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18 de fev. de 2008

Cristo - acima das religiões


Os capítulos 8 e 9 do evangelho de Mateus descrevem alguns atos de Jesus: curas, libertações, abrandamento de tempestade, perdão de pecados, escolha de alguns discípulos, e outros.
Examinando tal relato, observamos que o judaísmo é lembrado ou confrontado em alguns pontos. Aliás, esta é uma característica do livro de Mateus, o qual escreveu para os judeus afim de apresentar-lhes o Messias. Mas, nos referidos capítulos, qual seria a relação entre a religião de Israel e os fatos ali narrados?
A questão é que, quando Jesus veio ao mundo, encontrou em Israel uma religião muito bem estruturada. Sob o aspecto litúrgico, tudo funcionava da melhor forma possível. Entretanto, os milagres de Jesus demonstraram a insuficiência religiosa daquele povo.
Os rituais estavam sendo cumpridos, mas os enfermos e paralíticos não eram curados, nem os endemoninhados libertos. Os líderes religiosos estavam presentes e ativos, mas não se mostravam eficazes no sentido de conduzir os pecadores ao perdão divino. Nem mesmo uma simples febre eles poderiam eliminar. O texto nos mostra que algo ia muito mal, pois aquele povo estava com a fé enfraquecida. A religião funcionava mecanicamente. Não havia unção, poder e vida. Muitas pessoas ali eram religiosas, mas continuavam culpadas, enfermas e possuídas pelos demônios.
De quê aquele povo precisava? Certamente não era de uma nova religião. Afinal, eles tinham a melhor religião da época: o judaísmo, voltada para a devoção ao verdadeiro Deus. Entretanto, com o passar dos séculos, a prática judaica foi se distanciando da essência ensinada por Moisés. Mas isso era previsível. Chegaria um tempo quando Israel precisaria da visita de um novo profeta (Dt 18.15), o Messias, o próprio Filho de Deus.
Chegada à plenitude dos tempos, Deus enviou Jesus. O Pai tomou a iniciativa no sentido de resgatar os necessitados de perdão, de cura e de libertação.
Jesus veio e muitos tiveram um encontro com ele. Nos capítulos citados, lemos sobre alguns desses encontros. Aí o leproso foi curado e Cristo mandou que ele se apresentasse ao sacerdote e fizesse o sacrifício determinado pela lei. Imagino que o sacerdote deve ter ficado maravilhado, perplexo, assustado, porque, embora o fato fosse previsto pela lei mosaica (Lv.14), é provável que ele nunca tivesse visto, até então, um leproso curado. Algo de sobrenatural estava acontecendo nas ruas de Jerusalém, muito além dos costumes e rituais religiosos.
Naqueles dias, muitos endemoninhados foram libertos, fenômenos naturais foram dominados, pecados foram perdoados, paralíticos começaram a andar, mudos falaram, cegos enxergaram, mortos ressuscitaram. Os atos de Jesus provocaram diferentes reações. Os líderes religiosos se levantaram contra ele. Os moradores de Gadara expulsaram-no daquela cidade. Porém, alguns creram nele e tornaram-se seus discípulos e seus seguidores.
Ainda hoje, muitas religiões existem e podem ser consideradas boas sob vários aspectos. Podem até ter bons ensinamentos e promover a caridade. Porém, a grande questão é: elas têm trazido perdão, cura, libertação e salvação eterna? Assim como o povo daquele tempo, todos hoje precisam ter um encontro com Jesus afim de que suas vidas sejam transformadas. Jesus Cristo ainda perdoa, cura, salva e liberta. Muitos sabem disso, mas preferem tomar a atitude dos fariseus e escribas que rejeitaram o Senhor e se tornaram seus perseguidores.
Porém, para aqueles que o aceitam, ele diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mt. 11.28-29).
Cristo é a única esperança para a alma perdida. Muitas religiões existem e outras tantas podem ser criadas, mas Jesus continuará sendo o único caminho para se chegar a Deus.
Os milagres visíveis eram sinais que o Mestre utilizava para conduzir as pessoas ao mais importante: à fé, ao perdão e à salvação (Mt.9.6). As curas físicas são necessárias e muitas têm acontecido, mas precisamos focalizar o principal: Jesus veio salvar os pecadores, e só ele pode fazer isso por nós. Não podemos garantir que todos serão curados, pois isto depende da peculiaridade de cada caso, mas a palavra de Deus garante que “TODO aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm.10.13). Clame pelo nome de Jesus agora. Receba, pela fé, o perdão dos seus pecados e a salvação da sua alma.
Prof. Anísio Renato de Andrade
12 de fev. de 2008

Para meditar


Fé é ter a convicção de realidades que eu não posso ver ou sentir. Pamela Reeve
A paciência é uma qualidade que, freqüentemente, nos incomoda e nos frustra. Nós queremos o que queremos, na hora em que queremos. Felizmente, nós não obtemos o que desejamos até que venha o momento propício. Mas, infelizmente, o período de espera nos convence de que nossas orações não estão sendo respondidas. A frustração surge porque o nosso tempo – decididamente – não é o tempo de Deus.

Quando olhamos para as semanas, meses ou, até mesmo, anos atrás, nós nos lembramos das nossas orações. Se elas tivessem sido respondidas no momento em que pedimos, quão diferente – e talvez trágicas - seriam hoje as nossas vidas! O fato é que todos nós temos uma caminhada que é, especialmente, singular a nós mesmos; e essa caminhada nos oferece preciosas lições a serem aprendidas. Assim como uma criança antes de andar precisa "engatinhar", da mesma forma temos que dar os passos de acordo com a nossa própria e natural seqüência de crescimento.

Nossas orações serão respondidas em algum tempo, em algum lugar. Elas serão respondidas por um Pai essencialmente amoroso, visando o nosso próprio bem. E elas serão respondidas na hora certa, no lugar certo e da maneira certa.
3ª I.P. de Eunápolis
10 de fev. de 2008

Pastoral de fevereiro


Três Anos como Igreja e um Propósito
Todos sabemos que outrora doze homens, humildes, sem grandes virtudes, praticamente analfabetos, se aventuraram pelo mundo com um propósito: transmitir uma notícia nova e diferente, onde anunciavam uma pessoa que se dizia filho de Deus, o chamado JESUS, e que atendia às necessidades do povo. Eram apenas doze discípulos, mas eles mudaram a face do mundo com as suas mensagens.
Assim como Jesus que, com doze discípulos, atraiu milhares de pessoas, eu e você somos, hoje, chamados para este mesmo propósito: atrair milhares para o Reino de Deus.
O mundo precisa de todos nós e do propósito para qual nascemos e fomos convocados pelo Senhor. Da mesma forma que Jesus precisou de doze homens com propósito para realizar o seu objetivo, cada um de nós necessita um do outro para realizarmos juntos a missão que Ele nos confiou. O nosso propósito não pode ser realizado isoladamente.
A determinação que o Senhor tem para nós está descrita em Mateus 28.19-20 — Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.
Cremos que cada um, ao ler esta pastoral, reforçará a convicção que todo crente tem a respeito dos nossos deveres missionários, uma vez que o propósito é permanente conforme descrito em Provérbios 19:21— Muitos são os planos do coração do homem, mas o propósito do Senhor prevalecerá.
Queridos irmãos, contando, principalmente, com a força e o entusiasmo dos jovens da Primeirona, pretendemos desencadear uma campanha de evangelismo, através de pequenos grupos, neste ano de 2008, ano em que comemoramos três anos como igreja, para realizar este sublime propósito: ganhar almas para Jesus! Contamos com todos vocês.
Em amor, Rev. Pedro Corrêa Cabral