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20 de set. de 2008

O Amor


“Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso" (Lucas 6.36)
Não te prendas às suspeitas, nem às pessoas que te levam a te escandalizares
com certas coisas. Porque aqueles que, de uma forma ou de outra, se
escandalizam com as coisas que lhes acontecem, quer as tenham querido, quer não, ignoram o caminho da paz que, pelo amor, leva ao conhecimento de Deus os que dela se enamoram.
Não tem ainda o perfeito amor aquele que é ainda afetado pelo temperamento
dos outros, que, por exemplo, ama uns e detesta outros, ou que umas vezes ama e outras vezes detesta a mesma pessoa pelas mesmas razões. O perfeito amor não despedaça a única e mesma natureza dos homens só porque eles têm temperamentos diferentes, mas, tendo em consideração essa natureza, ama de igual forma todos os homens. Ama os virtuosos como amigos e os maus, embora sejam inimigos, fazendo-lhes o bem, suportando-os com paciência, aceitando o que vem deles, não tomando em consideração a malícia, chegando mesmo a sofrer por eles, se houver uma ocasião. Assim, fará deles amigos, se tal for possível. Pelo menos, será fiel a si mesmo.
Mostra sempre os seus frutos a todos os homens, de igual modo. O nosso Deus e Senhor Jesus Cristo, mostrando o amor que tem por nós, sofreu pela humanidade inteira e deu a esperança da ressurreição a todos de igual forma, embora cada um, com as suas obras, atraia sobre si a glória ou o castigo.
S. Máximo
16 de set. de 2008

O perdão de pecados antes do sacrifício de Jesus


O Novo Testamento afirma que Jesus Cristo é o único caminho para a salvação. Ele disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6). Pedro acrescentou: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4.12).
Antes de Jesus, houve pecado e condenação. Todos pecaram (Romanos 3:23) e mereceram a morte espiritual (Romanos 6:23). Paulo diz que a lei do Antigo Testamento mostrou o problema (Romanos 3:20; Gálatas 3:22), e que a fé em Jesus Cristo é a solução (Gálatas 3:23-27; Romanos 3:24-26). Nesta última citação, ele comenta sobre a necessidade do sangue de Jesus para fazer propiciação pelos nossos pecados.
Como, então, podemos falar de perdão antes da morte de Jesus? Quando Moisés revelou as instruções sobre holocaustos e outros sacrifícios, ele disse que os pecados do povo seriam perdoados por meio dessas ofertas (Levítico 4:20,26,31,35; 5:10,13,16,18; 6:7;). João Batista, alguns anos antes do derramamento do sangue de Jesus, pregou “batismo de arrependimento para remissão de pecados” (Marcos 1.4).
Se já existiam meios para perdoar pecados, por que Jesus se sacrificou na cruz? O livro de Hebreus esclarece esta questão. Ele nos ensina que
os sacrifícios anteriores não foram suficientes para perdoar pecados: “Nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos, porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (10:3-4).
Os pecados cometidos sob o Velho Testamento foram perdoados pela morte de Jesus: “Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados” (9:15).
Para ilustrar o significado destes trechos, podemos usar a prática comum de pagar dívidas com cheques pré-datados. Os sacrifícios do Antigo Testamento e o batismo de João foram como cheques pré-datados assinados com a confiança de que o sangue de Jesus seria “depositado na conta” na data certa. Foram condicionados no sacrifício futuro de Jesus.
Hoje, é diferente. Quando demonstramos a fé pelo arrependimento e o batismo para remissão dos pecados (Atos 2:38), confiamos no depósito que já foi feito no Calvário, e recebemos o perdão dos nossos pecados.
Dennis Allan
6 de set. de 2008

Pastoral de setembro


ONDE ESTÁ O LIVRAMENTO?
"Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás" (Sl 50.15).
Conta-se que dois navios, seguindo rotas opostas, chocaram-se em alto-mar. O acidente aconteceu por causa de um forte e espesso nevoeiro, que impedia por completo a visão de seus respectivos comandantes. Conseqüentemente, o naufrágio de ambos seria inevitável. Diante da trágica situação, os passageiros entraram em pânico. Assim, desesperados, aflitos e sem controle de suas próprias emoções, choravam e gritavam, enquanto buscavam lançar mão dos salva-vidas, na esperança de escaparem daquela situação.
Enquanto se desenrolava o alvoroço nas duas embarcações, um dos rádio telegrafistas emitia, consecutivamente e sem cessar, os sinais de S.O.S. anunciando que os dois navios estavam em sério perigo. As horas se arrastavam, e os navios afundavam lentamente, centímetro a centímetro; até que, subitamente, depois de tanta aflição e desespero, o nevoeiro se dissipou. Que extraordinária e gloriosa surpresa! Em torno dos dois navios acidentados, havia mais de meia dúzia de outros navios, à espera do momento oportuno para poderem prestar o devido socorro aos passageiros angustiados e com poucas esperanças de se salvarem.
Queridos irmãos, muitas são as ocasiões em nossas vidas em que espessos e quase intransponíveis nevoeiros procuram impedir a nossa visão espiritual. Tais nevoeiros espirituais acontecem por força de nossas fraquezas, do desânimo que às vezes se abate sobre nós, do egoísmo, da inveja, da falta de amor e de confiança em Deus. Entretanto, isso ocorre com mais freqüência quando o ser humano passa pela cruz de Cristo, frio, indiferente e sem a menor reação de culpa e arrependimento. Mas, felizmente, para muitos, um dia, os fortes raios do amor e da compaixão divinos desvanecerão o nevoeiro da indiferença, do egoísmo, do desamor e, enfim, de tudo o que impede a compreensão de infinito amor de Deus, despertando nos corações o reconhecimento do próprio estado de perdição. Deus representa esse socorro bem presente, nos momentos de angústia e tribulação.
Pecadores perdidos, sem Cristo e sem salvação, só podem encontrar livramento através da cruz. É triste observarmos o destino trágico de tantas vidas. Pessoas que lutam, angustiantemente, em busca de esperança e não percebem que tal esperança, vida abundante e livramento das cadeias do pecado já foram providenciados e se encontram bem perto de todos nós. É apenas uma questão de direcionamento, de visão e de compreensão do amor do Pai, sempre pronto a atender o clamor do homem aflito e sem a certeza da salvação. Basta, meus irmãos, olhar com fé para a cruz do Calvário.
No amor de Jesus,
Rev. Pedro Corrêa Cabral