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31 de dez. de 2008

ANO NOVO - O MISTÉRIO DO DISCIPULADO


Quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
“Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.” Mateus 10.38
Neste mês de dezembro, consideramos os mistérios do Natal. Somente pela ação do Espírito Santo em nossos corações podemos entender as coisas de Deus. A vinda do Rei Jesus não se encaixa em nossas definições de realeza. Encontramos na história do seu nascimento a pobreza, o escárnio, o mexerico e até mesmo o assassinato. Todos esses mistérios indicam que o caminho do menino Jesus leva ao maior de todos os mistérios — a cruz. Sua morte vergonhosa na cruz, um instrumento de tortura, projetaria grande sombra sobre a manjedoura em Belém.
Agora, esse mistério faz parte da vida dos seguidores de Jesus. A fé cristã é diferente de todas as outras religiões porque proclama que, através da cruz, o mundo se reconciliou com Deus. A fé cristã declara também que os discípulos de Jesus devem tomar a cruz do discipulado. O sofrimento não traz redenção apenas na vida de Cristo, mas na nossa também. Jesus usará o nosso sofrimento para estabelecer o seu Reino, para testemunhar o seu evangelho e para gerar santidade em nossas vidas.
Neste último dia do ano, eis uma misteriosa promessa de Ano Novo que vale a pena ser mantida: tomar a cruz da obediência, enfrentar o desprezo que tal decisão pode trazer, e seguir ao Senhor Jesus Cristo.
Senhor Jesus, nós te somos gratos por tua disposição de carregar nossos fardos. Dá-nos força para suportar os fardos uns dos outros e carregar, diariamente, a cruz do discipulado.
Feliz Ano Novo a todos!
30 de dez. de 2008

Uma Crônica na Antevéspera do Ano Novo


A Lei de Zeca Pagodinho
Conta-se que numa cidade apareceu um circo e que entre seus artistas havia um palhaço com o poder de divertir, sem medida, todas as pessoas da platéia, e o riso era tão bom, tão profundo e natural que se tornou terapêutico.
Todos os que padeciam de tristezas agudas ou crônicas eram indicados pelo médico do lugar para que assistissem ao tal artista que possuía o dom de eliminar angústias.
Um dia porém um morador desconhecido, tomado de profunda depressão, procurou o doutor.
O médico, então, sem relutar, indicou o circo como o lugar de cura de todos os males daquela natureza, de abrandamento de todas as dores da alma, de iluminação de todos os cantos escuros do nosso jeito perdido de ser.
O homem nada disse, levantou-se, caminhou em direção à porta e quando já estava saindo, virou-se, olhou o médico nos olhos e sentenciou: "não posso procurar o circo... aí está o meu problema: eu sou o palhaço".
Como professor vejo que, às vezes, sou esse palhaço, alguém que trabalhou para construir os outros e não vê um resultado muito claro daquilo que faz.
Tenho a impressão que ensino no vazio (e sei que não estou só nesse sentimento) porque depois de formados meus ex-alunos parecem que se acostumam rapidamente com aquele mundo de iniqüidades que combatíamos juntos.
Parece que, quando meus meninos(as) caem no mercado de trabalho, a única coisa que importa é quanto cada um vai lucrar, não importando quem vai pagar essa conta, e nem se alguém vai ser lesado nesse processo.
Aprenderam rindo, mas não querem passar o riso à frente, e nem se comovem com o choro alheio.
Digo isso, até em tom de desabafo, porque vejo que cada dia mais meus alunos se gabam de desonestidades.
Os que passam os outros para trás são heróis e os que protestam são otários, idiotas ou excluídos, é uma total inversão dos valores.
Vejo que alguns professores partilham das mesmas idéias e as defendem em sala de aula e, na sala de professores, se vangloriam disso.
Essa idéia vem me assustando cada vez mais, desde que repreendi, numa conversa com alunos, o comportamento do cantor Zeca Pagodinho, no episódio da guerra das cervejas. E quase todos disseram que o cantor estava certo, tontos foram os que confiaram nele. "O importante professor é que o cara embolsou milhões", disse-me um; outro: "daqui a pouco ninguém lembra mais, no Brasil é assim, e ele vai continuar sendo o Zeca, só que um pouco mais rico", todos se entreolharam e riram, só eu, bobo que sou, fiquei sem graça.
A pergunta é: É possível, pela lógica, que todo mundo ganhe?
Para alguém ganhar é óbvio que alguém tem de perder.
A lógica é:
- guardar o troco a mais recebido no caixa do supermercado;
- enrolar a aula fingindo que a matéria está sendo dada;
- fingir que a apostila está aberta na matéria dada, mas usá-la como apoio enquanto se joga forca, batalha naval ou jogo da velha;
- cortar a fila do cinema ou da entrada do show; dizer que leu o livro, quando ficou só no resumo ou na conversa com quem leu;
- marcar só o gabarito na prova em branco, copiado do vizinho, alegando que fez as contas de cabeça; comprar na feira uma dúzia de quinze laranjas;
- bater num carro parado e sair rápido antes que alguém perceba;
- brigar para baixar o preço mínimo das refeições nos restaurantes universitários, para sobrar mais dinheiro para a cerveja da tarde;
- arrancar as páginas ou escrever nos livros das bibliotecas públicas;
- arrancar placas de trânsito e colocá-las de enfeite no quarto;
- trocar o voto por empregos, pares de sapato ou cestas básicas;
- fraudar a propaganda política, mostrando realizações que nunca foram feitas. Enfim, é a lógica da perpetuação da burrice.
Quando um país perde, todo mundo perde.
E não adianta pensar que logo bateremos no fundo do poço, porque o poço não tem fundo.
Parafraseando Schopenhauer: "Não há nada tão desgraçado na vida da gente que ainda não possa ficar pior".
Se os desonestos brasileiros voassem, nós nunca veríamos o sol.
Felizmente, há os descontentes, os lutadores, os sonhadores, os que querem manter o sol aceso, brilhando e no alto.
A luz é e sempre foi a metáfora da inteligência.
No entanto, de nada adianta o conhecimento sem o caráter. Que nas escolas seja tão importante ensinar Literatura, Matemática ou História, quanto decência, senso de coletividade, coleguismo e respeito por si e pelos outros.
Acho que o mundo (e, sobretudo, o Brasil) precisa mais de gente honesta do que de literatos, historiadores ou matemáticos.
Ou o Brasil encontra e defende esses valores e abomina Zecas, Gérsons, Dirceus, Dudas, Rorizes e todos os que chamam desonestidades flagrantes de espertezas técnicas, ou o Brasil passa de país do futuro para país do só furo.
De um Presidente da República espera-se mais do que choro e condecoração a garis honestos, espera-se honestidade em forma de trabalho e transparência.
De professores, espera-se mais que discurso de bons modos, espera-se que mereçam o salário que ganham (pouco ou muito) agindo como quem é honesto.
A honestidade não precisa de propaganda, nem de homenagens, precisa de exemplos. Quem plantar joio, jamais colherá trigo.
Quando reflexões assim são feitas, cada um de nós se sente o palhaço perdido no palco das ilusões.
A gente se sente vendendo o que não pode viver, não porque não mereça, mas porque não há ambiente para isso.
Quando seria de se esperar uma vaia coletiva pelo tombo, pelo golpe dado na decência, na coerência, na credibilidade, no senso de respeito, vemos a população em coro delirante gritando "bis" e, como todos sabemos, um bis não se despreza.
Então, uma pirueta, duas piruetas, bravo! bravo! E vamos todos rindo e afinando o coro do "se eu livrar a minha cara o resto que se dane".
Enquanto isso o Brasil de irmã Dulce, de Manuel Bandeira, do Betinho, de Clarice Lispector, de Chiquinha Gonzaga e de muitos outros heróis anônimos que diminuíram a dor desse país com a sua obra, levanta-se, caminha em silêncio até a porta, vira-se e diz:
- "Esse é o problema... eu sou o palhaço".
Prof. Nailor Marques Junior
Ao que eu acrescento > Falta Deus neste país. Bem-aventurado é o povo cujo Deus é o SENHOR! (Salmo 144.15)
Pedro Corrêa Cabral
25 de dez. de 2008

Um Conto para o ANO NOVO


Voltando da escola para casa
O menino estava voltando a pé da escola. A vida para ele parecia uma coisa sempre igual. Chegar em casa, comer, fazer lição, brincar, tomar banho, jantar, dormir, acordar. No dia seguinte, tudo a mesma coisa outra vez.
Um ruído veio de um terreno baldio. Parecia uma voz. Por entre as folhagens, o menino viu um cachorro cobrindo o focinho com as patas. O bicho, de repente, resmungou:
— Isso não podia ter acontecido!
O cabelo do menino ficou duro feito arame. Saiu correndo, mas parou. Onde já se viu cachorro falar? Deu risada de si mesmo. Já estava quase na 4a série. Sabia escrever, ler e fazer contas. Aquilo só podia ser alguma confusão.
Deu meia volta e passou de novo pelo terreno baldio. O cachorro agora estava andando de uma lado para o outro dizendo:
— Não, não e não!
Quase sem respirar, o menino chegou mais perto.
Foi quando o animal gritou:
— É a pior desgraça que podia ter acontecido em minha vida!
O menino sabia que aquilo era impossível. Mesmo assim, sentiu pena do cachorro, um bicho não muito grande com o focinho sujo de terra.
O animal soltou um uivo tão sem esperança que o menino entrou no mato e perguntou se ele estava precisando de alguma coisa.
Dois olhos surpresos examinaram o menino de alto a baixo. Depois, o bicho encolheu-se, escondendo o rosto com as patas. O menino sentou-se e acariciou aquela cabeça peluda.
— Se eu contar o que acabo de descobrir hoje — disse o animal — você não vai acreditar.
E continuou falando devagarzinho:
— Faz tempo, conheci uma cachorra linda. Eu estava fazendo xixi num poste. Ela passou. Abanei o rabo. Ela também. Foi amor à primeira vista.
O menino não conseguia piscar os olhos.
— No fim — continuou ele — a gente acabou se casando. A cachorra era viúva e tinha uma filha já grandinha. Cuidei dela como se fosse minha própria filha. Um dia, meu pai veio me visitar. Ele também era viúvo. Só sei que os dois gostaram um do outro, namoraram e casaram.
O menino queria fugir e ficar.
— Do casamento de meu pai com minha filha — contou o animal — nasceu uma ninhada de três cachorrinhos que, ao mesmo tempo, são meus netos, pois são filhos de minha filha, e meus irmãos, pois são filhos do meu pai. Eu também tive três filhotinhos. Eles passaram a ser irmãos da minha madrasta, a filha da minha mulher. Portanto, além de meus filhos, são meus tios.
As lágrimas esguichavam dos olhos do cachorro.
— Meu pai é casado com minha filha, ou seja, minha madrasta é também minha filha. Por outro lado, sou pai dos irmãos do meu pai, logo, pai de meu próprio pai. E como o pai do pai de alguém é avô desse alguém … — e aí o cachorro agitou-se — descobri que sou avô de mim mesmo!
O queixo do menino balançava debaixo da boca.
— É duro ser avô da gente mesmo! — exclamou o cachorro em prantos.
Abraçado com o menino, o animal chorou ainda durante um bom tempo. Depois, enxugou as lágrimas, pediu desculpas, despediu-se e, com ar agradecido, sumiu no matagal. Naquele dia, o menino chegou em casa mais tarde, almoçou e foi para o quarto. Deitado na cama, ficou só pensando. Como a vida pode ser uma coisa rica, complicada, meio louca, bonita, espantosa e cheia de surpresas!

Conto de Ricardo Azevedo extraído do livro "Não Tenho Medo de Homem, nem do Ronco", publicado pela Fundação Cargill
19 de dez. de 2008

O que é o Natal?


“Natal é tempo de dar presentes”, diz o mercado na ânsia de vender mais. Mas, e se você não tem dinheiro para comprar presentes? E se sua conta bancária está no vermelho? E se você não quer que ninguém o presenteie para não ter que retribuir? Como, então, fica esse “Natal de dar presentes”?
“Natal é, também, tempo de reunir a família”, dizem outras pessoas. Mas, o que fazer se sua família foi levada por um desastre do tipo “tsunami”, enchente em Santa Catarina, ou qualquer outro acidente natural? E, se você não tem como se reunir com seus familiares porque está longe, numa terra distante? Ou se a morte — natural ou acidental — tiver levado um ente querido seu?
“Natal é tempo, ainda, de ficar em casa”, dizem aqueles que não percebem que muitas pessoas tiveram suas casas destruídas por deslizamentos de terra lá em Blumenau por conta da cheia do rio Itajaí.
“Natal é tempo de Paz e Amor”, afirmam outros. E se aquela pessoa que você julgava ser o amor da sua vida foi embora, ou trocou você por outra?
“Natal é um dia como qualquer outro”, dizem aqueles que tentam refutar a vinda do Filho de Deus ao planeta.
Entretanto, o Natal pode ter qualquer uma dessas conotações, uma vez que é um acontecimento, até certo ponto, subjetivo. Por outro lado, há de chegar o dia em que o Natal não mais poderá ter nenhuma delas. Afinal, nenhum ser humano está livre das tribulações e aperreios da vida. Em algum momento, teremos que enfrentar o drama pessoal de, por exemplo, perder a saúde física ou financeira, ou perder alguém a quem amamos, ou ainda perder a própria vida.
O Natal é verdadeiramente o nascimento de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
Nos dias atuais, raríssimas pessoas acreditam na história de uma jovem que ficou grávida sem contato sexual com um homem. Você acreditaria?
E mais, como comemorar o nascimento de alguém que nasceu num estábulo, filho de pais que eram tão pobres que nem tinham onde se hospedar?
É difícil acreditar nisso!
Existe, no entanto, o registro de que Ele fez grandes milagres. Tais registros mostram que Ele curou os enfermos; deu visão aos cegos de nascença; fez paralíticos voltarem a andar; andou sobre as águas; ressuscitou mortos; e, por fim, revelam que Ele mesmo ressuscitou dentre os mortos e se apresentou, com infalíveis provas, no meio dos que o seguiam.
Assim, hoje, comemoro o Natal e creio em tudo isso!
Todavia, as razões para eu crer e comemorar não são esses relatos de sinais e prodígios. A razão principal é porque eu mesmo tive um encontro pessoal com Jesus. Ninguém que o tenha encontrado será mais o mesmo.
No Senhor, encontrei sentido para minha vida e deixei de apenas existir, como havia feito por muitos anos. Nele, encontrei todos os tesouros da sabedoria. Nele, aprendi que “o corpo é mais do que uma vestimenta, e a vida mais do que alimento” . Nele, aprendi que SER é muito mais importante do que TER.
Isso não deveria nos surpreender, uma vez que no Paraíso não havia nenhum eletrônico, eletrodoméstico, carro novo, ou sequer energia elétrica. O relato bíblico diz que nossos primeiros pais, Adão e Eva, andavam nus. Ou seja, eles não tinham nada, todavia, tinham tudo o que é necessário para alguém ser verdadeiramente feliz.
Eles tinham comunhão diária com Deus! Desfrutavam da companhia do Criador! Convenhamos, não precisamos de mais nada além da companhia de Jesus para ter um Feliz Natal. Desde que eu o encontrei, minha vida tem experimentado o Natal todos os dias.
Digo isso, não com jactância, mas com o coração agradecido, como testemunho daquilo que experimentei e como testemunho daquilo que vivo a cada dia.
Desta forma, meu desejo é que você, meu irmão ou meu amigo, comemore o Natal independentemente de qualquer circunstância externa. Comemore a vinda do Filho de Deus à Terra! O Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre, para que nós que somos pobres, pudéssemos encontrar Nele todas as riquezas que são verdadeiras.
Feliz Natal!
15 de dez. de 2008

O Natal que se Aproxima


Uma das passagens clássicas da Bíblia sobre o nascimento de Cristo é a que fala do coral celestial que apareceu para os pastores que guardavam as ovelhas de noite. (Lucas 2.8-18).
Os pastores ficaram muito admirados e, depois de uma visita a Maria e à criança recém-nascida, saíram euforicamente divulgando o que haviam visto e louvando a Deus. Uma reação esperada, para quem havia presenciado coisas tão espetaculares.
É próprio, aliás, para qualquer criatura louvar a Deus. Até os animais, até os astros devem louvá-Lo.
Mas será esse tipo de louvor suficiente para agradar a Deus? Não! Transmitir com entusiasmo algo inusitado que se viu da parte de Deus é bom, e até obrigatório, mas não suficiente para o que Deus deve receber de um ser humano.
O Senhor espera um louvor íntimo, não apenas por algo que os olhos viram, mas por uma transformação pela qual o coração passou. E nesse particular, não podemos afirmar que todos os pastores glorificaram a Deus.
Como um grupo de pessoas, como outro qualquer, é razoável estimar que apenas alguns deles, ao passarem por tudo aquilo, tenham crido de todo o coração no conteúdo do que ouviram e exercido fé no recém nascido Salvador.
Quanto aos outros, depois da excitação do momento e do eufórico relatório das maravilhas que viram, presumimos que voltaram à rotina de antes. Falaram por uns dias enquanto se lembravam, mas depois, com corações não modificados, voltaram a viver como antes e a falar das coisas de sempre. Afinal, a boca fala do que está cheio o coração.
Graças a Deus por cada pessoa que anuncia as coisas reveladas na Bíblia, que fala de Cristo, não apenas por ter visto algo que a impressionou, mas porque teve o íntimo modificado pelo poder de Deus, como conseqüência da experiência da conversão. Perdoado de seus pecados, esse foi unido com Cristo e agora fala dEle com prazer, com entendimento, com conhecimento de causa. Esse entende o sentido do Natal, o porquê da vinda de Cristo, da morte dEle, da ressurreição dEle.
Se você é assim, louve a Deus todos os dias por ter lhe dado tal condição de vida eterna.
Quanto a você amigo, que tem visto Deus fazer coisas inusitadas ao seu redor, conhece a história de Cristo, fala dEle e louva a Deus, tudo bem. Mas que tal ir mais fundo, passando a conhecer a Cristo não apenas pelo que ouviu falar, mas por experiência própria? O seu louvor a Deus será muito mais eficiente, mais vivo, mais poderoso.
Espero que você não fale ou pense mais em Cristo apenas em dias de festividades cristãs e depois volte a uma velha rotina, mesmo religiosa, mas sem muito valor diante de Deus. Só se dê por satisfeito quando sentir vontade de louvar a Deus todos dias da sua vida, agradecendo continuamente a Cristo pelo que fez por você.
11 de dez. de 2008

Meus Últimos Dias


Tenho, agora, 84 anos de idade, sentindo-me um tanto venerável e dignificado com meu cabelo e minha barba branca. Não gosto de andar mancando, com uma bengala, mas tenho tomado isso como parte da minha idade. Bem, há um ano atrás, durante minhas duas horas semanais com meu terapeuta físico, vi a paciente anterior sair. Ela era uma mulher em seus noventa e poucos anos. Havia caído numa escadaria e quebrado treze ossos. Agora estava bem e andando normalmente! Senti-me como um fracote por comparação!
Mas, comparado ao restante do mundo, rotineiramente nos saímos mal, mas em Jesus Cristo, estamos sempre com Deus, tão alto quanto possível.
Nunca duvidei da Bíblia, ou da Santíssima Trindade, desde que era uma criança. Qualquer outra fé é absurda e loucura. Como resultado, sempre “conheci o meu lugar” como Seu servo e um filho pela graça.
A velhice é Sua ordenação e uma parte da minha preparação para a eternidade, que é muito real para mim. Espero poder escrever mais um pouco, mas de qualquer forma estou pronto para o céu. Aguardo avidamente tudo o que isso significa, incluindo reuniões com os meus amados e outros crentes que já estão lá. A morte é a maior aventura.
Não gosto do meu andar pesaroso e as dores que às vezes o acompanham, mas sei que o melhor está por vir. A graça de Deus é algo maravilhoso. Eu a tenho conhecido e conhecerei ainda mais.
Morrer é uma parte da Queda e, todavia, nos coloca para sempre além da Queda. A vida de fé é a verdadeiramente vida. Tenho sido abençoado com uma família piedosa e com um chamado santo. Também sou abençoado por vocês, meus leitores, e vocês estão diariamente em minhas orações.
Minha condição atual é difícil e, algumas vezes, dolorosa, mas tem um final feliz. Possam vocês todos ser similarmente abençoados.
Rousas John Rushdoony
Fonte: Faith for All of Life, Março 2001
5 de dez. de 2008

A Televisão é o meu pastor


Leia atentamente o Salmo 23, o salmo do Bom Pastor e considere esta paráfrase do outro lado do mesmo Salmo 23, dentro de um contexto da televisão:
1. O televisor é o meu pastor e tudo me faltará.
• Me faltará tempo – para ler a Bíblia e para orar; para brincar com meus filhos e ler para eles; para conversar com a minha família; para ter comunhão com meus irmãos e amigos.
• Me faltará esperança – porque os noticiários me encherão de medo do futuro.
• Me faltará amor – porque a violência do meu semelhante vai me incentivar a odiá-lo.
• Me faltará fé – porque a minha mente estará alimentada por sentimentos de derrota, e os meus pensamentos estarão alimentados pelas circunstâncias.

2. Ele me induz a deitar-me sobre a poltrona da acomodação.
• E eu fico preso, horas por dia, aos seus ensinamentos amaldiçoados.
• Quando volto do trabalho, prefiro estar com ele a estar com a minha família, a visitar alguém, a ler ou a conversar.
• Acho difícil me concentrar em reuniões da Igreja (são muito demoradas e maçantes), enquanto que diante da TV não vejo o tempo passar.
• Enquanto o mundo “acontece” diante dos meus olhos, meu tempo de servir a Deus se escoa pelos esgotos imundos.

3. Ele me leva a beber águas poluídas e contaminadas.
• Medito o dia inteiro no que vejo na TV – na injustiça, na pornografia, na violência, na corrupção, na crueldade.
• Vivo entorpecido pelo engano do diabo, pelo pecado, pelo mundanismo e pela minha própria carnalidade.
• Quando não tenho tempo de estar com o meu televisor, sinto saudades dele.

4. Minh’alma vive em tormento.
• Não consigo viver por fé no que Deus promete, se o que “vejo” é tão contrário ao que a Palavra de Deus me diz.
• Passo meus dias preocupado – com o futuro, com o dinheiro, com o suprimento.
• Nem durmo bem à noite, nas poucas horas que o televisor me autoriza a dormir!

5. Guia-me pelos caminhos do pecado.
• Ele apaga da minha mente o sentido da palavra santidade.
• A porta larga é o caminho que estou escolhendo seguir porque acho o caminho estreito de Jesus algo ridículo (e intangível).

6. Ainda que eu visite a Igreja ou leia a Bíblia de vez em quando, mesmo assim, vivo cheio de medo.
• Tenho medo de perder a saúde, o emprego, o dinheiro, a família.
• Tenho medo de ser diminuído, desconsiderado, humilhado, criticado.
• Tenho medo do dia de amanhã.
• Tenho medo da vida; tenho medo da morte.

7. Porque não consigo desligar o meu televisor...
• Todo primeiro dia do ano, prometo, a mim mesmo, que vou começar uma vida nova – com mais compromisso e responsabilidade pelo encargo de Deus.
• Meu televisor não me permite cumprir as minhas promessas.

8. ...o seu domínio me atormenta.
• Se agendo um compromisso, quando “converso” com meu televisor, ele me convence a esquecê-lo, em favor de uma de suas programações convincentes.
• Invento qualquer desculpa para não perder nenhum capítulo dos seus seriados “picantes”.
• Novelas me atraem, filmes me atraem, programas de humor me atraem, noticiários me atraem, programas de auditório me atraem.
• E essa atração me domina completamente.
• Estou praticando a mentira!

9. Quando me defronto com os meus inimigos, sinto-me impotente – e fujo deles correndo!
• Não prego o Evangelho para ninguém, porque sinto vergonha de falar de algo tão “fora da realidade” como a Palavra de Deus.
• Não sou capaz de orar por um enfermo. Afinal, se ele não for curado – como ficará a minha reputação? Mesmo porque, também não acredito que possa sê-lo!
• Se vejo alguém com problemas, eu me calo. Afinal, não consigo vencer nem as minhas próprias lutas...; o que poderia falar a outros?

10. A unção de Deus me falta.
• Se vou orar, não tenho assunto com Deus.
• Tenho facilidade para reclamar e não encontro motivos para louvar a Deus.
• Se passo por dificuldades, vejo milhões de gigantes, e me escondo de Deus.
• Eu poderia chorar diante de Deus, mas me faltam lágrimas.
• Não posso ajudar a ninguém, visto que também preciso sempre de ajuda.
• Eu moro em um deserto e estou completamente seco.

11. Imoralidade, violência e vaidade certamente me seguirão todos os dias da minha vida...
• Não sei o que posso fazer para mudar o curso da minha vida.
• Desligar o meu televisor não posso – não conseguiria viver sem diversão e entretenimento.
• Sinto que o meu futuro será como o presente: cheio de desânimo, incredulidade, resistências espirituais, maldições não quebradas e derrotas.
• Minha “mesa” estará farta de comida podre – recheada de fezes!

12. ...e perderei o Reino do Senhor, padecendo horrores na tribulação longe da Casa do Senhor.
• Não tenho motivação para fazer nada que corte a entrada do mundo, do pecado e dos conselhos de Satanás em minha casa.
• Meu futuro está garantido longe do Reino. Mas isso não importa..., afinal, estou salvo. Não acho que o galardão seja tão importante assim...
• Devo confessar essa palavra, crendo que sucederá: - O Reino virá, mas eu não farei parte dele, porque Deus disse que ele é para os crentes vencedores e eu sou um derrotado!

Oração de combate:
“Senhor! Abre os olhos espirituais dos teus filhos, para que fechem a torneira da enxurrada do mundo em sua mente – ligada diretamente à fonte do propósito de Satanás: matar, roubar e destruir a comunhão, a adoração, a posição e a manifestação daqueles que têm sido chamados segundo o teu propósito! Amém.”
3 de dez. de 2008

Pastoral de dezembro


ESPANTADOS OU TRANSFORMADOS?
Em Atos 9 está registrado o relato da conversão de Saulo de Tarso. Como perseguidor da Igreja, ele ia para Damasco com a intenção de continuar a perseguir os crentes. No caminho, entretanto, Deus fez brilhar sobre ele uma forte luz do céu que o lançou por terra, ouvindo ao mesmo tempo uma voz que lhe perguntava: “Por que me persegues?” À pergunta de Saulo: “Quem és tu Senhor?” ele recebeu a resposta: “Eu sou Jesus a quem tu persegues.” A revelação de Jesus ao seu coração operou uma tal transformação que o levou a perguntar humildemente: “Senhor, que queres que eu te faça?”
Enquanto isto se passava, lemos que os companheiros que iam com Saulo: “pararam espantados, ouvindo a voz, mas não vendo ninguém”. Não lemos que estes homens tivessem se convertidos. Até onde sabemos, continuaram no seu caminho. É interessante que, nas mesmas circunstâncias, presenciando as mesmas coisas, ouvindo a mesma voz, vendo a mesma luz, eles poderiam ter tomado um rumo diferente em suas vidas, espiritualmente falando. Mas, assim não aconteceu. Lemos que eles somente “pararam”, enquanto Saulo foi prostrado em terra pelo poder daquela luz. Eles mantiveram-se de pé, enquanto Saulo estava caído sobre o seu rosto! Que diferença no estado deles! É possível resistir ao mesmo poder de Deus que lança um Saulo por terra! É possível manter-se “em pé” diante Dele, não se curvando, nem se abaixando! Deus podia tê-los lançado por terra, mas isso seria apenas uma demonstração de força sobre os seus corpos. Eles não estariam se submetendo espiritualmente e os seus corações não se humilhariam. É possível sermos derrubados pelo poder de Deus e, ainda assim, nos manter em pé, espiritualmente, não nos dando por vencidos.
Aqueles homens, simplesmente, param espantados. Espantados, mas não humilhados. Admirados, mas não convertidos. Ouvindo a voz, mas não querendo obedecê-la. Vendo a luz, mas preferindo as trevas. Muitas pessoas têm se espantado ao ver o poder de Deus em operação, têm sido obrigadas a parar para contemplar as maravilhas de Deus, mas foi apenas uma pausa no caminho ladeira a baixo.
Eles guiaram, sem dúvida, o futuro apóstolo para Damasco, pois que a luz do céu o tinha deixado cego. Todavia, não reconheceram que precisavam de um guia também. Temos, assim, o quadro de uns “cegos” que pensavam ter luz, guiando um cego que tinha a luz do céu no seu coração.
Irmãos, é preciso ter cuidado para que não sejamos apenas espantados, mas, sim, verdadeiramente transformados...
No amor de Jesus,
Rev. Pedro Corrêa Cabral
2 de dez. de 2008

Quem prepara seu pára-quedas?


Charles Plumb, piloto americano na guerra do Vietnã, teve, depois de muitas missões de combate, seu avião derrubado por um míssil inimigo. Após saltar de pára-quedas, Plumb foi capturado e passou seis anos numa prisão norte-vietnamita. Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua odisséia e o que aprendera na prisão.
Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem:
- Olá, você é Charles Plumb, era piloto no Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?
- Sim, como sabe? - perguntou Plumb.
- Era eu quem dobrava o seu pára-quedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?
Plumb quase se afogou de surpresa e com muita gratidão respondeu:
- Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje.
Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando e perguntando-se: “Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse bom dia? Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro."
Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco enrolando os fios de seda de vários pára-quedas, tendo em suas mãos a vida de alguém que não conhecia.
Agora, Plumb inicia suas palestras perguntando à sua platéia:
- Quem dobrou teu pára-quedas hoje?
Todos temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante. Precisamos de muitos pára-quedas durante o dia: um físico, um emocional, um mental e até um espiritual.
Às vezes, nos desafios que a vida nos apresenta diariamente, perdemos de vista o que é verdadeiramente importante, e as pessoas que nos salvam no momento oportuno sem que lhes tenhamos pedido. Assim, deixamos de saudar, de agradecer, de felicitar alguém, ou ainda simplesmente de dizer algo amável.
Hoje, esta semana, este ano, cada dia, procura dar-te conta de quem prepara teu pára-quedas, e agradece-lhe. As pessoas ao teu redor notarão esse gesto, e te retribuirão preparando teu pára-quedas com esse mesmo afeto.
Todos precisamos uns dos outros, por isso, mostra-lhes tua gratidão.
Às vezes, as coisas mais importantes da vida dependem apenas de ações simples. Como um telefonema, um sorriso, um agradecimento, um “gosto de você”, um “eu te amo”...
Senhor, muito obrigado por todos os favores que sem merecer recebi de Ti e nunca Te agradeci.
Autor desconhecido.