“Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa.” (João 4:35)
Neste verso, Jesus ordena aos seus discípulos que ergam os olhos e vejam como os campos branquejam para a ceifa. Ele estava se referindo à visão espiritual, à conversão de vidas, à salvação. Tal diálogo acontece no intervalo entre a conversa com a mulher samaritana à beira do poço e o seu retorno com uma multidão de pessoas.
Na comparação entre o período natural da colheita agrícola, Jesus ensina que a sua obra não é contingenciada pelos labores individuais, mas pelo agir de Seu Espírito. Reparem, a colheita que eles presenciariam não era fruto de seus esforços. Deus, anteriormente, já havia enviado seus mensageiros para gerarem o anseio de salvação na vida daquelas pessoas. Agora, uma mulher, cheia de defeitos e até marginalizada pela sociedade anuncia a chegada do Messias. Essa mulher samaritana, cujo o nome nem é referido, não tinha curso de formação evangelística ou preparo teológico, ela simplesmente havia se encontrado com o Mestre.
