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13 de nov. de 2011

Deus não é apenas o Deus das segundas chances


Neste verão, meu marido Scott e eu tivemos um profundo interesse pelas nuvens. Recentemente vimos as mais incríveis imagens no céu. Lindas nuvens, fofinhas, brancas, parecendo algodão pelo céu, refletindo os lindos raios de sol. No pôr-do-sol, as cores são magníficas. Rosadas, amareladas, alaranjadas e azuladas. É de tirar o fôlego! Quase todas as tardes, Scott e eu andávamos ao redor da casa, apontando para o céu, maravilhados. Como crianças pequenas, identificamos nas nuvens dragões voadores e cachorrinhos usando chapéu.
Se as lindas nuvens deste verão me lembraram algo, foi pelo fato de que as nuvens se renovam todos os dias. (Eu sei. Raciocínio brilhantemente profundo, não é?) Novas formas e cores para que eu aprecie (até as acinzentadas, aparentemente sem graça). Você não gostou das nuvens de hoje? Sem problemas. Amanhã você terá um novo conjunto em oferta para escolher. Você nem precisa esperar até amanhã. Aguarde alguns minutos e o céu mudará.
Mas em meio a estas mudanças, existe uma permanência. A cada manhã o sol nasce. E a cada noite a lua brilha. Todos os dias, diversas nuvens cobrem o céu. É uma rotina, é uma certeza. Aparentemente, em meio a tanta criatividade, Deus ama a rotina. Assim como quando eu tinha 5 anos e meu pai me carregava, girando de um lado para o outro e eu gritava, “Quero fazer de novo!”, Deus ama “fazer de novo”, de novo e de novo.

Ao olhar para as nuvens, percebo: Deus não é o Deus das segundas chances. Coitados de nós se ele fosse o Deus da segunda chance! Ele é o Deus das infinitas chances! Assim como as nuvens, a graça de Deus sobre nós se renova todos os dias, todos os minutos. De formatos e cores diferentes, é claro. Mas está sempre lá, renovando-se e repetindo-se. É algo com que podemos contar.

Então se eu fizer algo de errado e disser algo impensado a meu marido (não que isso já não tenha acontecido antes, claro), me sinto mal por ter feito isso e logo faço isso de novo, e no dia seguinte, e no outro dia. Deus está aqui, me perdoa e me ajuda a crescer mais forte e mais madura, no dia seguinte, no próximo e no outro também. Talvez seja por isso que estamos aqui em vida durante um período: porque é necessária esta rotina criativa para que sejamos transformados à imagem e semelhança de Jesus.

Não sei se você se sente assim, mas diversas vezes em minha vida me culpei por algo estúpido que eu tenha feito. E sempre perguntei: Qual a medida da Graça de Deus para mim? Quando chegarei ao limite e ele dirá: “Não. Não há mais graça para Ginger. Ela não aprendeu a lição por 5,3 milhões de vezes, então chega de perdoá-la”?

Então olho para as nuvens e minha esperança é renovada. Porque enquanto as nuvens estão “fazendo de novo!”, nosso Deus nos diz: “Deixe-me fazer de novo. Aqui está minha misericórdia, graça e perdão para você, mais uma vez. E novamente, novamente e novamente.” Em poucos minutos na noite passada, vi meu dragão voador mudar para um ganso gigante. O chapéu do cachorrinho mudou para um algodão doce rosa com uma peruca do Elvis. Sorri, maravilhada com a abundante criatividade de Deus. E mais ainda, sorri com a rotina de tudo aquilo.


O autor de Lamentações de Jeremias, no Antigo Testamento, diz isto desta forma: “Todavia, lembro-me também do que pode me dar esperança: Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se a cada manhã; grande é a sua fidelidade!” (Lamentações 3.21-23).

Acho que nunca olharei para as nuvens da mesma maneira que olhava antes desta revelação. Porque elas apontam para um Deus que ama a rotina criativa, cuja fidelidade é tão certa para nós como o céu, e mais do que isso: aponta para o Deus das infinitas chances.


Fonte: Cristianismo Hoje
8 de ago. de 2010

Um Deus que foi tentado

por Zé Luís | Genizah


Ultimamente, vejo com bons olhos quando cristãos estão em “deserto”. Talvez seja mais uma razão para que me julguem confuso, ainda mais quando vivemos tempos onde a vitória sem luta é tão valorizada.

Gente começando a frequentar uma igreja – por exemplo - e tendo aquele encontro legítimo com o Mestre não faz a menor ideia de quanto sua vida poderá mudar (e quando digo “poderá” é por existir a liberdade deste em escolher até onde o refino de sua alma vai, e assim, definir bem onde essa "engrenagem" pode ser usada). Triste é que em muitas “comunidades” ditas cristãs esse caminho – que é o Caminho – não será trilhado.

Não foi com pouca tristeza que vi o Espírito tentar conduzir candidatos a discípulos, e receber uma instrução farisaica que aquilo era obra do diabo, assim como não foi incomum ouvir o famigerado “tamarrado”, o que, para mim, beira à maior e mais imbecil das loucuras: Se há um pecado sem perdão nesse ou no mundo vindouro, é atribuir obras do Espírito Santo a qualquer espírito imundo. Fariseus fizeram isso, dizendo que o Espírito que atuava em Cristo era por força de Belzebú (que é o príncipe infernal que comanda as moscas das fezes).

Quem levou Jesus para o deserto – para ser tentando pelo diabo – foi o Espírito. Se um discípulo quer ser chamado “cristão”, terá que provar destes dias tão tenebrosos.

Coisa mais sem graça é crente sem marcas de batalha: se torna arrogante, suas histórias de batalhas não possuem quedas e são insonsas: só triunfos e mais triunfos. Para um novo convertido, é a glória: a chance da perfeição, daquela prometida pela serpente a Eva. Muitos, ao conviverem com esses perfeitos seres, descobrem a imensa incompatibilidade em sua oratória e seu cotidiano, e deduzem que caíram em mais um conto mentiroso. Começam a descrer naquele milagre íntimo capaz de converter almas empedradas.

Jesus se submete a vontade do Pai, e esta consiste em enfrentar satanás e a sutileza do que vai em suas três ofertas: o pão, a auto-estima e o poder que as riquezas dão: todo homem, sem exceção, cai nessas tentações e entrega aí sua liberdade. Só Jesus não caiu, embora confesse ter se sentido tentado. “Não tentarás o Senhor teu Deus”. Curioso é que muitos irmãos ditos consagrados garantem não passar por isso. Vivem vendendo essa imagem nos púlpitos, no que outros homens, que dizem ter abandonado essa prática pelo protestantismo, fazem destes ídolos, símbolos a serem erigidos, protegidos a qualquer custo. Quando eles mostram-se homens como nós, a turba se forma, e atribuem a ela a palavra “queda” - a mesma palavra atribuída ao evento com Lúcifer. Uns o protegerão como ídolos a serem preservados, símbolo de um estilo, de uma organização. Outros organizarão linchamentos. O mandamento ordena que eu o ame como a mim mesmo, ou seja: lidar com seu pecado como lido com o meu ( independente se ele mentiu em suas garantias de inefabilidade).

Que venham os desertos, os cabelos desgrenhados e o olhar perdido e desolado pelas batalhas duríssimas. Que venha o diabo, segundo a vontade do Espírito, trazer à tona nossas fraquezas e nos fazer tropeçar em nossas próprias imbecilidades, nos mantendo longe da soberba, e mantendo nossos olhares sempre na horizontal em relação a nossos irmãos. Falo isso com temor, pois não aprecio desertos, mas só digo isso por já conhecer alguns e saber dos benefícios de se aprender a caminhar neles. Em certas situações tive algumas quedas, noutras, muitas.
4 de jun. de 2010

Mais chegado


Oh! Provai e vede que o Senhor é bom.
Salmo 34.8


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgErUpofoBB-bpw-0dcConvIVOFj2bAT_eBKt4UxaF-6E41aliHhSCZ8yTTKMfPl8FZbu6xIF0wPvWp9rZpvbKVHOYQGeIqR2Zj-STG-09DND2H94DS2zBr5gBAXAw84HaYzwLXixZqoog/s400/criadoremmimdf6.jpgEste apelo da Palavra de Deus nos convida a uma vida de proximidade com Deus. Deus não se encontra inacessível. Ele é o Deus altíssimo, mas, ao mesmo tempo, está junto ao contrito e abatido de espírito. Ao sermos chamados para nos achegar a Deus, estamos convencidos de que não vamos bater em porta fechada.

Aproximar-se de Deus implica estar disposto a uma dieta espiritual, saboreando o genuíno leite espiritual (1Pe 2.2). Ninguém pode renunciar ao pão espiritual, alegando que no passado foi mais dedicado às coisas de Deus. Tal estoque não terá nenhum valor, caso não seja ministrado dia a dia em nossa vida.

Quando nos achegamos mais ao Senhor, somos lembrados de que não éramos absolutamente nada, nem povo, mas agora somos o povo de Deus, alcançados por sua infinita misericórdia. Em Cristo, somos raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus para proclamar o evangelho da salvação (1Pe 2.9-10).

Cada Dia