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30 de mai. de 2009

A RENDIÇÃO DE UM HOMEM A DEUS


O Deus que escolhe soberanamente, ama incondicionalmente, também chama irresistivelmente. Deus escolheu Jacó antes dele nascer. Amou-o apesar de seus desvios e salvou-o gloriosamente. Vejamos os passos dados por Jacó em resposta a obra de Deus na sua salvação.
O reconhecimento da necessidade da salvação (Gn 32:26)
Jacó se agarra a Deus e diz: “eu não te deixarei ir se tu não me abençoares”. Ele tem dinheiro, tem família, tem o direito de primogenitura, mas agora ele quer Deus. Sua maior necessidade é de Deus. Jacó sem Deus é nada. Jacó sem a bênção de Deus é vazio. Jacó agora tem pressa para ser transformado por Deus. Ele ora com intensidade, com senso de urgência. Ele não pode perder a oportunidade. Ele anseia por Deus mais do que por qualquer outra coisa na vida.
O choro do arrependimento (Os 12:4)
Jacó agora tem o coração quebrantado. Ele agarra-se a Deus com senso de urgência e com os olhos molhados de lágrimas. Jacó se quebranta, se humilha, chora e reconhece que não pode mais viver sem um encontro profundo e transformador com Deus. Como Pedro, Jacó chora, o choro do seu arrependimento. Ele instou com Deus em lágrimas. Ele pediu a bênção de Deus com pranto. Seus olhos estão molhados e sua alma ajoelha diante do Senhor. E por que Jacó chora? O que ele pede com tanta urgência e com tanta sofreguidão? Ele não pede coisas. Ele pede que Deus mude a sua vida. Ele quer Deus e quer vida nova!
Uma confissão necessária (Gn 32:27)
Quando Deus lhe perguntou: “Qual é o teu nome?” Ele respondeu: “Jacó”. Aquela não foi uma resposta, mas uma confissão. O nome Jacó significa suplantador, enganador. Jacó não podia ser transformado sem antes reconhecer quem era. Ele não podia ser convertido sem antes sentir convicção de pecado. Ele não podia ser uma nova criatura sem antes reconhecer que era um enganador, um suplantador. A história de Jacó era crivada de engano e mentira. Ele tinha nome de crente, mas ainda não era salvo. Jacó era um patriarca, ele conhecia a aliança de Deus. Ele tinha as promessas de Deus, mas Jacó não vivia como um filho de Deus. O engano era a marca da sua vida. Seu nome era um espelho da sua vida. Seu nome era aquilo que ele era e vivia. Mas, agora, ele abre o coração. Ele admite o seu pecado. Ele toca no ponto de tensão, no nervo exposto da sua alma. Qual é o seu nome? Quem é você? É hora de você depor as armas. É hora de você deixar de resistir o amor de Deus. É hora de você confessar não apenas o que você faz, mas quem você é, a fim de que você também seja salvo!
A contemplação de Deus (Gn 32:30)
Até este tremendo encontro, Deus era apenas o Deus de seu avô Abraão e de seu pai Isaque, mas agora Deus passa a ser conhecido como o Deus de Jacó. Jacó tem os olhos da sua alma abertos. Ele vê a Deus face a face. Jacó tem seus pecados perdoados, sua alma liberta, seu coração transformado, sua vida salva. Tudo se fez novo na vida de Jacó.
Um futuro abençoado (Gn 32:31; 33:4)
Depois de ter vivido uma vida inteira de trevas, o sol nasceu para Jacó e a luz brilhou no seu caminho. As trevas ficaram para trás. Tudo se fez novo na vida dele: um novo coração, uma nova mente, uma nova vida. Ele saiu manquejando, mas sua alma estava livre! Esaú deve ter lhe perguntado: “Por que você está manquejando Jacó?” - Jacó deve ter respondido: “Ah! Meu irmão, Deus me salvou. Hoje eu sou um novo homem, tenho uma nova vida! Aquele velho Jacó morreu e foi sepultado no vau de Jaboque. Agora sou uma nova criatura. O sol nasceu para mim!” Deus transformou o ódio de Esaú em amor; o medo de Jacó em alegria. E aquele encontro temido, que prenunciava uma briga, uma contenda, uma guerra, transformou-se numa cena de choro, abraços, beijos e reconciliação. Deus transforma a nossa vida completamente. Ele nos reconcilia com os nossos inimigos. Ele alivia o nosso coração da culpa e do medo!
Rev. Hernandes Dias Lopes.
26 de mai. de 2009

Vazio de domingo à noite?


Li certa vez o anúncio de um refrigerante, de página inteira, que dizia assim: “Preencha o vazio de domingo à noite”. Na foto, uma apetitosa pizza, com a garrafa do refrigerante ao lado.
E fiquei pensando: se eu tivesse nascido crente em Jesus Cristo não teria compreendido aquele anúncio. Afinal, domingo à noite é a parte mais agradável, mais edificante, mais “cheia” da semana! É domingo à noite que eu tenho a oportunidade de estar com os meus irmãos de fé, numa comunhão espiritual alegre e descontraída. É domingo à noite que eu adoro o meu Pai celestial num culto coletivo, com hinos, testemunhos e, acima de tudo, com a pregação da palavra de Deus. É domingo à noite que eu tenho o enorme prazer de ver eventuais convidados meus e de outros irmãos chegando à igreja, mostrando interesse nas coisas do alto. Vazio de domingo à noite???
Mas eu não nasci crente. E até os 24 anos, sabia muito bem o que era o vazio de um domingo à noite – meio sombrio, angustiante, solitário (mesmo estando acompanhado). O peso de uma vida sem rumo, provisoriamente aliviado na sexta-feira com a perspectiva de um agitado fim de semana, voltava a sufocar o meu coração nas noites de domingo.
Até que um dia esse vazio foi totalmente preenchido – não por um pedaço de pizza e um gole de refrigerante – mas pelo próprio Espírito Santo que se alojou para sempre no meu íntimo. Que plenitude!
De vez em quando gosto de ir a um restaurante depois do culto noturno de domingo. E ali de fato posso saciar o estômago. Mas o vazio existencial, de espírito, esse não existe mais. Saio da igreja muito bem alimentado pelo Pão da Vida…
Mauro Clark
19 de mai. de 2009

Comunidade, uma qualidade do coração


A palavra comunidade tem várias conotações, algumas positivas, outras negativas. É a comunidade que nos leva a experimentar a segurança do pertencimento, a compartilhar a mesa, a estabelecer alvos comuns, viver alegres celebrações e usufruir do amor carinhoso e perdão dos irmãos e irmãs. Porém, é também na comunidade que sofremos a dor do sectarismo, dos grupos fechados, do isolamento, da intolerância e da incompreensão, do perdão negociado, das frustrações afetivas.

Todos nós temos expectativas distintas do que é uma comunidade e do que significa viver em comunidade. O mesmo espaço comunitário pode representar alegria e esperança para uns, e aflição e frustração para outros. No entanto, tenho observado que ser comunidade é, antes de tudo, uma qualidade do coração. Ela nasce e cresce primeiro em nós, é fortalecida pela consciência de que vivemos, não para nós mesmos, mas para os outros. Ela é o fruto da nossa capacidade de fazer do interesse dos outros, algo mais importante do que os nossos próprios interesses. A questão, porém não é: como podemos criar uma boa comunidade, mas, como podemos desenvolver e nutrir corações mais dadivosos?

Muitas vezes, nos iludimos em pensar que podemos encontrar uma boa comunidade, considerando apenas os programas e as atividades que ela organiza e a forma como podemos entrar e participar destas atividades. Porém, cedo ou tarde, descobriremos que aquilo não é bem a comunidade de que precisamos. A comunidade nasce quando as pessoas aprendem a repartir suas vidas umas com as outras, quando se importam umas com as outras. A artificialidade faz com que a comunidade exista apenas nos momentos em que seus programas mantêm seus membros entretidos. Uma vez cessado o barulho e a agitação, as pessoas se perdem no vazio de sua solidão. A experiência comunitária é aquela que nos leva a aproximar do outro pelo que ele é e não pelo que faz ou possui. É uma disposição do coração.

O Rubem Alves conta uma pequena estória que nos ajuda a compreender a natureza da comunhão. Trata-se de uma lenda oriental que diz: "Havia uma árvore solitária que se via no alto da montanha. Não tinha sido sempre assim. Em tempos passados a montanha estivera coberta de árvores maravilhosas, altas e esguias, que os lenhadores cortaram e venderam. Mas, aquela árvore era torta, não podia ser transformada em tábuas. Inútil para os seus propósitos, os lenhadores a deixaram lá. Depois vieram os caçadores de essências em busca de madeiras perfumadas. Mas, a árvore torta, por não ter cheiro algum, foi desprezada e lá ficou. Por ser inútil, sobreviveu. Hoje ela está sozinha na montanha. Os viajantes se assentam sob a sua sombra e descansam. Um amigo é como aquela árvore. Vive de sua inutilidade. Pode até ser útil eventualmente, mas não é isto que o torna um amigo. Sua inútil e fiel presença silenciosa torna a nossa solidão uma experiência de comunhão. Diante do amigo sabemos que não estamos sós. E alegria maior não pode existir."
Ricardo Barbosa
8 de mai. de 2009

Não Quero Espetáculo, Quero Jesus!


Lucas 23.8-9 — Herodes, vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito; esperava também vê-lo fazer algum sinal. E de muitos modos o interrogava; Jesus, porém, nada lhe respondia.
Esta é uma das muitas passagens bíblica que nos mostra que nem sempre uma alegria exterior expressa a verdadeira adoração, o louvor e a honra devidas ao Senhor Jesus.
Aqui temos o relato do momento em que Cristo estava sendo interrogado, um pouco antes de Sua crucificação.
Primeiro, Ele havia sido levado a Pôncio Pilatos que, tendo o examinado, resolveu enviá-lo a Herodes, que era o governador da Galiléia.
Reparem no texto, que Herodes, ao ficar diante de Cristo, demonstrou que “há tempos desejava vê-lo” e também “alegrou-se muito” quando viu o Mestre.
Na verdade, Herodes o tratou como se Jesus fosse um mágico e gostaria que Ele operasse um sinal.
Era um falso desejo. Era uma falsa alegria!
O que Herodes queria era um espetáculo de Jesus e que Ele demonstrasse o “Seus poderes miraculosos” para saciar seus desejos humanos.
Um fato parecido com este episódio ocorreu também com os apóstolos em Atos 8.5-19 — Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava. Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados. E houve grande alegria naquela cidade. Ora, havia certo homem, chamado Simão, que ali praticava a mágica, iludindo o povo de Samaria, insinuando ser ele grande vulto; ao qual todos davam ouvidos, do menor ao maior, dizendo: Este homem é o poder de Deus, chamado o Grande Poder. Aderiam a ele porque havia muito os iludira com mágicas. Quando, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim homens como mulheres. O próprio Simão abraçou a fé; e, tendo sido batizado, acompanhava a Filipe de perto, observando extasiado os sinais e grandes milagres praticados. Ouvindo os apóstolos, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João; os quais, descendo para lá, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo; porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados em o nome do Senhor Jesus. Então, lhes impunham as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo. Vendo, porém, Simão que, pelo fato de imporem os apóstolos as mãos, era concedido o Espírito Santo , ofereceu-lhes dinheiro, propondo: Concedei-me também a mim este poder, para que aquele sobre quem eu impuser as mãos receba o Espírito Santo.
Reparem que Simão começou a seguir os apóstolos depois que viu as manifestações de poder do Espírito Santo, e via a alegria do povo, e ficou impressionado com o fato de que, através da imposição de mãos dos apóstolos, os samaritanos recebiam o Espírito Santo.

Observem a semelhança:Herodes diante de Jesus Cristo e Simão diante dos apóstolos. O que eles queriam?
Eles queriam o espetáculo. Queriam satisfazer seus desejos humanos e impuros e pensavam que estavam diante de “mágicos” e não diante de Deus.
Amado irmão, sou crente e também gosto muito de sentir o mover do Espírito Santo. Fico maravilhado com os sinais e prodígios que também hoje são realizados no meio da Igreja de Cristo através do Seu poder.
Mas é necessário,antes de tudo isso, darmos o verdadeiro louvor e honra ao “dono dos sinais”. O que importa é Quem Jesus é, e não o que Ele pode nos dar.
Importa é reconhecer o Seu sacrifício na Cruz do Calvário que nos abriu a porta da salvação eterna.
Precisamos desejar vê-lo face a face e adorá-lo, independentemente de qualquer sinal, cura ou milagre.
Não podemos ser tão medíocres para desejá-lo por aquilo que Ele possa demonstrar para nós, mas sim pela Sua presença.
Ao nos aproximarmos Dele não podemos limitar nossa comunhão ao fato de sentirmos Sua presença, vermos ou recebermos algo Dele.
Só Ele nos basta. Não quero espetáculo. Quero somente a Jesus Cristo.
Amém
3 de mai. de 2009

Pastoral de maio


O Pastor
Tem sido para mim um grande privilêgio servir ao Senhor como ministro do Evangelho. Mas, embora o trabalho de um pastor seja satisfatório e gratificante, ele também envolve experiências extremamente difíceis, desencorajadoras e decepcionantes que podem esgotar a energia e frustrar os esforços até do mais dedicado servo de Deus.
Como bons soldados de Cristo, entretanto, os pastores, homens de Deus, continuam a sua tarefa, sem queixas, apesar da tentação de desistir e dizer: "Afinal, que proveito estou tendo com isso?"
Não é apenas o trabalho de pregar e as tarefas administrativas que sobrecarregam a energia e a resistência de um pastor, mas a fraqueza física e o esgotamento nervoso que podem resultar em relacionamentos tensos entre ele e a sua congregação.
A incapacidade de agradar aqueles a quem ele mais ama e a decepção de ser contrariado por aqueles dos quais ele depende para o apoio moral. Estas são algumas coisas que o levam, por vezes, a lançar as suas mãos para cima, em desespero. É triste dizer, mas muitas vezes parece que o pastor não consegue fazer nada certo. Independente de quão sincero ele seja, sempre existem alguns que estão prontos para encontrar falhas e criticar. Podemos descrever isso da seguinte forma:
• Se o pastor é jovem, não tem experiência; se o seu cabelo é branco, é velho demais para as pessoas jovens.
• Se tem cinco ou seis filhos, tem demais; se não tem nenhum, está dando um mau exemplo.
• Se prega com anotações, está usando sermões antigos e não tem mais energia para novos; se as suas mensagens são improvisadas com fala livre, não é suficientemente profundo.
• Se usa demasiadas ilustrações, está negligenciando a Bíblia; se não inclui histórias, não é suficientemente claro.
• Se condena o que é errado, começa a irritar; se não prega contra o pecado, eles reivindicam que ele está se comprometendo.
• Se prega a verdade, é demasiado ofensivo; se não apresenta "o conselho completo de Deus", é um hipócrita.
• Se falha em agradar a todas as pessoas, está ferindo a igreja e deveria deixar o seu cargo; se faz com que todos estejam felizes, ele não tem convicções.
• Se dirige um carro velho, está envergonhando a sua congregação; se compra um novo, está criando afeição pelas coisas materiais deste mundo.
• Se prega todo o tempo, a congregação se cansa de ouvir sempre uma só pessoa; se convida pregadores de fora, está se esquivando da sua responsabilidade.
• Se recebe um grande salário, é um mercenário; se o salário é pequeno, dizem que isto prova que ele não é digno de mais.
Agora, eu sei que estas colocações enfatizam a atitude geral em vários lugares. Parece que não faz muita diferença para onde você vai, ou que igreja você frequenta, sempre existe um grupo que dificulta a vida do pastor. Mesmo que ele esteja fazendo o melhor que pode para pastorear com fidelidade o seu rebanho, anelando pelas ricas bênçãos do Senhor para o seu ministério, e fazendo um esforço enorme para conseguir a aprovação da congregação como um todo, há sempre alguém que encontra uma falta, se opõe a ele pela suas costas, ou denuncia publicamente os seus atos.
No Evangelho de João, são ditas três coisas a respeito de João Batista que se aplicam a qualquer servo genuíno de Deus. Eu estou convencido de que, se cada membro da igreja guardasse na sua mente estas três coisas, muitas das dificuldades experimentadas na Primeirona, hoje, seriam evitadas. O apóstolo João escreveu:
— Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João. Este veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele. Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz (João 1:6-8).
Nestes versículos são mencionadas três coisas significativas sobre João Batista.
Primeiro, nos é dito que "houve um homem". Ele era um ser humano, sujeito às mesmas fraquezas e limitações como qualquer outra pessoa. João não era um anjo; não era uma criação sobrenatural; não era um emissário extraterrestre, vindo do trono de Deus. Mas como lemos no registro: "Houve um homem."
Segundo, lemos que "houve um homem enviado por Deus". Embora fosse um ser humano com limitações humanas, João se distinguia dos outros pelo fato de ter sido um escolhido. Ele era um homem "enviado por Deus."
Terceiro, nos é dito que "houve um homem enviado por Deus para que testificasse da luz". Ele veio para pregar a respeito de Cristo, a Luz do mundo. Esta era a missão de João Batista. O versículo 8 diz: "Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz". Desta passagem bíblica aprendemos as seguintes coisas sobre João Batista.
1. Ele foi um homem.
2. Ele foi um homem enviado por Deus.
3. Ele foi um homem enviado por Deus para testemunhar da luz.
Estas três coisas também podem ser ditas a respeito dos pastores que têm um chamado de Deus. Eles são homens, eles têm limitações humanas. São homens enviados por Deus, eles têm autoridade divina. São homens enviados por Deus para testemunhar da Luz, eles têm uma incumbência celestial. A sua tarefa principal é a de apresentar o Senhor Jesus, a Palavra viva, revelada na Palavra escrita. Se são leais à sua missão, eles vão pregar a Cristo. Como João Batista, devem "testificar da luz".
Por isso, guarde na sua mente, meu irmão, estas três coisas sobre este homem de Deus quando você pensar em seu pastor. Lembre-se, como homem ele tem falhas e limitações. Entretanto, como um homem com um chamado divino, deve ser tratado como um servo de Deus. E já que a sua missão é a de proclamar o Evangelho de Cristo, você deve a ele a sua cooperação e apoio em oração para ajudar a fazer com que o seu ministério seja o mais eficaz possível.
O que eu digo não se aplica a alguém que prega um outro evangelho, que rejeita a salvação pela graça, somente por meio da fé, ou que nega a divindade de Cristo, o Seu nascimento de uma virgem, a Sua vida perfeita, a Sua expiação pelos pecados, a Sua ressurreição literal dos mortos e a Sua volta. Alguém que não aceita estas verdades da Bíblia, nunca poderia ser chamado. Por isso, tenha cuidado com os líderes cegos que guiam outros cegos, nas outras igrejas que você, eventualmente, frequenta.
O nosso propósito em proclamar a Palavra de Deus é, como o de João Batista, o de "testificar da luz" e pregar a Cristo, o Salvador dos pecadores, a única esperança de um mundo perdido e morto em seus delitos e pecados.
Meditem, irmãos, sobre isso. Que a Primeirona do Tabuleiro ore pelo seu pastor, tenha complacência com ele e compareça com assiduidade aos cultos. No amor de Cristo,
Rev. Pedro Corrêa Cabral
(texto resumido e adaptado do livreto “O seu pastor e você” de Richard Haan, pastor da RBC)