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29 de nov. de 2008

Os cavalos de Jeremias


Se te fatigas correndo com homens que vão a pé,
como poderás competir com os que vão a cavalo?"
Jeremias 12:5

A vida em sua forma mais simples é um desafio; dependemos sempre dos outros. Se não fossem os cuidados maternos, não sobreviveríamos jamais aos nossos primeiros dias. Assim também, é natural que valorizemos a Deus, que nos sustenta hoje nas lutas da vida.
Jeremias, profeta do Senhor, homem especial aos Seus olhos, já sem fôlego na corrida com homens a pé, foi chamado a correr com os homens a cavalo. Mas quais eram os "cavaleiros" de Jeremias? Traição de família (v.6); perda de suas propriedades; destruição de suas plantações (v.10); o verde de sua mata transformado em deserto (v.11); semeando trigo, colhia espinhos (v.13); seu povo tornou-se devorador, como hienas; o exílio tinha tudo por perdido, já não cantava mais e suas as harpas foram penduradas nos salgueiros.
Como é duro o exílio! Falta o nosso cantinho, estamos entre estranhos, os costumes são diferentes: parecem agradáveis, porém, não o são. O PORÉM sempre modifica o que é bom. "Eles são felizes, porém escondem suas lutas. Como vivem alegres, porém não revelam a vergonha de suas vidas", e assim por diante. Jeremias ensina que se estamos cansados da corrida com os homens de hoje, amanhã correremos com os cavalos. Mas, como correremos, se já estamos fatigados de correr com os homens?
Talvez você tenha agora que enfrentar o poder de um "Nabucodonosor". A incompreensão, o exílio na fé, no amor, no trabalho, na igreja, na família... Os cavaleiros de Jeremias eram os seus desafios, e eles corriam, mas não o venciam. Por isso, na história de Israel, ninguém se comparou a Jeremias e a seu tempo.
Ânimo, alegre-se na fidelidade! O resultado da perseverança na luta pela vida vem na declaração de Jeremias 49:6: “Mas depois disto, restaurarei a sorte”. Confie no Senhor, espere no Senhor, e não haverá homens, nem correndo e nem a cavalo, que sejam tão velozes a ponto de tirar a doce vitória que o Senhor tem reservado para nós.

Presb. Ariovaldo Ferraz Arruda
Igreja Presbiteriana Independente de Londrina
24 de nov. de 2008

Gratidão


Na quinta feira, dia nove, entre uma reunião e outra, o empresário aproveitou para ir fazer um lanche rápido em uma pizzaria na esquina das ruas Yafo e Mêlech George no centro de Jerusalém. O estabelecimento estava superlotado. Logo ao entrar na pizzaria, Moshê percebeu que teria que esperar muito tempo numa enorme fila, se realmente desejasse comer alguma coisa - mas ele não dispunha de tanto tempo.
Indeciso e impaciente, pôs-se a ziguezaguear por perto do balcão de pedidos, esperando que alguma solução caísse do céu.
Percebendo a angústia do estrangeiro, um israelense perguntou-lhe se ele aceitaria entrar na fila na sua frente. Mais do que agradecido, Moshê aceitou. Fez seu pedido, comeu rapidamente e saiu em direção à sua próxima reunião.
Menos de dois minutos após ter saído, ele ouviu um estrondo aterrorizador. Assustado, perguntou a um rapaz que vinha pelo mesmo caminho que ele acabara de percorrer o que acontecera. O jovem disse que um homem-bomba acabara de detonar uma bomba na pizzaria Sbarro`s... Moshê ficou branco. Por apenas dois minutos ele escapara do atentado. Imediatamente lembrou do homem israelense que lhe oferecera o lugar na fila.
Certamente, ele ainda estava na pizzaria. Aquele sujeito salvara a sua vida e agora poderia estar morto.
Atemorizado, correu para o local do atentado para verificar se aquele homem necessitava de ajuda. Mas encontrou uma situação caótica no local. A Jihad Islâmica enchera a bomba do suicida com milhares de pregos para aumentar seu poder destrutivo. Além do terrorista, de vinte e três anos, outras dezoito pessoas morreram, sendo seis crianças. Cerca de outras noventa pessoas ficaram feridas, algumas em condições críticas.
As cadeiras do restaurante estavam espalhadas pela calçada. Pessoas gritavam e acotovelavam-se na rua, algumas em pânico, outras tentando ajudar de alguma forma.
Entre feridos e mortos estendidos pelo chão, vítimas ensangüentadas eram socorridas por policiais e voluntários. Uma mulher com um bebê coberto de sangue implorava por ajuda.
Um dispositivo adicional já estava sendo desmontado pelo exército.
Moshê procurou seu 'salvador' entre as sirenes sem fim, mas não conseguiu encontrá-lo. Ele decidiu que tentaria de todas as formas saber o que acontecera com o israelense que lhe salvara a vida. Moshê estava vivo por causa dele. Precisava saber o que acontecera, se ele precisava de alguma ajuda e, acima de tudo, agradecer-lhe por sua vida.
O senso de gratidão fez com que esquecesse da importante reunião que o aguardava. Ele começou a percorrer os hospitais da região, para onde tinham sido levados os feridos no atentado. Finalmente encontrou o israelense num leito de um dos hospitais. Ele estava ferido, mas não corria risco de vida.
Moshê conversou com o filho daquele homem, que já estava acompanhando seu pai, e contou tudo o que acontecera. Disse que faria tudo que fosse preciso por ele. Que estava extremamente grato àquele homem e que lhe devia sua vida. Depois de alguns momentos, Moshê se despediu do rapaz e deixou seu cartão com ele. Caso seu pai necessitasse de qualquer tipo de ajuda, o jovem não deveria hesitar em comunicá-lo.
Quase um mês depois, Moshê recebeu um telefonema em seu escritório em Nova Iorque daquele rapaz, contando que seu pai precisava de uma operação de emergência. Segundo especialistas, o melhor hospital para fazer aquela delicada cirurgia fica em Boston, Massachussets. Moshê não hesitou. Arrumou tudo para que a cirurgia fosse realizada dentro de poucos dias.Além disso, fez questão de ir pessoalmente receber e acompanhar seu amigo em Boston, que fica a uma hora de avião de Nova Iorque.
Talvez outra pessoa não tivesse feito tantos esforços apenas pelo senso de gratidão. Outra pessoa poderia ter dito "Afinal, ele não teve intenção de salvar a minha vida: apenas me ofereceu um lugar na fila ". Mas não Moshê. Ele se sentia profundamente grato, mesmo um mês após o atentado. E ele sabia como retribuir um favor.
Naquela manhã de terça-feira, Moshê foi pessoalmente acompanhar seu amigo - e deixou de ir trabalhar. Assim, pouco antes das nove horas da manhã, naquele dia onze de setembro de 2001, Moshê não estava no seu escritório no 101º andar do World Trade Center Twin Towers.
Testemunho do Rabino Issocher Frand
Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome. (Salmos 100:4)
20 de nov. de 2008

Prioridade


Pense nas suas prioridades – não aquelas que você afirma que são, mas aquelas que são apoiadas e alimentadas por seu tempo, seus pensamentos, suas ações e seus compromissos. Aonde, afinal, essas prioridades o estão levando? Em que você está se tornando em função delas?
A cada instante da sua vida você está fazendo um determinado esforço que o está levando a uma, ou a outra direção. A diferença não está tanto na quantidade de esforço; a diferença está, isto sim, na direção desse esforço. Falar com um cliente em potencial não exige maior esforço do que conversar com um amigo sobre o jogo de ontem à noite. No entanto, a longo prazo, os resultados podem mudar substancialmente.
Seja qual for a sua prioridade, você investirá nela tempo e esforço durante o dia de hoje. Escolha, portanto, as suas prioridades com sabedoria, e obtenha o máximo retorno possível do seu investimento.
Mas, sobretudo, priorize o Reino de Deus. Esta é a maior sabedoria do cristão. A Palavra de Deus nos diz — Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas (Mt 6.33).
Nélio da Silva
19 de nov. de 2008

A DECISÃO DE SERVIR A DEUS NA FAMÍLIA


Sua família é o maior patrimônio que você possui. Bens, diplomas e sucesso profissional perdem o significado para você sem a felicidade de sua família. Na verdade, nenhum sucesso compensa o fracasso da sua família. Não podemos construir nossa felicidade sobre os escombros da nossa família. Não é prudente alçarmos vôos solitários, fazendo carreira solo, deixando a família para trás. Não é coerente ser uma pessoa acessível para os estranhos e incomunicável dentro de casa. Não é racional sermos amáveis com os estranhos e truculentos dentro do lar. Não é consistente sermos piedosos na igreja e profanos no recesso da família. Nossa família precisa estar a serviço de Deus dentro e fora dos portões.
Há muitas famílias doentes e feridas. Há muitas famílias precisando de cura e restauração. Deus ama a família, pois a instituiu. Deus não abre mão da família, pois esta é uma agência do seu Reino na terra. Josué, o grande líder que substituiu Moisés e introduziu o povo de Israel na terra da promessa, deu testemunho diante de toda a nação que ele e sua casa serviriam ao Senhor (Js 24.15). A essas alturas, Josué tinha prestígio e bens, sucesso e fama, mas nenhuma conquista pessoal diminuiu seu propósito de consagrar sua família a Deus. Corremos o risco de priorizarmos outras coisas na família. Buscamos a prosperidade financeira. Cobiçamos o sucesso profissional. Investimos na formação intelectual dos nossos filhos. Disputamos o nosso lugar ao sol. Embora, essas bandeiras sejam legítimas, nada disso nos aproveitará se descuidarmos do principal, que é colocar nossa família no altar de Deus para o servirmos com alegria e fervor. De que maneira nós podemos servir a Deus na família?
1. Podemos servir a Deus na família através de relacionamentos orientados pelas Escrituras – Não podemos servir a Deus, sendo uma bênção para o mundo, se não somos um exemplo dentro de casa. O que somos no lar é o que refletimos no mundo. A nossa vida familiar é o alicerce do nosso testemunho para fora dos portões. Uma família onde o marido agride a esposa com palavras e atitudes; uma família onde a esposa não se submete ao marido, antes o trata com desprezo; uma família onde os pais provocam os filhos à ira e os tratam com amargura, deixando-os desanimados; uma família onde os filhos desonram os pais e rejeitam seu ensino e exemplo, não pode servir a Deus, nem ser luz para outras famílias. Precisamos de famílias que vivam em harmonia, que cultivem relacionamentos saudáveis, que andem segundo as balizas da própria Palavra de Deus.
2. Podemos servir a Deus na família através do abandono de práticas que desonram ao Senhor – O povo de Israel, ao entrar na terra prometida, começou a esquecer de Deus, a murmurar contra Deus e a imitar o culto dos povos pagãos. Entregaram-se à imoralidade e à idolatria. Capitularam a várias práticas pecaminosas e fizeram alianças perigosas que acabaram destruindo a própria nação. O pecado é sorrateiro e sutil. O diabo é um estelionatário, e o pecado é uma fraude. O pecado parece inofensivo e aparentemente apetitoso. Mas, aqueles que se rendem a ele, acabam prisioneiros e atados com grossas correntes. Uma família feliz é aquela que busca a santificação, que lança fora de sua casa aquilo que é abominável ao Senhor; que não põe diante dos seus olhos coisa imunda; que não introduz dentro de sua casa bens mal adquiridos; que não transforma o lar num ambiente de intriga, discussões amargas e maledicências sem fim. A família feliz ama a Deus e odeia o pecado. A família bem-aventurada abandona toda forma de mal e busca ansiosamente as coisas lá do alto, onde Cristo vive.
3. Podemos servir a Deus na família através da renovação de propósitos elevados que glorificam ao Senhor – Precisamos constantemente rever nossos conceitos e valores e ter coragem de mudar, buscando sempre realinhar nossa vida aos princípios da Palavra de Deus. Devemos restabelecer, na família, a prática do culto doméstico. Devemos manter sempre acesa, no altar da família, a chama da oração. Precisamos amar a Casa de Deus, tendo prazer de buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça. Devemos restabelecer, no lar, a prática do diálogo regado de compreensão e amor.Precisamos ser cautelosos nas críticas e pródigos nos elogios. Precisamos ter disposição para perdoar e jamais guardar mágoas no coração. Precisamos investir mais e cobrar menos. Precisamos fazer da nossa casa o melhor ambiente para se viver. Precisamos, à semelhança de Josué dizer: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15).
Rev. Hernandes Dias Lopes
15 de nov. de 2008

Dízimos e Ofertas


Lucas 21.1-4 — Estando Jesus a observar, viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio. Viu também certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas; e disse: Verdadeiramente, vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque todos estes deram como oferta daquilo que lhes sobrava; esta, porém, da sua pobreza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento.
O emprego que temos, a empresa que temos, ou qualquer outra fonte de renda que temos, foi Deus quem nos deu, por três motivos principais: nosso sustento, sustento da igreja e auxilio aos necessitados através da igreja.
O valor do nosso dizimo nunca é pouco demais, nem nunca é alto demais, ele é simplesmente 10% de tudo o que recebemos, não importando o valor que isso representa. Tal quantia não é nossa, mas sim de Deus. Temos, portanto, que devolve-la ao Senhor, para garantir os outros 90%.
Além de nossos dízimos, Deus também coloca, em nossos corações, outras quantias que devemos ofertar durante os cultos na igreja, quantia esta que é uma oferta de amor e que, por amor, deve ser respeitada.
Jesus, certa vez, observando as pessoas ofertarem no templo, viu pessoas ricas doando grandes somas de dinheiro, porém em quantia inferior a que Deus havia pedido. Ele também viu uma viúva pobre, ofertando duas moedas de pouco valor, porém essa oferta era até maior do que a que Deus lhe pedira. Comparando esses dois casos, Jesus disse: — Verdadeiramente, vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos (v.3) — O Senhor disse isso porque, para Deus, não importa o valor, mas sim a obediência.
Não existe dizimo alto ou baixo, oferta grande ou pequena, existe o que Deus espera de nós.
Oração:
Senhor Deus, eu desejo ofertar e dizimar na igreja a quantia que o Senhor espera de mim. Por isso peço que o Senhor me ensine a lhe ouvir, para que não faça segundo minha vontade, em nome de Jesus. Amém.
Fausto Lauriano de Almeida
11 de nov. de 2008

As perseguições


Inúmeras mensagens, estudos e livros têm abordado a vida de Jó, e de todos eles são tirados ensinamentos preciosos para a vida do cristão. Sua firmeza, integridade e retidão diante de Deus nos dão a certeza de que, mesmo diante de adversidades profundas, jamais o Senhor nos abandona.
“Os olhos do Senhor passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele”. (2Cr 16.9)
Percorremos os mais diversos caminhos, ao longo da vida cometemos erros, comemoramos conquistas, e Deus vê tudo isso.
Na verdade estamos, a todo instante, sob o olhar de Deus. Mesmo diante de atos que desagradem o coração do Senhor, estamos sob o olhar dEle. È preciso lembrar que o olhar de Deus não é um olhar ditador, idéia pregada durante a Idade Média, um olhar que soma erros para nos “castigar” depois. O olhar de Deus é amável, mas, sobretudo justo.
Porém, na nossa fraqueza, nos deparamos com algumas situações tão desgastantes a ponto de duvidar desse olhar atento do Senhor sobre a nossa vida. O sentimento da dúvida é pior do que o conhecimento da verdade. Muitas vezes a verdade abala, surpreende, mas a dúvida corrói, ela mantém a chama da esperança latente, não deixa as feridas cicatrizarem.
O mal entra nesse ponto. O diabo tenta, a todo instante, colocar em dúvida a integridade, a sinceridade, o temor, o amor de Deus por nós e o nosso relacionamento mútuo.
É por isso que, seguidas vezes, o pneu do seu carro fura sem nenhum motivo aparente, ou o carro é roubado, embora estivesse seguro no estacionamento, você sofre afrontas, é humilhado, enfim sofre o pior da maneira mais infeliz. Muitos se dizem acometidos pela famosa Lei de Murphy, que diz o seguinte: “Se alguma coisa pode dar errado, dará”.
E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível. Estamos todos sujeitos a essa lei, porém a grande diferença está na maneira como reagimos. Sua reação determinará o ponto máximo de sua integridade para com Deus.
“Embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Ef.6.16)
Nesse ponto, a história de Jó é um referencial de como proceder frente a essas difíceis situações. Ele foi provado por cerca de sete anos e não levantou uma palavra sequer de acusação contra Deus. Sua integridade e seu temor a Deus permaneceram intactos. Mesmo sendo instigado, Jó manteve-se íntegro e reto diante do Senhor.
Mantenha-se firme diante de Deus. A situação pode ser como um deserto, com sol escaldante durante o dia, e um frio insuportável ao cair da noite, mas não desista! Persevere!
“Não fosse o Senhor, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram conta nós, e nos teriam engolidos vivos, quando a sua ira se ascendeu contra nós...” (Sl 124.2-3)

Luciana Louzada
9 de nov. de 2008

Tente Outra Vez...


Em tempo de crise, até que o governo brasileiro “mandou bem”. Entre tantos desacertos e até mesmo diante de uma hilária “proposta” para que se criasse o Ministério do ‘vai dar M...’ , os comerciais da nova campanha de motivação do governo federal caíram no gosto do povo. O slogan “Sou Brasileiro! Eu não desisto nunca!” entrou como uma luva num povo sofrido, que tem como força última exatamente o fato de não desistir... mas, às vezes, desiste.
Muitos desistiram de ser honestos... aliás, esse grupo é o que mais aumenta. Outros desistiram de procurar um trabalho digno e se enveredaram pelo mundo do crime. Há ainda aqueles que nunca desistiram simplesmente porque nunca tentaram nada na vida... esses com certeza são os piores... nunca desistiram porque nunca tentaram. Outros ainda desistiram daquilo que lhes era primordial: a própria vida... é impressionante o número de suicídios que são cometidos no Brasil.
Pensando comigo mesmo, cheguei a uma conclusão: só há UM que nunca desiste de verdade... aquele que criou todas as coisas e, apesar de sua própria criação ter se afastado dEle, em momento algum deixou de ser fiel a si mesmo: Deus.
“Se somos infiéis, Ele permanece fiel... pois de maneira alguma pode negar-se a si mesmo.” É o que diz a Palavra. A fidelidade de Deus independe de nossa “perfeição”. Quantas vezes, quando nós mesmos já desistimos de nós... Ele nos toma em graça e nos levanta novamente? Quem faria isso a não ser alguém que não desistisse nunca?
Seria interessante que aqueles que dizem ser o corpo de Cristo realmente manifestassem o que a cabeça pensa... se a cabeça não desiste nunca, por que o corpo deixa padecer um membro e desiste dele? Isso é só pra pensar um pouco...
Voltando à propaganda, interessante também é ouvir uma música do “maluco beleza” Raul Seixas incentivando o povo a ter fé em Deus, a ter fé na vida... a tentar outra vez... só me resta aqui acreditar tanto naquilo que os teólogos chamam de “graça comum”, ou seja, que por mais longe que se esteja do criador, há sempre, no ser humano, traços daquele que o criou, como também ficar com as palavras de Jesus: “se eles se calarem.. as próprias pedras clamarão”.
Não duvido disso... hoje em dia quando as igrejas ensinam a ter fé na fé... fé no pastor... fé no apóstolo... quando as igrejas punem categoricamente aqueles que “erraram” para serem execrados por uma turma de santos-fariseus-sepulcros-caiados... eis que surge ele, Raul Seixas... cantando... “tente outra vez... tenha fé em Deus...” e eu me pego a rir das “ironias de Deus”... pedras clamando...
Isso mesmo... só tenta outra vez de verdade aquele que conhece Aquele que, de verdade, não desiste nunca. Porque Ele não desiste nunca eu posso tentar... porque Ele não desiste nunca eu posso acreditar que minha queda não foi o fim... porque Ele não desiste nunca eu posso descansar nEle todas as minhas desistências, e prosseguir... porque Ele não desiste nunca eu posso desistir de controlar a minha vida, e deixar que Ele a controle...
Eu já desisti muitas vezes... e em todas elas ouvi, às vezes com a dureza de um Pai quando corrige seu filho, mas sempre com carinho e doçura, aquela voz inconfundível, doce como o som da brisa que sopra de manhã, intensa como o som de muitas águas, firme como as montanhas que hoje tento escalar... a voz do Mestre... falando claramente em meu coração: “Tente outra vez.... Eu sou Deus!! Eu não desisto nunca!!”
Glórias, pois, a Ele...
Com amor e perseverança,
José Barbosa Junior
5 de nov. de 2008

BARACK HUSSEIN OBAMA


Apenas 14% das urnas foram abertas até agora, enquanto escrevo este texto, mas, considerando que são urnas de estados Reds, ou seja, Republicanos, tudo indica que o Senador Barack Hussein Obama II, Democrata, possa vir a ser o novo Presidente dos Estados Unidos da América.
Entretanto... Vejamos:
Nascido em Honolulu, Havaí, filho de Barack Hussein Obama, do Quênia, e de Ann Dunham, uma americana branca de Wichita, no Kansas, com nome de imperador ou rei, Barack Hussein Obama II apresenta-se com experiência multi-cultural em todas as perspectivas; fazendo de seu nome, sua cor, suas heranças, sua internacionalidade, de sua multi-racialidade, de sua inter-religiosidade, e de sua experiência com serviços humanos — o que faltava à América e ao mundo, em termos de novo paradigma de Imperador Global, amado pela mídia, aguardado como messias por quase todos os povos, especialmente os árabes, africanos e grupos étnicos segregados ou estigmatizados.
Obama, sendo Presidente da América do Norte, candidata-se no ato de sua vitória a salvador não apenas dos States, mas de toda a Terra.
Sim! Ele surge dizendo que quando sua família se reúne, com gente branca, negra e de nações diferentes, com costumes e crenças diferentes, é como se “uma Mine-Nações-Unidas estivesse em reunião”. Assim, Barack Hussein Obama II confessa que já carrega as nações unidas como herança de família.
Obama tem o pedigree!
Obama é perfeito.
Magro, simpático, elegante, fluente, eloqüente, rápido de raciocínio, bom de câmera, conectado com esta geração, emblemático em sua aparência, em sua genética universal e em sua condição de multi-tudo, o futuro novo Presidente dos Estados Unidos sente-se como o homem da Era, e não apenas da Hora.
O discurso de Barack Hussein Obama II é ótimo. Suas propostas são boas. E sua capacidade de diálogo é imensa. Obama é tudo o que um governante precisa ser nestes dias a fim de ser relevante ao mundo.
A escolha de Hussein Obama teria tudo para me alegrar, como, por exemplo, a eleição de Clinton me alegrou no inicio da década de 90.
Mas não estou alegre, embora, por convicção, jamais também votasse em McCain se lá eu tivesse que votar, não por ele, que me parece um homem bom e honesto, porém, apenas nele não votaria a fim de não re-significar aquilo que é in-re-significável: Bush.
Ora, por que Barack Hussein Obama II, o presidente perfeito, não me alegra?
Não consigo me alegrar em nada que não me traga um testemunho espiritual acerca da natureza da pessoa.
No que diz respeito à Barack Hussein Obama II, o que sinto é que ele seria ótimo se ele mesmo não se achasse mais que ótimo.
Na realidade Obama se sente o messias deste século. Sim! O homem que veio para salvar a América e unir o mundo.
Ou seja: Barack Hussein Obama II é candidato a Gandhi-Luther-Kennedy-Mandela — na esperança de que no caso dele não haja assassinatos, como aconteceu com os três primeiros, e nem encarceramento, como se deu com o último.
O sonho de um homem como Obama não é matar Osama, mas sentar com ele e convertê-lo em Obama.
Não creio que Obama queira fazer nada de mal. Meu único problema com ele tem a ver exclusivamente com o mal que ele pode fazer apenas por se ver como um ente messiânico desenhado para unir o mundo.
Ou seja: Obama se sente como um Filho do Homem; como um ser que é a melhor síntese humana.
Ora, uma pessoa como Barack Hussein Obama II, ainda que seja um Hitler ao contrário, mesmo assim sofre do surto que torna governantes poderosos em seres extremamente perigosos. O mais é ver... Sempre com as melhores esperanças, porém, sem ingenuidade quanto ao discernimento de espíritos.
Torcendo para estar totalmente enganado,
Caio Fábio
4 de novembro de 2008
Lago Norte - Brasília DF
3 de nov. de 2008

QUANDO NOS SENTIMOS ENCURRALADOS


O livro de Atos mostra a saga da Igreja de Cristo, caminhando no poder do Espírito Santo, rompendo barreiras, avançando contra as portas do inferno e sendo instrumento de Deus para a proclamação das boas novas da salvação. No capítulo 12 de Atos, encontramos Herodes passando ao fio da espada o apóstolo Tiago e encerrando na prisão o apóstolo Pedro. A cidade de Jerusalém estava agitada. A oposição à igreja cristã crescia vertiginosamente. Pedro foi entregue a uma escolta de dezesseis soldados e sua morte parecia inevitável. Nesse momento, a igreja não apelou para os expedientes humanos, mas reuniu-se para clamar ao Senhor. Warren Wiersbe, comentando este texto, destaca três verdades sublimes:
1. Deus vê nossas tribulações (Atos 12.1-4) – Deus está no controle da situação mesmo quando nós perdemos esse controle. Tiago estava morto, Pedro estava preso e a igreja estava acuada. Herodes parecia um inimigo irresistível. A situação ameaçava irremediavelmente a igreja. O inimigo parecia estar no controle da situação para neutralizar e, até mesmo, destruir a igreja em seu nascedouro. Mas, como o próprio Pedro escreveu mais tarde: “Os olhos do Senhor repousam sobre os justos” (1Pe 3.12) e no tempo certo, da maneira certa, o braço do Onipotente prevalece sobre a fúria do inimigo, libertando o seu povo. Deus ainda vê nossas tribulações. Ele vê nossos vales sombrios, nossas noites escuras, nossas lágrimas grossas, nosso choro doído, nossos temores profundos. Ele é o Deus presente, que jamais desampara aqueles que nele esperam.
2. Deus ouve nossas orações (Atos 12.5-17) - A situação parecia insustentável. Pedro seria levado depois da festa da Páscoa à morte. Mas havia oração da igreja em seu favor. Quando a igreja ora, os céus se movem. Quando a igreja ora, as estratégias do inimigo são desbaratadas. Quando a igreja ora as portas da prisão são abertas e os servos de Deus são libertos. Pedro está preso, mas está confiante. Ele dorme (At 12.5,6). A prisão é de segurança máxima. Pedro está preso com cadeias nas mãos. Doze homens fortemente armados garantem que não haverá fuga. Nenhum poder ordinário poderia reverter a situação. Então, Deus usa um meio extraordinário. Envia um anjo à prisão e este acorda Pedro, quebra suas cadeias e tira-o do cárcere. O portão de ferro, trancado com grossas correntes, é aberto automaticamente e Pedro se vê livre das mãos do inimigo, “porque os ouvidos de Deus estão abertos às súplicas do seu povo” (1Pe 3.12). Ninguém detém os passos de uma igreja que ora. Nenhum poder na terra pode prevalecer sobre uma igreja que experimenta o poder de Deus através da oração.
3. Deus lida com os nossos inimigos (Atos 12.18-25) – Pedro conclui: “Mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males” (1Pe 3.12). Os guardas romanos encarregados de Pedro foram mortos em seu lugar, por ordem de Herodes. “O justo é libertado da angústia, e o perverso a recebe em seu lugar” (Pv 11.8). Herodes estava no auge de sua força e poder. O povo o aplaudia e gritava publicamente, considerando-o um deus. Por não ter dado glória a Deus, foi fulminado pelo Eterno e comido por vermes, expirou. Em vez de Pedro ser morto pelo rei Herodes, o rei é que foi morto pelo Deus de Pedro. Talvez o mesmo anjo que livrou Pedro da prisão tenha ferido mortalmente Herodes. Deus ainda vê as tribulações do seu povo, ouve suas orações e lida com seus inimigos. Quando nos sentirmos encurralados por temores avassaladores, circunstâncias adversas e inimigos implacáveis, é hora de confiar que Deus está no controle e nos conduzirá em triunfo!
Rev. Hernandes Dias Lopes
1 de nov. de 2008

Pastoral de novembro


O BOM PODE NÃO SER BOM
Quando Jesus falou sobre a sua volta, em Lucas 17, Ele não falou sobre o índice de criminalidade! Não se referiu à imoralidade de hoje! Ele não disse nada a respeito das drogas, nem se referiu às prisões super lotadas, aos milhões de abortos que se praticam por esse mundo afora. Não!! Ele disse apenas: – Dias virão em que desejareis ver um dos dias do Filho do homem, e não o vereis.
Meus irmãos, como será que Deus se sente ao ser tratado com desprezo por aqueles que uma vez andaram, conversaram e, até, choraram aos pés do Senhor? No passado, estas mesmas pessoas Lhe disseram: – Senhor, Tu salvaste a minha vida. Nunca Te deixarei! – Mas agora, elas não Lhe concedem nem um instante do seu dia. Muitas até dizem: – Tenho de ganhar a minha vida, por isso não venho à igreja, não oro, não leio a Bíblia. Não tenho tempo, o Senhor compreende.
Contudo, não é assim! Deus jamais compreenderá, nem jamais aceitará o fato de O colocarmos em segundo plano nas nossas vidas. A parábola da Grande Ceia (Lc 14:16-24) narra que o Senhor preparou uma grande festa e, na hora marcada, nenhum convidado apareceu. Como você se sentiria, se preparasse um jantar maravilhoso, convidasse pessoas que confirmassem que estariam lá, mas, quando tudo estivesse arrumado, ninguém aparecesse?
Cada convidado, na referida parábola, apresentou uma justificativa: a compra de cinco juntas de bois, a aquisição de um lote de terra, o casamento. É claro que não existe pecado em você comprar bois ou terras, ou em você se casar. Todavia, a questão aqui é outra: estas pessoas colocaram em segundo lugar a comunhão com Deus! Exatamente o que muitos fazem hoje em dia: buscam primeiro todas as coisas que julgam importantes e, se sobrar tempo, o Reino de Deus e a Sua Justiça.
Qual foi o pecado dos três homens da parábola? Eles colocaram de lado o convite para gozar da intimidade e da comunhão com o Senhor. Reparem bem que todas as coisas que eles fizeram eram boas e legítimas. Não obstante, tais coisas se tornaram pecaminosas, até mesmo imperdoáveis, ao roubarem daquelas pessoas o tempo e a reverência que elas deveriam dedicar a Deus. Quem não tem tempo para Deus está perdendo tempo!!!
No amor de Cristo,
Rev. Pedro Corrêa Cabral