Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Diamantes e Zirconita


Até Para um Joalheiro Pode Ser Difícil Distinguir
Alguns anos atrás, uma das cadeias de lojas de departamentos na nossa região usou uma engenhosa estratégia de marketing — eles vendiam "cubos de gelo" plásticos contendo água e dentro de um dos cubinhos havia uma zirconita. As pedras eram virtualmente invisíveis na água congelada e não era possível identificar o tamanho ou a lapidação delas. O consumidor interessado pagava um preço módico pelo cubo de gelo que continha a imitação de um diamante, mas a propaganda dizia que um dos cubos era premiado e continha um diamante real, avaliado em algumas centenas de dólares. Como as imitações eram boas e o preço módico, minha mulher comprou um cubo e observei o joalheiro remover a água, revelando uma linda pedra multifacetada. Ela brilhava sob as luzes artificiais da loja e, tanto quanto pude ver, era tão bonita quanto um diamante real. Imagine minha surpresa quando o joalheiro não examinou a pedra usando uma lupa, o instrumento tradicional utilizado para aferir um diamante genuíno e suas características, mas em vez disso, utilizou um aparelho eletrônico de teste. Quando perguntei o motivo, ele me disse que era realmente a melhor forma de distinguir a imitação da pedra verdadeira! As diferenças em coloração podiam ser notadas usando-se uma lupa, mas as imitações eram literalmente perfeitas. Assim, para evitar enganos, ele usava um aparelho eletrônico de aferição.
Pensando sobre isso, observei que há um paralelo com a vida cristã. Satanás vem fazendo um trabalho de mestre, colocando falsificações entre as ovelhas. Elas parecem ovelhas, agem externamente como ovelhas, aparentemente acreditam serem ovelhas — e em muitas áreas até se sobressaem mais do que as verdadeiras ovelhas — mas apesar disso tudo, são falsas e não têm Jesus Cristo em seus corações como Senhor e Salvador. Esses cupins espirituais causam muitos danos ao corpo de Cristo, por causa de seus raciocínios carnais e da resistência à liderança do Espírito Santo na vida da igreja. A epidemia de divisões de igrejas que ocorreu nos últimos anos deve nos dar uma indicação da conseqüência desse câncer espiritual no nosso meio. Um pouco de joio entre o trigo é inevitável, mas grande parte dele poderia ser evitado se o povo de Deus simplesmente utilizasse o "instrumento especial" que Ele nos oferece. Somos continuamente exortados na Palavra de Deus a ficar de guarda contra aqueles que querem nos enganar com palavras fingidas (2 Pedro 2:3) — usando-nos para atingir seus objetivos sociais e políticos. Na Bíblia, o próprio Senhor, bem como os apóstolos, disseram que isso aconteceria e que pioraria ainda mais no fim da época da igreja. É por isto que Cristo disse: "Pelos seus frutos os conhecereis." O exercício constante e persistente do discernimento e da vigilância espiritual é o instrumento de teste que Deus nos deu para nos permitir separar o genuíno do falso. E a prática bíblica da separação é a cura!
Nossas igrejas e pastores tornaram-se tão obsessivos com o jogo dos números que literalmente aceitam qualquer pessoa que afirme ter uma experiência de salvação. "Sim, pastor, aceitei a Cristo como meu Salvador e estou pronto para ser batizado e jogar vôlei na quadra da igreja. Quando será a próxima reunião de sociabilidade?" é a atitude de muitos dos novos "convertidos". Mas, enquanto eles aparecerem ocasionalmente nos cultos e contribuírem com dízimos e ofertas, seus nomes estarão no rol de membros e ajudarão a aumentar o ego do pastor, que pensa estar "edificando uma igreja". O que, a propósito, não tem base bíblica alguma, pois o Senhor disse em Mateus 16:18 que Ele edificará sua igreja:
"Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela."
Logicamente, a pedra (petra, no original grego), refere-se ao próprio Senhor Jesus Cristo, não ao apóstolo Pedro, como afirma a Igreja Católica (e seus teólogos sabem muito bem o jogo de palavras que ocorre aqui no texto grego original entre petra e petros).
Como já mencionei em outros artigos, muitos pastores passam noites acordados tentando imaginar novos esquemas de atrair mais pessoas às igrejas, para que possam evangelizá-las e alcançar os alvos numéricos. Mas eles estão realmente sendo pescadores de homens ou estão fazendo o papel de trouxas? Isso me faz lembrar a história que aconteceu com um velho pastor. (É uma história verídica que me foi contada por um colega pastor.) Esse velho pastor morava em uma pequena cidade rural de apenas 150 habitantes e quase todos eram membros da igreja. Bem, com o passar do tempo, ele ficou desanimado, pois sua igreja não estava experimentando o tipo de crescimento que os gurus especialistas dizem que uma igreja deve ter. A pequena igreja desse velho pastor tinha o mesmo número de pessoas há vários anos e os únicos convertidos batizados eram os filhos dos membros, de modo que ele estava perplexo com a situação. No entanto, fez o que deveria: começou a orar sobre o assunto, pedindo a orientação de Deus. Um dia, ao dirigir até o armazém, observou que um cachorro grande tinha sido atropelado e seu cadáver ficara estendido ao lado da estrada. Como ele não sabia quem era o dono do animal, ao chegar em casa, comentou o fato com sua mulher. Mas, como ela também não sabia de quem era o cachorro, ele acabou se esquecendo do assunto. No entanto, alguns dias depois, ao passar novamente por aquele local, notou que o corpo do pobre animal ainda estava lá, começava a mostrar sinais de putrefação e estava visivelmente maior, mais inchado. Então, subitamente, ocorreu na sua mente que o problema com a igreja podia ser explicado por essa analogia. O cachorro grande tornara-se maior ainda, mas estava morto por dentro! Essa poderia ser a descrição da sua igreja?
Em toda a parte, os púlpitos de muitas igrejas estão sendo ocupados por pastores zirconita e eles estão encantando as multidões com seu charme, carisma pessoal e seus sermões sobre o amor e suas lições de Psicologia "sinta-se bem consigo mesmo" — mas lembre-se das graves palavras que Jesus disse logo após "Pelos seus frutos os conhecereis":
"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade." [Mateus 7:21-23].
Dentro do contexto, esses versos estão falando dos "falsos profetas" — "lobos em pele de ovelha" (verso 15) — e referem-se aos pregadores apóstatas e não-salvos durante esta Época da Graça. Observe que esses homens (e atualmente, muitas mulheres) "profetizam" em nome de Cristo. Originalmente, isso significa anunciar a literal Palavra de Deus, que podia não ser conhecida por nenhum outro meio — como era feito pelos profetas do Antigo Testamento. No entanto, nos dias atuais, com o cânon do Novo Testamento completo, os pregadores ainda expõem a literal Palavra, mas ela já foi revelada em sua totalidade. Assim sendo, cada cristão individual é responsável por conhecer se um pregador está anunciando a verdade da Palavra ou não! Se ele vem com algo novo ou que não parece exatamente correto, as pessoas que estão sentadas nos bancos devem fazer uma verificação, porque como ser humano, o pastor está sujeito a erros. Quando dizemos "amém", estamos concordando com o que foi dito; portanto, tenha certeza absoluta daquilo com o que está concordando. Além disso, precisamos exercer o discernimento espiritual e atentar para as ações dos pastores e dos outros irmãos na igreja, porque as ações sempre falam mais alto do que as palavras.
Observe que os indivíduos referenciados pelo Senhor também expulsam demônios em nome de Cristo e operam muitas maravilhas, mas não estão entre o número de seus eleitos. Esse fato soberbo é a razão pela qual imploro com aqueles que insistem em enfatizar os "sinais e maravilhas" para se acautelarem! Os milagres realizados nos ministérios dos apóstolos e evangelistas na igreja primitiva tinham o propósito específico de autenticar a mensagem que estava sendo pregada. Uma vez que o cânon das Escrituras ficou completo, esses sinais e maravilhas não são mais necessários e cessaram de ocorrer. Aquilo que passa como sinais e milagres hoje (falar em línguas, curar, etc.) foi "redescoberto" somente no início do século 20 e deve ser encarado com a máxima cautela. Deus pode dar a um de Seus servos a capacidade de falar em um língua estranha que a pessoa nunca estudou antes? Certamente que sim. Deus pode dar a um de Seus servos a capacidade de orar em "línguas celestias"? Certamente. Mas a pergunta mais importante é, "Ele ainda faz isso atualmente?" Não quero parecer irreverente, mas minha próxima pergunta sobre o que se refere à prática desses "dons" na atualidade é: O que eles fazem de bom pela causa de Cristo? O propósito certamente não pode ser ainda validar a autenticidade da mensagem que está sendo pregada, como era o caso originalmente. Tudo o que Deus quer que saibamos está incluído na Bíblia e qualquer conhecimento revelado a alguém que fala em línguas — além do que já está revelado na Bíblia — viola as proibições dadas em Deuteronômio 4:2 e Apocalipse 22:18-19 sobre o acréscimo ou diminuição da Palavra de Deus! Aqueles que insistem serem profetas inspirados nos dias atuais precisam considerar essa verdade básica. Novamente, digo a todos: acautelem-se!
Lembre-se que a zirconita é muito parecida, mas não é diamante genuíno. Milhões de "cristãos" hoje estão absorvendo entusiasticamente qualquer coisa que seja supostamente espiritual e envolvendo-se em práticas carnais e que desonram o nome de Jesus Cristo, sob o disfarce de adoração. Os mascates religiosos estão ficando podres de ricos com as manias evangélicas, provendo aquilo que parece fazer sentido às naturezas depravadas, mas que na realidade não têm base nas Escrituras. As velhas e preciosas doutrinas bíblicas estão sendo totalmente ignoradas e "coisas aprazíveis" (Isaías 30:10) estão sendo pregadas para agradar aos mortos espirituais. Cegos estão guiando outros cegos (Mateus 15:14 e 23:16) e estão ficando perigosamente próximos do abismo eterno. Estamos obviamente vivendo em um tempo de crescente apostasia que, sem dúvida, culminará na apostasia total que ocorrerá simultaneamente ao aparecimento do Anticristo. [2 Tessalonicenses 2:1-12].
Qual é a resposta correta a tudo isso, se você reconhece que essa é a nossa situação? A resposta encontra-se em 2 Coríntios 6:14-18, que diz assim:
"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor, o Todo-Poderoso."
O povo de Deus precisa desesperadamente sair de qualquer igreja que tenha se desviado do caminho espiritual correto em que antes militava, e procurar a companhia de outros cristãos que queiram adorar a Deus em espírito e em verdade. A igreja primitiva reunia-se nas casas e, sinceramente, acredito que essa pode ser a única alternativa viável para muitos cristãos nos dias atuais. Freqüentemente, algumas pessoas me escrevem pedindo a recomendação de uma igreja e fico entristecido porque não posso mais recomendar genericamente uma denominação e somente posso recomendar algumas poucas igrejas que conheço pessoalmente, devido aos desvios doutrinários que estão ocorrendo em toda a parte. A maioria daqueles que são mais conservadores e fundamentalistas em suas crenças está envolvida em planos, programas e/ou música carnal e mundana no serviço de louvor — tudo de acordo com o plano de favorecer o jogo dos números e sem qualquer base bíblica. Amados, nossas igrejas devem ser centros de adoração ao Senhor e não clubes sociais voltados para o atendimento às vontades dos potenciais convertidos/membros. Não se engane sobre uma coisa: Deus vai salvar Seu povo de seus pecados e, contrariamente à opinião popular, não precisa que façamos o trabalho para Ele! Testemunhar e evangelizar são privilégios e aqueles que forem fiéis nessas atividades receberão galardões no céu, mas é Deus quem salva, não nós. Nunca houve e nem nunca haverá alguém que tenha sido "convencido por palavras humanas" a receber Jesus Cristo como Salvador. Não, eles ou respondem à mensagem sobrenatural do evangelho e crêem, ou não. É simples assim. Não é uma questão de entender mentalmente, mas de ter seu coração quebrantado pelo próprio Deus e esse fato está sendo negligenciado pela maioria das igrejas e pastores atualmente. Milhões estão aprendendo a "como testemunhar" e "como ganhar almas para Cristo", como se fossem meras técnicas que podem ser aprendidas para produzir resultados. Que Deus nos perdoe! Estamos com nossos olhos vendados e nos tornamos zelotes sem base bíblica, enchendo nossas igrejas com joio.
Um dia em breve — e acredito que será realmente em breve — os habitantes deste mundo serão confrontados com acontecimentos e personalidades destinados a abalá-los profundamente. Se os cristãos da Época da Igreja estarão entre esses habitantes ou não, é algo que pode ser questionado, dependendo do momento exato em que ocorrerá o arrebatamento. Entretanto, de qualquer forma, quando o Anticristo aparecer na cena mundial, operando "sinais e maravilhas da mentira", multidões daqueles que meramente professavam serem cristãos afluirão a ele, tomados por grande reverência. Alguns concluem erroneamente que os eleitos da época da igreja estarão na terra, por causa das referências aos eleitos em Mateus 24:24, mas o termo "eleitos" refere-se a todos os que foram escolhidos em Cristo antes da fundação do mundo. [Efésios 1:4] Assim, imediatamente após o arrebatamento, haverá muitos eleitos na Terra, que serão salvos durante o período da Tribulação. Em minha opinião, esses são os eleitos referenciados pelo Senhor. Além disso, muitos estudiosos acreditam que o número de salvos durante a Tribulação será até maior que o número de salvos durante a Época da Igreja, por causa da passagem em Apocalipse 7:9-14, que diz assim:
"Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma grande multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas mãos... E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro."
Você e aqueles com quem adora estão entre os eleitos de Deus? Se você sabe sinceramente que é um dos eleitos mas tem dúvidas sobre os outros, deve pensar seriamente em afastar-se do meio deles e buscar a vontade de Deus sobre onde Ele quer que você o sirva. A norma na igreja primitiva eram os grupos pequenos de cristãos que se reuniam nas casas e, para preservar qualquer semelhança na reverência e piedade, parece que isso voltará a ser necessário para muitos de nós hoje. Lembre-se do que o Senhor disse em Mateus 18:20
"Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles."
Pr. Ron Riffe

Sábado, 30 de Maio de 2009

A RENDIÇÃO DE UM HOMEM A DEUS


O Deus que escolhe soberanamente, ama incondicionalmente, também chama irresistivelmente. Deus escolheu Jacó antes dele nascer. Amou-o apesar de seus desvios e salvou-o gloriosamente. Vejamos os passos dados por Jacó em resposta a obra de Deus na sua salvação.
O reconhecimento da necessidade da salvação (Gn 32:26)
Jacó se agarra a Deus e diz: “eu não te deixarei ir se tu não me abençoares”. Ele tem dinheiro, tem família, tem o direito de primogenitura, mas agora ele quer Deus. Sua maior necessidade é de Deus. Jacó sem Deus é nada. Jacó sem a bênção de Deus é vazio. Jacó agora tem pressa para ser transformado por Deus. Ele ora com intensidade, com senso de urgência. Ele não pode perder a oportunidade. Ele anseia por Deus mais do que por qualquer outra coisa na vida.
O choro do arrependimento (Os 12:4)
Jacó agora tem o coração quebrantado. Ele agarra-se a Deus com senso de urgência e com os olhos molhados de lágrimas. Jacó se quebranta, se humilha, chora e reconhece que não pode mais viver sem um encontro profundo e transformador com Deus. Como Pedro, Jacó chora, o choro do seu arrependimento. Ele instou com Deus em lágrimas. Ele pediu a bênção de Deus com pranto. Seus olhos estão molhados e sua alma ajoelha diante do Senhor. E por que Jacó chora? O que ele pede com tanta urgência e com tanta sofreguidão? Ele não pede coisas. Ele pede que Deus mude a sua vida. Ele quer Deus e quer vida nova!
Uma confissão necessária (Gn 32:27)
Quando Deus lhe perguntou: “Qual é o teu nome?” Ele respondeu: “Jacó”. Aquela não foi uma resposta, mas uma confissão. O nome Jacó significa suplantador, enganador. Jacó não podia ser transformado sem antes reconhecer quem era. Ele não podia ser convertido sem antes sentir convicção de pecado. Ele não podia ser uma nova criatura sem antes reconhecer que era um enganador, um suplantador. A história de Jacó era crivada de engano e mentira. Ele tinha nome de crente, mas ainda não era salvo. Jacó era um patriarca, ele conhecia a aliança de Deus. Ele tinha as promessas de Deus, mas Jacó não vivia como um filho de Deus. O engano era a marca da sua vida. Seu nome era um espelho da sua vida. Seu nome era aquilo que ele era e vivia. Mas, agora, ele abre o coração. Ele admite o seu pecado. Ele toca no ponto de tensão, no nervo exposto da sua alma. Qual é o seu nome? Quem é você? É hora de você depor as armas. É hora de você deixar de resistir o amor de Deus. É hora de você confessar não apenas o que você faz, mas quem você é, a fim de que você também seja salvo!
A contemplação de Deus (Gn 32:30)
Até este tremendo encontro, Deus era apenas o Deus de seu avô Abraão e de seu pai Isaque, mas agora Deus passa a ser conhecido como o Deus de Jacó. Jacó tem os olhos da sua alma abertos. Ele vê a Deus face a face. Jacó tem seus pecados perdoados, sua alma liberta, seu coração transformado, sua vida salva. Tudo se fez novo na vida de Jacó.
Um futuro abençoado (Gn 32:31; 33:4)
Depois de ter vivido uma vida inteira de trevas, o sol nasceu para Jacó e a luz brilhou no seu caminho. As trevas ficaram para trás. Tudo se fez novo na vida dele: um novo coração, uma nova mente, uma nova vida. Ele saiu manquejando, mas sua alma estava livre! Esaú deve ter lhe perguntado: “Por que você está manquejando Jacó?” - Jacó deve ter respondido: “Ah! Meu irmão, Deus me salvou. Hoje eu sou um novo homem, tenho uma nova vida! Aquele velho Jacó morreu e foi sepultado no vau de Jaboque. Agora sou uma nova criatura. O sol nasceu para mim!” Deus transformou o ódio de Esaú em amor; o medo de Jacó em alegria. E aquele encontro temido, que prenunciava uma briga, uma contenda, uma guerra, transformou-se numa cena de choro, abraços, beijos e reconciliação. Deus transforma a nossa vida completamente. Ele nos reconcilia com os nossos inimigos. Ele alivia o nosso coração da culpa e do medo!
Rev. Hernandes Dias Lopes.

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Vazio de domingo à noite?


Li certa vez o anúncio de um refrigerante, de página inteira, que dizia assim: “Preencha o vazio de domingo à noite”. Na foto, uma apetitosa pizza, com a garrafa do refrigerante ao lado.
E fiquei pensando: se eu tivesse nascido crente em Jesus Cristo não teria compreendido aquele anúncio. Afinal, domingo à noite é a parte mais agradável, mais edificante, mais “cheia” da semana! É domingo à noite que eu tenho a oportunidade de estar com os meus irmãos de fé, numa comunhão espiritual alegre e descontraída. É domingo à noite que eu adoro o meu Pai celestial num culto coletivo, com hinos, testemunhos e, acima de tudo, com a pregação da palavra de Deus. É domingo à noite que eu tenho o enorme prazer de ver eventuais convidados meus e de outros irmãos chegando à igreja, mostrando interesse nas coisas do alto. Vazio de domingo à noite???
Mas eu não nasci crente. E até os 24 anos, sabia muito bem o que era o vazio de um domingo à noite – meio sombrio, angustiante, solitário (mesmo estando acompanhado). O peso de uma vida sem rumo, provisoriamente aliviado na sexta-feira com a perspectiva de um agitado fim de semana, voltava a sufocar o meu coração nas noites de domingo.
Até que um dia esse vazio foi totalmente preenchido – não por um pedaço de pizza e um gole de refrigerante – mas pelo próprio Espírito Santo que se alojou para sempre no meu íntimo. Que plenitude!
De vez em quando gosto de ir a um restaurante depois do culto noturno de domingo. E ali de fato posso saciar o estômago. Mas o vazio existencial, de espírito, esse não existe mais. Saio da igreja muito bem alimentado pelo Pão da Vida…
Mauro Clark

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Comunidade, uma qualidade do coração


A palavra comunidade tem várias conotações, algumas positivas, outras negativas. É a comunidade que nos leva a experimentar a segurança do pertencimento, a compartilhar a mesa, a estabelecer alvos comuns, viver alegres celebrações e usufruir do amor carinhoso e perdão dos irmãos e irmãs. Porém, é também na comunidade que sofremos a dor do sectarismo, dos grupos fechados, do isolamento, da intolerância e da incompreensão, do perdão negociado, das frustrações afetivas.

Todos nós temos expectativas distintas do que é uma comunidade e do que significa viver em comunidade. O mesmo espaço comunitário pode representar alegria e esperança para uns, e aflição e frustração para outros. No entanto, tenho observado que ser comunidade é, antes de tudo, uma qualidade do coração. Ela nasce e cresce primeiro em nós, é fortalecida pela consciência de que vivemos, não para nós mesmos, mas para os outros. Ela é o fruto da nossa capacidade de fazer do interesse dos outros, algo mais importante do que os nossos próprios interesses. A questão, porém não é: como podemos criar uma boa comunidade, mas, como podemos desenvolver e nutrir corações mais dadivosos?

Muitas vezes, nos iludimos em pensar que podemos encontrar uma boa comunidade, considerando apenas os programas e as atividades que ela organiza e a forma como podemos entrar e participar destas atividades. Porém, cedo ou tarde, descobriremos que aquilo não é bem a comunidade de que precisamos. A comunidade nasce quando as pessoas aprendem a repartir suas vidas umas com as outras, quando se importam umas com as outras. A artificialidade faz com que a comunidade exista apenas nos momentos em que seus programas mantêm seus membros entretidos. Uma vez cessado o barulho e a agitação, as pessoas se perdem no vazio de sua solidão. A experiência comunitária é aquela que nos leva a aproximar do outro pelo que ele é e não pelo que faz ou possui. É uma disposição do coração.

O Rubem Alves conta uma pequena estória que nos ajuda a compreender a natureza da comunhão. Trata-se de uma lenda oriental que diz: "Havia uma árvore solitária que se via no alto da montanha. Não tinha sido sempre assim. Em tempos passados a montanha estivera coberta de árvores maravilhosas, altas e esguias, que os lenhadores cortaram e venderam. Mas, aquela árvore era torta, não podia ser transformada em tábuas. Inútil para os seus propósitos, os lenhadores a deixaram lá. Depois vieram os caçadores de essências em busca de madeiras perfumadas. Mas, a árvore torta, por não ter cheiro algum, foi desprezada e lá ficou. Por ser inútil, sobreviveu. Hoje ela está sozinha na montanha. Os viajantes se assentam sob a sua sombra e descansam. Um amigo é como aquela árvore. Vive de sua inutilidade. Pode até ser útil eventualmente, mas não é isto que o torna um amigo. Sua inútil e fiel presença silenciosa torna a nossa solidão uma experiência de comunhão. Diante do amigo sabemos que não estamos sós. E alegria maior não pode existir."
Ricardo Barbosa

Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Não Quero Espetáculo, Quero Jesus!


Lucas 23.8-9 — Herodes, vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito; esperava também vê-lo fazer algum sinal. E de muitos modos o interrogava; Jesus, porém, nada lhe respondia.
Esta é uma das muitas passagens bíblica que nos mostra que nem sempre uma alegria exterior expressa a verdadeira adoração, o louvor e a honra devidas ao Senhor Jesus.
Aqui temos o relato do momento em que Cristo estava sendo interrogado, um pouco antes de Sua crucificação.
Primeiro, Ele havia sido levado a Pôncio Pilatos que, tendo o examinado, resolveu enviá-lo a Herodes, que era o governador da Galiléia.
Reparem no texto, que Herodes, ao ficar diante de Cristo, demonstrou que “há tempos desejava vê-lo” e também “alegrou-se muito” quando viu o Mestre.
Na verdade, Herodes o tratou como se Jesus fosse um mágico e gostaria que Ele operasse um sinal.
Era um falso desejo. Era uma falsa alegria!
O que Herodes queria era um espetáculo de Jesus e que Ele demonstrasse o “Seus poderes miraculosos” para saciar seus desejos humanos.
Um fato parecido com este episódio ocorreu também com os apóstolos em Atos 8.5-19 — Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava. Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados. E houve grande alegria naquela cidade. Ora, havia certo homem, chamado Simão, que ali praticava a mágica, iludindo o povo de Samaria, insinuando ser ele grande vulto; ao qual todos davam ouvidos, do menor ao maior, dizendo: Este homem é o poder de Deus, chamado o Grande Poder. Aderiam a ele porque havia muito os iludira com mágicas. Quando, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim homens como mulheres. O próprio Simão abraçou a fé; e, tendo sido batizado, acompanhava a Filipe de perto, observando extasiado os sinais e grandes milagres praticados. Ouvindo os apóstolos, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João; os quais, descendo para lá, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo; porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados em o nome do Senhor Jesus. Então, lhes impunham as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo. Vendo, porém, Simão que, pelo fato de imporem os apóstolos as mãos, era concedido o Espírito Santo , ofereceu-lhes dinheiro, propondo: Concedei-me também a mim este poder, para que aquele sobre quem eu impuser as mãos receba o Espírito Santo.
Reparem que Simão começou a seguir os apóstolos depois que viu as manifestações de poder do Espírito Santo, e via a alegria do povo, e ficou impressionado com o fato de que, através da imposição de mãos dos apóstolos, os samaritanos recebiam o Espírito Santo.

Observem a semelhança:Herodes diante de Jesus Cristo e Simão diante dos apóstolos. O que eles queriam?
Eles queriam o espetáculo. Queriam satisfazer seus desejos humanos e impuros e pensavam que estavam diante de “mágicos” e não diante de Deus.
Amado irmão, sou crente e também gosto muito de sentir o mover do Espírito Santo. Fico maravilhado com os sinais e prodígios que também hoje são realizados no meio da Igreja de Cristo através do Seu poder.
Mas é necessário,antes de tudo isso, darmos o verdadeiro louvor e honra ao “dono dos sinais”. O que importa é Quem Jesus é, e não o que Ele pode nos dar.
Importa é reconhecer o Seu sacrifício na Cruz do Calvário que nos abriu a porta da salvação eterna.
Precisamos desejar vê-lo face a face e adorá-lo, independentemente de qualquer sinal, cura ou milagre.
Não podemos ser tão medíocres para desejá-lo por aquilo que Ele possa demonstrar para nós, mas sim pela Sua presença.
Ao nos aproximarmos Dele não podemos limitar nossa comunhão ao fato de sentirmos Sua presença, vermos ou recebermos algo Dele.
Só Ele nos basta. Não quero espetáculo. Quero somente a Jesus Cristo.
Amém

Domingo, 3 de Maio de 2009

Pastoral de maio


O Pastor
Tem sido para mim um grande privilêgio servir ao Senhor como ministro do Evangelho. Mas, embora o trabalho de um pastor seja satisfatório e gratificante, ele também envolve experiências extremamente difíceis, desencorajadoras e decepcionantes que podem esgotar a energia e frustrar os esforços até do mais dedicado servo de Deus.
Como bons soldados de Cristo, entretanto, os pastores, homens de Deus, continuam a sua tarefa, sem queixas, apesar da tentação de desistir e dizer: "Afinal, que proveito estou tendo com isso?"
Não é apenas o trabalho de pregar e as tarefas administrativas que sobrecarregam a energia e a resistência de um pastor, mas a fraqueza física e o esgotamento nervoso que podem resultar em relacionamentos tensos entre ele e a sua congregação.
A incapacidade de agradar aqueles a quem ele mais ama e a decepção de ser contrariado por aqueles dos quais ele depende para o apoio moral. Estas são algumas coisas que o levam, por vezes, a lançar as suas mãos para cima, em desespero. É triste dizer, mas muitas vezes parece que o pastor não consegue fazer nada certo. Independente de quão sincero ele seja, sempre existem alguns que estão prontos para encontrar falhas e criticar. Podemos descrever isso da seguinte forma:
• Se o pastor é jovem, não tem experiência; se o seu cabelo é branco, é velho demais para as pessoas jovens.
• Se tem cinco ou seis filhos, tem demais; se não tem nenhum, está dando um mau exemplo.
• Se prega com anotações, está usando sermões antigos e não tem mais energia para novos; se as suas mensagens são improvisadas com fala livre, não é suficientemente profundo.
• Se usa demasiadas ilustrações, está negligenciando a Bíblia; se não inclui histórias, não é suficientemente claro.
• Se condena o que é errado, começa a irritar; se não prega contra o pecado, eles reivindicam que ele está se comprometendo.
• Se prega a verdade, é demasiado ofensivo; se não apresenta "o conselho completo de Deus", é um hipócrita.
• Se falha em agradar a todas as pessoas, está ferindo a igreja e deveria deixar o seu cargo; se faz com que todos estejam felizes, ele não tem convicções.
• Se dirige um carro velho, está envergonhando a sua congregação; se compra um novo, está criando afeição pelas coisas materiais deste mundo.
• Se prega todo o tempo, a congregação se cansa de ouvir sempre uma só pessoa; se convida pregadores de fora, está se esquivando da sua responsabilidade.
• Se recebe um grande salário, é um mercenário; se o salário é pequeno, dizem que isto prova que ele não é digno de mais.
Agora, eu sei que estas colocações enfatizam a atitude geral em vários lugares. Parece que não faz muita diferença para onde você vai, ou que igreja você frequenta, sempre existe um grupo que dificulta a vida do pastor. Mesmo que ele esteja fazendo o melhor que pode para pastorear com fidelidade o seu rebanho, anelando pelas ricas bênçãos do Senhor para o seu ministério, e fazendo um esforço enorme para conseguir a aprovação da congregação como um todo, há sempre alguém que encontra uma falta, se opõe a ele pela suas costas, ou denuncia publicamente os seus atos.
No Evangelho de João, são ditas três coisas a respeito de João Batista que se aplicam a qualquer servo genuíno de Deus. Eu estou convencido de que, se cada membro da igreja guardasse na sua mente estas três coisas, muitas das dificuldades experimentadas na Primeirona, hoje, seriam evitadas. O apóstolo João escreveu:
— Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João. Este veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele. Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz (João 1:6-8).
Nestes versículos são mencionadas três coisas significativas sobre João Batista.
Primeiro, nos é dito que "houve um homem". Ele era um ser humano, sujeito às mesmas fraquezas e limitações como qualquer outra pessoa. João não era um anjo; não era uma criação sobrenatural; não era um emissário extraterrestre, vindo do trono de Deus. Mas como lemos no registro: "Houve um homem."
Segundo, lemos que "houve um homem enviado por Deus". Embora fosse um ser humano com limitações humanas, João se distinguia dos outros pelo fato de ter sido um escolhido. Ele era um homem "enviado por Deus."
Terceiro, nos é dito que "houve um homem enviado por Deus para que testificasse da luz". Ele veio para pregar a respeito de Cristo, a Luz do mundo. Esta era a missão de João Batista. O versículo 8 diz: "Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz". Desta passagem bíblica aprendemos as seguintes coisas sobre João Batista.
1. Ele foi um homem.
2. Ele foi um homem enviado por Deus.
3. Ele foi um homem enviado por Deus para testemunhar da luz.
Estas três coisas também podem ser ditas a respeito dos pastores que têm um chamado de Deus. Eles são homens, eles têm limitações humanas. São homens enviados por Deus, eles têm autoridade divina. São homens enviados por Deus para testemunhar da Luz, eles têm uma incumbência celestial. A sua tarefa principal é a de apresentar o Senhor Jesus, a Palavra viva, revelada na Palavra escrita. Se são leais à sua missão, eles vão pregar a Cristo. Como João Batista, devem "testificar da luz".
Por isso, guarde na sua mente, meu irmão, estas três coisas sobre este homem de Deus quando você pensar em seu pastor. Lembre-se, como homem ele tem falhas e limitações. Entretanto, como um homem com um chamado divino, deve ser tratado como um servo de Deus. E já que a sua missão é a de proclamar o Evangelho de Cristo, você deve a ele a sua cooperação e apoio em oração para ajudar a fazer com que o seu ministério seja o mais eficaz possível.
O que eu digo não se aplica a alguém que prega um outro evangelho, que rejeita a salvação pela graça, somente por meio da fé, ou que nega a divindade de Cristo, o Seu nascimento de uma virgem, a Sua vida perfeita, a Sua expiação pelos pecados, a Sua ressurreição literal dos mortos e a Sua volta. Alguém que não aceita estas verdades da Bíblia, nunca poderia ser chamado. Por isso, tenha cuidado com os líderes cegos que guiam outros cegos, nas outras igrejas que você, eventualmente, frequenta.
O nosso propósito em proclamar a Palavra de Deus é, como o de João Batista, o de "testificar da luz" e pregar a Cristo, o Salvador dos pecadores, a única esperança de um mundo perdido e morto em seus delitos e pecados.
Meditem, irmãos, sobre isso. Que a Primeirona do Tabuleiro ore pelo seu pastor, tenha complacência com ele e compareça com assiduidade aos cultos. No amor de Cristo,
Rev. Pedro Corrêa Cabral
(texto resumido e adaptado do livreto “O seu pastor e você” de Richard Haan, pastor da RBC)

Domingo, 26 de Abril de 2009

ESTOU FICANDO VELHO...


Não gosto dos sem terra. Dizem que isto é ser reacionário, mas não gosto de vê-los invadindo fazendas, parando estradas, ocupando linhas de trens, quebrando repartições públicas, tentando parar o lento progresso do Brasil.
Estou velho.
Não acredito em cotas para negros e índios. Dizem que sou racista. Mas para mim racista é quem julga negros e índios incapazes de competir com os brancos em pé de igualdade. Eu acho que a cor da pele não pode servir de pretexto para discriminar, mas também não devia ser fonte para privilégios imerecidos, provocando cenas ridículas de brancos querendo se passar por negros.
Estou muito velho.
Não quero ouvir mais noticias de pessoas morrendo de dengue. Tapo os ouvidos e fecho os olhos, mas continuo a ouvir e ver. Não quero saber de crianças sendo arrastadas em carros por bandidos, ou de uma menininha jogada pela janela em plena flor de idade. Ou de meninos esquartejados pelos pais por serem 'levados'...
Meu coração não tem mais força para sentir emoções. Sinto-me mais velho que o Oscar Niemeyer. Ele, velho como é, ainda acredita em comunismo, coisa que deixou de existir.
Eu não acredito em nada.
Estou cansado de quererem me culpar por não ser pobre, por ter casa, carro, e outros bens, todos adquiridos com honestidade, por ser amado por minha mulher e filhos, assim como pelos meus amigos mais íntimos.
Nada mais me comove... Estou bem envelhecido.
E acabo de cometer mais um erro! Descobri que ainda sou capaz de me comover e de me emocionar. O patriotismo de uma jovem de Joinville usando a letra do Hino Nacional para mostrar o seu amor pelo Brasil me comoveu.
Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal de ensino. O título recomendado pela professora foi: 'Dai pão a quem tem fome'. Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade. E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verdes amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo. Leiam o que escreveu essa jovem. É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico.
'Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar: O que houve, meu Brasil brasileiro? Perguntei-lhe!
E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas: Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo...
Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores.
Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes?
Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil.
Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula.
Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim.
Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais... Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz?
Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido.'
Mesmo que ela seja o último brasileiro patriota, valeu a pena viver para ler o texto. Por isso estou enviando para você.
De alguém que ama muito o Brasil.
Caio Fábio

Sábado, 25 de Abril de 2009

FERIADO DOS ATEUS


A Corte da Flórida estabeleceu um feriado para os ateus.
Naquele Estado Americano, um ateu abriu um processo contra os dias santos da páscoa cristã e da páscoa judaica. Ele contratou um advogado para questionar a discriminação dos ateus, pois os cristãos e os judeus observam essas datas sagradas.
O argumento era que, lamentavelmente, os ateus não tinham um dia reconhecido como santo deles. O caso foi levado ao juiz. Depois de ouvir a apaixonada defesa do advogado, o juiz bateu o martelo declarando: “Caso encerrado!”
Imediatamente, o advogado levantou uma objeção dizendo: “Meritíssimo, como pode V.Exª encerrar este caso? Os cristãos têm o Natal, a Páscoa e outros feriados. Os judeus têm a Páscoa judaica, o Yom Kippur e outros dias santos. Todavia, meu cliente e todos os outros ateus não têm sequer um dia feriado.”
O juiz inclinou-se em sua cadeira e disse: “Mas vocês têm. Seu cliente, advogado, é um tolo ignorante”.
Ao que o advogado replicou: “Meritíssimo, nós desconhecemos qualquer dia especial ou feriado dedicado aos ateus”.
O juiz disse então: “O calendário diz que o dia 1º de abril é o dia dos tolos. O Salmo 14.1 declara — Diz o tolo no seu coração: Não há Deus. — Assim, é opinião desta corte que o seu cliente diz que não há Deus. Logo, ele é um tolo. Desta maneira, o 1º de abril é o seu dia. A corte entra em recesso!”
Devemos amar um juiz que conhece as escritura. Amém.

Notícia traduzida por Pedro Corrêa Cabral

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

SERÁ QUE DEUS SENTE SAUDADES DOS DINOSSAUROS?


Raramente vi ou vejo alguém questionando a existência do homem.
Parece que é normal que o homemexista; e que um Universo sem homem seja um nada; e que tudo quanto tenha havido antes do homem não teve sentido; ou que tudo o que venha a existir depois dele — caso o homem aqui não esteja ou não mais seja — também exista sem significado.
Sim! Para o homem, até Deus, sem o homem, não tem sentido; posto que quem dá, de fato, — na visão mais honesta do homem — significado a Deus é o próprio homem.
Ora, se até Deus precisa se fazer Significativo em razão do homem, pois, entre Dinossauros, a Existência Divina devia ser um porre — então, havia anjos; mas, na visão dos homens, os anjos eram uns seres de aplauso, umas criaturas de contemplação, um auditório universal, um Estádio lotado para ver a glória.
Os anjos seriam um solene e divinamente robótico cordão de puxa sacos eternos.
Assim, com o homem, com sua divina criação, Deus se torna adulto e ganha Sentido. Porém, sem homem, Deus é um desperdício.
É isto que os homens devotos sentem; e é isto, por exemplo, que o Cristianismo ensina, ainda que com bela a invertidas palavras, mas que transmitem este espírito por mim aqui descrito até aqui.
Então, como o Deus de Deus é mesmo o homem, surge a Teologia [a Filosofia, a Psicologia, e todas as Ciências vieram como decorrência]; sendo que durante os últimos 1700 anos a Teo-logia, o estudo de Deus, era quem tinha o Direito Canônico de dizer como Deus ficaria melhor frente às novas demandas dos tempos, conforme a necessidade humana, ou dos reis, ou dos políticos, ou, sobretudo, conforme a necessidade de mutação de Deus de acordo com o capricho ou a ganância da “igreja”.
Então, com tamanho poder humano, Deus vai sendo redefinido pelo homem.
Deus gosta de ritos, dizem os sacerdotes. Mas não existem anjos.
Deus gosta de disciplina e moral, mas detesta gente que não tome banho antes de dormir.
Deus ama quem socorre aos pobres, mas acha tolice ficar fazendo orações.
Deus só se revela a quem sabe ler, pois, afinal, a Bíblia é a escrita Palavra de Deus.
Deus sabe quem vai se salvar e quem vai se perder, por isso é que ele me fez nascer no Ocidente da Terra, pra não perder tempo.
Deus não vai perder tempo com tudo, por isto, Ele deixa uns mortos de boa vontade vagando pelo mundo, para ajudar os que precisam.
Deus é poderoso demais para precisar de anjos, por isto, anjos não existem.
Deus não vai ser injusto comigo, que neguei todos os meus desejos e volúpias, no final salvando a todo o homem. Por mim o inferno tem que existir cheio dos outros que não fizeram como eu.

Se a gente for ver o que define a maioria das convicções das pessoas sobre Deus, o que sobrará é basicamente o seguinte:
Deus é a melhor conveniência do culto do homem a si mesmo, usando a idéia de Deus apenas para dar a si mesmo a segurança do Deus que, sem o homem e sem ser para o homem, não teria nenhum significado.

É um Deus quantificado...
Por isto, a maioria diz com toda pureza que “crê muito em Deus”.
Ora, esse era o “Deus” que Nietzsche disse que morrera.
Mas, infelizmente não morreu ainda...
Aliás, esse Deus somente morrerá quando Jesus voltar.
Até lá, enquanto o homem se achar o Significador da Existência, Deus existirá como concessão do homem, que dá a Deus o poder de ser o Todo-Poderoso que era Quem era, mas que não tinha o que fazer antes de haver homem.
Assim, o homem é o Personal de Deus!
Nele, que chora e ri de nossa idiotice, segundo se vê em Jesus,
Caio Fábio
19 de abril de 2009

Sábado, 18 de Abril de 2009

Não desista


"Um certo homem faliu nos negócios com 31 anos de idade. Foi derrotado numa eleição para o legislativo, com 32 anos. Faliu outra vez nos negócios aos 34 anos. Superou a morte da noiva aos 35 anos. Teve um colapso nervoso aos 36 anos. Perdeu outra eleição com a idade de 38 anos. Perdeu nas eleições do Congresso aos 43, 46 e 48 anos. Perdeu uma disputa para o Senado com 55 anos. Fracassou na tentativa de tornar-se presidente aos 56 anos. Perdeu uma disputa senatorial aos 58 anos. Aos 60 anos, Abraham Lincoln foi eleito presidente dos Estados Unidos."
Que experiência trágico-cômica, não? Mas aquilo que para muitos serviria como explicação suficiente para uma desistência, tornou-se o combustível de sua luta para superar seus obstáculos. Lincoln não desistiu!
Talvez em sua cabeça ele tenha trabalhado algo como tentativa em vez de fracasso. Seus sucessivos insucessos forjaram seu caráter e permearam uma visão diferenciada dos acontecimentos da vida. Aquilo que os historiadores chamaram de fracasso, Lincoln pode ter bem alcunhado como "mais uma tentativa". E as tentativas sempre nos ensinam poderosas lições.
O importante é que ele se manteve fiel ao seu sonho, a sua vocação. Sempre vale a pena lutar pelos nossos ideais mais apaixonantes! Sempre acharemos força para continuar quando o que está a nossa frente é algo de extremo valor para nós! Sempre venceremos o desânimo e o cansaço, o vento da síndrome do "não posso", quando focarmos nosso olhar para a nossa motivação e não para as circunstâncias adversas que por vezes nos cercam. Lembre-se que conquanto situações embaraçosas e inusitadas se apresentem a nós constantemente, tentando tirar o nosso fôlego, o "poder do direcionamento do pescoço" ainda pertence a nós. Em vez de olhar para o problema, focalize (direcione seu pescoço) para sua motivação, seu sonho.
Por fim, lembre-se que a perseverança é a virtude que permite que ingressemos na história. Porque Lincoln não desistiu, antes perseverou na realização de seu sonho, ele se tornou um dos maiores presidentes dos EUA. Seja o que for que esteja desmotivando você nesse momento, olhe para o exemplo de Lincoln e não desista!
"Confia no Senhor e os teus planos serão estabelecidos"
Sérgio Dusilek

Domingo, 12 de Abril de 2009

Beleza espiritual


A beleza é uma característica que o ser humano busca e tenta manter. Todos querem apresentar uma boa aparência, ter uma casa bonita, um carro novo, e tantas outras coisas. Um dos requisitos para que algo fique bonito é combinar com outros elementos que o circundam. A mulher quer usar um cinto que combine com a bolsa; um anel que combine com o outro. O homem quer uma camisa que combine com a calça. Se não combinar, não fica bem.
Também na Bíblia encontramos essa preocupação. Porém, com ênfase em outros elementos. Vejamos alguns exemplos:
O louvor combina com aqueles que têm uma vida reta - Salmo 32.11 e 33.1.
Não fica bem um ímpio falando a Palavra de Deus - Salmo 50.16.
Jóia de ouro em focinho de porca não é bonito, assim como não fica bem a beleza física e a loucura reunidas na mesma pessoa - Provérbios 11.22.
Por isso, não se deve dar as coisas santas aos cães, nem as pérolas aos porcos - Mateus 7.6. Da mesma forma, não fica bem o jugo desigual, a comunhão da luz com as trevas, ou a mistura do santo com o profano. 2 Coríntios 6.14-18.
A palavra certa combina com o tempo certo, assim como combinam maças de ouro com bandejas de prata - Provérbios 25.11.
Paulo disso que as contendas, as brigas, não convém aos servos de Deus, mas que a mansidão é bem adequada para nós. 2 Timóteo 2.24.
Em Provérbios 31.4 está escrito: "Não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte". Enquanto as pessoas comuns podiam beber, os reis e os príncipes não deveriam fazê-lo (apesar de sempre fazerem). O hábito de consumir bebida forte não é nobre. Um rei precisa estar sempre sóbrio, lúcido, para exercer bem as suas atividades. Não fica bem encontrar um rei, ou príncipe, bêbado pelas ruas. Não combina.
Da mesma maneira, nós cristãos somos príncipes, filhos do Rei. Somos nobres. Devemos então examinar nossas ações, nosso modo de falar, nosso modo de viver. O que é bom ou normal para os ímpios nem sempre fica bem para nós. Não combina. Está escrito: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém..." 1 Coríntios 6.12.
Não fica bem encontrar um cristão caindo pela vida. Somos nobres. Precisamos estar sempre de pé e, se cairmos, que seja de joelhos diante do nosso Deus.
Que o Senhor nos perdoe pelas vezes em que nos esquecemos de nossa linhagem real e que ele nos ajude a viver de modo digno da vocação com que fomos chamados. Esta é uma questão de beleza espiritual.
Anísio Renato de Andrade

Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

ANSIEDADE


O começo da ansiedade é o fim da fé, e o princípio da verdadeira fé é o fim da ansiedade. Gelkie&Cowper
Você não pode estender um determinado prazo por se preocupar ou, simplesmente, por se apavorar diante do iminente. Você não pode tomar uma decisão difícil porque ela o está atormentando. Você não pode obter nada produtivo quando acompanhado de ansiedade. Acalme-se, descontraia-se. Você tem um trabalho a fazer, e esse trabalho exige o melhor de você. O seu esforço é, em grande parte, desperdiçado quando dominado pela inquietação e apreensão.
Pare de lutar contra as circunstâncias. Pare de se preocupar com a injustiça que está envolvida em todo esse processo. Uma vida bem sucedida e norteada de realizações positivas não é fruto de ocasionais circunstâncias ou pura sorte. São as suas atitudes e as suas ações que realmente fazem a diferença. E elas podem ser tudo aquilo que você deseja que elas sejam.
Descontraia. Você absolutamente não está só. O Senhor está perto e tem o controle dessa situação. Acalme-se e mova-se com confiança rumo ao seu alvo. Lembre-se de que os seus esforços fluirão com muito mais liberdade e eficiência quando a calma e a confiança em Deus forem uma contundente realidade na sua experiência de vida.
Nélio da Silva

Sábado, 4 de Abril de 2009

Pastoral de abril


O SUPREMO PROPÓSITO DA VIDA
Por que existimos? Com que finalidade Deus nos criou? Qual é a nossa principal missão neste mundo? Qual é o supremo propósito da nossa vida? Muitos não sabem de onde vieram, quem são, por que estão aqui, nem para onde vão. Outros crêem que vieram a este mundo pagar ou expiar os erros cometidos em outras vidas. Há aqueles que pensam que o propósito da vida é o prazer. Não poucos fazem da luta para se enriquecer o sentido do existir. Também há aqueles que buscam com todas as forças da alma o conhecimento, o poder, o sucesso, a fama, o reconhecimento, querem notoriedade. Mas, também, há uma multidão daqueles que nunca encontraram um sentido para a vida.
Afinal, a vida tem um propósito? Qual é o fim principal do homem? Afirmamos categoricamente que o supremo propósito da nossa vida é glorificar a Deus. Nossa missão principal não é fazer a obra de Deus, mas conhecer, amar e ter comunhão com o Deus da obra. O serviço nunca pode ocupar o lugar da adoração. O serviço só tem sentido quando ele é resultado da adoração, quando a sua finalidade é para a glorificação do nome de Deus. Precisamos vigiar as nossas motivações. Podemos correr o risco do irmão do filho pródigo: trabalhar na casa do pai, sem conhecer o pai, sem desfrutar da intimidade do pai e sem usufruir das riquezas do pai. Quando Jesus chamou os seus discípulos, enfatizou que a maior prioridade deles não era pregar ou expulsar demônios, mas estar com ele. O Deus da obra é mais importante que a obra de Deus. Quando o nosso coração está apegado ao Senhor, temos, então, prazer em obedecê-lo.
O serviço que vai transcender ao tempo e à história e vai perpetuar-se na eternidade é a adoração. Nosso trabalho no céu vai ser adoração. Nossa prioridade na terra também é a adoração. Quem não tem prazer em adorar a Deus agora, terá ambiente no céu? Assim, o culto que prestamos a Deus é uma antecipação da glória e deve ser uma ante-sala do céu. Devemos, portanto, amar os átrios do Senhor. Devemos nos alegrar em vir à casa de Deus. Devemos ser zelosos, assíduos e pontuais no culto que prestamos a Deus. Deus merece o melhor. Ele merece o nosso coração, todo o nosso amor, o melhor do nosso tempo, a nossa vida incondicional no seu altar. Deus merece o nosso culto, a nossa adoração, pois esta é a finalidade suprema da nossa vida.
Primeirona, medite sobre isso e aja dentro desse propósito!
No amor de Cristo,
Rev. Pedro Corrêa Cabral

Domingo, 29 de Março de 2009

RELATO DE UMA REUNIÃO


Satanás convocou uma convenção mundial de demônios.
Em seu discurso inaugural, afirmou: "Nós não podemos evitar que os cristãos frequentem as suas igrejas."
"Nós não podemos fazê-los deixar de ler as suas Bíblias e conhecer a verdade. "
"Nós não podemos evitar que eles desenvolvam e mantenham uma íntima relação com o seu Salvador. "
"Uma vez que ganham essa ligação com Jesus, nosso poder sobre eles está quebrado. "
"Portanto, deixem eles ir para suas igrejas; mas roubem o seu tempo, para que eles Não tenham condições de desenvolver um relacionamento com Jesus Cristo . "
"Isto é o que eu quero que vocês façam", disse o diabo.
"Distraiam os cristãos todos os dias para que eles não tenham como manter a relação com Jesus e atrofiem espiritualmente”.
"Como é que vamos fazer isto?", seus demônios gritaram.
"Mantenham-nos ocupados naquilo que é “não-essencial” e supérfluo, e inventem inúmeros esquemas para ocupar as suas mentes.”
"Eles devem ser tentados a gastar, gastar, gastar, e pedir emprestado.”
"Devemos persuadir as mulheres a ir ao trabalho por longas horas e os maridos a trabalharem seis ou sete dias em cada semana, dez a doze horas por Dia, para que eles possam pagar pelo seu estilo de vida."
"Isto também fará com que os pais deixem de gastar tempo com seus filhos."
"Conforme as famílias vão se fragmentando, as suas casas deixarão de lhes dar o refúgio necessário para as pressões do dia a dia. Eles não terão onde encontrar paz.”
"Ocupem as suas mentes para que eles não possam ouvir a suave voz do Espírito de Deus.”
"Convençam-nos a ouvir o rádio, MP3s, iPods sempre que estiverem nos seus carros. Quando em casa, convençam-nos a manter a TV e DVDs ligados todo o tempo.”
"Isto irá encher as suas mentes com todo tipo de assunto, evitando que haja reflexão naquilo que Cristo os ensina sobre o dia-a-dia.”
“Encham as suas caixas postais com lixo eletrônico, e-mail para catálogos, sorteios e todo o tipo de boletim informativo.
Promocionais que oferecem produtos gratuitos, serviços e Falsas esperanças .. "
"Encham a TV, revistas, jornais e outdoors com modelos belíssimos para que maridos e esposas entendam que aquele padrão de beleza exterior é o que importa, e assim, não se satisfaçam com os seus cônjuges.”
"Mantenham as esposas demasiadamente cansadas para amar seus maridos à noite ".
"Dêem-lhes dores de cabeça também!"
"Quando isto acontecer, será fácil tentá-los a se satisfazerem ‘em outras vizinhanças’.”
"Isso vai fragmentar as suas famílias rapidamente!"
"Dê-lhes Papai Noel para distrair os seus filhos do verdadeiro sentido do Natal”.
"Dêem-lhes um Coelhinho da Páscoa e muitos, muitos ovos de chocolate para que eles esqueçam da ressurreição e da derrota que sofremos naquela cruz”.
"Mesmo nos seus lazeres, deixem-nos exagerar de forma que voltem da sua recreação esgotados"
“Mantenham-nos ocupados demais para apreciar a natureza e refletir sobre a criação e o poder de Deus. Enviem-nos para parques de diversões, eventos esportivos, peças de teatro, concertos, filmes, e outros lazeres."
"Mantenha-os ocupados, ocupados, ocupados!"
"E quando se reunirem para a comunhão espiritual, envolvam-nos em fofocas e picuinhas para que saiam de lá com a consciência pesada."
"Encham as suas vidas com tantas boas causas e obras que não tenham tempo para procurar o poder de Jesus. "
"Logo, logo, eles estarão usando a sua própria força, sacrificando a sua saúde e família para o bem da obra".
"Vai funcionar!". "Vai funcionar!"...
Este é o plano!
Ele está funcionando? Ele está funcionando na sua vida?
Você é o juiz !!!!!

Sábado, 28 de Março de 2009

Complexo de Elias


É muito conhecida a passagem em que Elias, desanimado (para não dizer deprimido mesmo), se queixa para Deus, dizendo que estava absolutamente só, pois os israelitas haviam deixado a aliança com Deus, derrubado os altares e ainda matado os profetas à espada. E agora ele próprio estava sendo perseguido para morrer.
Deus não aceita o argumento de Elias e informa que havia reservado para Si próprio sete mil pessoas que não haviam se prostrado diante do deus Baal. (1Rs 19.9-18)
A esse sentimento errôneo de fidelidade solitária que dominou aquele grande profeta, gosto de chamar o “complexo de Elias”. E gosto mais ainda de prevenir os crentes contra ele.
Aplicando de maneira coletiva, toda boa igreja deve ter cuidado com o “complexo de Elias”. Vivemos numa época de muitas igrejas ruins, tanto na doutrina, quanto na qualidade da liderança. Nesse triste panorama “evangélico”, uma igreja séria e comprometida com a Bíblia corre o risco de adquirir o tal complexo, achando que só ela permaneceu fiel, enquanto todas as outras debandaram. Isso é errado e perigoso.
Sim, hoje em dia são poucas as igrejas boas, cuidadosas com o ensino, com os costumes, com a música, com o testemunho do seus membros. Mas, embora poucas, existem! Saibamos dar graças a Deus por elas e nos sentir acompanhados nesta luta.
Agora, o mesmo alerta, em termos pessoais. O crente maduro é tentado a pensar que só existe ele de espiritual na igreja. Por muito favor, admite que exista mais uns poucos "gatos pingados" e mesmo assim espiritualmente abaixo dele.
Sente-se frustrado, como se levasse sozinho a igreja nas costas. Complexo de Elias! E passa a conviver com um sentimento misto de orgulho e frustração. Se é o seu caso, cuidado!
Há grande variação de níveis espirituais, é claro, mas é muito improvável que haja apenas um crente maduro numa igreja... e esse seja exatamente você!
Quanto aos realmente fracos, que os fortes os amem, suportem e ajudem, para que cresçam e se tornem fortes também!
Mauro Clark

Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Para tomar uma decisão


"Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus". (Lc 6.12)
A cada dia estamos tomando decisões, ou mesmo, a cada momento. Decidimos aonde ir, o que fazer, quando e como. Qualquer coisas que façamos, ou deixemos de fazer, decorre de uma decisão nossa a esse respeito.
A maioria das decisões é muito simples, e não ficamos em dúvida sobre o que decidir. Mas existem decisões difíceis, em momentos difíceis da vida. E não são poucas as vezes em que ficamos tremendamente indecisos sobre o rumo a seguir. É claro que precisamos e queremos tomar sempre a melhor decisão. Mas, muitas vezes, arrependemo-nos de determinadas decisões por terem sido erradas. Eis um exemplo: o povo se arrepende por ter votado neste ou naquele candidato. Os governantes tomam decisões que dificultam o andamento da nação. Problemas familiares surgem quando a decisão neste ou naquele assunto não foi boa.
E você, caro amigo, tomar sempre a melhor decisão? Você neste momento está precisando tomar uma decisão importante? O que você faz, antes de tomar uma decisão?
Normalmente fazemos muitas coisas. Refletimos bastante sobre o assunto. Buscamos informações que nos ajudem. Buscamos o aconselhamento de pessoas. O filho de Deus tem um outro recurso muito importante, no qual Jesus deu exemplo: Ele ora antes de tomar as suas decisões.
Isso está claro no texto base desta meditação, transcrito acima. Jesus estava no início do seu ministério público. E antes de escolher os seus discípulos, aquele grupo de doze pessoas que o acompanharia mais de perto e que depois continuaria a sua missão, ele foi orar. E passou a noite orando. Então escolheu os seus discípulos, com firmeza e tranqüilidade
Ele nos deu este exemplo: orar ao Senhor antes de tomar qualquer decisão. E se ele, que é o próprio Deus, e nem precisaria orar, fez isto, quanto mais nós...
Quantas vezes as pessoas esquecem disso - de orar! Quantas vezes dizem que não têm tempo para orar! Orar é algo muito significativo na vida de qualquer pessoa. O grande teólogo Martinho Lutero disse certa vez: "Tenho tanto trabalho para fazer hoje, que primeiramente devo orar por três horas, a fim de poder terminá-lo!"
Reconheça, também você, o quanto a oração é importante na sua vida! E principalmente se você está numa situação difícil, de sofrimento, e não sabe o que fazer. Faça uma experiência! Com certeza os resultados serão excelentes! Que Deus o abençoe!
Romildo Wrasse

Quarta-feira, 18 de Março de 2009

O Ícaro de cada dia


Assim como Ícaro, que pôs sua confiança em cera que derrete, somos tentados a nos afastar de Deus, o único que pode nos fazer voar.
A ilha grega de Creta ajuda a mitologia a encontrar-se com a História. Antes de navegar pelo Egeu, embarcando em Atenas, tinha visto no centro da cidade uma escultura deslumbrante de Ícaro, que tentou voar, grudando com cera asas artificiais em seu corpo. Funcionou, por algum tempo. Mas em contato com o sol, a cera derreteu-se e Ícaro despencou no mar. Em Creta, num dos seus pontos mais altos, existe uma intrigante rampa. A rampa de Ícaro.
O historiador francês Jean-Pierre Vernant observa que na Grécia todos os atos do cotidiano eram marcados pela religiosidade. Os gregos nos deixaram o sentimento de comunidade. O que deve unir os seres humanos está no mito de Protágoras: “Prometeu e seu irmão Epimeteu são encarregados de dotar cada espécie animal da forma, das qualidades e das forças que vão caracterizá-la. Eles tomam o cuidado de fazer com que essas qualidades se equilibrem. Se um animal ganha força e tamanho, ele não terá rapidez. Se ele é mais frágil, será dotado de rapidez, ou da capacidade de voar, para que possa sobreviver”. O homem surge desarmado, diz Vernant, mas não desaparece em razão da sua fragilidade, porque é dotado de saberes que compensam aquilo que lhe falta.
Só não podemos trocar ou recuperar nossa vida. Aquiles disse isso para Agamenon. Claro que para nós existe a perspectiva do transcendente, questão de fé, pois a conquista da vida eterna está atrelada a aceitarmos Cristo como nosso Senhor e Salvador.
Mito e História se encontram. As Escrituras nos ensinam que o ser humano é o coroamento da criação. Em algumas passagens, o estilo de narrativa é assemelhado, o que literariamente é absolutamente normal. O mitológico Ícaro quis conquistar as alturas. Nós também. Ícaro quis subir, subir. Nós também. Ícaro pôs a sua confiança na cera que derrete. Também podemos ser tentados a fazer a mesma coisa. E Ícaro caiu, como nós também caímos. Exatamente por isso, a palavra “sincero” tem sua origem na expressão “sem cera”. Assim, o sem cera, ou sincero, é alguém que não usa artifícios, não engana, não dissimula, sempre autêntico, sem disfarces.
Se quisermos ir para o alto, com asas artificiais dependentes da cera, temos que aprender, preliminarmente, que as montanhas tinham conquistado a humanidade muito antes de os seres humanos pensarem em conquistá-las. Os gregos acreditaram no Olimpo, cume elevado que seria a morada dos deuses. A torre de Babel é um dos símbolos do Antigo Testamento que mostra o esforço do homem em invadir território divino. As pirâmides mostram que quando não tinham montanhas naturais, os povos construíam artificiais. O único Deus que podemos encontrar nos altos é aquele que nos acompanha até lá. Chamamos a isso onipresença, estar em toda parte, uma das características do Altíssimo, e desfrutar, em qualquer lugar, do encontro íntimo com Deus.
Assim, e pela fé sabemos que é. Ícaro pode ser o nosso próprio mito e Creta a nossa terra. Quem insiste em usar cera para voar, pode contribuir para nosso país continuar como está. Mais cedo ou mais tarde, vai despencar. A rampa de Creta é desnecessária. Deus nos ajuda a voar e a subir. Não precisamos de cera. De corações sinceros, sim.
Percival de Souza
Revista Eclésia

Segunda-feira, 16 de Março de 2009

O DIA DE HOJE


Certo dia um professor estava aplicando uma prova, e os alunos, em silêncio, tentavam responder às perguntas com uma certa ansiedade.
Faltavam uns quinze minutos para o encerramento, e um jovem levantou o braço e disse: — professor, pode me dar uma folha em branco? O professor levou a folha até sua carteira e perguntou-lhe porque queria mais uma folha em branco, e o aluno falou: — eu tentei responder às questões, rabisquei tudo, fiz uma confusão danada e queria começar outra vez.
Apesar do pouco tempo que faltava, o professor confiou no rapaz, deu-lhe a folha em branco e ficou torcendo por ele.
A atitude do aluno causou simpatia ao professor que, tempos depois, ainda se lembrava daquele episódio simples, mas significativo.
Assim como aquele aluno, nós também recebemos de Deus, a cada dia, uma nova folha em branco. E muitos de nós só temos feito rabiscos, confusões, tentativas frustradas, e uma confusão danada...
Outros apenas amassam essa nova página e a arremessam na lixeira, preferindo a ociosidade, gastando o tempo na inutilidade.
Talvez, hoje, seja um bom momento para começar a escrever, nessa nova página em branco, uma história diferente, visando um resultado mais feliz.
Assim como tirar uma boa nota depende da atenção e do esforço do aluno, uma vida boa também depende da atenção e da dedicação de cada um.
Não importa qual seja sua idade, sua condição financeira, sua religião...
Tome essa página em branco e passe sua vida a limpo.
Escreva, hoje, um novo capítulo, com letras bem definidas e sem rasuras. E o principal > que todos possam ler e encontrar lições nobres.
Não se preocupe em tirar nota dez, ou ser o primeiro em tudo; preocupe-se apenas em fazer o melhor que puder.
Pense que mesmo não tendo pedido, Deus lhe ofereceu uma outra folha em branco, que é o dia de hoje.
Por isso, não se permita rabiscar ou escrever bobagens nesta nova página, nem desperdiçá-la.
Aproveite essa nova chance e escreva um capítulo feliz na sua história.
Use as tintas com lucidez e coragem, com discernimento e boa vontade. Não poupe as palavras > dignidade, amizade, fraternidade, esperança e fé.
Assim, ao terminar de escrever esse novo capítulo da sua vida, você não verá rasuras, nem terá que reescrevê-lo em tempo algum, porque foi escrito com nobreza e sabedoria.
Pense nisso!
Aproveite este dia e ame com todas as forças do seu coração, sem restrições, sem ver defeitos ou tristezas.
Conjugar o verbo amar é escrever uma história feliz.
Não espere que a melhoria, a prosperidade e o bem-estar caiam do céu milagrosamente, sem fazer força. É preciso sentir o amor para que isso aconteça.
Tudo tem o preço da conquista, da busca, da participação, do esforço.
São muito potentes os talentos que você dispõe, ainda não explorados pelo seu pensar e sentir, e muitas são as suas possibilidades de crescer e conquistar o que mais quer ou precisa, chegando à felicidade.
Basta que não amasse nem rabisque de forma inconseqüente essa página em branco, chamada hoje.
Pense muito nisso!

Sexta-feira, 13 de Março de 2009

A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA

O repente que está publicado abaixo, de autoria de Miguezim de Princesa, não seria materia pertinente a este blog. Todavia, pela gravidade do assunto, penso que estas trovas devem ser lidas e refletidas. Afinal, somos ou não somos cristãos? Como agiria o Senhor Jesus numa situação com esta? Que Deus nos abençoe!

I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.
II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.
III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.
IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.
V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.
VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.
VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.
VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bulindo com os meninos.
IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.
X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.

Miguezim de Princesa

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Parecia real

“Nem tudo o que reluz é ouro” - é um ditado do nosso povo. Havia uma propaganda de xampu que repetia: “parece, mas não é”. Muitas vezes nos deparamos com situações ou circunstâncias que parecem ser uma coisa que, mais tarde, vamos descobrir que não era bem aquilo. Muitas vezes nos relacionamos com pessoas que pensamos ser uma coisa, mas depois descobrimos que é outra bem diferente.Judas Iscariotes andava com Jesus, tomava refeições com ele e era inclusive o tesoureiro do grupo apostólico. Parecia ser um discípulo fiel e verdadeiro. Parecia real, mas não era. Traiu Jesus. Alexandre, o latoeiro, e Demas eram amigos do Apóstolo Paulo. Eram missionários, pregavam o evangelho. Pareciam tão zelosos da causa cristã. Pareciam, mas não eram. Diótrefes (3 João) era um pastor de igreja. Parecia ser sincero e zelava pelo seu rebanho. Seu zelo era na verdade uma tirania disfarçada. Pastoreava como se a igreja fosse de sua propriedade. Parecia um bom pastor, mas não era. Era tirano e além de tudo um mentiroso.

Não enfrenta hoje o cristianismo situação semelhante? Quantas vezes as pessoas dizem: “pastores são assim mesmo”, referindo-se a um charlatão qualquer que ocupa algum púlpito ou alguma tela da TV! “Crente não vale nada”, diz aquele que foi enganado em algum negócio com alguém que freqüenta uma igreja evangélica. Não estamos isentos destes jargões justamente porque as igrejas estão cheias de gente de “parece mas não é”. Pessoas que parecem ouro, mas são latões reluzentes. Nas palavras de Cristo é o joio crescendo no meio do trigo. O problema é que o joio realmente parece com o trigo. Mas não é trigo. Assim o que fazer? A nossa alternativa é ver os frutos. Lemos em Mateus 7:16-20: “Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis”. Essa é a única alternativa. Esperar os frutos. Judas enforcou-se, Demas voltou para o mundo, Diótrefes recebeu uma repreensão do Apóstolo João e foi chamado de maligno. Alexandre foi entregue às suas próprias obras más. E a nós somente nos cabe esperar que não apenas pareçamos reais, mas que de fato sejamos.
Antônio Carlos Barro