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20 de set. de 2008

O Amor


“Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso" (Lucas 6.36)
Não te prendas às suspeitas, nem às pessoas que te levam a te escandalizares
com certas coisas. Porque aqueles que, de uma forma ou de outra, se
escandalizam com as coisas que lhes acontecem, quer as tenham querido, quer não, ignoram o caminho da paz que, pelo amor, leva ao conhecimento de Deus os que dela se enamoram.
Não tem ainda o perfeito amor aquele que é ainda afetado pelo temperamento
dos outros, que, por exemplo, ama uns e detesta outros, ou que umas vezes ama e outras vezes detesta a mesma pessoa pelas mesmas razões. O perfeito amor não despedaça a única e mesma natureza dos homens só porque eles têm temperamentos diferentes, mas, tendo em consideração essa natureza, ama de igual forma todos os homens. Ama os virtuosos como amigos e os maus, embora sejam inimigos, fazendo-lhes o bem, suportando-os com paciência, aceitando o que vem deles, não tomando em consideração a malícia, chegando mesmo a sofrer por eles, se houver uma ocasião. Assim, fará deles amigos, se tal for possível. Pelo menos, será fiel a si mesmo.
Mostra sempre os seus frutos a todos os homens, de igual modo. O nosso Deus e Senhor Jesus Cristo, mostrando o amor que tem por nós, sofreu pela humanidade inteira e deu a esperança da ressurreição a todos de igual forma, embora cada um, com as suas obras, atraia sobre si a glória ou o castigo.
S. Máximo
1 de ago. de 2008

Pastoral de agosto


O PRINCÍPIO DO AMOR
"Mulher, onde estão eles? Não ficou ninguém para te condenar? Nem Eu tampouco te condeno. Vai e não peques mais” (Jo 8:10-11)
Com estas palavras Jesus despediu uma mulher que havia sido trazida à sua presença por fariseus e mestres da lei. Esse encontro, registrado no Evangelho de João, é fonte de lições preciosas sobre uma espiritualidade fundamentada no Princípio do Amor, o qual se manifesta através da compreensão e da misericórdia.
Quando a mulher chegou à presença de Jesus, já estava condenada e, praticamente, executada. Os homens que a levaram àquela situação queriam apenas usá-la para incriminar Jesus por suas próprias palavras. E como Jesus age? Primeiro, ele ignora a chegada dos religiosos. É necessário que insistam muito para que Jesus lhes dirija a palavra. É como se ele estivesse dizendo que esses tipos de pessoas não o atraíam. Jesus parecia estar mais interessado num desenho na areia. Quando ele resolveu quebrar o silêncio, dirige-se aos religiosos e diz: "Quem de vocês estiver sem pecado, que seja o primeiro a atirar uma pedra nesta mulher" (v.7) - e voltou a escrever na areia. Estas palavras invertem as posições. De acusadores, os religiosos passam a réus de suas próprias consciências, e começando pelos mais velhos até os mais novos, todos, emudecidos, deixam o local.
Irmãos, a espiritualidade do amor é essa que nos faz soltar as pedras, que nos desarma, que nos faz voltar para dentro de nós mesmos tomados pela consciência de que também precisamos de perdão e de restauração. Num segundo momento, lindo desse texto, Jesus pergunta à mulher onde estavam os seus acusadores, e se alguém a havia condenado. Vemos nestas questões um ato terapêutico profundo. Jesus se dirige a uma mulher que era pecadora e lhe pergunta onde estavam os puros que a condenavam e a julgavam. Onde estavam os perfeitos que, diferentemente dela, não cometiam pecados? A mulher responde que eles haviam ido embora sem condená-la. A resposta da pecadora era necessária. Era necessário que ela dissesse com os seus próprios lábios: "Não, ninguém me condenou", para ouvir, em seguida, de Jesus: "Nem eu tampouco te condeno. Vai e não peques mais".
É isso o que o amor faz, meus irmãos. Dá novas oportunidades, não atira pedras preconceituosas, mas, ao contrário, estende a mão para curar a alma, procura sarar as feridas, revela a semelhança de todos nós, porque todos somos pecadores e carecemos da misericórdia do Pai...
No amor do Senhor Jesus,
Rev. Pedro Corrêa Cabral