vinda visível. Sua vinda é única, poderosa e gloriosa. Jesus aparecerá no céu. Ele virá acompanhado de um séqüito celestial. Virá do céu ao soar da trombeta de Deus. Ele descerá nas nuvens, acompanhado de seus santos anjos e dos remidos glorificados. Ele virá com grande esplendor. Todos os povos que o rejeitaram vão lamentar. Aquele será um dia de trevas e não de luz para eles. Será o dia do juízo, onde sofrerão penalidades de eterna destruição. As tribos da terra conscientes de sua condição de perdidos se golpearão atemorizadas pela exibição da majestade de Cristo em toda a sua glória. O terror dos ímpios é uma cena dramática. Eles desejarão a própria morte, mas a morte fugirá deles. Terão que enfrentar, inevitavelmente, a ira do Cordeiro de Deus!

4. A segunda vinda de Cristo será vitoriosa – O evangelista Marcos conclui sua descrição, assim: “E ele enviará os seus anjos e reunirá os seus escolhidos dos quatro ventos, da extremidade da terra até à extremidade do céu” (Marcos 13.27). A manifestação do Filho do homem não traz só condenação, mas também recompensa. Os anjos são como trabalhadores na colheita que vasculham a terra por bons frutos. Agora os eleitos, finalmente, saboreiam, na plenitude, sua redenção. Com a manifestação do seu Senhor, eles também se tornam manifestos como amados por ele e reunidos para morar na Casa do Pai. A Bíblia diz que nesse glorioso Dia, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, com corpos incorruptíveis, poderosos, gloriosos, semelhantes ao corpo da glória de Cristo. Então, os que estiverem vivos serão transformados e arrebatados para encontrar o Senhor nos ares e assim estaremos para sempre com o Senhor.

Rev. Hernandes Dias Lopes
18 de dez. de 2007

CARTA DE UM MISSIONÁRIO PRESBITERIANO NO SENEGAL


Legenda: Missionário Rev. Marco Antônio, sua esposa Elinéia e os filhos Samuel e Priscila.

Dakar , 18 de dezembro de 2007.
Caros irmãos:
O Natal está chegando !!! Para nós, no campo missionário, o Natal tem um sentido muito forte, pois ainda muitas pessoas não sabem que Jesus nasceu. É por isso que Deus chama missionários e Sua Igreja para proclamar as Boas Novas.
Neste final de semana, estivemos visitando a aldeia de Thioffior, uma região onde não existe nenhuma Igreja Evangélica. Fizemos uma campanha de evangelização nesta aldeia e convidamos um grupo de jovens senegaleses que cantaram músicas na língua Seerer e Wolof. Foi maravilhoso ver cerca de quinhentas pessoas vibrando ao ouvir a Palavra de Deus e músicas em sua língua materna. Enquanto o povo cantava, eu estava pensando: todo dia é Natal no campo missionário, Jesus está nascendo no coração deste povo.

Nossa construção nesta aldeia está na fase final, agora só falta a varanda. Era para tudo já estar pronto, mas tivemos que parar, pois o filho de um obreiro nosso ficou doente, e tivemos que pagar seu tratamento. O menino estava com malária cerebral, ficou 4 dias em coma, as pessoas da aldeia diziam que ele ia morrer e que era para levá-lo ao feiticeiro. Levamos a criança para um hospital, pagamos todas as despesas, e o menino se recuperou. Fizemos um culto em ações de graças, e o povo ficou maravilhado de ver que o menino ficou curado sem as mãos dos feiticeiros. A varanda vamos terminar depois, a vida é mais importante que bens materiais. Isso foi para mim uma lição de Natal, porque, hoje em dia, Natal virou consumismo e esquecemos a verdadeira importância da vida.
Em nome de nossa família e da equipe da APMT- Senegal, desejamos que neste Natal a Vida de Jesus e a Sua Paz venha transbordar na vida de cada irmão.
No Amor de Cristo,
Pr. Marco Antônio Mota.
PS > Que os nossos joelhos estejam no chão, orando ao Senhor pelos nossos missionários, e que a paz, a graça e o amor de Jesus estejam nos corações de todo o povo de Deus. Feliz NATAL para todos,
Rev. Pedro Corrêa Cabral
14 de dez. de 2007

Servindo a Deus no Templo


Isaías era um homem servindo a Deus dentro de uma instituição falida: o Templo e a religião de Israel.
Diferentemente da maioria esmagadora dos profetas, que não eram nem da tribo de Levi e nem da classe sacerdotal, Isaías era um ser criado no Templo, entre os ritos e as preocupações do ofício sacerdotal.
Mas a Palavra do Senhor veio a Isaías, e ele não só a ouviu, porém dela também teve visões. E ele vê o Senhor no Seu Santo Templo, cheio de beleza, de louvor e adoração!
Somente mantendo o olhar na perspectiva do Santo, e no Templo Eterno pintado de glória, é que se pode subsistir no templo da religião, e cercado pelo “sagrado”.
O “Sagrado” o homem faz, mas o Santo é! — este é o entendimento que pode nos salvar. Quem imerge o olhar apenas no templo morre sem beleza no olhar.
Isaías ficou no templo, mas foi levado ao Templo de Glória, do contrário, não seria salvo para ser profeta no ambiente do “Sagrado”.
Assim, ele profetiza “de dentro do templo”, e brada para dentro e para fora. E contra toda possibilidade de fixação é ele quem anuncia o sonho de um novo céu e uma nova terra.
Sim! Contra os vícios sacerdotais de devoção ao passado e à imutabilidade dos ritos e modos, ele anuncia que não haveria lembrança das coisas passadas, pois Deus faria novas todas as coisas.
Seu clamor aos do templo era simples:
Por que em vez de vocês ficarem brincando de sofrer e de buscar a Deus pelos ritos, sacrifícios e barganhas, enquanto o coração de vocês está cheio de ódio e rancor, vocês não praticam o que é bom? Sim! Libertando aqueles que estão sob todo jugo criado por vocês, ou por outros, mas que estejam abertos à intervenção libertadora de vocês? E por que não apenas praticam o que é amor e libertação em vez de fazerem rapapés a Deus? Sim! Por que em vez de se curvarem com aparência de submissão a Deus vocês não fazem da vida de vocês uma declaração desse fato?
Nesse dia, ele diz que a oração seria a própria vida, posto que a vida já fosse uma oração vivida em misericórdia, amor e justiça.
Nesse dia...
Jesus também disse que o mundo só veria a realidade do Evangelho se os discípulos se amassem uns aos outros; do contrário, nenhum discurso jamais evangelizaria.
Nesse dia...
Até o templo tem esperança!...
Quem, porém, como Isaías, estará disposto a ser cerrado ao meio [como ele foi] sem perder nem a doçura e nem a profecia?
Verdadeiros profetas que também sejam sacerdotes sempre serão “cerrados ao meio”.
Se, como Isaías, você viu o Senhor, e Dele ouviu a Palavra e acerca Dele teve visões e revelações da Verdade em Cristo, e assim mesmo foi chamado para ficar e profetizar dentro do templo, então, saiba: só vale a pena ficar, se for para manter a Palavra da Profecia [que é o testemunho de Jesus e do Evangelho] e também sabendo que se será “cerrado ao meio” pela tensão de estar entre a Palavra viva e o templo morto.
Quem, todavia, ouviu a voz de Deus, que a realize em sua vida!
NELE, para quem olham os que vivem,

Caio Fábio
11/12/07 - Lago Norte – Brasília DF
10 de dez. de 2007

Natal


Para mim, as muitas tradições que estão associadas ao Natal, em nossa sociedade, são uma alegria. Todas estas tradições se combinam para fazer do Natal uma época feliz, uma época na qual, geralmente, nos encontramos mais festivos, mais generosos e mais benevolentes. Não sou, de forma alguma, uma daquelas vozes que exigem a remoção desses prazeres do Natal, sob a alegação de que têm origem pagã. Todavia, esses prazeres não causam danos à fé e são fonte de grande satisfação e alegria.
Certamente, o significado do que chamamos “Natal” é muito mais profundo do que qualquer dessas coisas. É a celebração do nascimento de Jesus em Belém. É a história de José, da virgem Maria, do menino Jesus, dos Pastores e dos Magos – e de Herodes também – É uma história familiar para a maioria dos cristãos. É algo muito lindo, pois nunca na história houve outra virgem que concebesse e desse à luz uma criança! É, assim, um evento verdadeiramente extraordinário!
Mas ainda assim, o significado do Natal é mais profundo do que isto. O mais extraordinário é que: O nascimento de Jesus não foi o principio da sua existência! Em outras palavras, Sua origem não está, de forma alguma, relacionada ao Seu nascimento.
Se isso é um pouco difícil de entender, não se sinta sozinho. Mas isso é, precisamente, o que as Escrituras nos dizem. De fato, houve um profeta em Israel, por nome Miquéias, que disse que aquele que nasceria em Belém era um “cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”. Ou seja, Ele veio da eternidade para entrar no tempo.
Claramente, esta linguagem é completamente inapropriada com referência a qualquer ser humano comum. O profeta Miquéias estava, muito enfaticamente, afirmando o fato de que Jesus não era meramente um homem: Ele é Deus. Ele é Deus tornado homem.
Este, e nada menos do que isso, é o significado do Natal. É mais do que uma história de um bebê. É a história de como o Deus eterno se tornou um bebê!
Este é um evento único na história, tão significante que mudamos nosso calendário por causa dele – Antes de Cristo (a.C.) e Depois de Cristo (d.C.). E é assim mesmo que deveria ser. Toda a história até este ponto estava em antecipação do evento. Desde o tempo quando o homem caiu em pecado e se arruinou no paraíso, a promessa estava aguardando o cumprimento. A promessa foi primeiramente feita a Adão e Eva – alguém da “semente da mulher” viria e destruiria o tentador. Tal promessa foi dada a Abraão – em alguém de sua semente “todo o mundo será abençoado”. Foi dada, novamente, a Davi, o maior Rei de Israel – seu “maior filho” prosperará em paz em seu trono para sempre. E era na antecipação dessa própria promessa que todo o povo de Deus vivia.
Assim, a própria história está centrada nAquele que finalmente veio à Belém. Ele era o cumprimento das antigas esperanças de Israel.
Uma pergunta, entretanto, permanece: “Por quê?” “Por que, em nome da razão, o Deus eterno se tornaria um homem?”
A resposta, novamente, é encontrada nas próprias promessas: Ele veio para ser o Libertador, nosso Libertador do pecado.
A justiça de Deus requer que o pecado seja punido em todas as Suas criaturas. E a punição é a morte. Assim, deixados à nossa própria conta, devemos morrer – física, espiritual e eternamente. Não há escapatória – somos incapazes de nos salvar.
O que precisamos, então, é de um Salvador – alguém que esteja disposto a morrer em nosso lugar. Além disso, alguém que seja sem pecado, e Ele mesmo não merecedor da morte. Mas somente Deus é sem pecado – e Ele não pode morrer! Isto é, a menos que se torne um de nós.
Este é precisamente o resto da história. Em Belém, Deus se tornou homem para morrer na cruz pelos homens, sofrendo o castigo pelos seus pecados. Em assim fazendo, Ele se tornou nosso Salvador. Ele veio sofrer a condenação da Sua própria lei, a lei que nos condenava.
O Natal, então, marca um evento significante no calendário do Deus da redenção. Ele prometeu salvar, e o Natal foi o cumprimento dessa promessa.
Tudo isto é resumido naquelas palavras familiares de João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Não, nós não temos nada contra as tradições, de forma alguma. Mas os pensamentos que enchem os nossos corações são estes: O Natal é a maior história de amor jamais contada. É a história do maior amor já dado. E é a história do maior Dom – o Senhor Jesus Cristo, nosso Redentor e Salvador.
Fred G. Zaspel
8 de dez. de 2007

A DESGRAÇA DO CUPIM HUMANO


“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9)
Assim diz Deus aos homens pelo profeta!
Para alguns, estas são palavras demasiadamente fortes e pessimistas. No entanto, honestamente, olhando para o homem e sua produção, vendo os resultados de suas ambições sendo explicitadas pelo gemido da criação e o grito da Terra, quem pode negar que o profeta esteja falando palavras da mais crua verdade?
“Coração” aqui é o sentir autônomo do homem!
Sim! O sentir auto-suficiente do ser humano é “desesperadamente corrupto”.
É cheio de engano e de auto-engano. É possuído pelo espírito da dissimulação, da imagem, da aparência e da máscara, a fim de tentar encobrir o que ele de fato sente, deseja e almeja.
Até os nossos melhores sentimentos, vividos por nós como virtudes, são ainda cheios de engano e mentira.
O homem mais verdadeiro entre nós o é ainda “em parte”. Nada está pleno no ser humano. De fato, o homem é mais esburacado do que um queijo suíço.
O homem é um ser suicida e altamente destrutivo.
Sim! Basta olharmos o que está acontecendo ao mundo e teremos a certeza de que nunca houve na criação uma criatura tão devastadora quanto a criatura humana.
Somos piores que cupins. De fato somos cupins “inteligentes”, ambiciosos, com síndrome de divindade, tomados pela ideologia de comer toda a Terra e seus recursos.
Um fruto nos foi oferecido e dele comemos, mas tal fruto abriu em nós um apetite tão voraz que acabamos comendo todo o Planeta.
Somos também cupins canibais. Isto porque nada alimenta mais o homem do que vencer o homem.
Enquanto devasta tudo, esse ser come a si mesmo como organismo coletivo.
Alguém lê o que digo e me chama de exagerado e pessimista.
Não! Não sou pessimista. Apenas não consigo ver nesta humanidade da qual faço parte qualquer esperança que venha dela própria.
Entretanto creio no “estrepitoso estrondo” que virá dos céus e que mudará tudo!
Do céu vem minha esperança!
Alguém diz: “Eu não sou assim. Não faço o mal”.
Todavia, eu digo, conforme o veredicto da Palavra, que não basta não fazer o mal, pois aquele que sabe o que é bom, e não o faz, nisto está pecando (Tg 4.17).
Na realidade, o que destrói tudo, além da maldade de muitos, é a timidez desgraçadamente bondosa da maioria.
O que Jesus ensina é que os homens não serão julgados apenas pelo mal que praticaram, mas sim, sobretudo, pelo bem que não fizeram, podendo fazê-lo.
Para Jesus, a questão não será o que se fez de mal apenas, mas sim o que se deixou de fazer por mera e confortável omissão.
Assim, entre tantas coisas, assistimos a Amazônia ser comida pelos cupins humanos, e apenas lamentamos...
Pobres de nós! Seremos julgados pelo que vimos, soubemos e deixamos de fazer!
E não adianta enganar o enganado coração. Sim! Pois naquele dia todo engano será desmascarado, e não haverá escusas possíveis e nem justificativas.
“Se sabes estas coisas bem-aventurado és se as praticares” — disse Jesus.
Portanto, não adianta fazer discursos, posto que Jesus, na História do Bom Samaritano, apenas diz o seguinte àquele que sabe quem faz o que é bom: “Vai tu e faze o mesmo!”
Assim, pense nisto e faça algo! E não reúna um grupo para discutir nada!
NELE,
Caio Fábio
08/12/07 - Lago Norte – Brasília, DF
7 de dez. de 2007

O Vento em Nosso Rosto


“Deus vos chamou para o lado de Cristo”, escreveu o piedoso Rutherford, “e agora o vento está dando no rosto de Cristo nesta terra; e vendo que estais com Ele, não podeis esperar abrigo a sotavento, ou do lado ensolarado da escarpa”.
Com a bela sensibilidade para as palavras que caracterizava a mais casual declaração de Samuel Rutherford, ele aqui cristaliza para nós um dos grandiosos fatos radicais da vida cristã. O vento está soprando no rosto de Cristo e, porque O acompanhamos, também temos o vento em nosso rosto. Não devemos esperar menos.
O anseio pelo abrigo ensolarado é deveras natural, e, para criaturas sensíveis que somos, é inteiramente desculpável, suponho eu. Ninguém gosta de andar no vento frio. Contudo, a igreja vem tendo de marchar com o vento dando em seu rosto através dos séculos.
Em nossa avidez por conseguir conversos, temo que ultimamente pese sobre nós a culpa de usar a técnica do vendedor moderno, que geralmente apresenta só as qualidades desejáveis de um produto e ignora o restante. Vamos às pessoas e lhes oferecemos um lar confortável no lado ensolarado da escarpa. Se tão somente aceitarem a Cristo, Ele lhes dará paz mental, solucionará os seus problemas e seus negócios, protegerá as suas famílias e as manterá felizes o tempo todo. Elas acreditam em nós e vêm, e o primeiro vento frio as envia arrepiadas a algum conselheiro para ver o que está errado; e essa é a última notícia que temos de muitas delas.
Os ensinamentos de Cristo revelam que Ele é realista no melhor sentido da palavra. Em parte nenhuma dos evangelhos encontramos algo que seja visionário ou exageradamente otimista. Ele dizia toda a verdade aos Seus ouvintes e deixava que eles formassem a sua opinião. Ele podia entristecer-se coma retirada de um interessado que não podia enfrentar a verdade; nunca, porém, corria atrás dele para tentar ganhá-lo mediante róseas promessas. Ele queria que O seguissem sabendo o preço, ou, se não, deixava que seguissem os seus próprios caminhos.
Isto é simplesmente dizer que Cristo é honesto. Podemos confiar nEle. Ele sabe que nunca será popular entre os filhos de Adão e sabe que os Seus seguidores não precisam esperar popularidade. O vento que sopra em Seu rosto será sentido por todos quantos viajam com Ele, e nós não somos intelectualmente honestos quando procuramos ocultar-lhes esse fato.
Oferecendo aos nossos ouvintes um evangelho doce e leve, e prometendo a todo aquele que o recebe um lugar na encosta ensolarada da colina, não apenas os enganamos cruelmente, mas também garantimos alto índice de acidentes entre os conversos obtidos mediante essas condições. Em certos campos estrangeiros foi cunhada a expressão "cristãos com arroz" para descrever os que adotam o cristianismo por algum lucro. O missionário experimentado sabe que o converso (religioso leigo) que tem de pagar algum preço por sua fé em Cristo é que perseverará até o fim. Ele começa já com o vento a soprar-lhes no rosto, e se a tempestade ficar mais forte, ele não retrocederá, porquanto foi preparado para suportá-la.
Abaixando o preço do discipulado, estamos produzindo cristãos do arroz às dezenas de milhares, precisamente aqui, no continente americano. Os que lembram dos tempos passados, lembrar-se-ão da explosão do comércio de terras há alguns anos, quando alguns inescrupulosos corretores de imóveis ficaram ricos vendendo grandes extensões de pântanos cheios de jacarés a preços fantásticos a nortistas ingênuos. Agora mesmo, há uma explosão no setor dos bens religiosos, na encosta ensolarada da colina. Milhares estão investindo, e uns poucos empresários estão ficando ricos; mas quando o público descobrir o que comprou, alguns desses empresários terão de abandonar o negócio. E isso pode não acontecer tão cedo.
O que terá Cristo para oferecer-nos, que seja seguro, genuíno e desejável? Ele oferece perdão dos pecados, purificação interior, paz com Deus, a vida eterna, o dom do Espírito Santo, vitória sobre a tentação, a ressurreição dos mortos, um corpo glorificado, a imortalidade e um lugar de moradia na casa do Senhor para sempre. Estes são alguns dos benefícios que nos vêm como resultado da fé em Cristo e da entrega total a Ele. Acrescentamos a estes as maravilhas ascensionais e as crescentes glórias que virão a ser nossas através das imensas extensões da eternidade, e teremos uma imperfeita idéia do que Paulo denominou "insondáveis riquezas de Cristo" ( Ef, 3:8).
Aceitar o chamamento de Cristo muda de fato o pecador que a Ele se entrega, mas não muda o mundo. O vento continua soprando em direção ao inferno, e o homem que caminhar na direção oposta terá o vento batendo no rosto. E é melhor levarmos isto em conta quando ponderarmos as realidades espirituais. Se as insondáveis riquezas não merecem que por elas soframos, é bom saber disso agora e parar de brincar de ser crente.
Quando o rico e jovem governante soube do preço do discipulado, retirou-se triste. Não pôde renunciar à encosta ensolarada da colina. Mas, graças sejam dadas a Deus. Em cada época, existem alguns que se negam a retroceder. O Livro de Atos dos Apóstolos é a história de homens e mulheres que expunham o rosto ao rijo vento da perseguição e do prejuízo, e seguiam o Cordeiro aonde quer que Ele fosse. Sabiam que o mundo odiou a Cristo sem motivo, e os odiava por causa dEle; mas pela glória que lhes foi proposta, continuaram resolutos pelo Caminho.
Talvez se possa reduzir a coisa toda a uma simples questão de fé e incredulidade. A fé vê de longe a vitória de Cristo e se dispõe a suportar toda e qualquer dificuldade para participar dela. A incredulidade não está segura de coisa alguma, exceto que odeia o vento e aprecia a encosta ensolarada da colina. Cada pessoa terá de se decidir sozinha, se poderá arcar, ou não, com o terrível fausto da incredulidade.
A. W. Tozer
3 de dez. de 2007

Humildade


A humildade pode ser definida como um hábito da mente e do coração correspondente à nossa comparativa indignidade e vileza diante de Deus. Ou, ainda, a humildade é a consciência da nossa própria miséria à vista da grandeza do Criador, acompanhada da disposição para um comportamento correspondente a esse sentimento. Assim, um homem verdadeiramente humilde é consciente da pequenez de seu próprio conhecimento, da grande extensão da sua ignorância e do insignificante tamanho do seu entendimento, comparado com a onisciência de Deus. Tal pessoa é consciente de sua fraqueza, e de quão pouco é capaz de fazer. Ela é consciente da distância natural que a separa de Deus, de sua dependência do Senhor, da insuficiência de seu próprio poder e sabedoria. Ela tem pleno entendimento de que é pelo poder de Deus que ela é sustentada e guardada; de que necessita da sabedoria de Deus para a conduzir e guiar. Tal pessoa tem consciência do poder divino para capacitá-la a fazer o que o Pai exige que ela faça. Tais são os atributos da humildade.
A humildade nos leva a prevenir de um comportamento ambicioso e pretensioso diante dos homens. O homem que está sob a influência de um espírito humilde está satisfeito com a posição que Deus lhe deu entre os homens, e não está ávido por honra, nem é atingido com o desejo de ser o mais brilhante e de se exaltar acima de seus vizinhos.
A humildade também tende a nos prevenir de um comportamento arrogante e insolente. Mas, ao contrário, a humildade dispõe uma pessoa a um comportamento condescendente de mansidão, de insignificância e a uma submissão cortês e afável, consciente de sua própria fraqueza e de sua pouca importância diante de Deus.
Se nós, então, nos consideramos seguidores do manso, do humilde e do crucificado Jesus, andaremos humildemente diante de Deus e dos homens todos os dias de nossa vida na terra.
Portanto, busquemos todos, ardentemente, um espírito humilde, e nos esforcemos para ser humildes em todo nosso comportamento perante Deus e diante dos homens.
Meu irmão, busque conhecer a Deus. Confesse sua nulidade e desgraça diante dEle. Desconfie de si mesmo. Conte somente com o Senhor. Renuncie a toda glória, exceto à glória dEle. Renda-se à vontade e ao serviço do Pai. Evite um comportamento pretensioso, ambicioso, ostentoso, insolente, arrogante, desdenhoso, teimoso, impetuoso e auto-justificador; e aspire mais e mais do espírito humilde que Cristo manifestou quando Ele esteve na terra.
A humildade é o traço mais essencial e que mais nos diferencia na verdadeira piedade.
Busque, então, diligentemente e em oração, cultivar um espírito humilde. Quando agimos assim, Deus anda conosco aqui embaixo; e depois, Ele nos receberá, com honras concedidas ao Seu povo, à destra de Cristo.
Jonathan Edwards
2 de dez. de 2007

PEDIDOS DE ORAÇÃO


Gil (emprego); Internos do Desafio Jovem de Alagoas; Joelma (família); Graça (vida espiritual); Render Victor de Oliveira (vida espiritual- libertação de drogas); Pâmela e Fábio (de Campinas - iluminação do Espírito Santo); Mac Dowell (libertação); Irmã Neuza (de Botucatu, SP – vida espiritual da família); Família Holanda (vida espiritual); Irmão João (fortalecimento na fé); David Mishain (Cianorte, PR – pela família); Missionários da APMT; Irmã Nivânia e Irmão Luis Felipe Calundo (Inglaterra – saúde e que Deus conceda um filho ao casal); Irmã Dulcita (saúde); José Antônio da Silva (saúde); Elizângela e família (vida espiritual);
1 de dez. de 2007

Pastoral de dezembro


NÃO ENTENDO, MAS CONFIO
Certas coisas acontecem na nossa vida e não entendemos. Algumas vezes, até questionamos com perguntas do tipo: Por que Deus permitiu que isso ocorresse? Por que logo comigo? Por que um servo do Senhor foi envergonhado diante dos ímpios? Tais questionamentos não devem ser feitos pelo crente. Se temos Jesus, verdadeiramente, em nosso coração, sabemos que o Senhor está no comando de tudo, e esse “tudo coopera para o bem daquele que ama a Deus”. Não devemos questionar porque:
1. Conhecemos somente em parte, Deus conhece o todo – Certamente, não compreendemos determinadas situações pelo fato de sermos incapazes de conhecer o todo. O nosso conhecimento parcial e limitado das coisas não nos capacita a termos o entendimento absoluto delas. Somente Deus conhece completamente todas as coisas. Devemos, pois, descansar na certeza de que, conhecedor e sabedor de todas as coisas, Deus está no controle soberano de tudo, mesmo nas situações mais adversas e desfavoráveis que nos acometem.
2. Não precisamos entender, precisamos confiar – Mesmo não entendendo determinadas coisas, cabe-nos confiar plena e totalmente no Senhor. Cada um deve descansar na certeza de que Ele nos ama, de que Ele cuida de nós e de Ele quer o melhor para seus filhos.
Portanto, meu querido irmão e minha querida irmã, mesmo não entendendo, confiemos em Deus. Reparem o que diz o Senhor Jesus em João 14.27b – ... Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. – É, também, como diz o hino – “Nunca se turbe, ó crente, teu triste coração! Eis com ternura exclama quem te deu salvação: Confia em mim somente, somente em meu poder; E nas mansões eternas, comigo irás viver”.
Em amor, Rev. Pedro Corrêa Cabral