quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Mãe de jovem brutalmente assassinada questiona Caio Fábio quanto a bondade de Deus.


Não deixem de ler a carta e a resposta. Simplesmente, algo verdadeiramente cristão e da parte de Deus, Pr. Pedro.
Anapolis, 29 de setembro de 2009.
Querido pastor Caio Fábio,
Eu sou uma mãe que acaba de perder uma filha linda, maravilhosa, de 26 anos, com apenas cinco meses de casada... Hoje faz sete dias que a perdemos...
Ela era poesia, cor, música e sensibilidade...
Nós somos uma família que conheceu Jesus quando as nossas três meninas tinham entre três e oito anos. Passamos por grandes lutas e desafios e congregamos na Igreja Presbiteriana do Setor Sul de Anápolis com o Pr Ronaldo Cavalcante.
Caio Fabio, seguimos os seus passos todas as vezes que você esteve por aqui.
Quarta feira passada por volta das 13 horas meu marido me falou que tínhamos que ir para Goiânia porque a nossa filha do meio, a Polyanna, tinha desaparecido...a minhas pernas sumiram....mas eu levantei e entrei no carro para ir para Goiânia, pois ela morava lá e estava casada e feliz.....
Apenas com 26 anos; a publicitária mais conhecida da cidade por causa da sua alegria e capacidade de incentivar empresários a acreditarem em seus próprios negócios.
Os homens da família foram para a delegacia... e nós as mulheres da família ficamos 30 horas orando, clamando a Deus e esperando o pedido de resgate, tendo em vista que o carro já havia sido encontrado com seus pertences dentro, e o mesmo havia sido queimado para apagar provas e digitais, dificultando o trabalho da policia...
Oramos sem cessar e ouvimos, e lemos a Palavra; e tivemos a certeza de que o resgate seria pedido e esperamos que ela voltaria para nós e com sua tremenda capacidade poética e criativa e, como uma menina apaixonada por Jesus, ainda escreveria um livro para promover quebrantamento e conversão em muitas vidas....
Nós todos estávamos fazendo uma campanha de oração, e eu sei quais eram os planos dela para o futuro... Planos de paz, de criação, de crescimento, para que o mundo conhecesse o talento gratuito que Deus lhe deu...
Não posso considerar que a minha não aceitação é egoísta... ela queria viver aqui com o seu querido marido a lua de mel que a esperou por 8 anos, ela queria ter filhinhos e levá-los para jogar bola com o avô que não teve meninos, só meninas, ela queria realizar sonhos comunitários.
No ano passado, ela criou um site: www.amigoinedito.com.br para movimentar os internautas a fazerem boas ações e registrarem seus depoimentos neste site.
E agora... Eu entendi a resposta que deram para o “mano”, mas voltar a falar com Deus está difícil demais...
Ainda não sabemos quem foi o sujeito que atirou nela, mas eu não posso acreditar que foi vontade de Deus... Se foi o ódio do inimigo das nossas vidas, eu pergunto: por que Jesus deixou assassinos interromperem a caminhada de uma mensageira de Deus ???
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Resposta:
Minha irmã amada: Graça e Paz!

Do meu ponto de vista..., Adão não deveria ter pecado; Caim não deveria ter matado Abel; os filhos de Caim não deveriam ter construído Babel; Cão não deveria ter “abusado” na nudez do pai, Noé; Abraão não deveria ter gerado filho em sua serva, Hagar; Jacó não deveria ter enganado Esaú, e nem Esaú deveria ter trocado a “bênção” por um prato de lentilhas; os filhos de Jacó não deveriam ter traído José; Moisés deveria ter entrado na Terra de Canaã; a filha de Baraque não deveria ter sido morta pelo voto do pai; Sansão não deveria ter morrido daquele jeito; Davi não deveria ter surtado nunca; e, por isso, não deveria ter perdido nenhum filho; Isaías não deveria ter sido serrado pelo meio; a mulher de Ezequiel não deveria ter sido morta como parábola para ensinar os incrédulos; Oséias não deveria ter sido tão infeliz no casamento; os inocentes deveriam ter sido poupados em todas as chacinas; nenhuma criança deveria ter morrido pela ambição dos adultos; nenhuma mãe jamais deveria ter comido seus filhos no auge da fome; João Batista deveria ter vivido vida longa e honrada, ao invés de acabar sem cabeça em razão de uma bunda bonitinha; Jesus, O Verbo, A Palavra, não deveria ter sido morto; a Ressurreição não deveria ter sido tão discreta...; os apóstolos, como Tiago irmão de João, não deveriam ter sido mortos por nenhum capricho [e todos foram...]; Paulo não deveria ter sido morto justamente quando os cristãos mais precisavam dele; milhares de testemunhas também nunca deveriam ter morrido uma morte sem sentido, banal; enquanto os maus prosperam; enquanto a injustiça foge do juízo; enquanto a verdade é pisoteada; enquanto a maldade se torna poder; enquanto gente boa some... sem explicação...

Sim, entregue a minha visão menor do que a de uma ameba e mais egoísta do que eu mesmo consigo discernir a profundidade do egoísmo, eu poderia consertar o mundo; impedir todas as injustiças; ajudar Deus a ser Deus; determinar o melhor pro mundo, pros meus filhos, pra minha vida; enfim, eu, entregue a mim mesmo, seria tão cheio de boas idéias..., que ninguém que eu amasse morreria; sim, ninguém...; e se morresse seria com meu consentimento, entendimento, compreensão e apoio a Deus na Sua soberania!...

Ah, se eu fosse o Deus do mundo ninguém morreria; ou, então, ninguém que eu gostasse; e, da minha casa, certamente ninguém morreria; não enquanto eu estivesse vivo...

Eu, todavia, há muito aceitei e vi que de fato não vejo; percebi que de fato não discirno; entendi minha limitação de entendimento; constatei que meu melhor amor é ainda por mim mesmo e por meus sonhos; aprendi que meus amores são “meus” e por “minha causa”; pois, morre o vizinho, e não sinto; morre o jovem da esquina, e logo esqueço; milhares são vitimados, e eu apenas lamento; o mundo acaba em vários lugares da terra, e eu agradeço que não seja AQUI...; e, aqui, é onde moro, vivo; e AQUI não posso conceber que aconteça o que no mundo inteiro acontece...

O que não dá é para sofrer em nome de sua filha os sofrimentos que ela não está sofrendo...

Sim, pois você queria ver a sua filha casada e feliz no casamento; tendo filhos; se realizando profissionalmente; etc... Esses são os seus sonhos e um dia foram os dela... Mas saiba: AGORA já não são [...] mais sonhos dela, mas apenas seus [...] por e para ela...

Hoje, para ela, o melhor marido é nevoa perto da Glória; a melhor lua de mel é amarga se comparada à alegria dela; os filhos mais lindos são miragens quando comparados aos encontros de amor que ela está tendo; as realizações profissionais que lhe orgulhariam, hoje, agora, para ela, são as canseiras e os enfados que cessaram...

O problema é que você não teve tempo para se realizar nela!...
É claro que a dor é indescritível... E ninguém pode dizer que não conheço tal dor... Mais de uma vez...
Todavia, é como pai que perdeu filho; como filho que perdeu pai; como irmão que perdeu irmão; como amigo que já perdeu milhares de amigos, que lhe digo que meus sentimentos seriam todos como os seus, não fosse o fato de que discerni faz tempo, que a maior dor dos enlutados é ainda egoísmo pelo outro [...] cuja alegria está plena, mas não a nós...; e, também, vi que tais sentimentos são todos o resultado de minha vontade de me ter nos meus filhos, de me reproduzir neles e assistir tal fato; ou seja: descobri, com toda honestidade, que minha frustração era não poder gozar a vida neles [...], nos que foram...

Entretanto, hoje, o que lhe digo parece sem coração e fácil de dizer...
Mas não é... O que é então que me faz dizer o que digo?...

Ora, é a simples coerência com a fé que professo; é a simples coerência com Jesus; é a simples coerência com a existência que mata os homens dos quais o mundo não é digno; é coerência com João Batista, que não era inferior ao meu filho Lukas, e, mesmo assim, morreu por um capricho...

O que posso lhe dizer é que somente a transcendência da fé que se projeta para a Vida que é, sim, somente tal poder pode nos fazer vencer tal dor; a qual, por mais legitima que seja, sempre mistura amor e egoísmo; sempre mistura fé com privilegio; sempre crê que a vida eterna é uma belezinha apenas para quando a gente estiver caquético...

Leia os evangelhos e veja se é justo você pensar que a vida dos discípulos de Jesus esteja para além da calamidade!...

Sei que no momento minha resposta chega a você como vinagre na ferida... Infelizmente, no entanto, não tenho consolações vazias; e nem digo a ninguém o que Jesus jamais disse... Jesus nunca consolou ninguém dizendo “Que Pena! Tão Novinho!”...

Na realidade, ao olhar o mundo, mais creio e internalizo como verdade a declaração que diz que é preciosa aos olhos do Senhor a morte dos Seus santos!...

O que eu digo [...] você não entende agora, mas compreenderá depois!...

É justo e sadio chorar os nossos amados... O que não é certo é perguntar por que um mundo que mata tanto todos os dias, gente que amamos também possa e venha a morrer?...

Além disso, o fato de ter sido um seqüestro seguido de assassinato, do ponto de vista de Jesus, não muda nada; posto que Lhe tenham falado das desgraças e maldades praticadas por Pilatos, ou do acidente idiota na Torre de Siloé, e, a tais narrativas, Ele não acrescentou nada em especial; visto que Dele não se tenha ouvido um “Oh!”; ou um “Ô”; ou um “Que coisa!”...

Não! Ele apenas disse: “Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis!”...

O fato é que Jesus não tem misericórdia e pena por ninguém que esteja partindo desse mundo para a morada do Pai!

Você teria?...

Sinto saudades... Choro... Abraço as memórias... Beijo meu filho no meu coração todos os dias... Mas não o traria de volta se pudesse... Sim, jamais desejaria a ele tal maldade de tê-lo de volta a esse mundo, uma vez que dele meu filho esteja livre para sempre...
Você acha mesmo que o sucesso Publicitário é para comparar com o nome dela publicado no Livro da Vida?...
Seu olhar está enterrado neste mundo, e, por isso, fica impossível hoje para você o alegrar-se na Glória de Deus!

Entretanto, eu lhe digo:... Se tais “perdas” não nos projetarem para Deus pelo menos pelo afeto eternizado por filhos que já se foram para a Casa Eterna, pergunto: quando então se amará a eternidade ainda vivendo neste mundo?...

Será que um crente só deseja e celebra a eternidade quando o câncer já comeu tanto os órgãos, que a dor é tão desesperadora que a pessoa quer ir para Deus, não por Deus, mas apenas para ficar livre da dor?...

É mesmo assim?... Deus é apenas uma alternativa ao desespero da dor sem cura neste mundo?...

Ora, se é assim, Deus ainda não é amado por nós!...

Chore! Chore! Chore! Pois dói demais!... Mas chore enquanto vê sua filha em Glória; e, portanto, ao chorar, chore por você e não por ela; posto que se ela visse você lamentando a gloria dela, ela lhe diria:

“Mãe! Você não viveu para a minha felicidade?... Então, por que se entristece com minha plenitude em Deus?”

Além do que já disse, não tenho nada para dizer a ninguém e nem a você, minha amada irmã no Evangelho e no luto!...

Entretanto, sei que somente o Espírito Santo pode tornar alguém apto para discernir [...] e se consolar com tais realidades invisíveis...

Oro por você e pela sua casa... Oro pelo seu genro... Oro para que vocês se gloriem na esperança da glória de Deus, conforme se mande que seja para quem de fato crê em tudo o que confessa como fé em tempos de bonança...

Receba meu amor e minha solidariedade!

Nele, que ama nossos filhos mais do que em nosso egoísmo a gente consegue conceber o que seja amor,

Caio Fábio
30 de setembro de 2009
Lago Norte
Brasília - DF

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Vaso Quebrado


Em Londres, em uma sala especial do British Museum, pode-se admirar uma peça única: um vaso muito precioso. Certo dia, alguém deixou esse vaso cair. O resultado foi centenas de estilhaços no chão. Chamaram um especialista que, com muita paciência, recolheu os fragmentos e reconstituiu o vaso, o qual pode ser visto atualmente. Quem não conhece a história, nunca poderia imaginar que esse magnífico objeto já foi um monte de cacos. As uniões são praticamente invisíveis ao simples olhar. Uma placa relata o ocorrido e, ao lê-la, muitas pessoas ficam totalmente surpresas.
A história desse vaso em três etapas nos lembra a do homem: sua beleza original, sua destruição e sua restauração. O ser humano foi criado perfeito, “à imagem de Deus”, porém no momento da queda, sua desobediência o conduziu à uma degradação total por causa do pecado. A imagem inicial foi completamente deformada. Ainda hoje, pela graça e obra perfeita de Cristo, o ser humano pode adquirir uma beleza divina. O estado de inocência não pode ser recuperado, mas no novo nascimento, cada pecador arrependido recebe a vida que Jesus Cristo dá, passa a conhecer a bondade, a misericórdia e o amor de Deus. Assim, salvo da ruína, aquele que estava separado da vida de Deus pode viver agora somente para a glória dAquele que o restaurou.
GMC
http://www.getsemani.com.br/content.asp?id=4583&local=artigo

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Levante os olhos e veja


“Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa.” (João 4:35)
Neste verso, Jesus ordena aos seus discípulos que ergam os olhos e vejam como os campos branquejam para a ceifa. Ele estava se referindo à visão espiritual, à conversão de vidas, à salvação. Tal diálogo acontece no intervalo entre a conversa com a mulher samaritana à beira do poço e o seu retorno com uma multidão de pessoas.
Na comparação entre o período natural da colheita agrícola, Jesus ensina que a sua obra não é contingenciada pelos labores individuais, mas pelo agir de Seu Espírito. Reparem, a colheita que eles presenciariam não era fruto de seus esforços. Deus, anteriormente, já havia enviado seus mensageiros para gerarem o anseio de salvação na vida daquelas pessoas. Agora, uma mulher, cheia de defeitos e até marginalizada pela sociedade anuncia a chegada do Messias. Essa mulher samaritana, cujo o nome nem é referido, não tinha curso de formação evangelística ou preparo teológico, ela simplesmente havia se encontrado com o Mestre.
O resultado que os discípulos puderam presenciar foi a grande aceitação por parte dos samaritanos da pessoa de Jesus. Algo que transcendia a própria razão. Reparem, eles queriam ficar com Jesus todo o tempo. O fato de Jesus ter permanecido dois dias somente, foi por decisão Dele de ir para à Galiléia.
Às vezes, nós percebemos todas as dificuldades que estão diante de nós e deixamos de ver a atuação de Deus que há muito tem conduzido a história e, como aconteceu com aqueles samaritanos, tem aberto o coração dos homens para ouvirem e receberem a Jesus como Senhor de suas vidas.
Não adianta apresentar desculpas de tempo, ou de falta de preparo para o Mestre. Precisamos, sim, é levantar os nossos olhos e olhar para Deus, pois é Ele quem conduz a sua obra, é Ele quem capacita as pessoas e prepara os corações dos homens para receber a salvação.
Veja além das dificuldades, tenha a visão de Cristo na sua vida, saiba que Deus é soberano e lance-se à colheita de vidas para o Seu reino.
Pr. Sérgio Roberto Pinheiro Gomes

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pastoral de setembro


A VERDADEIRA LIBERDADE
Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão (Gl 5:1).
Em setembro de 1822, portanto, há menos de duzentos anos, o Brasil proclamou a sua independência, libertando-se do julgo de Portugal e obtendo, assim, a sua liberdade política.
Igualmente, há quase dois mil anos, o Senhor Jesus clamou na cruz do Calvário: "Está consumado", proclamando a "declaração de independência" do crente. Toda a humanidade estava debaixo da tirania do pecado e da morte, mas Cristo, o Único sem pecado, tomou o nosso lugar no Calvário e morreu pelas nossas iniqüidades. Assim, depois de ter satisfeito as justas exigências de Deus-Pai, agora, o Senhor Jesus, o Deus-Filho, liberta para a eternidade todos os que crêem n'Ele.
Paulo, em Gl 3:13, nos diz que "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós". E, em Rm 8:1-2, o apóstolo nos assegura que "... agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus... Porque a lei do Espírito de Vida, nos livrou da lei do pecado e da morte".
Desta maneira, Gálatas 5:1, anunciado acima, nos motiva a todos, que fomos resgatados, a estar "firmes na liberdade com que Cristo nos libertou". E, portanto, cada um de nós deve agradecer, diariamente, a Deus pela liberdade que desfrutamos como brasileiros que somos, vivendo num país onde existe e se pratica a democracia. Mas, acima de tudo, nós, os crentes em todos os cantos do mundo, devemos louvar a Deus pela liberdade que encontramos em Cristo Jesus, porque a nossa maior liberdade é sermos livres do pecado.
No amor de Cristo,
Rev. Pedro Corrêa Cabral

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Amar o Mundo


Não ameis o mundo, nem as coisas que no mundo há; pois se alguém amar o mundo o amor do Pai não está nele( 1 João 2.15)

Eu não gosto do mundo... Eu gosto da vida!
Não gosto do mundo porque não gosto de vaidade, inveja, mentira, cobiça, arrogância, culto à aparência, ao dinheiro, à estética, ao “sucesso”, e, sobretudo, não gosto de como os homens tratam os homens segundo os modos e costumes do mundo.
Para mim, o mundo é burrice feita, único modo de existir; e isto segundo a gestão do diabo, que é o animador do mundo; em quem, aliás, o mundo jaz.
Gosto da vida porque ela é vida; porque ela é entrega...; é vontade do bem...; é gerar com esperança...; é comer paz e beber serenidade...
Sim, gosto da vida porque ela é natureza, é variedade de criaturas, é grandiosidade tecida por Deus em bilhões de anos...
Gosto da vida porque nela nada morre nem quando morre...
Gosto da vida porque nela não há mal; há apenas seqüência de vida se dando pela vida... Sim, pois viver é também saber que a vida se faz de entrega e sacrifício; pois, quem viverá depois de um ser vivo que, existindo..., não se deu por nada e por ninguém?...
Vivo no mundo; estou no mundo; minha missão é nele. No mundo sou chamado a viver como sou: uma luz; sou chamado a manifestar o que há em mim: sabor de sal; sou enviado a viver entre lobos sem perder a pureza e a simplicidade dos cordeiros sem culpa...
Entretanto, o mundo não consegue me dizer nada além de sua loucura e de sua morte. De fato eu não amo o mundo e nem as coisas que neles há...
Quando olho para trás vejo que o mundo me encantou na adolescência...
Então, aos 18 anos, encontrei Jesus mesmo; e vi o mundo; e percebi como ele todo jaz no maligno... E como eu encontrava o maligno todos os dias, de muitos modos e formas, minha convicção sobre “o que era o mundo” apenas aumentou com o tempo...
Aí vieram os anos 90, e o mundo, pela primeira vez em minha vida adulta e responsável, me encantou..., me enfeitiçou... e me derrubou de mim mesmo...
Sim, a verdade de minha alma me manda dizer que entre 1992 e 1998 minha alma surtou de impressões “boas” sobre o mundo [na mesma medida em que a “igreja” havia ficado “pior que o mundo”...]; e, assim, julguei que eu tinha sido radical demais com o mundo.
Pobre mundo!... — pensei enganado.
Todavia, como Deus é bom, me ama, e, de alguma forma misteriosa, gosta de mim... — Ele mesmo derrubou minhas ilusões em tempo, antes que o mundo entrasse mais fundo em meu ser...
O mundo é sedução na direção de tudo o que mata e faz sofrer; mas as pessoas entram assim mesmo...; pois, as promessas de prazer, de poder, de liberdade, de largueza, de abertura, de experiências, de maturidades, de inesgotabilidade de tudo... — é otariamente crida...
Sim, é crida; e isto ainda, que o pavimento do caminho do mundo seja feito de maldade, engano, mentira, ciúmes, invejas, tramas, egoísmo, e uma total insatisfação, mas que ganha o nome de ambição, a qual, aliás, passou a ser virtude no mundo dos negócios e em qualquer que seja o projeto de “sucesso”.
Sinceramente, não me entendam mal, mas preciso dizer que quem quer que ame o mundo... ou está completamente cego, ou, então, se fez filho do maligno sem sentir...; e, agora, serve ao diabo pensando que persegue um melhor modo de viver ou de marcar sua passagem pela vida.
Assim, amo esta manhã de sol...; amo a luz que é doce...; amo a boa comida e a boa bebida...; amo minha mulher, meus filhos, e, hoje, agora, neste instante, amo minha filha e meu netinho que estão aqui... enquanto esperam o igualmente amado Fonseca fazer uma carne para gente comer... Amo a criança que acabou de me ser trazida pelo pai, que trabalha aqui comigo, e que tem a mim e à Adriana como padrinhos... Amo o que seja vida, o que seja natureza, o que seja criação de Deus.
O mais, sinceramente, não me diz mais nada, não me seduz em nada, me cansa e me nauseia...; pois, sinceramente, há quem goste, mas, no meu sentir, o mundo é uma droga de inferno que entra nas veias, vicia e mata.
Pense nisto!...
Caio Fábio
8 de agosto de 2009

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Erros imperdoáveis do Apóstolo Paulo!


Percebemos muitos erros e citaremos alguns poucos por enquanto. Muitos outros podem ser encontrados se pegarmos a Bíblia para conferir o que ele escreveu.
O Apóstolo errou feio quando não orientou corretamente em suas cartas sobre o melhor desempenho do grupo de coreografia, quais os momentos e onde poderiam atuar e quantas pessoas poderiam participar do grupo! E o Apóstolo que mais escreveu e orientou a Igreja jamais poderia ter sido relapso com esse assunto importantíssimo!
Ele escreveu tantas outras coisas sem tamanha importância, ou pelo menos que algumas igrejas não consideram importantes, ocupando as páginas da Bíblia com essas coisas, quando poderia ter gasto melhor o seu tempo com essas orientações. Ficou perdendo o tempo dele e o nosso com bobagens qual a valorização de um Evangelho, dizendo que é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, considerando que não temos mais nenhuma preocupação tola com esse assunto sobre salvação ou perdição, porque isso não faz mais parte dos nossos propósitos atuais porque o que queremos é o aumento dos membros e das finanças.
Além do mais, quem é que está se importando com esse assunto? Ele até nos atrapalha, porque ninguém mais quer ser confrontado com o pecado e suas consequências. E esse tipo de coisa, falar sobre pecado, constrange e acaba afastando as pessoas de dentro das igrejas. E sem elas não conseguiremos executar os nossos planos e atingir as nossas metas de crescimento.
Errou ao não evidenciar e orientar sobre o “ministério profético de dança” e suas funções!
E sem esse ministério importantíssimo, como é que poderíamos atrair as pessoas para os “shows gospel” proporcionando as vendas de Cds, camisas, bonés, fitas adesivas e outras quinquilharias? Está nessa falta de orientação uma prova da falta de capacidade de avaliação e fé para com a igreja do futuro. Ele não foi capaz de projetar isso para aquelas igrejas.
Errou ainda por evidenciar a possibilidade de alguém pregar outro evangelho! Esse erro é considerado hoje como um dos mais grotescos do Apóstolo Paulo. Como os espertalhões farão para enganar os desatentos ou aqueles que desejam as práticas carnais participando de uma igreja, se não for com um evangelho falso, com fábulas, visões e outras coisas que cativem as pessoas?
Também errou ao cantar um hino, ao invés de cantar uma coisa qualquer que servisse para sacudir os ossos e animar a galera na hora do “momento de louvor”. Perdeu o seu tempo enquanto poderia deixar algo para os jovens, além de orientar mal os jovens, impedindo-os de aproveitar a sua sexualidade, normal entre os jovens. Disse um monte de bobagens sem entender nada sobre psicologia e necessidades natas do ser humano.
Parece que faltou visão ao Apóstolo Paulo para que visse além do seu tempo! Além das suas convicções pessoais e que deixasse de ser presunçoso, com uma mente fechada e retrógrada!
O cara (Apóstolo Paulo) não orientou direito Timóteo para que ele fizesse um projeto de crescimento da igreja para que alcançasse os dez mil membros. Que animasse as mulheres para que assumissem o pastorado de uma igreja e que deixassem os gregos praticarem seus costumes de ensinar os meninos, recebendo deles o pagamento que estavam acostumados a receber como mestres, que era o “carinho” dos meninos.
E o que tinha esse Paulo com a vida sexual do camarada que dormia com a sua madrasta? Preconceituoso demais ele foi meter-se numa situação que não tem nada a ver com a igreja por ser um problema do lar e do pai com a madrasta. Ele queria se meter em tudo.
Convencido e inconveniente esse que se dizia ser Apóstolo!
E nem era tanta coisa assim porque não conseguia nem prosperar. Não tinha nem uma carruagem e quando não conseguia algumas esmolas tinha que trabalhar.
Já naquela época ele era deixado de lado. Por que iríamos dar crédito ao que ele escreveu? Só porque está na Bíblia?
Qualquer um poderia escrever e arrumar um jeito de fazer constar na Bíblia naquela época. E ele escreveu umas cartinhas medíocres para amedrontar algumas igrejas e aqueles que não conheciam o poder da mente e a força do pensamento positivo, coitados!
E aquelas igrejinhas (talvez já cantassem felizes “somos um pequeno povo mui feliz...”), sem saber dos excelentes métodos de crescimento de igrejas ( pobres gentes infelizes ),ficavam esperando que as pessoas aparecessem do nada, apenas com o testemunho ridículo quando eram jogados às feras ou queimadas vivas.
Para que tanto sacrifício se poderiam viver muito mais tranquilas e crescerem através de uma boa estratégia de marketing e tomando posse do que era deles porque eram príncipes e princesas, cabeças e jamais caudas?!
Talvez seja por isso que alguns se dizem e são considerados apóstolos em algumas igrejas enormes; para corrigir tamanho equívoco provocado pela displicência do Apóstolo Paulo. Consideram, por certo, que o tal Apóstolo verdadeiramente caiu do cavalo pouco antes de morrer porque estava tonto com tantas exortações sem sentido.
Ainda há muitos erros que podem ser apontados por aqueles que querem acabar com a Igreja e serem usados pelo inimigo da Igreja para que a Igreja deixe de cumprir o propósito para o qual existe.
Se a liderança da Igreja que você é membro está pensando assim é hora de agir e mostrar o erro enquanto é tempo. Reúna-se com outros membros para conversar e agir, senão vocês experimentarão o que significa “uma abismo chama outro abismo!”

Fonte: http://henripib.blogspot.com/2009/08/erros-imperdoaveis-do-apostolo-paulo_04.html

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

VIVENDO MELHOR


Muitas vezes, só vivemos reclamando:

Da comida que está ruim, ou porque todo dia é a mesma coisa, e nos esquecemos que milhares de pessoas queriam poder se alimentar regulamente, porque a maioria não têm o que oferecer aos seus filhos, e muitos até morrem de fome.

Da roupa que, mesmo inteira, achamos que não está mais na moda, enquanto várias pessoas queriam ter pelo menos uma roupa velha e fora de moda como essas pra usar, pois não têm condições de comprá-las.

Da chuva, que as vezes dura alguns dias, e muitos queriam ao menos um sereno para molhar suas plantações e até mesmo matar a sede de sua família e de seus animais...
Da família, que às vezes acham que são pessoas chatas, que vivem pegando no seu pé, só porque se preocupam com você, enquanto que muitos foram abandonados e até perderam seus pais, outros estão em asilos e orfanatos, que queriam um pouco de carinho, atenção de seus familiares e não podem tê-los ao seu lado.
Da vida, apesar de mesmo não estando doente ou mesmo não nos faltando nada, enquanto muitos estão desenganados numa cama e desejariam viver ainda mais, para desfrutar da companhia da família, amigos... e muitos não têm essa oportunidade.
Ao invés de reclamar agradeça a Deus pelo que ele têm te dado e valorize o que possui, busque uma maneira de ajudar os mais necessitados, com certeza sua vida vai ganhar um brilho a mais.
AJUDE A AJUDAR OUTROS!!
Jesus te ama!
Presbítero Rodrigo Sanches
IP do Redentor

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Membros Cegos de Igrejas



Este artigo não é para os pastores liberais e que não têm o temor de Deus. É para as pessoas que participam como membros dessas igrejas e que apóiam esse tipo de pastor. A primeira coisa que observo é que muitos seguidores desses falsos pastores são elas próprias pessoas não-salvas. Elas participam da igreja apenas para ouvirem palavras agradáveis, por razões sociais, ou para fazer contatos nos negócios. Esse tipo de pessoa merece um lobo transigente como pastor.

Entretanto, existem algumas pessoas do povo de Deus que participam de igrejas em que o pastor é um dos tipos de personagem descritos neste artigo. Minha pergunta a você é: Por que está ali apoiando esse tipo de homem? Sua lealdade deve ser para o Senhor Jesus Cristo. As igrejas aparecem e desaparecem, mas o Senhor Jesus nunca muda e é totalmente confiável. Se uma igreja ou um pastor é liberal e está caminhando longe de Deus, então é seu dever sair dela e procurar uma boa igreja para você e para sua família. Não permaneça nessa igreja, mas procure e encontre uma boa igreja que pregue a Bíblia. Dê ouvidos a esse conselho, pois é importante encontrar um lugar onde você possa ser abençoado e crescer em Cristo.

Infelizmente, muitas pessoas que fazem parte do povo de Deus parecem não se preocupar e acabam continuando com um falso pastor. Existe um ditado que diz: 'Ovelhas agem como ovelhas'. Aqui está um exemplo de algumas ovelhas cegas, sem conhecimento doutrinário. Visitei uma igreja para participar de uma reunião de oração e de estudo bíblico. Ouvi um missionário da congregação negar a divindade de Jesus Cristo. Adivinha? Ninguém, exceto eu se preocupou (incluindo o pastor assistente)! Levantei minha mão e confrontei aquela pessoa, enquanto todos os demais ficaram assistindo calados. Aquilo me deixou chocado, pois não pensava que seria possível em uma igreja 'cristã'... no entanto, aconteceu.

Estes versos aplicam-se a muitos membros de igrejas:
"Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis." [2 Coríntios 11:4].

Muitas pessoas sofrem (toleram, suportam) os falsos mestres e as falsas doutrinas. O pregador liberal, que procura agradar aos homens, põe o povo a perder e poucos se importam. O povo simplesmente senta-se nos bancos e meneia a cabeça, vai para casa, mas volta na semana seguinte, para receber mais.

Se você não é esse tipo de pessoa e seu objetivo é agradar a Deus e crescer em Cristo, sugiro que afaste-se desse tipo de pastor. Não os encoraje, não lhes ofereça nenhum suporte financeiro, e não vá à igreja deles. Não deixe de ir à igreja, mas procure uma que tenha um Pastor bom e que realmente ame a Deus.
Cristina Buaque Mello

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Pastoral de agosto


ONDE ESTÁ O LIVRAMENTO?
"Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás" (Sl 50.15).
Conta-se que dois navios, seguindo rotas opostas, chocaram-se em alto-mar. O acidente aconteceu por causa de um forte e espesso nevoeiro, que impedia por completo a visão de seus respectivos comandantes. Conseqüentemente, o naufrágio de ambos seria inevitável. Diante da trágica situação, os passageiros entraram em pânico. Assim, desesperados, aflitos e sem controle de suas próprias emoções, choravam e gritavam, enquanto buscavam lançar mão dos salva-vidas, na esperança de escaparem daquela situação.
Enquanto se desenrolava o alvoroço nas duas embarcações, um dos rádio telegrafistas emitia, consecutivamente e sem cessar, os sinais de S.O.S. anunciando que os dois navios estavam em sério perigo. As horas se arrastavam, e os navios afundavam lentamente, centímetro a centímetro; até que, subitamente, depois de tanta aflição e desespero, o nevoeiro se dissipou. Que extraordinária e gloriosa surpresa! Em torno dos dois navios acidentados, havia mais de meia dúzia de outros navios, à espera do momento oportuno para poderem prestar o devido socorro aos passageiros angustiados e com poucas esperanças de se salvarem.
Queridos irmãos, muitas são as ocasiões em nossas vidas em que espessos e quase intransponíveis nevoeiros procuram impedir a nossa visão espiritual. Tais nevoeiros espirituais acontecem por força de nossas fraquezas, do desânimo que às vezes se abate sobre nós, do egoísmo, da inveja, da falta de amor e de confiança em Deus. Entretanto, isso ocorre com mais freqüência quando o ser humano passa pela cruz de Cristo, frio, indiferente e sem a menor reação de culpa e arrependimento. Mas, felizmente, para muitos, um dia, os fortes raios do amor e da compaixão divinos desvanecerão o nevoeiro da indiferença, do egoísmo, do desamor e, enfim, de tudo o que impede a compreensão de infinito amor de Deus, despertando nos corações o reconhecimento do próprio estado de perdição. Deus representa esse socorro bem presente, nos momentos de angústia e tribulação.
Pecadores perdidos, sem Cristo e sem salvação, só podem encontrar livramento através da cruz. É triste observarmos o destino trágico de tantas vidas. Pessoas que lutam, angustiantemente, em busca de esperança e não percebem que tal esperança, vida abundante e livramento das cadeias do pecado já foram providenciados e se encontram bem perto de todos nós. É apenas uma questão de direcionamento, de visão e de compreensão do amor do Pai, sempre pronto a atender o clamor do homem aflito e sem a certeza da salvação. Basta, meus irmãos, olhar com fé para a cruz do Calvário.
No amor de Cristo,
Rev. Pedro Corrêa Cabral

terça-feira, 28 de julho de 2009

Não Cremos na Dor sem Deus


Sempre lembramos de Atos como um livro que descreve um Deus que intervém sobrenaturalmente. São línguas de fogo sobre os discípulos, coxos andando, demônios exorcizados, anjos socorrendo os apóstolos e, até, a sombra de Pedro transformada em instrumento de cura. Mas nem sempre era assim: Estêvão foi martirizado, Paulo preso e açoitado, discípulos fiéis mortos ao fio da espada e lançados aos leões. Além da nossa finita lógica e curta compreensão da história, entre milagres e tragédias, o Senhor Jesus era glorificado e a igreja avançava.
A expectativa do povo de Deus é sempre ver a resposta do Senhor em meio ao sofrimento. Mas Atos mostra-nos uma verdade aplicável ao nosso dia-a-dia: nem sempre Deus intervém sobrenaturalmente. Porém Ele não deixa de ser o Senhor da situação. Em face da tragédia pessoal, somos convidados a compreender que é preciso olhar além da vida e entender que o projeto maior de nossa existência — glorificar a Deus — não pode ser revogado.
O sofrimento possível
Em Atos 8, Lucas relata que “levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém” (v. 1) e escolhe o termo grego diogmos para definir “perseguição”. Distintamente de efistamai (ataque), a expressão diogmos está ligada ao sofrimento físico: causar dores, fazer sofrer, punir com sofrimento. A igreja experimenta de forma violenta o amargo sofrimento, e Lucas descreve este diogmos: o sepultamento de Estêvão, a prisão dos fiéis e a dispersão. Mas, inspirado, ele vai além. Ao mencionar o martírio de Estêvão (v. 2), relata que houve um grande “pranto”, usando o termo kopeton, que pode ser lido literalmente como “bater no peito”, e indica o sofrimento emocional, a dor da alma, o choro inconformado do coração. Ao lado de diogmos, apresenta um sofrimento físico (fuga, prisões, martírio e espancamentos) e emocional (medo, insegurança, saudade e depressão). O historiador afirma ainda que Saulo “assolava” a igreja (v. 3), utilizando elumeinato. Este termo, derivado de lumaino, aponta para uma assolação (destruição) não apenas física e emocional, mas também espiritual. É o mesmo termo usado em João 10.10, em que lemos que o diabo veio roubar, matar e “destruir”.
O primeiro relato de Atos 8 é surpreendente: descreve a igreja sofrendo forte ataque físico (diogmos), emocional (kopetos) e espiritual (lumaino). O contexto não centraliza a igreja, mas sim o ataque a ela perpetrado, o esquema maligno do qual a comunidade de Jesus era alvo, a oposição sobre-humana que atacava o corpo, fazia doer a alma e tentava solapar a fé. A igreja sofria.
O sofrimento continua presente entre o povo de Deus hoje. A violência impera na família, vidas são ceifadas em trágicos acidentes, a enfermidade não abandona o corpo, o desemprego e as dívidas tiram o sono, a depressão se abate profusamente sobre a alma, e a fé é provada no fogo. Mas a fidelidade do Pai mostra-nos que, no mais terrível sofrimento, Ele continua sendo Deus, nunca se ausenta. Mesmo quando silencia, no momento em que preferiríamos um poderoso e miraculoso grito, Ele continua sendo Pai e Senhor. Quando Deus se cala é preciso olhar além da vida, em total dependência, e crer que Ele é maior do que os homens.
Cantamos um hino aqui em Gana que diz:

Não vivemos para celebrar o sofrimento;
Nem também para chorar;
Mas quando ele vier choraremos;
No sofrimento há Deus;
Não cremos na dor sem Deus,
Não cremos na dor sem Deus.
O Deus do impossível

Mas existe o outro lado da moeda, que nos incita a esperar contra a esperança e crer no Deus dos milagres. Entender o sofrimento como algo possível não implica em perdermos a expectativa de ver Deus abrir os céus e agir. Geneticamente, na linguagem da fé, nascemos em Cristo com a tendência de crer no impossível.
Voltando a Atos 8, vemos que a igreja sofria pois “foram dispersos pelas regiões de Judéia e Samaria” (v. 1); “Entrementes os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (v. 4). Mesmo no sofrimento, Deus faz a história caminhar para glória do seu nome e o avanço da sua igreja.
O evangelho sofre com o martírio de Estêvão, homem cheio do Espírito Santo (v. 2). Cai um grande líder e incansável pregador. Mas Deus levanta Filipe, também cheio do Espírito, que “descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo” (v. 5).
Muitos são arrastados e encarcerados após o grande pranto sobre Estêvão, a igreja se dispersa e a violência assola famílias inteiras (v. 3). Tristeza e melancolia era o que se esperava, mas no final “houve grande alegria naquela cidade” (v. 8). Deus faz o impossível no corpo, na alma e na fé do seu povo.
Em nossa vida, Deus nunca será surpreendido. A despeito do possível caos, das inúmeras derrotas, do vazio no coração, da falta de fé, da ausência de respostas, Deus nunca foi nem jamais será surpreendido pelo que possa nos roubar a expectativa de um dia voltarmos a ser felizes. Ele detém o direito autoral de escrever cada capítulo da nossa existência. É soberano e tem o domínio da nossa história, mesmo quando se cala.
Mas Deus não somente se cala. Ele também fala. Por isso, perante qualquer obstáculo, devemos crer que o Deus dos impossíveis pode fazer o impossível acontecer.
Mesmo quando o sofrimento vem, Deus permanece no controle de tudo e, portanto, no controle do nosso sofrimento. Olhar além da vida é olhar para o projeto maior na mente do Senhor, é reconhecer que Deus é maior que o homem, que a sua glória importa mais do que a nossa. Como diz o cântico, não cremos na dor sem Deus.
Ronaldo Lidório

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Diamantes e Zirconita


Até Para um Joalheiro Pode Ser Difícil Distinguir
Alguns anos atrás, uma das cadeias de lojas de departamentos na nossa região usou uma engenhosa estratégia de marketing — eles vendiam "cubos de gelo" plásticos contendo água e dentro de um dos cubinhos havia uma zirconita. As pedras eram virtualmente invisíveis na água congelada e não era possível identificar o tamanho ou a lapidação delas. O consumidor interessado pagava um preço módico pelo cubo de gelo que continha a imitação de um diamante, mas a propaganda dizia que um dos cubos era premiado e continha um diamante real, avaliado em algumas centenas de dólares. Como as imitações eram boas e o preço módico, minha mulher comprou um cubo e observei o joalheiro remover a água, revelando uma linda pedra multifacetada. Ela brilhava sob as luzes artificiais da loja e, tanto quanto pude ver, era tão bonita quanto um diamante real. Imagine minha surpresa quando o joalheiro não examinou a pedra usando uma lupa, o instrumento tradicional utilizado para aferir um diamante genuíno e suas características, mas em vez disso, utilizou um aparelho eletrônico de teste. Quando perguntei o motivo, ele me disse que era realmente a melhor forma de distinguir a imitação da pedra verdadeira! As diferenças em coloração podiam ser notadas usando-se uma lupa, mas as imitações eram literalmente perfeitas. Assim, para evitar enganos, ele usava um aparelho eletrônico de aferição.
Pensando sobre isso, observei que há um paralelo com a vida cristã. Satanás vem fazendo um trabalho de mestre, colocando falsificações entre as ovelhas. Elas parecem ovelhas, agem externamente como ovelhas, aparentemente acreditam serem ovelhas — e em muitas áreas até se sobressaem mais do que as verdadeiras ovelhas — mas apesar disso tudo, são falsas e não têm Jesus Cristo em seus corações como Senhor e Salvador. Esses cupins espirituais causam muitos danos ao corpo de Cristo, por causa de seus raciocínios carnais e da resistência à liderança do Espírito Santo na vida da igreja. A epidemia de divisões de igrejas que ocorreu nos últimos anos deve nos dar uma indicação da conseqüência desse câncer espiritual no nosso meio. Um pouco de joio entre o trigo é inevitável, mas grande parte dele poderia ser evitado se o povo de Deus simplesmente utilizasse o "instrumento especial" que Ele nos oferece. Somos continuamente exortados na Palavra de Deus a ficar de guarda contra aqueles que querem nos enganar com palavras fingidas (2 Pedro 2:3) — usando-nos para atingir seus objetivos sociais e políticos. Na Bíblia, o próprio Senhor, bem como os apóstolos, disseram que isso aconteceria e que pioraria ainda mais no fim da época da igreja. É por isto que Cristo disse: "Pelos seus frutos os conhecereis." O exercício constante e persistente do discernimento e da vigilância espiritual é o instrumento de teste que Deus nos deu para nos permitir separar o genuíno do falso. E a prática bíblica da separação é a cura!
Nossas igrejas e pastores tornaram-se tão obsessivos com o jogo dos números que literalmente aceitam qualquer pessoa que afirme ter uma experiência de salvação. "Sim, pastor, aceitei a Cristo como meu Salvador e estou pronto para ser batizado e jogar vôlei na quadra da igreja. Quando será a próxima reunião de sociabilidade?" é a atitude de muitos dos novos "convertidos". Mas, enquanto eles aparecerem ocasionalmente nos cultos e contribuírem com dízimos e ofertas, seus nomes estarão no rol de membros e ajudarão a aumentar o ego do pastor, que pensa estar "edificando uma igreja". O que, a propósito, não tem base bíblica alguma, pois o Senhor disse em Mateus 16:18 que Ele edificará sua igreja:
"Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela."
Logicamente, a pedra (petra, no original grego), refere-se ao próprio Senhor Jesus Cristo, não ao apóstolo Pedro, como afirma a Igreja Católica (e seus teólogos sabem muito bem o jogo de palavras que ocorre aqui no texto grego original entre petra e petros).
Como já mencionei em outros artigos, muitos pastores passam noites acordados tentando imaginar novos esquemas de atrair mais pessoas às igrejas, para que possam evangelizá-las e alcançar os alvos numéricos. Mas eles estão realmente sendo pescadores de homens ou estão fazendo o papel de trouxas? Isso me faz lembrar a história que aconteceu com um velho pastor. (É uma história verídica que me foi contada por um colega pastor.) Esse velho pastor morava em uma pequena cidade rural de apenas 150 habitantes e quase todos eram membros da igreja. Bem, com o passar do tempo, ele ficou desanimado, pois sua igreja não estava experimentando o tipo de crescimento que os gurus especialistas dizem que uma igreja deve ter. A pequena igreja desse velho pastor tinha o mesmo número de pessoas há vários anos e os únicos convertidos batizados eram os filhos dos membros, de modo que ele estava perplexo com a situação. No entanto, fez o que deveria: começou a orar sobre o assunto, pedindo a orientação de Deus. Um dia, ao dirigir até o armazém, observou que um cachorro grande tinha sido atropelado e seu cadáver ficara estendido ao lado da estrada. Como ele não sabia quem era o dono do animal, ao chegar em casa, comentou o fato com sua mulher. Mas, como ela também não sabia de quem era o cachorro, ele acabou se esquecendo do assunto. No entanto, alguns dias depois, ao passar novamente por aquele local, notou que o corpo do pobre animal ainda estava lá, começava a mostrar sinais de putrefação e estava visivelmente maior, mais inchado. Então, subitamente, ocorreu na sua mente que o problema com a igreja podia ser explicado por essa analogia. O cachorro grande tornara-se maior ainda, mas estava morto por dentro! Essa poderia ser a descrição da sua igreja?
Em toda a parte, os púlpitos de muitas igrejas estão sendo ocupados por pastores zirconita e eles estão encantando as multidões com seu charme, carisma pessoal e seus sermões sobre o amor e suas lições de Psicologia "sinta-se bem consigo mesmo" — mas lembre-se das graves palavras que Jesus disse logo após "Pelos seus frutos os conhecereis":
"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade." [Mateus 7:21-23].
Dentro do contexto, esses versos estão falando dos "falsos profetas" — "lobos em pele de ovelha" (verso 15) — e referem-se aos pregadores apóstatas e não-salvos durante esta Época da Graça. Observe que esses homens (e atualmente, muitas mulheres) "profetizam" em nome de Cristo. Originalmente, isso significa anunciar a literal Palavra de Deus, que podia não ser conhecida por nenhum outro meio — como era feito pelos profetas do Antigo Testamento. No entanto, nos dias atuais, com o cânon do Novo Testamento completo, os pregadores ainda expõem a literal Palavra, mas ela já foi revelada em sua totalidade. Assim sendo, cada cristão individual é responsável por conhecer se um pregador está anunciando a verdade da Palavra ou não! Se ele vem com algo novo ou que não parece exatamente correto, as pessoas que estão sentadas nos bancos devem fazer uma verificação, porque como ser humano, o pastor está sujeito a erros. Quando dizemos "amém", estamos concordando com o que foi dito; portanto, tenha certeza absoluta daquilo com o que está concordando. Além disso, precisamos exercer o discernimento espiritual e atentar para as ações dos pastores e dos outros irmãos na igreja, porque as ações sempre falam mais alto do que as palavras.
Observe que os indivíduos referenciados pelo Senhor também expulsam demônios em nome de Cristo e operam muitas maravilhas, mas não estão entre o número de seus eleitos. Esse fato soberbo é a razão pela qual imploro com aqueles que insistem em enfatizar os "sinais e maravilhas" para se acautelarem! Os milagres realizados nos ministérios dos apóstolos e evangelistas na igreja primitiva tinham o propósito específico de autenticar a mensagem que estava sendo pregada. Uma vez que o cânon das Escrituras ficou completo, esses sinais e maravilhas não são mais necessários e cessaram de ocorrer. Aquilo que passa como sinais e milagres hoje (falar em línguas, curar, etc.) foi "redescoberto" somente no início do século 20 e deve ser encarado com a máxima cautela. Deus pode dar a um de Seus servos a capacidade de falar em um língua estranha que a pessoa nunca estudou antes? Certamente que sim. Deus pode dar a um de Seus servos a capacidade de orar em "línguas celestias"? Certamente. Mas a pergunta mais importante é, "Ele ainda faz isso atualmente?" Não quero parecer irreverente, mas minha próxima pergunta sobre o que se refere à prática desses "dons" na atualidade é: O que eles fazem de bom pela causa de Cristo? O propósito certamente não pode ser ainda validar a autenticidade da mensagem que está sendo pregada, como era o caso originalmente. Tudo o que Deus quer que saibamos está incluído na Bíblia e qualquer conhecimento revelado a alguém que fala em línguas — além do que já está revelado na Bíblia — viola as proibições dadas em Deuteronômio 4:2 e Apocalipse 22:18-19 sobre o acréscimo ou diminuição da Palavra de Deus! Aqueles que insistem serem profetas inspirados nos dias atuais precisam considerar essa verdade básica. Novamente, digo a todos: acautelem-se!
Lembre-se que a zirconita é muito parecida, mas não é diamante genuíno. Milhões de "cristãos" hoje estão absorvendo entusiasticamente qualquer coisa que seja supostamente espiritual e envolvendo-se em práticas carnais e que desonram o nome de Jesus Cristo, sob o disfarce de adoração. Os mascates religiosos estão ficando podres de ricos com as manias evangélicas, provendo aquilo que parece fazer sentido às naturezas depravadas, mas que na realidade não têm base nas Escrituras. As velhas e preciosas doutrinas bíblicas estão sendo totalmente ignoradas e "coisas aprazíveis" (Isaías 30:10) estão sendo pregadas para agradar aos mortos espirituais. Cegos estão guiando outros cegos (Mateus 15:14 e 23:16) e estão ficando perigosamente próximos do abismo eterno. Estamos obviamente vivendo em um tempo de crescente apostasia que, sem dúvida, culminará na apostasia total que ocorrerá simultaneamente ao aparecimento do Anticristo. [2 Tessalonicenses 2:1-12].
Qual é a resposta correta a tudo isso, se você reconhece que essa é a nossa situação? A resposta encontra-se em 2 Coríntios 6:14-18, que diz assim:
"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor, o Todo-Poderoso."
O povo de Deus precisa desesperadamente sair de qualquer igreja que tenha se desviado do caminho espiritual correto em que antes militava, e procurar a companhia de outros cristãos que queiram adorar a Deus em espírito e em verdade. A igreja primitiva reunia-se nas casas e, sinceramente, acredito que essa pode ser a única alternativa viável para muitos cristãos nos dias atuais. Freqüentemente, algumas pessoas me escrevem pedindo a recomendação de uma igreja e fico entristecido porque não posso mais recomendar genericamente uma denominação e somente posso recomendar algumas poucas igrejas que conheço pessoalmente, devido aos desvios doutrinários que estão ocorrendo em toda a parte. A maioria daqueles que são mais conservadores e fundamentalistas em suas crenças está envolvida em planos, programas e/ou música carnal e mundana no serviço de louvor — tudo de acordo com o plano de favorecer o jogo dos números e sem qualquer base bíblica. Amados, nossas igrejas devem ser centros de adoração ao Senhor e não clubes sociais voltados para o atendimento às vontades dos potenciais convertidos/membros. Não se engane sobre uma coisa: Deus vai salvar Seu povo de seus pecados e, contrariamente à opinião popular, não precisa que façamos o trabalho para Ele! Testemunhar e evangelizar são privilégios e aqueles que forem fiéis nessas atividades receberão galardões no céu, mas é Deus quem salva, não nós. Nunca houve e nem nunca haverá alguém que tenha sido "convencido por palavras humanas" a receber Jesus Cristo como Salvador. Não, eles ou respondem à mensagem sobrenatural do evangelho e crêem, ou não. É simples assim. Não é uma questão de entender mentalmente, mas de ter seu coração quebrantado pelo próprio Deus e esse fato está sendo negligenciado pela maioria das igrejas e pastores atualmente. Milhões estão aprendendo a "como testemunhar" e "como ganhar almas para Cristo", como se fossem meras técnicas que podem ser aprendidas para produzir resultados. Que Deus nos perdoe! Estamos com nossos olhos vendados e nos tornamos zelotes sem base bíblica, enchendo nossas igrejas com joio.
Um dia em breve — e acredito que será realmente em breve — os habitantes deste mundo serão confrontados com acontecimentos e personalidades destinados a abalá-los profundamente. Se os cristãos da Época da Igreja estarão entre esses habitantes ou não, é algo que pode ser questionado, dependendo do momento exato em que ocorrerá o arrebatamento. Entretanto, de qualquer forma, quando o Anticristo aparecer na cena mundial, operando "sinais e maravilhas da mentira", multidões daqueles que meramente professavam serem cristãos afluirão a ele, tomados por grande reverência. Alguns concluem erroneamente que os eleitos da época da igreja estarão na terra, por causa das referências aos eleitos em Mateus 24:24, mas o termo "eleitos" refere-se a todos os que foram escolhidos em Cristo antes da fundação do mundo. [Efésios 1:4] Assim, imediatamente após o arrebatamento, haverá muitos eleitos na Terra, que serão salvos durante o período da Tribulação. Em minha opinião, esses são os eleitos referenciados pelo Senhor. Além disso, muitos estudiosos acreditam que o número de salvos durante a Tribulação será até maior que o número de salvos durante a Época da Igreja, por causa da passagem em Apocalipse 7:9-14, que diz assim:
"Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma grande multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas mãos... E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro."
Você e aqueles com quem adora estão entre os eleitos de Deus? Se você sabe sinceramente que é um dos eleitos mas tem dúvidas sobre os outros, deve pensar seriamente em afastar-se do meio deles e buscar a vontade de Deus sobre onde Ele quer que você o sirva. A norma na igreja primitiva eram os grupos pequenos de cristãos que se reuniam nas casas e, para preservar qualquer semelhança na reverência e piedade, parece que isso voltará a ser necessário para muitos de nós hoje. Lembre-se do que o Senhor disse em Mateus 18:20
"Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles."
Pr. Ron Riffe

sábado, 30 de maio de 2009

A RENDIÇÃO DE UM HOMEM A DEUS


O Deus que escolhe soberanamente, ama incondicionalmente, também chama irresistivelmente. Deus escolheu Jacó antes dele nascer. Amou-o apesar de seus desvios e salvou-o gloriosamente. Vejamos os passos dados por Jacó em resposta a obra de Deus na sua salvação.
O reconhecimento da necessidade da salvação (Gn 32:26)
Jacó se agarra a Deus e diz: “eu não te deixarei ir se tu não me abençoares”. Ele tem dinheiro, tem família, tem o direito de primogenitura, mas agora ele quer Deus. Sua maior necessidade é de Deus. Jacó sem Deus é nada. Jacó sem a bênção de Deus é vazio. Jacó agora tem pressa para ser transformado por Deus. Ele ora com intensidade, com senso de urgência. Ele não pode perder a oportunidade. Ele anseia por Deus mais do que por qualquer outra coisa na vida.
O choro do arrependimento (Os 12:4)
Jacó agora tem o coração quebrantado. Ele agarra-se a Deus com senso de urgência e com os olhos molhados de lágrimas. Jacó se quebranta, se humilha, chora e reconhece que não pode mais viver sem um encontro profundo e transformador com Deus. Como Pedro, Jacó chora, o choro do seu arrependimento. Ele instou com Deus em lágrimas. Ele pediu a bênção de Deus com pranto. Seus olhos estão molhados e sua alma ajoelha diante do Senhor. E por que Jacó chora? O que ele pede com tanta urgência e com tanta sofreguidão? Ele não pede coisas. Ele pede que Deus mude a sua vida. Ele quer Deus e quer vida nova!
Uma confissão necessária (Gn 32:27)
Quando Deus lhe perguntou: “Qual é o teu nome?” Ele respondeu: “Jacó”. Aquela não foi uma resposta, mas uma confissão. O nome Jacó significa suplantador, enganador. Jacó não podia ser transformado sem antes reconhecer quem era. Ele não podia ser convertido sem antes sentir convicção de pecado. Ele não podia ser uma nova criatura sem antes reconhecer que era um enganador, um suplantador. A história de Jacó era crivada de engano e mentira. Ele tinha nome de crente, mas ainda não era salvo. Jacó era um patriarca, ele conhecia a aliança de Deus. Ele tinha as promessas de Deus, mas Jacó não vivia como um filho de Deus. O engano era a marca da sua vida. Seu nome era um espelho da sua vida. Seu nome era aquilo que ele era e vivia. Mas, agora, ele abre o coração. Ele admite o seu pecado. Ele toca no ponto de tensão, no nervo exposto da sua alma. Qual é o seu nome? Quem é você? É hora de você depor as armas. É hora de você deixar de resistir o amor de Deus. É hora de você confessar não apenas o que você faz, mas quem você é, a fim de que você também seja salvo!
A contemplação de Deus (Gn 32:30)
Até este tremendo encontro, Deus era apenas o Deus de seu avô Abraão e de seu pai Isaque, mas agora Deus passa a ser conhecido como o Deus de Jacó. Jacó tem os olhos da sua alma abertos. Ele vê a Deus face a face. Jacó tem seus pecados perdoados, sua alma liberta, seu coração transformado, sua vida salva. Tudo se fez novo na vida de Jacó.
Um futuro abençoado (Gn 32:31; 33:4)
Depois de ter vivido uma vida inteira de trevas, o sol nasceu para Jacó e a luz brilhou no seu caminho. As trevas ficaram para trás. Tudo se fez novo na vida dele: um novo coração, uma nova mente, uma nova vida. Ele saiu manquejando, mas sua alma estava livre! Esaú deve ter lhe perguntado: “Por que você está manquejando Jacó?” - Jacó deve ter respondido: “Ah! Meu irmão, Deus me salvou. Hoje eu sou um novo homem, tenho uma nova vida! Aquele velho Jacó morreu e foi sepultado no vau de Jaboque. Agora sou uma nova criatura. O sol nasceu para mim!” Deus transformou o ódio de Esaú em amor; o medo de Jacó em alegria. E aquele encontro temido, que prenunciava uma briga, uma contenda, uma guerra, transformou-se numa cena de choro, abraços, beijos e reconciliação. Deus transforma a nossa vida completamente. Ele nos reconcilia com os nossos inimigos. Ele alivia o nosso coração da culpa e do medo!
Rev. Hernandes Dias Lopes.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Vazio de domingo à noite?


Li certa vez o anúncio de um refrigerante, de página inteira, que dizia assim: “Preencha o vazio de domingo à noite”. Na foto, uma apetitosa pizza, com a garrafa do refrigerante ao lado.
E fiquei pensando: se eu tivesse nascido crente em Jesus Cristo não teria compreendido aquele anúncio. Afinal, domingo à noite é a parte mais agradável, mais edificante, mais “cheia” da semana! É domingo à noite que eu tenho a oportunidade de estar com os meus irmãos de fé, numa comunhão espiritual alegre e descontraída. É domingo à noite que eu adoro o meu Pai celestial num culto coletivo, com hinos, testemunhos e, acima de tudo, com a pregação da palavra de Deus. É domingo à noite que eu tenho o enorme prazer de ver eventuais convidados meus e de outros irmãos chegando à igreja, mostrando interesse nas coisas do alto. Vazio de domingo à noite???
Mas eu não nasci crente. E até os 24 anos, sabia muito bem o que era o vazio de um domingo à noite – meio sombrio, angustiante, solitário (mesmo estando acompanhado). O peso de uma vida sem rumo, provisoriamente aliviado na sexta-feira com a perspectiva de um agitado fim de semana, voltava a sufocar o meu coração nas noites de domingo.
Até que um dia esse vazio foi totalmente preenchido – não por um pedaço de pizza e um gole de refrigerante – mas pelo próprio Espírito Santo que se alojou para sempre no meu íntimo. Que plenitude!
De vez em quando gosto de ir a um restaurante depois do culto noturno de domingo. E ali de fato posso saciar o estômago. Mas o vazio existencial, de espírito, esse não existe mais. Saio da igreja muito bem alimentado pelo Pão da Vida…
Mauro Clark

terça-feira, 19 de maio de 2009

Comunidade, uma qualidade do coração


A palavra comunidade tem várias conotações, algumas positivas, outras negativas. É a comunidade que nos leva a experimentar a segurança do pertencimento, a compartilhar a mesa, a estabelecer alvos comuns, viver alegres celebrações e usufruir do amor carinhoso e perdão dos irmãos e irmãs. Porém, é também na comunidade que sofremos a dor do sectarismo, dos grupos fechados, do isolamento, da intolerância e da incompreensão, do perdão negociado, das frustrações afetivas.

Todos nós temos expectativas distintas do que é uma comunidade e do que significa viver em comunidade. O mesmo espaço comunitário pode representar alegria e esperança para uns, e aflição e frustração para outros. No entanto, tenho observado que ser comunidade é, antes de tudo, uma qualidade do coração. Ela nasce e cresce primeiro em nós, é fortalecida pela consciência de que vivemos, não para nós mesmos, mas para os outros. Ela é o fruto da nossa capacidade de fazer do interesse dos outros, algo mais importante do que os nossos próprios interesses. A questão, porém não é: como podemos criar uma boa comunidade, mas, como podemos desenvolver e nutrir corações mais dadivosos?

Muitas vezes, nos iludimos em pensar que podemos encontrar uma boa comunidade, considerando apenas os programas e as atividades que ela organiza e a forma como podemos entrar e participar destas atividades. Porém, cedo ou tarde, descobriremos que aquilo não é bem a comunidade de que precisamos. A comunidade nasce quando as pessoas aprendem a repartir suas vidas umas com as outras, quando se importam umas com as outras. A artificialidade faz com que a comunidade exista apenas nos momentos em que seus programas mantêm seus membros entretidos. Uma vez cessado o barulho e a agitação, as pessoas se perdem no vazio de sua solidão. A experiência comunitária é aquela que nos leva a aproximar do outro pelo que ele é e não pelo que faz ou possui. É uma disposição do coração.

O Rubem Alves conta uma pequena estória que nos ajuda a compreender a natureza da comunhão. Trata-se de uma lenda oriental que diz: "Havia uma árvore solitária que se via no alto da montanha. Não tinha sido sempre assim. Em tempos passados a montanha estivera coberta de árvores maravilhosas, altas e esguias, que os lenhadores cortaram e venderam. Mas, aquela árvore era torta, não podia ser transformada em tábuas. Inútil para os seus propósitos, os lenhadores a deixaram lá. Depois vieram os caçadores de essências em busca de madeiras perfumadas. Mas, a árvore torta, por não ter cheiro algum, foi desprezada e lá ficou. Por ser inútil, sobreviveu. Hoje ela está sozinha na montanha. Os viajantes se assentam sob a sua sombra e descansam. Um amigo é como aquela árvore. Vive de sua inutilidade. Pode até ser útil eventualmente, mas não é isto que o torna um amigo. Sua inútil e fiel presença silenciosa torna a nossa solidão uma experiência de comunhão. Diante do amigo sabemos que não estamos sós. E alegria maior não pode existir."
Ricardo Barbosa

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Não Quero Espetáculo, Quero Jesus!


Lucas 23.8-9 — Herodes, vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito; esperava também vê-lo fazer algum sinal. E de muitos modos o interrogava; Jesus, porém, nada lhe respondia.
Esta é uma das muitas passagens bíblica que nos mostra que nem sempre uma alegria exterior expressa a verdadeira adoração, o louvor e a honra devidas ao Senhor Jesus.
Aqui temos o relato do momento em que Cristo estava sendo interrogado, um pouco antes de Sua crucificação.
Primeiro, Ele havia sido levado a Pôncio Pilatos que, tendo o examinado, resolveu enviá-lo a Herodes, que era o governador da Galiléia.
Reparem no texto, que Herodes, ao ficar diante de Cristo, demonstrou que “há tempos desejava vê-lo” e também “alegrou-se muito” quando viu o Mestre.
Na verdade, Herodes o tratou como se Jesus fosse um mágico e gostaria que Ele operasse um sinal.
Era um falso desejo. Era uma falsa alegria!
O que Herodes queria era um espetáculo de Jesus e que Ele demonstrasse o “Seus poderes miraculosos” para saciar seus desejos humanos.
Um fato parecido com este episódio ocorreu também com os apóstolos em Atos 8.5-19 — Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava. Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados. E houve grande alegria naquela cidade. Ora, havia certo homem, chamado Simão, que ali praticava a mágica, iludindo o povo de Samaria, insinuando ser ele grande vulto; ao qual todos davam ouvidos, do menor ao maior, dizendo: Este homem é o poder de Deus, chamado o Grande Poder. Aderiam a ele porque havia muito os iludira com mágicas. Quando, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim homens como mulheres. O próprio Simão abraçou a fé; e, tendo sido batizado, acompanhava a Filipe de perto, observando extasiado os sinais e grandes milagres praticados. Ouvindo os apóstolos, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João; os quais, descendo para lá, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo; porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados em o nome do Senhor Jesus. Então, lhes impunham as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo. Vendo, porém, Simão que, pelo fato de imporem os apóstolos as mãos, era concedido o Espírito Santo , ofereceu-lhes dinheiro, propondo: Concedei-me também a mim este poder, para que aquele sobre quem eu impuser as mãos receba o Espírito Santo.
Reparem que Simão começou a seguir os apóstolos depois que viu as manifestações de poder do Espírito Santo, e via a alegria do povo, e ficou impressionado com o fato de que, através da imposição de mãos dos apóstolos, os samaritanos recebiam o Espírito Santo.

Observem a semelhança:Herodes diante de Jesus Cristo e Simão diante dos apóstolos. O que eles queriam?
Eles queriam o espetáculo. Queriam satisfazer seus desejos humanos e impuros e pensavam que estavam diante de “mágicos” e não diante de Deus.
Amado irmão, sou crente e também gosto muito de sentir o mover do Espírito Santo. Fico maravilhado com os sinais e prodígios que também hoje são realizados no meio da Igreja de Cristo através do Seu poder.
Mas é necessário,antes de tudo isso, darmos o verdadeiro louvor e honra ao “dono dos sinais”. O que importa é Quem Jesus é, e não o que Ele pode nos dar.
Importa é reconhecer o Seu sacrifício na Cruz do Calvário que nos abriu a porta da salvação eterna.
Precisamos desejar vê-lo face a face e adorá-lo, independentemente de qualquer sinal, cura ou milagre.
Não podemos ser tão medíocres para desejá-lo por aquilo que Ele possa demonstrar para nós, mas sim pela Sua presença.
Ao nos aproximarmos Dele não podemos limitar nossa comunhão ao fato de sentirmos Sua presença, vermos ou recebermos algo Dele.
Só Ele nos basta. Não quero espetáculo. Quero somente a Jesus Cristo.
Amém

domingo, 3 de maio de 2009

Pastoral de maio


O Pastor
Tem sido para mim um grande privilêgio servir ao Senhor como ministro do Evangelho. Mas, embora o trabalho de um pastor seja satisfatório e gratificante, ele também envolve experiências extremamente difíceis, desencorajadoras e decepcionantes que podem esgotar a energia e frustrar os esforços até do mais dedicado servo de Deus.
Como bons soldados de Cristo, entretanto, os pastores, homens de Deus, continuam a sua tarefa, sem queixas, apesar da tentação de desistir e dizer: "Afinal, que proveito estou tendo com isso?"
Não é apenas o trabalho de pregar e as tarefas administrativas que sobrecarregam a energia e a resistência de um pastor, mas a fraqueza física e o esgotamento nervoso que podem resultar em relacionamentos tensos entre ele e a sua congregação.
A incapacidade de agradar aqueles a quem ele mais ama e a decepção de ser contrariado por aqueles dos quais ele depende para o apoio moral. Estas são algumas coisas que o levam, por vezes, a lançar as suas mãos para cima, em desespero. É triste dizer, mas muitas vezes parece que o pastor não consegue fazer nada certo. Independente de quão sincero ele seja, sempre existem alguns que estão prontos para encontrar falhas e criticar. Podemos descrever isso da seguinte forma:
• Se o pastor é jovem, não tem experiência; se o seu cabelo é branco, é velho demais para as pessoas jovens.
• Se tem cinco ou seis filhos, tem demais; se não tem nenhum, está dando um mau exemplo.
• Se prega com anotações, está usando sermões antigos e não tem mais energia para novos; se as suas mensagens são improvisadas com fala livre, não é suficientemente profundo.
• Se usa demasiadas ilustrações, está negligenciando a Bíblia; se não inclui histórias, não é suficientemente claro.
• Se condena o que é errado, começa a irritar; se não prega contra o pecado, eles reivindicam que ele está se comprometendo.
• Se prega a verdade, é demasiado ofensivo; se não apresenta "o conselho completo de Deus", é um hipócrita.
• Se falha em agradar a todas as pessoas, está ferindo a igreja e deveria deixar o seu cargo; se faz com que todos estejam felizes, ele não tem convicções.
• Se dirige um carro velho, está envergonhando a sua congregação; se compra um novo, está criando afeição pelas coisas materiais deste mundo.
• Se prega todo o tempo, a congregação se cansa de ouvir sempre uma só pessoa; se convida pregadores de fora, está se esquivando da sua responsabilidade.
• Se recebe um grande salário, é um mercenário; se o salário é pequeno, dizem que isto prova que ele não é digno de mais.
Agora, eu sei que estas colocações enfatizam a atitude geral em vários lugares. Parece que não faz muita diferença para onde você vai, ou que igreja você frequenta, sempre existe um grupo que dificulta a vida do pastor. Mesmo que ele esteja fazendo o melhor que pode para pastorear com fidelidade o seu rebanho, anelando pelas ricas bênçãos do Senhor para o seu ministério, e fazendo um esforço enorme para conseguir a aprovação da congregação como um todo, há sempre alguém que encontra uma falta, se opõe a ele pela suas costas, ou denuncia publicamente os seus atos.
No Evangelho de João, são ditas três coisas a respeito de João Batista que se aplicam a qualquer servo genuíno de Deus. Eu estou convencido de que, se cada membro da igreja guardasse na sua mente estas três coisas, muitas das dificuldades experimentadas na Primeirona, hoje, seriam evitadas. O apóstolo João escreveu:
— Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João. Este veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele. Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz (João 1:6-8).
Nestes versículos são mencionadas três coisas significativas sobre João Batista.
Primeiro, nos é dito que "houve um homem". Ele era um ser humano, sujeito às mesmas fraquezas e limitações como qualquer outra pessoa. João não era um anjo; não era uma criação sobrenatural; não era um emissário extraterrestre, vindo do trono de Deus. Mas como lemos no registro: "Houve um homem."
Segundo, lemos que "houve um homem enviado por Deus". Embora fosse um ser humano com limitações humanas, João se distinguia dos outros pelo fato de ter sido um escolhido. Ele era um homem "enviado por Deus."
Terceiro, nos é dito que "houve um homem enviado por Deus para que testificasse da luz". Ele veio para pregar a respeito de Cristo, a Luz do mundo. Esta era a missão de João Batista. O versículo 8 diz: "Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz". Desta passagem bíblica aprendemos as seguintes coisas sobre João Batista.
1. Ele foi um homem.
2. Ele foi um homem enviado por Deus.
3. Ele foi um homem enviado por Deus para testemunhar da luz.
Estas três coisas também podem ser ditas a respeito dos pastores que têm um chamado de Deus. Eles são homens, eles têm limitações humanas. São homens enviados por Deus, eles têm autoridade divina. São homens enviados por Deus para testemunhar da Luz, eles têm uma incumbência celestial. A sua tarefa principal é a de apresentar o Senhor Jesus, a Palavra viva, revelada na Palavra escrita. Se são leais à sua missão, eles vão pregar a Cristo. Como João Batista, devem "testificar da luz".
Por isso, guarde na sua mente, meu irmão, estas três coisas sobre este homem de Deus quando você pensar em seu pastor. Lembre-se, como homem ele tem falhas e limitações. Entretanto, como um homem com um chamado divino, deve ser tratado como um servo de Deus. E já que a sua missão é a de proclamar o Evangelho de Cristo, você deve a ele a sua cooperação e apoio em oração para ajudar a fazer com que o seu ministério seja o mais eficaz possível.
O que eu digo não se aplica a alguém que prega um outro evangelho, que rejeita a salvação pela graça, somente por meio da fé, ou que nega a divindade de Cristo, o Seu nascimento de uma virgem, a Sua vida perfeita, a Sua expiação pelos pecados, a Sua ressurreição literal dos mortos e a Sua volta. Alguém que não aceita estas verdades da Bíblia, nunca poderia ser chamado. Por isso, tenha cuidado com os líderes cegos que guiam outros cegos, nas outras igrejas que você, eventualmente, frequenta.
O nosso propósito em proclamar a Palavra de Deus é, como o de João Batista, o de "testificar da luz" e pregar a Cristo, o Salvador dos pecadores, a única esperança de um mundo perdido e morto em seus delitos e pecados.
Meditem, irmãos, sobre isso. Que a Primeirona do Tabuleiro ore pelo seu pastor, tenha complacência com ele e compareça com assiduidade aos cultos. No amor de Cristo,
Rev. Pedro Corrêa Cabral
(texto resumido e adaptado do livreto “O seu pastor e você” de Richard Haan, pastor da RBC)

domingo, 26 de abril de 2009

ESTOU FICANDO VELHO...


Não gosto dos sem terra. Dizem que isto é ser reacionário, mas não gosto de vê-los invadindo fazendas, parando estradas, ocupando linhas de trens, quebrando repartições públicas, tentando parar o lento progresso do Brasil.
Estou velho.
Não acredito em cotas para negros e índios. Dizem que sou racista. Mas para mim racista é quem julga negros e índios incapazes de competir com os brancos em pé de igualdade. Eu acho que a cor da pele não pode servir de pretexto para discriminar, mas também não devia ser fonte para privilégios imerecidos, provocando cenas ridículas de brancos querendo se passar por negros.
Estou muito velho.
Não quero ouvir mais noticias de pessoas morrendo de dengue. Tapo os ouvidos e fecho os olhos, mas continuo a ouvir e ver. Não quero saber de crianças sendo arrastadas em carros por bandidos, ou de uma menininha jogada pela janela em plena flor de idade. Ou de meninos esquartejados pelos pais por serem 'levados'...
Meu coração não tem mais força para sentir emoções. Sinto-me mais velho que o Oscar Niemeyer. Ele, velho como é, ainda acredita em comunismo, coisa que deixou de existir.
Eu não acredito em nada.
Estou cansado de quererem me culpar por não ser pobre, por ter casa, carro, e outros bens, todos adquiridos com honestidade, por ser amado por minha mulher e filhos, assim como pelos meus amigos mais íntimos.
Nada mais me comove... Estou bem envelhecido.
E acabo de cometer mais um erro! Descobri que ainda sou capaz de me comover e de me emocionar. O patriotismo de uma jovem de Joinville usando a letra do Hino Nacional para mostrar o seu amor pelo Brasil me comoveu.
Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal de ensino. O título recomendado pela professora foi: 'Dai pão a quem tem fome'. Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade. E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verdes amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo. Leiam o que escreveu essa jovem. É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico.
'Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar: O que houve, meu Brasil brasileiro? Perguntei-lhe!
E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas: Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo...
Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores.
Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes?
Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil.
Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula.
Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim.
Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais... Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz?
Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido.'
Mesmo que ela seja o último brasileiro patriota, valeu a pena viver para ler o texto. Por isso estou enviando para você.
De alguém que ama muito o Brasil.
Caio Fábio

sábado, 25 de abril de 2009

FERIADO DOS ATEUS


A Corte da Flórida estabeleceu um feriado para os ateus.
Naquele Estado Americano, um ateu abriu um processo contra os dias santos da páscoa cristã e da páscoa judaica. Ele contratou um advogado para questionar a discriminação dos ateus, pois os cristãos e os judeus observam essas datas sagradas.
O argumento era que, lamentavelmente, os ateus não tinham um dia reconhecido como santo deles. O caso foi levado ao juiz. Depois de ouvir a apaixonada defesa do advogado, o juiz bateu o martelo declarando: “Caso encerrado!”
Imediatamente, o advogado levantou uma objeção dizendo: “Meritíssimo, como pode V.Exª encerrar este caso? Os cristãos têm o Natal, a Páscoa e outros feriados. Os judeus têm a Páscoa judaica, o Yom Kippur e outros dias santos. Todavia, meu cliente e todos os outros ateus não têm sequer um dia feriado.”
O juiz inclinou-se em sua cadeira e disse: “Mas vocês têm. Seu cliente, advogado, é um tolo ignorante”.
Ao que o advogado replicou: “Meritíssimo, nós desconhecemos qualquer dia especial ou feriado dedicado aos ateus”.
O juiz disse então: “O calendário diz que o dia 1º de abril é o dia dos tolos. O Salmo 14.1 declara — Diz o tolo no seu coração: Não há Deus. — Assim, é opinião desta corte que o seu cliente diz que não há Deus. Logo, ele é um tolo. Desta maneira, o 1º de abril é o seu dia. A corte entra em recesso!”
Devemos amar um juiz que conhece as escritura. Amém.

Notícia traduzida por Pedro Corrêa Cabral

quarta-feira, 22 de abril de 2009

SERÁ QUE DEUS SENTE SAUDADES DOS DINOSSAUROS?


Raramente vi ou vejo alguém questionando a existência do homem.
Parece que é normal que o homemexista; e que um Universo sem homem seja um nada; e que tudo quanto tenha havido antes do homem não teve sentido; ou que tudo o que venha a existir depois dele — caso o homem aqui não esteja ou não mais seja — também exista sem significado.
Sim! Para o homem, até Deus, sem o homem, não tem sentido; posto que quem dá, de fato, — na visão mais honesta do homem — significado a Deus é o próprio homem.
Ora, se até Deus precisa se fazer Significativo em razão do homem, pois, entre Dinossauros, a Existência Divina devia ser um porre — então, havia anjos; mas, na visão dos homens, os anjos eram uns seres de aplauso, umas criaturas de contemplação, um auditório universal, um Estádio lotado para ver a glória.
Os anjos seriam um solene e divinamente robótico cordão de puxa sacos eternos.
Assim, com o homem, com sua divina criação, Deus se torna adulto e ganha Sentido. Porém, sem homem, Deus é um desperdício.
É isto que os homens devotos sentem; e é isto, por exemplo, que o Cristianismo ensina, ainda que com bela a invertidas palavras, mas que transmitem este espírito por mim aqui descrito até aqui.
Então, como o Deus de Deus é mesmo o homem, surge a Teologia [a Filosofia, a Psicologia, e todas as Ciências vieram como decorrência]; sendo que durante os últimos 1700 anos a Teo-logia, o estudo de Deus, era quem tinha o Direito Canônico de dizer como Deus ficaria melhor frente às novas demandas dos tempos, conforme a necessidade humana, ou dos reis, ou dos políticos, ou, sobretudo, conforme a necessidade de mutação de Deus de acordo com o capricho ou a ganância da “igreja”.
Então, com tamanho poder humano, Deus vai sendo redefinido pelo homem.
Deus gosta de ritos, dizem os sacerdotes. Mas não existem anjos.
Deus gosta de disciplina e moral, mas detesta gente que não tome banho antes de dormir.
Deus ama quem socorre aos pobres, mas acha tolice ficar fazendo orações.
Deus só se revela a quem sabe ler, pois, afinal, a Bíblia é a escrita Palavra de Deus.
Deus sabe quem vai se salvar e quem vai se perder, por isso é que ele me fez nascer no Ocidente da Terra, pra não perder tempo.
Deus não vai perder tempo com tudo, por isto, Ele deixa uns mortos de boa vontade vagando pelo mundo, para ajudar os que precisam.
Deus é poderoso demais para precisar de anjos, por isto, anjos não existem.
Deus não vai ser injusto comigo, que neguei todos os meus desejos e volúpias, no final salvando a todo o homem. Por mim o inferno tem que existir cheio dos outros que não fizeram como eu.

Se a gente for ver o que define a maioria das convicções das pessoas sobre Deus, o que sobrará é basicamente o seguinte:
Deus é a melhor conveniência do culto do homem a si mesmo, usando a idéia de Deus apenas para dar a si mesmo a segurança do Deus que, sem o homem e sem ser para o homem, não teria nenhum significado.

É um Deus quantificado...
Por isto, a maioria diz com toda pureza que “crê muito em Deus”.
Ora, esse era o “Deus” que Nietzsche disse que morrera.
Mas, infelizmente não morreu ainda...
Aliás, esse Deus somente morrerá quando Jesus voltar.
Até lá, enquanto o homem se achar o Significador da Existência, Deus existirá como concessão do homem, que dá a Deus o poder de ser o Todo-Poderoso que era Quem era, mas que não tinha o que fazer antes de haver homem.
Assim, o homem é o Personal de Deus!
Nele, que chora e ri de nossa idiotice, segundo se vê em Jesus,
Caio Fábio
19 de abril de 2009

sábado, 18 de abril de 2009

Não desista


"Um certo homem faliu nos negócios com 31 anos de idade. Foi derrotado numa eleição para o legislativo, com 32 anos. Faliu outra vez nos negócios aos 34 anos. Superou a morte da noiva aos 35 anos. Teve um colapso nervoso aos 36 anos. Perdeu outra eleição com a idade de 38 anos. Perdeu nas eleições do Congresso aos 43, 46 e 48 anos. Perdeu uma disputa para o Senado com 55 anos. Fracassou na tentativa de tornar-se presidente aos 56 anos. Perdeu uma disputa senatorial aos 58 anos. Aos 60 anos, Abraham Lincoln foi eleito presidente dos Estados Unidos."
Que experiência trágico-cômica, não? Mas aquilo que para muitos serviria como explicação suficiente para uma desistência, tornou-se o combustível de sua luta para superar seus obstáculos. Lincoln não desistiu!
Talvez em sua cabeça ele tenha trabalhado algo como tentativa em vez de fracasso. Seus sucessivos insucessos forjaram seu caráter e permearam uma visão diferenciada dos acontecimentos da vida. Aquilo que os historiadores chamaram de fracasso, Lincoln pode ter bem alcunhado como "mais uma tentativa". E as tentativas sempre nos ensinam poderosas lições.
O importante é que ele se manteve fiel ao seu sonho, a sua vocação. Sempre vale a pena lutar pelos nossos ideais mais apaixonantes! Sempre acharemos força para continuar quando o que está a nossa frente é algo de extremo valor para nós! Sempre venceremos o desânimo e o cansaço, o vento da síndrome do "não posso", quando focarmos nosso olhar para a nossa motivação e não para as circunstâncias adversas que por vezes nos cercam. Lembre-se que conquanto situações embaraçosas e inusitadas se apresentem a nós constantemente, tentando tirar o nosso fôlego, o "poder do direcionamento do pescoço" ainda pertence a nós. Em vez de olhar para o problema, focalize (direcione seu pescoço) para sua motivação, seu sonho.
Por fim, lembre-se que a perseverança é a virtude que permite que ingressemos na história. Porque Lincoln não desistiu, antes perseverou na realização de seu sonho, ele se tornou um dos maiores presidentes dos EUA. Seja o que for que esteja desmotivando você nesse momento, olhe para o exemplo de Lincoln e não desista!
"Confia no Senhor e os teus planos serão estabelecidos"
Sérgio Dusilek