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31 de mai. de 2008

A Sede Satisfeita



"MAMÃE, ESTOU COM MUITA SEDE. QUERO ÁGUA!"
Susanna Petroysan ouviu o pedido de sua filha, mas não podia fazer nada. Ela e sua filha de quatro anos, Gayaney, estavam debaixo de toneladas de aço e concreto. Ao seu lado, no escuro, estava o corpo da nora de Susanna, Karine, uma das 55 mil vítimas do pior terremoto na história da Armênia.
A calamidade nunca bate antes de entrar e, dessa vez, ela derrubou a porta.
Susanna tinha ido à casa de Karine provar um vestido. Era 7 de dezembro de 1988, 11h30 da manhã. O tremor de terra ocorreu às 11h41. Ela havia tirado o vestido e estava apenas de meias e anágua quando o quinto andar do edifício começou a tremer. Susanna agarrou sua filha e deu apenas alguns passos quando o piso se abriu e elas caíram. Susanna, Gayaney e Karine caíram no subsolo do prédio de nove andares, cercadas de escombros.
"Mamãe, eu estou com muita sede. Por favor, me dê alguma coisa para beber!"
Não havia nada que Susanna pudesse fazer.
Ela estava deitada debaixo dos escombros. Uma viga de concreto sobre sua cabeça e um cano d'água sobre os ombros a impediam de se levantar. Tateando no escuro, ela encontrou um pote de geléia que havia caído no porão. Ela deu toda a geléia para sua filha comer. Já havia passado o segundo dia.
"Mamãe estou com muita sede!"
Susanna sabia que ia morrer, mas queria pelo menos poder salvar sua filha. Encontrou um vestido, talvez fosse aquele que viera provar, e improvisou uma cama para Gayaney. Apesar de estar fazendo muito frio, ela tirou suas meias e as colocou sobre sua filha para aquecê-la.
As duas ficaram ali durante oito dias.
Por causa da escuridão, Susanna perdeu a noção do tempo. Por causa do frio, perdeu a sensibilidade dos dedos das mãos e dos pés. Por causa dessa impossibilidade de se mover, perdeu a esperança. "Eu estava apenas esperando a morte chegar!"
Ela começou a ter alucinações. Seus pensamentos vagueavam. De vez em quando um sono providencial a livrava dos horrores do sepultamento: o frio, a fome, ou, mais freqüentemente, a voz de sua filha.
"Mamãe, estou com sede."
Em algum ponto daquela noite eterna, Susanna teve uma idéia. Ela se lembrou de um programa de televisão em que um explorador do Ártico estava morrendo de sede. Seu companheiro deu um corte profundo na mão e deu seu próprio sangue para ele beber.
"Eu não tinha água, nenhum suco de fruta, nenhum líquido. Foi aí que me lembrei que tinha meu próprio sangue!"
Tateando com os dedos dormentes de frio, encontrou um pedaço de vidro quebrado. Abriu com ele o dedo polegar da mão esquerda e o deu para sua filha chupar.
As gotas de sangue não eram suficientes, "Por favor, mamãe, um pouco mais. Corte outro dedo." Susanna não se lembra de quantas vezes teve que se cortar. Ela sabe apenas que, se não houvesse feito isto antes, Gayaney teria morrido. Seu sangue era a única esperança de sua filha.
"Este cálice é a nova aliança em meu sangue", explicou Jesus, apontando para o vinho.
Esta afirmação deve ter causado admiração aos apóstolos. Eles haviam aprendido a história do vinho da Páscoa. Ele simbolizava o sangue do cordeiro com que os israelitas, escravos do Egito no passado, haviam pintado os umbrais das portas de suas casas. Aquele sangue guardou seus lares da morte e salvou seus primogênitos. Ele os ajudou a se livrar do cativeiro egípcio.
Por muitas gerações, os judeus observaram a Páscoa, sacrificando um cordeiro. Todo ano o sangue era derramado, e todo ano o livramento era celebrado.
A lei exigia o sangue de um cordeiro. Isto era suficiente.
Era suficiente para cumprir as exigências da lei. Era bastante para atender ao mandamento. Era suficiente para atender à exigência da justiça de Deus.
Mas não era suficiente para retirar o pecado.
"... porque é impossível que o sangue de touros e de bodes tire pecados."
Os sacrifícios podiam oferecer soluções temporárias, mas somente Deus pode oferecer solução eterna. Assim Ele o fez. Debaixo dos escombros de um mundo decaído, Ele feriu suas mãos. Nos destroços de uma humanidade, Ele feriu o seu lado. Seus filhos estavam soterrados, então ele lhes deu seu próprio sangue.
Era tudo o que ele tinha. Seus amigos tinham desaparecido. Suas forças estavam diminuindo. Seus bens haviam sido roubados. O próprio Pai lhe havia escondido o rosto. Seu sangue era tudo o que tinha. Mas seu sangue foi suficiente. ‘Se alguém tem sede, venha a mim e beba’.
Não é fácil admitir que temos sede. Fontes falsas aclamam nossa sede com goles açucarados de prazer. Mas chega o momento em que o prazer não satisfaz. Vem a hora tenebrosa da vida em que o mundo cai e somos soterrados nos escombros da realidade, chamuscados e moribundos.
Alguns preferem morrer a admitir que têm sede. Outros admitem e escapam da morte.
"Senhor, eu preciso de ajuda!" Por isso os sedentos vêm. Somos um grupo de esfarrapados, unidos por sonhos irrealizados e promessas fracassadas. Riquezas que nunca acumulamos. Famílias que nunca construímos. Promessas que nunca cumprimos. Crianças de olhos arregalados soterradas no subsolo de nossos próprios fracassos. Estamos com muita sede.
Não é sede de fama, riqueza, paixão ou romance. Já bebemos de tudo isto. São águas amargas no deserto. Elas não matam a sede - elas matam a nós.
"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça..."
Justiça. Isto mesmo. É disto que temos sede. Temos sede de uma consciência tranqüila. Desejamos uma vida limpa. Queremos um novo começo. Pedimos que uma mão entre na escura caverna de nosso mundo e faça por nós uma coisa que não podemos fazer — tornar-nos retos novamente.
"Mamãe, estou com sede", rogava Gayaney.
"Foi aí que me lembrei que tinha meu próprio sangue", explicou Susanna.
E, então, o dedo foi cortado, o sangue foi derramado e a criança foi salva.
"Deus, estou com sede", oramos.
"Isto é o meu sangue, o sangue da nova aliaça, o qual é derramado por muitos para remissão dos pecados", declara Jesus.
E sua mão foi ferida, o sangue derramado, e os filhos foram salvos.
Max Lucado
28 de mai. de 2008

A Rocha


Um homem estava dormindo a noite no interior quando, de repente, sua casa encheu-se de luz, e o Senhor apareceu. O Senhor disse ao homem que tinha um trabalho para ele e mostrou uma rocha enorme na frente da sua casa. O Senhor explicou que o homem deveria empurrar a rocha com toda sua força.
Isso o homem começou a fazer, dia após dia. Por meses o homem se esforçou do amanhecer até o por do sol, seus ombros empurrando a superfície da rocha enorme e fria, mas a rocha não saía do lugar.
Cada noite, o homem retornava Á sua casa, cansado, músculos doendo e sentindo-se derrotado porque não havia conseguido mudar a grande rocha.
Vendo que o homem estava mostrando sinais de desistir, o Maligno começou a colocar pensamentos negativos na cabeça dele. De repente, o homem se achou pensando "Você está tentando há muitos meses mudar essa rocha e nunca conseguiu nada. Para que você está se desgastando? Isso aí não dará resultado nenhum."
Mais tarde, o homem começou a duvidar assim:"Será que Deus queria que eu continuasse esse tempo todo? Ele só disse para eu empurrar a rocha, ele não disse por quanto tempo. Já faz alguns anos que estou empurrando, talvez eu possa desistir agora. Pelo menos, eu não preciso empurrar o dia todo e com tanta força. Eu posso dedicar uma parte do dia a esse trabalho e passar o resto do tempo fazendo outras coisas."
Ele decidiu fazer isso mesmo, mas depois ele chegou a pensar que seria bom orar ao Senhor sobre o caso.
"Senhor," ele falou, "eu trabalhei duro e por muito tempo, no serviço que o Senhor me deu. Eu dei toda minha força para conseguir o que o Senhor quis. Mas, depois desse tempo todo ainda não consegui mudar aquela rocha nenhum centímetro. O que está errado? Por que eu estou sendo derrotado?"
O Senhor respondeu com compaixão. "Meu filho, quando eu lhe pedi para me servir e você aceitou, eu lhe disse que sua tarefa era de empurrar aquela rocha com toda a sua força, o que você fez até agora. Em nenhum momento, eu disse que esperava que você mudasse a rocha de lugar. Sua tarefa era empurrar. E agora você chega para mim, pensando que você fracassou. Mas, será que foi assim, mesmo?"
"Olhe para você mesmo," disse o Senhor. "Seus braços estão fortes e musculosos. A musculatura das suas costas agora é bem desenvolvida e vigorosa. Suas pernas estão duras e robustas, suas mãos firmes. Enfrentando a resistência você cresceu muito e agora suas habilidades ultrapassaram em muito o que você era antes.
Mas você ainda não mudou a rocha. Porém, sua tarefa não era mudar a rocha de lugar e, sim, ser obediente e empurrar com toda sua força. Isso você fez, e fez bem. Ao contrário de ser um fracasso, você foi bem sucedido e venceu. Eu apenas queria que você exercitasse sua fé e confiasse na minha sabedoria. Isso você fez. Eu, meu filho, agora vou mudar a rocha."
Às vezes, quando ouvimos uma palavra de Deus, queremos usar nosso próprio raciocínio para decidir o que Ele quer, quando o que Deus realmente quer é apenas uma simples obediência e fé nEle. Com certeza, devemos ter a fé que pode mover montanhas, mas lembrar ainda que quem de fato move as montanhas é Deus.
Autor desconhecido
24 de mai. de 2008

Buscando a vontade de Deus


Uma das perguntas mais freqüentes que ouvimos é: “Como eu posso saber a vontade de Deus sobre ...”. Às vezes é uma questão de relacionamento (namorar com esse, ou não; casar com aquele, ou não). Outras vezes a dúvida é em relação a emprego, mudança de cidade, escolha de carreira, e tantas outras coisas. Às vezes tem-se bastante tempo para buscar a resposta. Outras vezes a resposta precisa ser encontrada numa questão de horas.
Seja qual for sua situação, há algumas dicas que podem ajudar. Vários anos atrás, perguntei a um homem de Deus como tomar uma decisão de entrar num seminário para me preparar para servir num ministério. Ele deu as seguintes dicas. Eu as elaborei um pouco mais com passagens bíblicas que mostram que há um fundamento para todas elas. São apenas cinco. Eu as coloco aqui na esperança de que, havendo necessidade, possam lhe ajudar. Que Deus seja sempre seu guia.
1. Oração
Tiago 1:5-6 — Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida. Peça-a, porém, com fé, sem duvidar, pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, levada e agitada pelo vento.
Deus promete dar sabedoria e discernimento a todos que pedem. Precisamos, pois, pedir a Deus, mas precisamos pedir com fé. Antigamente eu orava muito quando precisava de uma resposta ou ajuda, e muito pouco quando estava tudo bem. Precisamos nos habituar a orar constantemente a Deus, para conhecê-Lo melhor. Quanto mais nós O conhecemos, melhor entenderemos a Sua vontade.
Parte da maneira como Deus se revela a nós não é apenas através de respostas momentâneas, mas, através de um contato prolongado e profundo. Procure melhorar seu relacionamento com Deus em oração e, surpreendentemente, você verá que as respostas dEle às suas dúvidas virão de forma cada vez mais tranqüila e natural.
2. A Palavra
Romanos 12:1-2 — Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Nossas mentes tendem a fazer decisões baseadas em modelos de pensamento e valores anteriores à nossa conversão, ou seja, em valores do mundo. Esses valores podem nos levar a decisões erradas. Só a mente renovada pela palavra de Deus pode fazer boas decisões.
Podemos procurar passagens que ensinam sobre a nossa dúvida quanto à vontade de Deus, ou passagens que nos dão princípios bíblicos para nos guiar. Em tudo, precisamos estar orando para Deus nos orientar.
3. A orientação do Espírito Santo
Salmo 143:10 — Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus, que o teu bondoso Espírito me conduza por terreno plano.
O Cristão tem o Espírito Santo como guia. Precisamos pedir a ajuda dEle. Ele provavelmente não falará em meu ouvido. Mas ele tocará em meu coração e operará em minha mente para me ajudar a conhecer a vontade de Deus.
4. Buscando Conselhos de Cristãos maduros
Provérbios 12:15 — O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto, mas o sábio dá ouvidos aos conselhos.
Em 1 Reis 12, Roboão, um dos filhos de Salomão, um dos homens mais sábios da Bíblia, em vez de escutar os conselhos dos anciãos de Israel, escutou seus jovens amigos, e assim dividiu o povo de Israel. É mais sábio procurar uma pessoa com experiência e bom exemplo na vida Cristã. Este homem, ou esta mulher, geralmente, terá melhores condições de nos indicar qual seria a vontade de Deus.
Você conhece algumas pessoas em cujas vidas você vê Jesus? Procure os conselhos dessas pessoas. Novamente, em vez de esperar para a hora decisiva, é melhor começar a desenvolver essas amizades bem antes. Assim, teremos mais confiança na orientação desses irmãos mais maduros.
5. Portas abertas
Atos 16:6-7 — E, percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu.
Paulo queria ir para a Ásia. Deus tinha outros planos. Deus fechou portas no caminho de Paulo. Paulo acabou indo a Filipos, onde uma igreja importante foi fundada.
Deus quer nos mostrar o caminho. Só Ele pode nos mostrar a direção certa. Salmo 25:4-5 — Faze-me, SENHOR, conhecer os teus caminhos, ensina-me as tuas veredas. Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação, em quem eu espero todo o dia.
Se você quer seguir algum caminho, namorar ou casar com uma determinada pessoa, ou alcançar algum objetivo, se isto for a vontade de Deus, as portas vão se abrir. Se não for, você pode forçá-las, mas pode depois vir a se arrepender devido ao que encontrar do outro lado daquelas portas. Esteja sempre atento para a vontade de Deus e para as portas abrindo ou fechando de acordo com Sua vontade.
E, lembre-se, é mais fácil saber o que uma outra pessoa realmente quer quando você conhece bem aquela pessoa. Certamente Deus irá revelar a vontade dEle para nós. Mas, quanto mais O conhecermos, mais claramente entenderemos e ouviremos Sua vontade. Por isso é bom desde já buscar conhecer cada vez mais a Deus. Deus o abençoe.
Dennis Downing
www.hermeneutica.com
21 de mai. de 2008

Fora da Bigorna


Enquanto digito, meus pensamentos acabaram de sofrer um novo impacto. Minha esposa e eu voltamos há pouco de uma viagem de emergência para ver meu pai. Ele está muito doente. Sofre da doença Lou Gehrig (Esclerose Lateral Amiotrófica), que ataca os músculos e para a qual não se conhece cura, nem a sua origem. Fomos chamados para ir vê-lo sem saber se iríamos encontrá-lo vivo ao chegarmos. Mas ele estava vivo e ainda continua vivendo. "Todavia, embora tivesse melhorado bastante, nós sabemos (e ele também) que, a não ser pela intervenção divina, o tempo de sua partida está próximo.
Meu pai é um homem de grande fé. Um professor apto e um líder influente. Ele jamais deixou qualquer dúvida quanto à sua posição sobre Deus. Suas primeiras palavras para nós, quando fomos vê-lo na unidade de terapia intensiva foram: "Estou pronto para ir para o céu. Penso que chegou a minha hora".
Quando a doença foi diagnosticada, minha mulher e eu nos encontrávamos nos últimos estágios dos preparativos para trabalhar como missionários na cidade do Rio de janeiro, no Brasil. Quando soube que meu pai tinha uma doença terminal, escrevi-lhe oferecendo para mudar meus planos e ficar com ele. Mas imediatamente me respondeu, dizendo: "Não se preocupe comigo. Não temo a morte nem a eternidade. Vá... agrade a Ele".
A vida de meu pai é um exemplo de um coração derretido no fogo de Deus, formado em sua bigorna e usado em sua vinha. Ele sabia e sabe, qual o propósito de sua vida. Numa sociedade de dúvidas e confusão, a vida dele sempre foi definida.
Uma passagem pela bigorna de Deus deve fazer isso por nós: esclarecer nossa missão e definir nosso propósito.
Quando uma ferramenta emerge da bigorna do ferreiro, sabe-se perfeitamente para o que serve. Não há qualquer dúvida sobre a sua aplicação. Basta olhar para a ferramenta e você sabe na mesma hora qual a sua função. Se pegar um martelo, sabe que foi feito para bater pregos. A serra foi feita para cortar madeira. A chave de fenda serve para apertar parafusos.
Quando um ser humano sai da bigorna de Deus, o mesmo deveria acontecer. Ao sermos provados por Deus, nos lembramos que nossa função e tarefa é cuidar dos negócios dele; que nosso propósito é ser uma extensão da sua natureza, um embaixador de sua corte real e um arauto da sua mensagem. Devemos sair da oficina sem qualquer indagação sobre o motivo de termos sido feitos. Conhecemos nosso propósito.
Num mundo de confusão de identidade, de compromissos vacilantes e futuros incertos, vamos ser firmes em nosso papel. A sociedade precisa desesperadamente de um grupo de pessoas cuja tarefa seja clara e cuja determinação seja indiscutível.
Deus não escondeu sua vontade de seu povo. Nosso Mestre não brinca conosco. Sabemos quem somos. Sabemos para o que fomos feitos. Pode haver alguma pergunta de vez em quando sobre como e com quem devemos realizar a sua missão. Mas a verdade subjacente continua a mesma. Somos o povo de Deus e devemos cuidar dos seus negócios.
Se vivermos deste modo, poderemos, como meu pai, entrar nos últimos anos com a segurança de saber que a nossa vida foi bem gasta e que o céu está à nossa espera.
Existe recompensa maior que essa?
Max Lucado
18 de mai. de 2008

A árvore mais verde


Viajando por terra, fiquei admirando a paisagem: um açude, rochas enormes, depois uma extensa plantação, ao longe uma cadeia de serras, e assim por diante, num verdadeiro filme que vai passando aos seus olhos.
De repente algo que me chamou a atenção: no meio de uma vegetação de porte médio, ali estava uma árvore extremamente verde, de tonalidade diferente das outras e com uma coloração fortíssima.Ela praticamente brilhava no meio das outras.
E pensei nas palavras do Senhor Jesus: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte, nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem ao vosso Pai que estás nos céus”. (Mt 5.14-16).
Ótimo. Nós, crentes, somos diferentes, fomos feitos luz. Mas, teremos alguma utilidade especial por isto? Sim. Como uma cidade situada no alto de um monte, também deveremos estar expostos. Não tem sentido acender-se uma lamparina e colocá-la debaixo de uma panela, mas num lugar elevado da casa.
Os crentes devem ter atuação visível, ficar expostos e devidamente entrosados no meio em que vivem. É como a nossa árvore: de que adiantaria ser tão bonita de estivesse dentro de uma gruta? Ninguém iria admirá-la!
Mas, pensando bem, para que brilhar a nossa luz diante dos homens? Para nos tornamos famosos e alvos de grande popularidade? Para sermos elogiados pelos outros? Não. É para que vejam as nossas boas obras e glorifiquem ao nosso Pai que está nos céus.
Interessante – e trágico – é que se alguém se diz crente e vive em descompasso com o Evangelho, chamará a atenção do mesmo jeito, só que de maneira oposta. É como se aquela árvore, ao invés de linda, fosse horrível, seca e disforme. Continuaria sendo um forte contraste entre as outras, porém, não para ser admirada, mas desprezada.
Que bom seria se cada vez que alguém nos visse em ação, tivesse o mesmo impacto que eu senti, quando vi aquela árvore brilhando por ser mais verde que as outras.
Mauro Clark
14 de mai. de 2008

O Ser de Deus


Não temos a intenção de fazer laboriosos e elaborados argumentos para a existência de Deus. Começamos onde a Bíblia começa. A Bíblia toma por certo a existência de Deus, e supomos que o leitor fará o mesmo. Existem tantas provas de Sua existência que a Bíblia não tenta prová-la. Existe o testemunho exterior da natureza: "Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra de suas mãos" (Salmos 19:1).
Ouve-se a voz destas testemunhas em todas as línguas e em todos os lugares. É verdade que em tempos passados, Deus deixou que as nações andassem com suas próprias maneiras (Atos 14:16). Sua graça não operou na salvação delas, mas ao mesmo tempo, Ele não deixou sem testemunha, fazendo o bem, dando-lhes a chuva e as estações produtivas (Atos 14:17). Seu eterno poder e divindade são claramente vistos nas coisas visíveis que Ele criou (Romanos 1:20).
Existe também o testemunho interno da consciência: "Porque, quando os gentios, que não têm a lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmo são lei; os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os". (Romanos 2:14-15). A natureza e a consciência proclamam em voz alta a existência do verdadeiro Deus vivo. Portanto, por motivos práticos não há necessidade de se provar a existência de Deus.
Um homem certa vez tentou zombar da idéia de Deus. Ele perguntou a seu vizinho crente se ele já havia visto Deus. O crente admitiu que não. Em seguida perguntou se ele havia ouvido a voz de Deus, ou sentido o gosto de Deus, ou mesmo o cheiro de Deus. O crente admitiu que ele nunca tinha percebido Deus através dos sentidos físicos. Em seguida o crente fechou a boca do ateu, perguntando se ele já havia contado uma mentira. Quando admitiu que sim, o crente perguntou que sensação tal ato havia deixado. O ateu admitiu que fora uma sensação de culpa e desconforto. Esta sensação era o testemunho da consciência, dizendo-lhe que Deus existia, o Doador da lei moral, a quem ele teria que prestar contas. O motivo de um homem pagar ou prestar serviço a um outro a quem ele ofendeu é aplacar a um Deus ofendido. Todo homem sente Deus a não ser que sua consciência tenha sido cauterizada. O ateu é o louco educado. Não há ateus teóricos entre os pagãos. Não existe ateu entre os demônios; eles crêem e estremecem. (Tiago 2:19).
As Escrituras não raciocinam com os ateus, porém os reprovam: "O néscio diz em seu coração, não há Deus" (Salmos 14:1). O erro não jaz tanto no entendimento quanto no coração. O ateu teórico (o homem que nega a existência de Deus) faz com que sua mente concorde com o coração. É um caso onde o desejo guia o pensamento. Enquanto no mundo existem poucos ateus teóricos, todo homem no seu estado natural e decaído é um ateu na prática: ele não quer um Deus verdadeiro. O néscio no Salmo 14:1-3 é o néscio típico; ele representa todo homem que não é convertido. No texto o plural é usado: "Eles são corruptos, eles praticam obras más, não há quem faça o bem." O pecado originou-se nas afeições ou desejos, e a obscuridade do entendimento é produto da punição divina. "E como eles não se importaram em ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem as coisas que não convêm"(Romanos 1:28).
O verdadeiro Deus, quando conhecido, não é o Deus que os homens queriam. Quando os homens conheceram a Deus, "eles não O glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes, em seus discursos, se desvaneceram e o seu coração insensato se obscureceu" (Romanos 1:21).
A verdadeira evolução, moralmente, leva em conta o pecado, e é o desenvolvimento da natureza humana que despreza a Deus. Por isso chamamos de devolução moral. A progressão do pecado nos é mostrada em Romanos 1:18-32. Primeiramente, os homens suprimiram ou abafaram a verdade a respeito de Deus. Eles tinham a verdade concernente a Deus no livro da própria natureza. Seu poder eterno e Sua divindade foram claramente revelados nas coisas que fizera, mas os homens não gostaram desta verdade. Eles viraram as costas às revelações e se tornaram a seus próprios entendimentos. Em segundo lugar, eles mudaram a verdade a respeito de Deus em mentira, e fizeram imagens e representações de Deus na forma do homem, de pássaros e de bestas feras. Temos o Apolo dos gregos, a águia dos romanos, o boi dos egípcios e a serpente dos assírios. Os homens conheceram a Deus, mas recusaram-se adorá-lO, e a idolatria seguiu por necessidade psicológica.
E em terceiro lugar, a idolatria foi seguida pela sensualidade. Deus os entregou às suas impurezas e vis afeições. Ele negou Sua graça remidora e deixou a natureza humana seguir seu curso de imoralidade. Os últimos versículos do primeiro capítulo de Romanos descrevem as coisas que homens e mulheres farão quando entregues às suas próprias concupiscências. Eles não somente fazem estas coisas, mas desejam que outros as façam também (versículo 32). O ponto mais baixo da depravação do homem é quando ele se alegra em ver os outros pecarem.
As testemunhas de Deus na natureza não fazem parte da luz do Evangelho. Estas testemunhas são suficientes para deixarem o homem sem desculpa, mas não são eficazes como meio de salvação. Elas são suficientes para o homem reconhecer que é pecador, mas não dizem nada do Salvador. Uma maior revelação é necessária antes que o homem possa conhecê-lO no perdão do pecado. E esta revelação maior é a Palavra Escrita como testemunha ao Verbo encarnado, Jesus Cristo, pelo conhecimento de Quem muitos serão justificados (Isaías 53:11).
O homem é por natureza um ser religioso. Por treinamentos, fora da Bíblia e à parte do novo nascimento, ele se tornará um ateu, ou um idólatra. Isso é o melhor que a educação, a parte da graça de Deus, fará. Uma mera religião cultural desafia a humanidade, nega a queda do homem e fala somente da tendência de elevação. É esta a religião do evolucionista. O deus do sensual são seus próprios desejos. Sua única regra de conduta são os desejos de uma natureza depravada (Filipenses 3:19). Esta é a religião dos homens de negócios que não conhecem a Deus e dos ébrios e libertinos.
Inventar um deus na imaginação é tão ruim quanto criar um deus com as mãos. A velha forma de religião fazia seus deuses com as mãos, a nova forma com os pensamentos, guardando-os na mente idólatra. O Deus desconhecido continua sendo o verdadeiro Deus. Os atenienses do tempo de Paulo tinham altares a seus deuses e em seu zelo tinham um para o Deus desconhecido. O Deus desconhecido é o Deus sobre Quem Paulo lhes falou. O verdadeiro Deus lhes era desconhecido.
O nosso propósito é apresentar o Deus da Bíblia em Sua natureza e perfeições pessoais. O leitor é convidado a meditar sobre o que é revelado nas Sagradas Escrituras. E que o Espírito da verdade nos guie à verdade!

C. D. Cole
10 de mai. de 2008

A JUSTIFICAÇÃO


A justificação é um ato de Deus instantâneo, eterno, gracioso, livre e judicial, pelo qual, devido ao mérito do sangue e da justiça de Cristo, um pecador arrependido e crente é livrado da penalidade da Lei, restaurado ao favor de Deus e considerado como possuindo a justiça imputada de Jesus Cristo. Em virtude disso, o crente recebe a adoção como filho de Deus.
Deus é o autor da justificação. O homem nada tem que ver com a sua justificação, salvo para recebê-la através da fé que o Espírito Santo o habilita a exercer. A Escritura declara: É Deus quem justifica. (Rm 8.33). E outra vez lemos: Sendo justificados livremente pela Sua (de Deus) graça por meio da redenção que está em Cristo Jesus (Rm 3.24). Podemos dizer que Cristo nos justifica no sentido de que Ele pagou o preço da nossa redenção.
A justificação é um ato e não um processo. Ocorre e está completa no momento em que o indivíduo crê. A justificação não admite graus ou fases. Por exemplo, a respeito do publicano lemos que ele desceu para sua casa justificado. Ele foi justificado completamente no momento em que colocou sua fé na obra propiciatória de Cristo. A justificação do crente está posta, sempre, em tempo passado. Em toda a Bíblia não há a mais leve alusão a um processo contínuo na Justificação.
Quando alguém se justifica, justificado está por toda a eternidade. A justificação não pode jamais ser revogada ou revertida. É uma vez por todo o tempo e eternidade. Por essa razão, Deus pergunta: Quem lançará qualquer acusação contra os eleitos de Deus? (Rm 8.33). Cristo pagou inteiro resgate e fez completa satisfação por todos os crentes. De outra maneira, Cristo teria de morrer outra vez, ou então o crente cairia em condenação pelos seus pecados futuros. Mas lemos que a oferenda de Cristo se fez uma vez por todas (Hb 10.10), e que o crente não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida (Jo 5.24).
O crente já passou o juízo. Foi julgado e absolvido completamente e eternamente. Paulo ensinou uma justificação eterna e imutável que se mostra no fato dele se sentir chamado a defender sua doutrina contra os ataques dos que defendiam a licença ao pecado. Essa é a acusação que se faz hoje contra a doutrina da justificação.
Lemos também em Hb 10.14 — Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados. — É verdade que são os santificados que estão sob consideração neste texto, mas ele é aplicável aos justificados também. Porque, santificados e justificados são um. Se os santificados são aperfeiçoados para sempre, assim são os justificados. A perfeição aqui é a de estar diante de Deus.
O pecador não merece nada das mãos de Deus, exceto condenação. Logo, a justificação é inteiramente de graça. Está assim estabelecido em toda a Escritura, exceto por Tiago que empregou o significado secundário do termo. No sentido primário do termo, entretanto, a justificação nunca está representada como sendo através das obras, ou da obediências do homem. (Vejam Rm 3.20; 4.2-6; Tito 3.5).
Enquanto a justificação é na base da obra meritória e expiatória de Cristo, contudo, da parte de Deus, ela é livre e espontânea, posto que Deus-Pai não estava sob nenhuma obrigação de aceitar a Cristo como nosso substituto.
A justificação, no sentido primário, é um termo forense ou legal. É um ato do tribunal do céu. Não faz o crente internamente justo ou santo. Torna o crente justo apenas aos olhos de Deus. Muitos confundem a justificação com a santificação, mas elas não são a mesma coisa. Justificação é apresentada como o oposto de condenação, ao passo que santificação como o oposto de uma natureza pecaminosa. (Rm 5.18).
Os fundamentos da justificação são o sangue e a justiça de Jesus Cristo. A fé é um meio de justificação, mas não é o fundamento dela. Nada no homem é fundamento da justificação. Deus requer perfeição. O homem, por causa da depravação da carne, não pode render obediência perfeita, mesmo depois da regeneração. Por essa razão, a justificação deve achar seu fundamento fora do homem.
A justificação toma tanto o sangue como a justiça de Cristo para constituir o seu fundamento. O Seu sangue nos justifica negativamente, Sua justiça, positivamente. Em outras palavras, o sangue paga a penalidade pelos nossos pecados, e a justiça dá posição positiva perante Deus.
Não há contradição entre Tiago e Paulo quanto ao fundamento da justificação. Paulo simplesmente usou a palavra grega dikaioo no seu sentido primário, para significar fazer alguém legalmente justo, ao passo que Tiago a usou no seu sentido secundário, para significar como alguém se mostra e prova estar justo. O mesmo uso que Tiago faz do termo pode-se achar também em Mt 11.9 e 1 Tm 3.16. Paulo ensina que nos é dada uma posição justa diante de Deus pela fé. Tiago ensina que provamos nossa justificação pelas nossas obras.
Há tanta necessidade de reconciliar Tiago consigo mesmo, como de reconciliar Tiago com Paulo, porque Tiago afirma que Abraão creu em Deus e que isso lhe foi reconhecido como justiça. (Tiago 2.23).
A fé em Cristo é o meio de justificação. Isto é, pela fé é que a justificação é aplicada. Ninguém se justifica, senão os que crêem. A fé é logicamente anterior à justificação, ainda que não cronologicamente anterior. A justificação é através da fé, porque a justificação é só uma de uma série de atos pelos quais Deus nos ajusta para Seu reino, aqui e além. Sem fé a justificação nada e não ajudaria a realizar o propósito de Deus em nós.
A fé não tem mérito em si mesma. Ela não é aceita em lugar da nossa obediência. Nem ela produz um rebaixamento do padrão de Deus, de modo que possamos ganhar favor com Deus pelas nossas obras.
Em Rm 10.4 lemos — Cristo é o fim da Lei para justiça de todo àquele que crê. E Gl 3.13 diz — Cristo nos remiu da maldição da Lei fazendo-se maldição por nós.
Isso quer dizer que, para o crente, a Lei não é mais um instrumento de condenação. Os demônios se reuniram em tremenda fúria e atiraram seus dardos de condenação contra Cristo sobre o madeiro. Ele recebeu esses dardos no Seu próprio corpo na cruz, consumiu sua força e robou-lhes o poder de condenarem o crente. Por essa razão, o crente nunca entrará em condenação (Jo 5.24; Rm 8.1). Cristo morreu como substituto do crente, razão pela qual o crente é para a Lei como um morto.
Assim, a justificação não só alforria o homem da penalidade da Lei, mas o faz diante de Deus como alguém que nunca quebrou a Lei. A justificação torna o crente tão inocente perante Deus em relação à sua posição como Adão o foi antes de cair.
Ou seja, o crente não só é inocente perante Deus, mas é considerado como possuindo a perfeita justiça de Cristo. Logo, tanto quanto se considera a posição e o destino do crente, ele é reconhecido como sendo tão justo como Cristo. Glória a Deus por isso!
No amor de Cristo,
Pr. Pedro Corrêa Cabral
6 de mai. de 2008

Tente Outra Vez...


Em tempos de crise, até que o governo brasileiro “mandou bem”. Entre tantos desacertos e até mesmo diante de uma hilária “proposta” para que se criasse o Ministério do ‘vai dar M...’ , os comerciais da nova campanha de motivação do governo federal caíram no gosto do povo. O slogan “Sou Brasileiro! Eu não desisto nunca!” entrou como uma luva num povo sofrido, que tem como força última exatamente o fato de não desistir... mas às vezes desiste.
Muitos desistiram de ser honestos... aliás esse grupo é o que mais aumenta. Outros desistiram de procurar um trabalho digno e se enveredaram pelo mundo do crime. Há ainda aqueles que nunca desistiram simplesmente porque nunca tentaram nada na vida... esses com certeza são os piores... nunca desistiram porque nunca tentaram. Outros ainda desistiram daquilo que lhes era primordial: a própria vida... é impressionante o número de suicídios que são cometidos no Brasil.
Pensando comigo mesmo, cheguei a uma conclusão: só há UM que nunca desiste de verdade... aquele que criou todas as coisas e apesar de sua própria criação querer ter se afastado dEle em momento algum deixou de ser fiel a si mesmo: Deus.
“Se somos infiéis, Ele permanece fiel... pois de maneira alguma pode negar-se a si mesmo.” É o que diz a Palavra. A fidelidade de Deus independe de nossa “perfeição”. Quantas vezes quando nós mesmos já desistimos de nós... Ele nos toma em graça e nos levanta novamente ? Quem faria isso a não ser alguém que não desistisse nunca ?
Seria interessante que aqueles que dizem ser o corpo de Cristo realmente manifestassem o que a cabeça pensa... se a cabeça não desiste nunca, por que o corpo deixa padecer um membro e desiste dele ? Isso é só pra pensar um pouco...
Voltando à propaganda, interessante também é ouvir uma música do “maluco beleza”, Raul Seixas incentivando o povo a ter fé em Deus, a ter fé na vida... a tentar outra vez... só me resta aqui acreditar tanto naquilo que os teólogos chamam de “graça comum”, ou seja, que por mais longe que se esteja do criador, há sempre no ser humano traços daquele que o criou, como também ficar com as palavras de Jesus: “se eles se calarem.. as próprias pedras clamarão”.
Não duvido disso... hoje em dia quando as igrejas ensinam a ter fé na fé... fé no pastor... fé no apóstolo... quando as igrejas punem categoricamente aqueles que “erraram” para serem execrados por uma turma de santos-fariseus-sepulcros-caiados... eis que surge ele, Raul Seixas... cantando... “tente outra vez... tenha fé em Deus...” e eu me pego a rir das “ironias de Deus”... pedras clamando...
Isso mesmo... só tenta outra vez de verdade aquele que conhece Aquele que, de verdade, não desiste nunca. Porque Ele não desiste nunca eu posso tentar... porque Ele não desiste nunca eu posso acreditar que minha queda não foi o fim... porque Ele não desiste nunca eu posso descansar nEle todas as minhas desistências, e prosseguir... porque Ele não desiste nunca eu posso desistir de controlar a minha vida, e deixar que Ele a controle...
Eu já desisti muitas vezes... e em todas elas ouvi, às vezes com a dureza de um Pai quando corrige seu filho, mas sempre com carinho e doçura aquela voz inconfundível, doce como o som da brisa que sopra de manhã, intensa como o som de muitas águas, firme como as montanhas que hoje tento escalar... a voz do Mestre... falando claramente em meu coração: “Tente outra vez.... Eu sou Deus!! Eu não desisto nunca!!”
Glórias, pois, a Ele...
Com amor e perseverança,
José Barbosa Junior
4 de mai. de 2008

Murmuração


Você crê que é capaz de concluir o dia de hoje sem reclamar para você mesmo, ou para outra pessoa, através de murmuração e uma verbalizada chateação? Você pode imaginar como seria um dia totalmente livre de toda e qualquer lamúria?

Imagine se você viesse a substituir toda reclamação por uma positiva sugestão! Pense na positiva e produtiva influência que isso traria para o seu trabalho e nos seus relacionamentos! Pense como isso poderia reduzir o seu nível de estresse! Imagine, ainda, se você substituísse toda reclamação por uma ação positiva? Imagine a energia que seria redirecionada para uma ação criativa ao descartar todo e qualquer pensamento negativista de crítica e exaustiva busca de se achar um culpado para aquela situação! Pense nas oportunidades que poderiam surgir, e num novo universo que iria despontar à sua frente, em função de uma nova atitude para com a vida!

Claro que você não vai querer que as pessoas pisem e passem por cima de você. Em vez disso, espere pelo melhor e recuse-se a gastar o seu tempo e energia em inúteis e inconseqüentes lamúrias. Todas as vezes que você sentir uma forte inclinação para a lamúria, faça um desafio a si mesmo de buscar uma positiva alternativa e colha os maravilhosos benefícios de olhar para frente ao invés de olhar para trás.
Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo. (Filipenses 2:14-15)

Marcello Britho
2 de mai. de 2008

Pastoral de maio


O DEUS DOS CRISTÃOS
A qualidade de vida cristã está diretamente relacionada àquilo que cremos a respeito de Deus. Todas as nossas atitudes, relações, comportamentos e valores, bem como toda a nossa compreensão do mundo e das pessoas, dependem do que Deus significa para nós. Neste sentido, precisamos estar atentos para não crermos num Deus criado a partir da nossa própria experiência. Ele não é fruto da nossa criação! Embora seja importante ter uma experiência com Deus, tal experiência não serve de base para conceituarmos a pessoa de Deus. Por que não? Porque nossas experiências diferem umas das outras. Nossas experiências são absolutamente individuais e subjetivas. Desta maneira, a melhor referência para conhecermos um pouquinho a respeito de Deus é a Bíblia, porque ela nos fala do que o próprio Deus revelou acerca de si mesmo.
A revelação que Deus faz dele próprio na Escritura está associada aos eventos da história. É algo concreto, objetivo, externo a nós mesmos. Ou seja, à medida que o povo de Deus ia tendo necessidades, o Senhor ia se revelando, posto que Sua revelação sempre teve propósitos redentores. Deus jamais fez revelações de Si mesmo apenas para matar a curiosidade humana.
A oração de Ezequias, registrada em Isaías 37:14-35, é rica em conceitos sobre Deus, porque Ezequias sabia como Deus havia se revelado na história de Seu povo.
Assim, descobrimos que Deus é acessível (v.14-15) – O templo era a manifestação material da presença de Deus. Ezequias foi, portanto, ao templo e orou ao Senhor. E Deus ouviu aquela oração. Este é o Deus dos cristãos! Um Deus presente, acessível e que ouve as nossas petições. Não um deus qualquer, que não ouve nem vê.
Deus é também grandioso e soberano (v.16) – Se Senaqueribe era um poderoso general de um forte exército, Deus é o “Senhor dos exércitos”, os quais estão sob Seu domínio. Ezequias reconhecia que todo poder era concedido por Deus. Ele é o Senhor de tudo e de todos. Ele é o Deus soberano, majestoso, Senhor de todas as coisas visíveis e invisíveis. Ele é um Deus presente.
Deus é, ainda, Único e Verdadeiro (v.16-20) – Ezequias faz uma verdadeira declaração de fé, contrastando com os deuses pagãos, que têm olhos, mas não vêem, têm boca, mas não falam, têm pés, mas não andam. Confessar Deus como Único e Verdadeiro é excluir qualquer possibilidade de idolatria. Deus é exclusivo. Não há outra possibilidade além dEle. Se o homem O exclui da sua vida, depara-se com o caos de si mesmo e passa a ser escravo de poderes que o alienam ainda mais. Confiar em Deus é crer na verdade, é ter a verdadeira vida.
Além disso, o nosso Deus responde às nossas orações (v.21-23 e 30-32) – Após a oração de Ezequias, Deus mandou a Sua resposta através do profeta Isaías, dizendo que Jerusalém poderia menear a cabeça em desdém porque a força de Senaqueribe não era nada diante do poder do Senhor. Senaqueribe não sabia com quem estava lidando. Não era um deus qualquer, fraco e inexistente. Não! Esse era o Deus verdadeiro, o “Santo de Israel”, aquele que responde à oração segundo a Sua soberana vontade.
Deus é também aquele que está no controle de tudo (v.24-29) – Uma mensagem central desta passagem é que Deus tem o controle de todas as coisas. Ele é o Senhor da História. Senaqueribe foi, na verdade, instrumento de Deus para a eliminação de cultos pagãos (v.26). Deus pode usar uma pessoa, mesmo que ela não saiba, pois Ele conhece cada passo da nossa vida (v.28). Apesar das catástrofes mundiais Ele não perde o controle.
O nosso Deus é, sobretudo, um Deus que nos protege (33-35) – Da mesma forma como Deus é poderoso para usar alguém para Seus propósitos, mesmo não sendo um servo seu, Ele é poderoso para guardar os Seus filhos. A cidade não seria invadida, porque Deus disse que a defenderia e a livraria (v.35).
É nesse Deus Único e Verdadeiro que nós, os cristãos de todos os tempos, confiamos, porque Ele é um Deus que cumpre as promessas que faz.
No amor de Cristo, Rev. Pedro Corrêa Cabral